domingo, 22 de janeiro de 2017

[Ciberpajé Recomenda] Thunderstruck - Enterrem meu coração no túmulo de Bon Scott (Romance de Dimitri Brandi, 2016).


Ao receber esse livro confesso que desconhecia o gênero "Romance Rock", na verdade uma nova categoria literária que envolve narrativas com fortes referências ao universo do rock e que dependerão de certo background dos leitores para uma fruição plena. Fiquei curioso e mergulhei na sua leitura, 190 páginas que fluíram incrivelmente, pois a escrita de Dimitri Brandi é direta e envolvente, e sua construção narrativa, apesar de investir em certos subterfúgios de linguagem - como o uso de um personagem narrador já morto - não cai no pedantismo e hermetismo de certas correntes enfadonhas e autoindulgentes da literatura contemporânea. O livro que, a princípio parece trazer uma história despretensiosa, mostra-se um arcabouço de dramas que refletem muito bem a condição humana contemporânea e os seus dilemas mais evidentes de ordem racial e sexual, apresentando uma posição consciente e antidogmática em sua essência. As personagens são complexas e multidimensionais, muito bem construídas e consistentes. As referências ao universo do rock e do heavy metal enriquecem o romance para quem é amante desses gêneros musicais, mas não complicarão nem um pouco a leitura para quem os desconhece, pois essas citações sempre são seguidas de explicações e contextualizações. Trata-se do primeiro romance de Brandi, uma estreia brilhante desse artista multimídia já conhecido nacionalmente por sua atuação como mentor da banda Psychotic Eyes. Esse exemplar que tenho em minhas mãos é um pequeno tesouro, pois trata-se de uma das únicas 20 cópias feitas dessa primeira edição que ficou a cargo da Editor'a Barata Artesanal, de propriedade do poeta e ativista da cultura alternativa Luiz Carlos Barata Cichetto, que também escreveu a apresentação da obra. O Ciberpajé recomenda!

Serviço:
Thunderstruck - Enterrem meu coração no túmulo de Bon Scott. 
Romance de Dimitri Brandi, 
196 páginas / Tiragem: 20 exemplares.
Editora A Barata Artesanal, São Paulo, 2016.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Carlos Lopes da lendária banda "Dorsal Atlântica" aconselha que todos conheçam a obra do Ciberpajé

Carlos "Vândalo" Lopes com seu exemplar de BiocyberDrama Saga.


"Recebi do artista Edgar Franco Ciberpajé o livro BioCyberDrama Saga roteirizado por ele e desenhado pelo mestre dos quadrinhos nacionais Mozart Couto. Agradeço o envio e prometo retribuir à altura. Edgar e eu nos conhecemos na última SIQ - Semana Internacional de Quadrinhos - ocorrida no Rio de Janeiro em maio de 2016 graças ao amigo Octávio Aragão. Nesse encontro nossos trabalhos se conectaram, pois o livro BioCyberDrama Saga cita Antonio Conselheiro de Canudos e eu ainda não havia tornado pública a ideia de gravar um álbum sobre Canudos. Uma Coincidência que fala mais do que mil palavras, seguindo o próprio fluxo da história escrita e vivida. Queremos e estamos repensando o Brasil. Aconselho a todos que conheçam o trabalho militante e único de Franco. Cito uma entrevista recente dada ao zine Múltiplo (leia a entrevista aqui)". 

Carlos Lopes é musicista, quadrinista e mentor da banda Dorsal Atlântica. 

Apoie a campanha para o novo disco da Dorsal Atlântica no Catarse clicando no banner abaixo:



O Ciberpajé e Carlos Lopes durante a SIQ RJ, em 2016. O Ciberpajé segura o vinil clássico da Dorsal Atlântica - "Musical Guide From Stellium", e Carlos tem em mãos o CD "Transhuman Reconnection Ecstasy", do Posthuman Tantra.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

[Resenha] Dr. Rafael Senra fala sobre a entrevista do Ciberpajé ao fanzine Múltiplo # 3.

Fico grato de ter sido citado pelo Ciberpajé Edgar Franco como um artista genuíno que cria com o coração. Foi na entrevista concedida por ele para o fanzine Múltiplo # 3 (Janeiro de 2017 - Baixe-o Aqui!) em que ele cita diversos nomes de artistas, e é uma honra figurar em uma galeria de criadores tão especiais. Acho que, de todas as entrevistas dele que já li, foi a mais completa, e o fanzine Múltiplo abriu oportunidade para que falasse com profundidade de inúmeras facetas do seu projeto de vida e arte. Parabenizo à equipe da revista pelo espaço e ao Ciberpajé pela excelente fala.

Ciberpajé fotografado por Daniel Rizoto.


Aproveito a ocasião para falar do próprio Ciberpajé, um artista transmidiático dos mais interessantes e originais na cena de quadrinhos (e não apenas nela) contemporânea. Difícil é resumir toda a gama de projetos e conceitos com que ele trabalha, e nesse sentido, a entrevista compartilhada é talvez o melhor resumo para entendermos a pluralidade do seu universo artístico (que Edgar chama de Aurora Pós-Humana).

