A pose acadêmica do dia 17 de março de 2017! Uma alegria ter minha primeira doutoranda defendendo sua tese! Luciana Hidemi Nomura, minha orientanda no Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual da FAV/UFG, defendeu sua tese hoje com o título "Arte Robótica: Conceitos, Contextos e Perspectivas", a pesquisa envolveu a reflexão teórica e criação de uma poética em arte robótica, Nefelibata 2.0. Luciana foi minha primeira orientanda de mestrado e agora é a primeira doutora titulada sob minha orientação, uma pesquisadora tenaz e criativa, assim como uma grande amiga para a vida toda, desejo a você todo sucesso que merece! A banca contou com a participação de artistas-pesquisadores que muito admiro e que posaram para a clássica pose acadêmica, da esquerda para a direita: Prof. Dr.José César Teatini Clímaco, mestre gravurista de respaldo internacional (FAV/UFG); Dra. Rosa Berardo, cineasta e fotógrafa premiada internacionalmente (FAV/UFG); eu; a nova doutoraHidemi Nomura (PUC/GO); no notebook via hang-out o Dr. Fabio Fon, grande artista e pesquisador da arte e tecnologia no Brasil (Unesp); e Suzete Venturelli, nome seminal da criação em arte e tecnologia no Brasil com respaldo internacional (UnB). Minha gratidão a todos pelo cuidado e atenção com que se desdobraram na leitura e pelas contribuições fundamentais, e meus parabéns à Luciana pelo título e também à sua companheira Daniele Maroja que a acompanhou dando forças nessa trajetória vitoriosa.
Espaço criado para divulgação da obra do artista transmídia Edgar Franco, o Ciberpajé.
domingo, 2 de abril de 2017
Ciberpajé participa de banca de mestrado em Artes Visuais na UFSM
A pose acadêmica do dia 28 de março de 2017 foi na UFSM, em Santa Maria (RS). Aconteceu logo após a banca de defesa de mestrado em Artes Visuas de Dayvison Zambiazi. A instigante pesquisa teórico-prática foi intitulada "Ambientações de Horror: Proposta Poética em Artes Visuais", propondo uma conexão estética e conceitual de videoinstalações inspiradas pelo horror e terror literário e cinematográfico, um trabalho ousado que contou com a sensível orientação da Profa. Dra. Rebeca Stumm. Na foto a banca e o novo mestre, da esquerda para a direita: Profa. Dra. Valeska Maria Fortes de Oliveira (UFSM), o mestre Dayvison Zambiazi, o Ciberpajé (UFG), e a orientadora Profa.Dra. Rebeca Stumm (UFSM).
[Lançamento] Ciberpajé publica HQ composta por HQforismos no zine Múltiplo #6
O número 6 do fanzine Múltiplo, editado por André Carim, acaba de ser lançado e essa edição inclui uma HQ colorida de 3 páginas criada pelo Ciberpajé. O detalhe especial é o fato de tratar-se de uma HQ composta por 3 HQforismos - sub-gênero de quadrinhos poético-filosóficos batizado por Edgar Franco e Danielle Barros. A HQ, intitulada de "O", pode ser lida em qualquer ordem, o leitor pode começar pela última página, pela primeira ou pela segunda, o que promove certa polissemia à obra, demarcando uma nova exploração das infinitas possibilidades das HQs poético-filosóficas, gênero de quadrinhos batizado por Edgar Franco e do qual é um dos pioneiros.
Página da HQ "O", composta por HQforismos, nova exploração de linguagem.
A edição, com mais de 100 páginas, publicou várias HQs e também entrevistas, incluindo uma com um dos quadrinhistas pioneiros do gênero poético-filosófico, Gazy Andraus. Baixe a edição gratuitamente em formato pdf nesse link.
