Essa obra é fruto da Lei de Incentivo à Cultura da cidade de Juiz de Fora. É realmente maravilhoso perceber que os avaliadores de projetos de leis de incentivo têm começado a compreender a importância cultural das HQs e aprovado projetos como esse. O álbum impressiona pelo volume de páginas, 188, sendo que temos mais de 170 páginas desenhadas por um dos maiores mestres do traço de todos os tempos, Mozart Couto. A arte de Couto é simplesmente delirante, o artista encontra-se em sua melhor fase, e cada página é um deleite visual, ele explora ângulos inusitados, cria desenhos marcantes de página única, impressiona com a beleza e o domínio do desenho das figuras humanas e na exuberância de seus contrastes claro-escuro. As sequências envolvendo embates entre magos e ocultistas trazem-nos a genialidade do artista, certamente um dos maiores do mundo na arte de desenhar atmosferas mágicas e de fantasia.
(Foto do Ciberpajé)
Não me canso de admirar a expressividade, o movimento e a fluidez do desenho desse grande mestre. Alexandre Grincenkov é um roteirista estreante que teve a grande sorte de trabalhar com um gênio das HQS, mas obviamente, Couto abraçou o projeto porque identificou-se com ele. A trama criada por Alexandre é bela e comovente e explora com conhecimento de causa aspectos relativos à espiritualidade, à busca da transcendência e à importância de estarmos focados no agora. Um álbum que certamente resistirá ao tempo e que caminha na contramão da tendência idiotizante contemporânea das HQs de retratar seres niilistas urbanos e as mesquinharias e paspalhices de suas vidas mediocres. Estamos falando aqui de arte genuína! Se você gosta de quadrinhos, leia "O Veneno de Deus". O Ciberpajé recomenda!
Entrevista do Ciberpajé Edgar Franco, artista transmídia, pós-doutor em artes e professor do Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual da UFG - Universidade Federal de Goiás, tratando de suas produções e pesquisas na área das histórias em quadrinhos. Entrevista conduzida pelo jornalista Jota Sobrinho para o Jornal Metrópole da TV Metrópole de Goiânia, GO.
O pesquisador Dr. Gazy Andraus resume o conteúdo da entrevista nessa resenha:
"Excelente entrevista do Ciberpajé Edgar Franco para uma TV de Goiânia. Fala da importância das HQs como linguagem que não é menor que a literatura escrita; mostra o álbum Biociberdrama Saga lançado pela Editora da UFG como parte de uma coleção de livros de arte; expõe os livros teóricos sobre HQs e Fanzines (organizado pelo saudoso prof. Elydio Santos Neto e Marta Silva), elencando também seu livro sobre HQtrônicas. Expõe as pesquisas atuais de HQforismo cujo conceito foi idealizado por ele e Danielle Barros e explica mais sobre a questão da pesquisa de vanguarda na área das HQs e Zines, tanto nas teorizações como nas práticas exemplificando com o álbum Retrogênese e o fanzine Uivo. Vale a pena assistir e levar aos rincões das faculdades de educação e pedagogia, letras e artes para entenderem melhor que não devem ter preconceito com essa arte, pois que em realidade não a conhecem. Edgar Franco ajuda nessa entrevista a esclarecer um pouco do valor dos quadrinhos dirimindo o preconceito acadêmico e anacrônico." Confira no LINKa entrevista já editada apenas com o trecho em que o Ciberpajé participa do Jornal Metrópole:
Confira um trecho do texto: "Sobre como conheci um dos artistas performáticos mais geniais das Gerais"
"O Edgar é uma peça rara. Sim, ele... o Edgar! Edgar Franco! Ou: o Oidicius (me orgulho de presenciar o nascimento dessa velha persona), o Lobo Pós-humano, o ser por trás do projeto Posthuman Tantra e, mais recentemente, como ele mesmo se denomina com maior apreço, o Ciberpajé.
