quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Ciberpajé realiza palestra sobre Transmídia e criação autoral na Faculdade Estácio em Goiânia - Veja como foi:

No dia 25 de outubro de 2016, entre 20:30 e 22:30, o Ciberpajé Edgar Franco ministrou conferência no evento "Explore: Semana Integrada de Design", promovido pela universidade Estácio, em Goiânia.
A palestra teve como tema: Transmídia, arte e magia: processos criativos de universos ficcionais", e nela o Ciberpajé explorou o contexto criativo de seu universo ficcional da "Aurora Pós-humana" destacando críticas ao nosso momento hipertecnológico, às redes sociais, ao hiperconsumo e ao domínio global das multinacionais ávidas por lucro. Também tratou do fenômeno pós-humano e de seus desdobramentos sócio-culturais e ambientais. A palestra contou com presença de alunos dos cursos de Design Gráfico, Design de Moda e Design de Ambientes.
Veja abaixo algumas fotos da conferência.

 Ciberpajé durante palestra na Faculdade Estácio

  Ciberpajé durante palestra na Faculdade Estácio

  Ciberpajé durante palestra na Faculdade Estácio

  Durante a palestra do Ciberpajé na Faculdade Estácio faltou energia por cerca de 10 minutos, mas a palestra continuou no escuro!!

   Ciberpajé durante palestra na Faculdade Estácio

 Ciberpajé durante palestra na Faculdade Estácio

  Ciberpajé durante palestra na Faculdade Estácio

 Pose acadêmica do Ciberpajé com os organizadores e monitores do evento!

O Ciberpajé agradece o convite do Prof. Msc. Frederico Carvalho Felipe e à faculdade Estácio.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

[Palestra Hoje] Ciberpajé fala sobre Transmídia e criação autoral na Faculdade Estácio em Goiânia, saiba mais:

O Ciberpajé é uma das atrações de hoje na Semana Integrada de Design da Faculdade Estácio, em Goiânia, em que fará palestra sobre Transmídia e criação autoral.



O evento é hoje dia 25/10/2016 às 20:30 na Avenida T-3, n 2736, Setor Bueno, em Goiânia!




Esperamos vocês lá!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Site 'Caneta e Café' divulga o lançamento da segunda edição de 'BioCyberDrama Saga'

'Coluna de Quadrinhos', do jornalista Francisco Costa, que integra o site 'Caneta & Café', publicou uma matéria sobre o lançamento da segunda edição ampliada e em capa dura do álbum de ficção científica BioCyberDrama Saga escrita por Edgar Franco e desenhada por Mozart Couto, a ser realizado durante o III Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial (III FNPAS) na FAV/UFG em Goiânia.


Print de parte da matéria do Caneta e Café


O lançamento da segunda edição de BioCyberDrama Saga e show do Posthuman Tantra acontecerão dia 22/10/16, a partir das 18:00 durante o III FNPAS na Faculdade de Artes Visuais na Universidade Federal de Goiás em Goiânia.

Mais informações:

Evento criado no Facebook - https://www.facebook.com/events/931314553679532/

Programação III FNPAS - https://forumaspasgoiania.wordpress.com/programacao/

Confira a matéria do Caneta e Café na íntegra clicando no link abaixo:

[Coluna de quadrinhos] HQ Brasileira de ficção ganha segunda tiragem

Matéria sobre o Ciberpajé é publicada na Agência de Notícias 'Moara' vinculada ao curso de jornalismo da UFG

Ciberpajé é tema de matéria publicada na Agência de Notícias Moara, vinculada ao curso de jornalismo da UFG. O texto fala das  suas origens como artista, apresenta um panorama de suas múltiplas atuações nas ciberartes, música, quadrinhos, arte e tecnologia, aforismos, entre outros. Destaca sua transmutação em Ciberpajé, cita algumas de suas principais obras lançadas, e sua atuação também como professor e pesquisador. Ressalta suas críticas à sociedade mercantilista, competitiva, hiperconsumista e desconectada da natureza. A segunda parte da matéria enfatiza as críticas que o Ciberpajé faz ao mundo acadêmico por formar autômatos e grupos dogmáticos cientificistas, defendendo a necessidade da implosão do sistema atual que rege as universidades. O texto elucida que apesar de ser um pensador que incomoda o pensamento instituído, o Ciberpajé não se coloca como guru de ninguém e instiga para que as pessoas pensem por si mesmas. Conforme trecho que finaliza a matéria, que sintetiza muito bem, destacamos:



"Edgar Franco ressalta que a ciência tornou-se um dogma quase hegemônico, que abomina tudo o que é subjetivo e criativo. Para ele, não havendo mais como restaurar ou melhorar esse sistema, a única solução seria a destruição total do mesmo e, posteriormente, a sua reconstrução.