O Ciberpajé é certamente um exemplo do que o pensador Roberto Corrêa dos Santos mencionou em uma palestra (assista aqui) como sendo “uma vida de artista”. Trata-se da noção de um artista que vive integralmente cada instante de sua vida com estrita fidelidade a um projeto estético no qual acredita. Nesse paradigma, a arte torna-se mais que uma obra paralela à vida; em vez disso, a própria vida torna-se também obra de arte (realizando assim o opus alquímico tão procurado pelos antigos magos, onde o chumbo e o ouro são ao mesmo tempo metal e estado de consciência). Edgar é professor da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, e professor permanente na Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da mesma instituição. É pós-doutor em Artes pela UNB. 

Rafael Senra é artista multimídia e doutor em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Juiz de Fora. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

[Entrevista] Ciberpajé em longa e reveladora entrevista exclusiva para o lendário fanzine Múltiplo.


Ciberpajé com a versão impressa do fanzine Múltiplo # 3.

Acaba de ser lançada a terceira edição da nova fase do lendário fanzine Múltiplo. A publicação, editada por  André Carim, foi notória no fandom brasileiro na década de 90 e retornou com força em novembro do ano passado com a proposta de manter a periodicidade mensal. O Ciberpajé criou as artes de capa e contra capa do número 2 lançado em dezembro e participou também com HQs dos dois primeiros números dessa nova fase; e agora na terceira edição, de janeiro de 2017, ele foi o artista entrevistado.

Capa de Múltiplo # 3, arte de Nei Lima. 


Na longa entrevista, que ocupou mais de 30 páginas do zine, Edgar Franco revelou detalhes dos processos criativos e do ideário que envolve  suas HQs, videoclipes HQforismos, músicas, performances de sua banda Posthuman Tantra, seus trabalhos com magia e sua transmutação em Ciberpajé. Também falou do lançamento da segunda edição de BioCyberDrama Saga, seu luxuoso álbum de quadrinhos em capa dura criado em parceria com Mozart Couto e lançado pela Editora UFG. A entrevista foi conduzida por André Carim e apresenta ainda muitas outras nuances da vida e da obra do Ciberpajé Edgar Franco. O fanzine Múltiplo # 3 tem 72 páginas e pode ser baixado gratuitamente nesse link, ou ainda pode ser adquirido em sua versão impressa aqui. 

Duas páginas da longa entrevista com o Ciberpajé em Múltiplo # 3.

Além da longa entrevista o fanzine inclui a HQ "BioSimCa", do Ciberpajé, e participações de nomes importantes da cena alternativa como Nei Lima, Carlos Henry, Omar Viñole, Thina Curtis, Lafaiete Nascimento, Ed Oliver, Clodoaldo Cruz, entre outros.


Versão impressa de Múltiplo # 2, com arte de capa e contra capa criadas pelo ciberpajé, essa edição pode ser também baixada aqui.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

[Homenagem] Ciberpajé cria arte em homenagem ao quadrinhista Rodolfo Zalla.

O Ciberpajé Edgar Franco criou sua versão para "Zora - A Mulher Lobo". Uma singela homenagem ao grande mestre dos quadrinhos Rodolfo Zalla. Ele foi convidado pelo curador Bira Dantas para integrar uma exposição para homenagear Zalla, que acontecerá em Campinas (SP). Edgar Franco ressalta que se Zalla e a editora D-Arte não tivessem existido ele não seria quadrinista. A exposição é uma iniciativa da AQC SP.

Veja abaixo a arte criada pelo Ciberpajé:

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

[Entrevista] Arte, Autoria, Vida & Transmídia: Veja a entrevista completa do Ciberpajé para o programa "A Casa do Cinema".

Ciberpajé em entrevista para o programa "A Casa do Cinema"

Acaba de ser postada a versão completa da entrevista publicada semana passada com uma edição mais curta focando apenas os conceitos de Transmídia e HQtrônica. Nessa versão completa da entrevista, conduzida pela cineasta e professora Dra. Rosa Berardo, para o canal "A Casa do Cinema", o Ciberpajé Edgar Franco trata dos conceitos de transmídia, pós-humano, HQtrônicas, fala das suas criações em múltiplos suportes e mídias para o seu universo ficcional da "Aurora Pós-humana", e também da importância de optarmos pelo caminho do coração rumo à nossa integralidade como seres, a arte como uma forma de autocura e auto-revolução

A cineasta Rosa Berardo e o Ciberpajé em entrevista para o programa "A Casa do Cinema".

A versão completa tem pouco mais de 18 minutos. Confiram no Facebook, no Youtube, ou postada abaixo:



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

[Homenagem] Ciberpajé cria singelo retrato em homenagem a Zygmunt Bauman.

Zygmunt Bauman tornou-se encantado. Considerava-os um dos últimos homens sábios vivos da academia. Logo que soube de sua morte procurei uma foto e a partir dela em 15 minutos realizei esse desenho como minha singela homenagem.