Conheci o Edgar nos idos de 1995, salvo engano. Foi numa partidona de RPG (já entrou nessa?), aqueles jogos estratégicos no modelo Dungeons and Dragons, tão caros à galerinha que, alguns anos antes, ainda usava shorts e tênis rasgados atirados bem longe na hora de assistir algum episódio inédito da "Caverna do Dragão". De cara, me causou um expressão de estranheza aquela figura, já um "mestre" no jogo, tão imponente e ameaçador mas, ao mesmo tempo, sorridente e carismático às pampas.
Jogatina à parte, Edgar me recebeu muito bem. Convidou eu e mais uns amigos presentes para ir conhecer alguns discos (raridades "metaaal", brother!) na casa dele, bem como algumas de suas obras, exímio artista gráfico que sempre foi, já borbulhantes em publicações de vanguarda, underground, fanzines e HQs alternativos de pirar a batatinha - gênese dos delírios ciber-psicodélicos que contaminavam o cara por todos os poros, aquela imaginação fixa numa ideia de caos reformulador do universo, que expande os sentidos através da total ruptura de parâmetros impostos. Altos papos. Eu nunca havia conhecido ninguém sinceramente tão questionador, e avesso a limites autoritários. Não é exagero dizer que ali, diante de tanta arte conceitualmente vibrante e arrojada - com um olho no futuro e o outro na selvageria primitiva, vil e humana - eu perdi o cabaço em termos de criação independente." (Denio Alves)
(continua...)
Print do post do blog do De pouco um tudo de Denio Alves
No estúdio Oca, o Ciberpajé consuma a finalização das gravações do novo álbum do Posthuman Tantra "Lúcifer Transgênico".
O Posthuman Tantra em suas performances, tem o grupo formado pelo Ciberpajé Edgar Franco (musicista e performer), I
Sacerdotisa Rose Franco (musicista e performer), Luiz Fers (Performer e
Figurinista) e Lucas Dal Berto (VJ).
As gravações foram do dia 14 de fevereiro ao dia 19, duraram 6 dias. O Ciberpajé gravou uma faixa por dia, cada uma com 6 minutos de duração. 6 dias, 6 faixas, 6 minutos cada.
Ciberpajé finaliza o álbum Lúcifer Transgênico em seu estúdio Oca em Goiânia - foto Lucas Dal Berto
Ciberpajé fotografado durante a finalização do álbum Lúcifer Transgênico - foto: Lucas Dal Berto
Ciberpajé no estúdio Oca em Goiânia gravando Lúcifer Transgênico - foto: Lucas Dal Berto
No momento o Ciberpajé está envolvido com a finalização da arte da capa do CD e com a masterização final das faixas gravadas.
"Lúcifer Transgênico" será lançado no primeiro semestre de 2015 pela gravadora "Terceiro Mundo Chaos Discos".
Agora confira o vídeo gravado por Lucas Dal Berto durante a finalização das gravações do novo álbum do Posthuman Tantra "Lúcifer Transgênico", em que o Ciberpajé falou brevemente sobre o conceito que engendra a obra.
Aguarde nossa próxima postagem com um vídeo em que o Ciberpajé falará sobre o processo criativo da capa do CD, do conceito artístico e outros aspectos de sua concepção.
No dia 16 de fevereiro de 2015, em
entrevista ao jornalista Jota Sobrinho, Edgar Franco - Ciberpajé falou sobre
suas pesquisas e criações em Histórias em quadrinhos, de suas publicações
Biocyberdrama Saga, Retrogênese, fanzines e outras criações. Falou sobre os
HQforismos, um conceito que criou junto com a IV Sacerdotisa da Aurora
Pós-Humana Danielle Barros, doutoranda da Fiocruz, que se refere à junção de
Histórias em quadrinhos e aforismos. Franco também falou das HQtrônicas
(Histórias em quadrinhos eletrônicas - termo cunhado por ele), do potencial
didático das HQs e as possibilidades ilimitadas dos quadrinhos como linguagem
artística, entre outros assuntos.
Ciberpajé nos estúdios da Rede Metrópole (print da tela de exibição)
No dia que foi ao ar o programa teve problemas de áudio, mas agora você pode assistir aqui!
Confira o vídeo da participação do
Ciberpajé no programa “Jornal Metrópole” da Rede Metrópole de Televisão:
A fala de Edgar Franco está contida entre 26:39' a 40:22' do vídeo.