Capa do Múltiplo#6
segunda-feira, 20 de março de 2017
Capa de CD criada pelo Ciberpajé Edgar Franco é destaque em matéria da revista Keyboard # 44
Arte de capa criada por Edgar Franco para o CD "The Garden of Emotions", de Eloy Fritsch
Em matéria sobre o músico Eloy Fritsch, na nova edição # 44, da revista Keyboard (março de 2017), ao tratar de seu icônico CD "The Garden of Emotions", o redator Amyr Cantusio Jr destacou a arte da capa criada pelo Ciberpajé Edgar Franco e também o papel de Franco como músico experimental de vanguarda no contexto brasileiro, nas palavras de Amyr:
"A capa do CD "The Garden of Emotions" foi desenhada por outro artista de vanguarda brasileiro, que faz parte de nosso seleto e comedido núcleo de músicos experimentais de vanguarda, Edgar Franco ( que já desenhou e trabalhou comigo também em projetos paralelos. Uma obra prima." (Amyr Cantusio Jr.)
Parte da matéria sobre Eloy Fristsch que cita o Ciberpajé
A 44ª edição da Revista Keyboard Brasil está no ar
Clique no link para ler a revista na íntegra e em língua portuguesa: http://digital.maven.com.br/pub/revistakeyboard/?flip=acervo
ou no blog para a leitura em qualquer idioma: http://keyboardbrasil.blogspot.com.br/
DUETOS ESSENCIAIS: novo álbum em quadrinhos de Edgar Franco apresenta parcerias com quadrinhistas consagrados e emergentes
Capa do álbum "Duetos Essencias", arte de Edgar Franco
Acaba de ser lançado pela editora Marca de Fantasia o álbum DUETOS ESSENCIAIS, o volume de 80 páginas apresenta uma seleção de histórias em quadrinhos curtas feitas em parcerias do Ciberpajé Edgar Franco com 23 significativos artistas da cena brasileira de quadrinhos, entre nomes consagrados como Júlio Shimamoto, Gian Danton, Gazy Andraus, Luciano Irrthum, Omar Viñole, Petter Baiestorf & Antonio Eder e outros emergentes. As parcerias são de todas as formas possíveis, em alguns trabalhos Franco assina só o roteiro, em outros os desenhos, também fez arte final em HQs de alguns artistas e teve outros arte finalizando obras suas. A característica mais marcante do álbum é o experimentalismo de linguagem e a total liberdade criativa dos criadores. A obra foi pensada e montada em 2003, mas só agora foi editada. Franco e o editor Henrique Magalhães mantiveram todo o conteúdo da versão original, valorizando o aspecto histórico dessa produção. Leia o texto de apresentação da obra escrito pelo Dr. Henrique Magalhães:
"Edgar Franco eu já conhecia há alguns anos, desde a explosão dos fanzines no país em meados dos anos 1980. Ao fundar a editora Marca de Fantasia em 1995 foi ele um dos autores fundamentais para a constituição da revista Tyli-Tyli – depois Mandala – dedicada aos quadrinhos poético-filosóficos, desta forma estabelecemos uma parceria artística e afetiva que perdura até hoje. Além dos livros teóricos que Edgar nos presenteia, temos o prazer de trazer a público sua revista em quadrinhos Artlectos e Pós-humanos, em que exprime de forma mais experimental sua criação.
Em 2003 chegou-me às mãos um pacote enviado por Edgar com uma série de quadrinhos feitos em parcerias, com a proposta de edição de um álbum chamado Duetos essenciais. Foi uma grande surpresa, pois só conhecia dele o trabalho solo, como era natural dada a extrema personificação de sua obra.
O que vi foi tão impactante que de certo modo me deixou imobilizado. Foi o momento em que a editora tomava outros rumos produtivos, deixando a fotocópia de lado e partindo para a impressão em laser. Isto me possibilitava o controle da qualidade da produção, mas criava limitações sobretudo com relação ao formato. Essas condicionantes por certo foram os motivos principais para o adiamento por tanto tempo dessa edição tão seminal de Edgar, que apresentamos agora.