Como uma espécie de Cavalo de Troia, o professor segue com suas funções dentro da universidade, mas sem se curvar perante certos dogmas estabelecidos: “Sigo na academia, pois fora dela não poderia auxiliar a romper com seus paradigmas apodrecidos, mas nunca escrevi um artigo ou criei arte para cumprir tabela, para ganhar nota A1 na avaliação da Capes feito um ratinho pavloviano.”

A comparação de Edgar se refere ao experimento de condicionamento respondente do médico russo Ivan Pavlov, feito na década de 1920. Basicamente, a experiência consistia em tocar um sino toda vez em que determinado cão fosse alimentado. Passado algum tempo com a mesma rotina, os cachorro em questão passava a salivar após ouvir o sino, mesmo não havendo comida no local. O som do sino foi associado à comida pelo animal. O experimento demonstrava meramente uma atitude de resposta via estímulo. Um ratinho pavloviano não pensa: apenas quer a comida, salivando em decorrência do som emitido.

Longe dos estímulos-respostas que negam o pensamento, Edgar Franco segue sua trajetória artística e acadêmica. Ele não se deixa persuadir pelo “sino” das normas e convenções sociais. O professor esclarece que, apesar da alcunha de Ciberpajé, não tem a pretensão de ser alguém que toca o “sino de Pavlov”: “O Ciberpajé não é um guru ou líder espiritual, ou algo nesses termos. Ele é só um ser buscando a única revolução possível: a dele mesmo!”


A matéria foi redigida por Eduardo Spicacci, designer gráfico e estagiário da agência Moara. Veja abaixo um print da reportagem que pode ser conferida na íntegra no link:  http://magmundi.wixsite.com/agenciamoara/um-artista-contestador



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Ciberpajé concede entrevista iconoclasta à Revista ARCO da Universidade Federal de Santa Maria

Foi publicada a matéria com entrevista concedida pelo Ciberpajé Edgar Franco ao jornalista Germano Molardi para Revista ARCO, da Universidade Federal de Santa Maria. A revista ARCO é uma publicação voltada ao jornalismo científico e cultural, e possui versão impressa e digital. Na entrevista, o Ciberpajé fala sobre vida e criação, suas críticas ao mundo acadêmico, ao produtivismo, falando sobre suas influências artísticas e seu ideário. Conforme trecho introdutório:

"Sua forma de viver, como diz, tem causado furor nos espaços acadêmicos onde convive. A sua visão a respeito da arte e da Academia também. A Revista Arco conversou com ele para saber mais sobre a sua trajetória, sobre o personagem que criou e que a ele foi incorporado e sobre as suas produções artísticas. " 

Leia alguns trechos, com as falas do Ciberpajé:

(...) Apesar de uma pseudoaparente maior diversidade e tolerância ao diferente que é apregoada midiaticamente como algo que existe, sabemos que o mundo tem caminhado para o inverso disso. Nessa vida, não me lembro de experienciar um período em que a cultura humana estivesse tão fragmentada e dividida em inúmeros grupelhos que tornam suas teses e leis em dogmas e passam a odiar todos os demais. São milhares de facções e subfacções culturais vomitando seu ódio a tudo que não é afinado com eles. Toda essa fragmentação tem sido insistentemente incentivada pelos governos, marionetes das multinacionais, utilizando assim o velho e muito eficaz princípio da política romana chamado "divide et impera", dividir para conquistar. Ao incentivarem o fortalecimento de milhares de grupelhos de ideologias antagônicas, os donos do poder impedem que haja a união entre as pessoas. Por isso eu me declaro livre de todos os ismos, liberto de todo e qualquer dogma, pronto para me insurgir contra os verdadeiros vilões, os monstros no poder (Ciberpajé)".