O
Ciberpajé estava trabalhando nas gravações do próximo álbum de estúdio “Cybershaman’s Rising” a ser lançado pela gravadora Suíça “Legatus Records”, responsável pelo lançamento de dois álbuns anteriores da banda Posthuman Tantra, que em suas
performances é formada pelo Ciberpajé Edgar Franco (musicista e performer), I
Sacerdotisa Rose Franco (musicista e performer), Luiz Fers (Performer e Figurinista)
e Lucas Dal Berto (VJ), - quando recebeu o convite de Alexandre Casalunga, proprietário do selo
“Terceiro Mundo Chaos Discos” para a criação de um trabalho a ser lançado por
sua gravadora.
Ciberpajé fotografado por Lucas Dal Berto nas gravações do novo álbum do Posthuman Tantra [1]
Ciberpajé fotografado por Lucas Dal Berto nas gravações do novo álbum do Posthuman Tantra [2]
A princípio a obra seria um EP, mas
entusiasmado com o convite, Edgar Franco decidiu criar um álbum completo e pela primeira vez
lançar um disco com todas as faixas em língua portuguesa.
Ciberpajé fotografado por Lucas Dal Berto nas gravações do novo álbum do Posthuman Tantra [3]
O conceito, as letras
e as composições foram trabalhadas pelo Ciberpajé durante os meses de janeiro e
fevereiro de 2015, e com todo o material composto, ele lançou-se ao desafio de
entrar em estúdio e gravar as 6 músicas, de 6 minutos cada, em 6 dias.
Ciberpajé fotografado por Lucas Dal Berto nas gravações do novo álbum do Posthuman Tantra [4]
Estúdio do Ciberpajé em sua oca em Goiânia - GO
No dia 14 de fevereiro, entrou em
seu estúdio Oca, em Goiânia e iniciou as gravações da obra. O álbum conceitual,
traz 6 faixas, com letras de 6 versos cada e conta a história da iminente auto
extinção da espécie humana e da regeneração completa de Gaia, fazendo surgir
uma nova espécie consciente e pós-humana, em nosso planeta renovado.
Ciberpajé fotografado por Lucas Dal Berto nas gravações do novo álbum do Posthuman Tantra [6]
O título do álbum é “Lúcifer
Transgênico” e a previsão de lançamento é para o primeiro semestre de 2015. Em
breve a capa do álbum será revelada.
Vídeo breve de trecho das
gravações da faixa “Ato III – Desanimalização”.
No nosso próximo post, o Ciberpajé falará mais sobre o novo
álbum do Posthuman Tantra – “Lúcifer Transgênico”, aguardem!
Ciberpajé no estúdio da Rede Metrópole com o jornalista Jota Sobrinho [1]
Em entrevista ao jornalista Jota Sobrinho, Edgar Franco - Ciberpajé falou sobre suas pesquisas e criações em Histórias em quadrinhos, de suas publicações Biocyberdrama Saga, Retrogênese, fanzines e outras criações. Falou sobre os HQforismos, um conceito que criou junto com a IV Sacerdotisa da Aurora Pós-Humana Danielle Barros, doutoranda da Fiocruz, que se refere à junção de Histórias em quadrinhos e aforismos.
Franco também falou das HQtrônicas (Histórias em quadrinhos eletrônicas - termo cunhado por ele), do potencial didático das HQs e as possibilidades ilimitadas dos quadrinhos como linguagem artística.
Edgar Franco é um criador, pesquisador e artista multimídia há mais de duas décadas, e sem dúvida um grande nome nda arte autoral de quadrinhos brasileiros, e aqui mais uma vez dando sua contribuição em divulgar a arte sequencial ao grande público, nesta entrevista.
Ciberpajé no estúdio da Rede Metrópole com o jornalista Jota Sobrinho [2]
A entrevista vai ao ar hoje 16 de fevereiro de 2015 a partir do meio dia (das 12 às 13 h)- CONFIRA A ENTREVISTA NO LINK: Portal Metrópole 360 | O Portal do Estado de Goiás! http://metropolenews.tv.br/