Depois de tanto tempo a obra vem marcada inevitavelmente pela temporalidade, mas que não deixa de ter seu valor implícito, além de representar o resgate de um tesouro perdido e que afinal veio à luz. Neste álbum é possível ver um momento muito importante da obra de Edgar Franco, um estágio de seu desenvolvimento que foi promissor para a maturidade atual. Por outro lado, mostra a humildade do autor em compartilhar com generosidade seu universo tão pessoal, encontrando ressonância em tantos artistas que, por fim, celebraram com ele a sua arte." (Henrique Magalhães)
O álbum incluí um posfácio em que Edgar Franco fala brevemente sobre a importância e singularidade de cada um dos 23 quadrinistas que desenvolverem esses "duetos essenciais" com ele, sendo eles: Shimamoto, Gian Danton, Omar Vinõle, Ricardo Borges, Luciano Irrthum, Simone Maia, Nuno Nisa, Norival Bottos Junior, Gazy Andraus, Rose Franco, RPC, Petter Baiestorf, Marcos Freitas, Roberto Schima, Henry Jaepelt, Al Greco, Luciano Teodourus, Erika Saheki, Hiiris Lassorian, Marcelo Marat, Michel, J.M.Tognon, Antonio Eder.
A obra pode ser adquirida diretamente no site da editora Marca de Fantasia, nesse link.
Alguns exemplos da variabilidade de expressões gráficas do álbum "Duetos Essenciais":
Parceria entre Edgar Franco & Júlio Shimamoto
Página de HQ em parceria entre Gian Danton & Edgar Franco
Página de HQ em parceria entre Luciano Irrthum & Edgar Franco
Página de HQ em parceria entre Gazy Andraus & Edgar Franco
Serviço:
Edgar Franco et al.
Série Repertório, 25
Paraíba: Marca de Fantasia.
2017, 80p. R$20,00.
ISBN 978-85-67732-70-1
Série Repertório, 25
Paraíba: Marca de Fantasia.
2017, 80p. R$20,00.
ISBN 978-85-67732-70-1
quinta-feira, 16 de março de 2017
Revista Acadêmica "Nós"(UEG) homenageia o Ciberpajé em número dedicado aos quadrinhos
Capa da Revista Nós (Volume 2, Número 1, Fevereiro de 2017)
O novo número da Revista Nós - Cultura Estética e Linguagens (Volume 2, Número 1, Fevereiro de 2017), publicada pela UEG - Universidade Estadual de Goiás, homenageia o Ciberpajé Edgar Franco. Cada número da revista presta homenagem a um artista e esse volume - completamente dedicado às histórias em quadrinhos - escolheu o Ciberpajé como homenageado.
Página da entrevista do Ciberpajé na Revista Nós
A homenagem envolveu diversas partes da revista, a começar pela arte da capa e por uma HQ colorida inédita criadas exclusivamente por Edgar Franco para esse número. A seção de entrevistas abre com uma entrevista com o Ciberpajé realizada pela licenciada em letras Viviane Leandra, que realizou TCC na UEG sobre a obra de Edgar Franco. A seção de resenhas incluiu uma resenha instigante do álbum BioCyberDrama Saga, de Edgar Franco & Mozart Couto, escrita pelo Dr. Ademir Luiz (UEG). Na sequência temos o "Perfil do Artista Edgar Franco", texto de oito páginas falando sobre a trajetória artística do Ciberpajé, escrito pela estudiosa de sua obra, IV Sacerdotisa Danielle Barros, artista multimídia e doutoranda pela Fiocruz-RJ.
Páginas de abertura do texto com o perfil do artista Edgar Franco na Revista Nós
Ao final do volume temos um extenso portfólio de 36 páginas com obras do artista, incluindo fotos de performances e ensaios visuais, artes diversas, HQforismos, a HQ de 6 páginas "Duo de Um" e a HQ inédita "Desvelar". A revista ainda inclui o artigo curto "Sigilos Mágicos e Processos Criativos de Quadrinhos: Notas sobre a a arte exclusiva da capa desse número da Revista Nós e a HQ Desvelar", no qual o Ciberpajé trata dos processos criativos desses trabalhos desenvolvidos para a edição.