"O mercantilismo e produtivismo invadiu a universidade de maneira irreversível; pesquisadores, que deveriam ser sonhadores utópicos, criadores inspirados, tornaram-se ratos predadores buscando metas como executivos pressionados por um sistema cada vez mais predatório que incentiva não a conexão entre os pesquisadores, e sim a extrema competitividade. Programas de pós-graduação vão se tornando arenas de guerra velada, em que as pessoas se odeiam e buscam ultrapassar a pontuação de seus adversários, já que tudo é uma questão de números, uma corrida desenfreada a lugar nenhum, e os jovens estudantes que deveriam ser inspirados são negativamente influenciados. As parcas e quase inexistentes ações criadoras e transformadoras vindas das universidades são fruto de iniciativas isoladas de alguns seres especiais (Ciberpajé)."

"Outra questão premente das tais “ciências humanas” é a teoria que sobrepuja a experiência, os doutos ratos acadêmicos pautam sua torpe visão de mundo nas experiências dos outros, elegem autores como semideuses e se tornam papagaios de pirata reproduzindo teorias alheias como modelos de vida e análise da realidade. A teoria jamais sobrepuja a experiência, a teoria é um fantasma, uma ilusão que é sempre idealizada, ela indubitavelmente nasce como fruto de uma experiência particular. Mesmo a física hoje admite que o observador interfere naquilo que observa, modificando o fenômeno. Recuso-me a ler qualquer coisa que venha de alguém que coloca a teoria em primeiro plano e rejeita a experiência. Viver é experienciar, a teoria é o território dos idiotas e medrosos. O reinado absoluto do produtivismo, do mercantilismo, e da teoria em detrimento da experiência na academia é o atestado claro de que a universidade faliu, é uma instituição em estágio de total decadência rumo a um fim necessário (Ciberpajé)."

"(...) estou na universidade pelos alunos, pois encontro constantemente jovens que ainda têm a chama necessária para a autotransformação. Talvez, eu consiga atiçar um pouco essa chama e é animador conviver com essas mentes em ebulição ainda não formatadas, mas tenho consciência do meu papel irrisório dentro de uma estrutura onde reinam os valores já declarados aqui: a produtividade em detrimento do respeito e amorosidade, o mercantilismo a qualquer custo, e a teoria inócua sobrepujando a experiência. Eu não tenho esperança em um mundo melhor. Não cultivo sentimentos em relação ao que não posso mudar. O único mundo que sou capaz de transformar é o meu, todo o resto é ilusão. A transformação do mundo lá fora é consequência da transmutação interior. Enterro todas as esperanças e invisto no agora, na profunda transformação de mim mesmo, através da modificação contínua de minha realidade, experimentando minha serenidade cultivada no olho da tempestade (Ciberpajé)."


 Fotos: Rafael Happke
Captura de tela da entrevista publicada no site da Revista Arco/UFSM.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ciberpajé apresenta artigo sobre "Criação Artística e Magia do Caos" no encontro da ANPAP, em Porto Alegre

O artigo foi apresentado no dia 28 de setembro de 2016, durante o 25 Encontro Nacional da ANPAP - Associação dos Pesquisadores em Artes Plásticas, na UFRGS, em Porto Alegre. O texto, intitulado ARTE E MAGIA: PROCESSOS CRIATIVOS DE QUADRINHOS POÉTICO-FILOSÓFICOS, A REVISTA ARTLECTOS & PÓS-HUMANOS # 10, é fruto das recentes pesquisas do Ciberpajé com processos criativos de quadrinhos utilizando magia ritual como base para sua criação. A revista em quadrinhos Artlectos & Pós-humanos é uma publicação anual da editora Marca de Fantasia, ela é dedicada a publicar os quadrinhos do gênero poético-filosófico criados pelo artista Edgar Franco, o Ciberpajé, e ambientados no universo ficcional transmídia da “Aurora Pós-humana”. Franco é apontado pelo pesquisador Elydio dos Santos Neto (2012) como um dos pioneiros e principais criadores desse gênero de quadrinhos genuinamente brasileiro. Cada número da revista publica de 5 a 10 histórias em quadrinhos curtas sempre tendo como característica a exploração experimental de novos e inusitados processos criativos. O artigo apresenta os processos criativos de 3 HQs presentes no número 10 da revista (de maio de 2016) e a influência de rituais da magia ocultista ocidental contemporânea em sua construção, com destaque para a magia de sigilos de Austin Osman Spare (1919).

Apesar da ousadia e do ineditismo da pesquisa no contexto acadêmico brasileiro a recepção dos presentes foi positiva. A sessão de apresentação contou com nomes importantes da pesquisa em artes no Brasil, como Milton Sogabe (Unesp), Yara Guasque (UDESC), Fábio Fon & Soraya Braz (Unesp), Hermes Renato Hilderbrand (Unicamp) e também com a presença do notório quadrinhista e fanzineiro Sandro Andrade (UFPel). Em breve o artigo será disponibilizado na íntegra nos anais do evento.


Ciberpajé durante a apresentação do artigo (Foto da I Sacerdotisa)


Ciberpajé na mesa final de debates. (Foto da I Sacerdotisa)

Ciberpajé respondendo a uma questão do público. (Foto de Fabio FON)

Ciberpajé com o quadrinhista Sandro Andrade que foi prestigiar a apresentação. (Foto da I Sacerdotisa)



Nova resenha de "BioCyberDrama Saga" publicada no site Woo Magazine

BIOCYBERDRAMA
(Resenha de Tercio Strutzel para a coluna Dr. Geek do site Woo Magazine)

Você já ouviu falar de Extropianismo, Transumanismo, Biotecnologia, Neurotecnologia, Exteligência ou Tecnoética? Se arriscou dizer que são termos relacionados ao universo CyberPunk de William Gibson acertou. Mas não são termos restritos a esse gênero de ficção científica. Muitos cientistas, antropólogos e sociólogos estão realmente envolvidos em pesquisas sobre estes assuntos.
Mas voltando à ficção, BioCyberDrama vai partir deste mote para nos levar a um tempo futuro onde estes conceitos se tornaram a realidade vigente. Temos dois tipos de personagens além dos humanos. Os Extropianos são aqueles que migraram suas consciências humanas para chips de computador, trocando seus corpos orgânicos por interfaces robóticas.

E os Tecnogenéticos são os que se beneficiaram da mixagem antropomórfica da bioengenharia e adotaram a hibridização genética entre humanos e animais. Estas três espécies vivem em conflito em cidades-estado ao redor do planeta. Esse universo é tão complexo que os autores sentiram a necessidade de incluir um prefácio explicando em mais detalhes todos estes conceitos, fundamentos e mitologias.

Neste universo inusitado vamos encontrar Antônio Euclides, um humano ainda puro, mas indeciso sobre qual caminho seguir em termos de espécie. Esse conflito de identidade do personagem reflete exatamente a situação social e política deste mundo futurista chamado de Aurora Pós-humana. A trama se inicia em torno de Antônio e sua amiga e então se expande para mostrar toda a complexidade do universo, da mitologia e das relações entre as espécies.

Para entender as particularidades deste álbum tão peculiar é necessário ir além da própria HQ e compreender seus autores e o processo de publicação. Edgar Franco inaugurou um estilo de HQ/ilustração que foi batizado de quadrinhos poéticos, pois possuía uma estética surreal e fugia a algumas regras básicas das HQs. Em fanzines publicados na década de 1990 ele foi criando e desenvolvendo essa arte que já rascunhava os conceitos de hibridização. Felizmente eu pude acompanhar e até publicar estes trabalhos gestacionais que realmente eram diferentes de tudo o que eu conhecia. Daí fica muito claro que BioCyberDrama se trata da consolidação destas ideias e mitologias cercando personagens profundos e realistas.

Para quem não conhece Mozart Couto, posso assegurar que ele é dos mais importantes desenhistas de quadrinhos, que não deve nada para os grandes artistas do mundo. Apesar de ser um artista um tanto recluso, o mineiro ilustrou grandes obras de ficção e fantasia e conquistou inúmeros prêmios ao longo de sua carreira ainda produtiva. O leitor irá notar uma diferença contundente entre o primeiro capítulo da saga e os demais. Isso aconteceu devido ao ato de que essa parte foi publicada separadamente em 2003. Nessa época Mozart estava testando a estética dos mangás e isso influenciou seu traço em BioCyberDrama. Devido a uma série de dificuldades o álbum completo somente foi publicado dez anos depois pela editora UFG e com o status SAGA.

Do lado da literatura é complicado classificar BioCyberDrama, pois o universo transita entre a distopia, a ficção futurista e a estética cyberpunk. Do lado da tecnologia, apesar de abordar temas tão inusitados, sentimos um “quê” de realidade ao olharmos para os avanços da impressão 3D, da ubiquidade e da ciência em geral. Seja como for, é uma obra que merece ser contemplada por misturar tantos elementos inovadores.

(Leia a versão original da resenha publicada no blog Woo Magazine, no dia 28 de setembro de 2016).

Imagem de capa da resenha no site Woo Magazine