Algumas páginas do port-fólio selecionado de obras do Ciberpajé Edgar Franco para a Revista Nós
A homenagem completou-se com o convite feito ao Ciberpajé e à IV Sacerdotisa Danielle Barros pelo também artista e pesquisador Dr. Ademir Luiz (UEG), um dos editores da Nós, para organizarem juntos um dossiê sobre quadrinhos para esse número da revista. Nossa concepção para o dossiê foi a de revelar a diversidade e a qualidade da pesquisa sobre quadrinhos realizada em todas as regiões do país, por isso selecionamos e convidamos pesquisadores emergentes e consagrados de todas as regiões do Brasil. Do Norte, tivemos a contribuição do roteirista e docente da Universidade Federal do Amapá, Ivan Carlo (Gian Danton), com o artigo “As aventuras hiper-reais do Capitão Gralha”; do Nordeste, contamos com a participação dos artistas e docentes Henrique Magalhães e Alberto Pessoa, da Universidade Federal da Paraíba, com o artigo “Da subversão ao abandono da linguagem em tiras contemporâneas”; e Valéria Bari, da Universidade Federal de Sergipe, com o artigo “A função mediadora das adaptações literárias para os quadrinhos na formação do leitor”. Do Centro-Oeste, temos o artigo de Lígia Carvalho da Universidade Estadual de Goiás, intitulado “Coleção Pateta faz história: Uma Análise”; e o artigo “Arte dos Sonhos de Rick Veitch”, de Matheus Moura da Universidade Federal de Goiás; da região Sudeste, os artigos dos artistas e docentes, Octavio Aragão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com "O Demônio ao Por do Sol: A jornada destrutiva e ressurrecional em Sandman – Estação das Brumas"; e Gazy Andraus, da Universidade Estadual de Minas Gerais, com o artigo “Dr. Estranho: para uma leitura imagética embevecida dos desenhos, estilos e variações das HQs místico/esotéricas desse distinto personagem do rol dos super-seres!”; e da região Sul, o artigo “Artes gráficas e sequenciais: Armadilhas conceituais”, da artista e docente Paula Mastroberti, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O dossiê fecha com o artigo "Diálogo entre (linhas) crítica e poética: O pós-humano em Star Wars e na obra quadrinhística de Edgar Franco", escrito em parceria pelo Dr. Ademir Luiz (UEG) e por Edgar Franco (UFG).
Página de Abertura do artigo de Ademir Luiz e Edgar Franco no Dossiê HQ da Revista Nós
A revista pode ser baixada na íntegra nesse link. O Ciberpajé agradece a fantástica homenagem da Revista Nós, especialmente ao Ademir Luiz pelo convite e sugestão de incluí-lo como homenageado dessa edição, e também à IV Sacerdotisa Danielle Barros, pelo incrível e generoso perfil traçado por ela sobre ele e sua obra. Agradece também aos demais integrantes do corpo editorial pela chance de ter suas obras e seu ideário divulgados em tão prestigiada publicação.
quarta-feira, 15 de março de 2017
[Entrevista] Ciberpajé concede breve entrevista ao Jornal UFG sobre o fenômeno dos Otakus na universidade
O Ciberpajé Edgar Franco foi entrevistado pela jornalista Patrícia da Veiga Borges para a nova edição do Jornal UFG, Ano XI, número 85, de março de 2017. A matéria "Otakus na Universidade" ocupa a página 9 da versão impressa do jornal, e pode ser também lida na íntegra na versão online nesse link.
Ciberpajé com a versão impressa do Jornal UFG
Abaixo segue a questão enviada pela jornalista Patrícia da Veiga e a resposta do Ciberpajé na íntegra:
Patrícia da Veiga: A que devemos atribuir esse apreço demonstrado pelos estudantes pela cultura japonesa representada pelos Mangás e Animes?
Prof Dr. Edgar Franco (FAV/UFG): Durante a segunda metade do Século XX e a ascensão das mídias de massa, com o surgimento e a expansão da televisão - logo no pós segunda guerra mundial, vivemos um domínio cultural dos mass media perpetrado pelo imperialismo hipercapitalista estadunidense. Até a década de 90, praticamente todos os quadrinhos e desenhos animados veiculados no país eram produzidos nos Estados Unidos, com raríssimas exceções como os seriados japoneses Ultraman e Spektroman que já rascunhavam o sucesso estrondoso que as produções japoneses teriam no ocidente a partir da década de 90. Até meados da década de 80 os quadrinhos mainstream de super-heróis eram criados visando um público masculino e com objetivos claramente catárticos, e eram basicamente consumidos por garotos entre os 8 e 20 anos de idade, o público feminino pouco tinha espaço nesses universos quase sempre maniqueístas e muito limitados no que tange à complexidade de seus personagens. Pois bem, com a chegada da internet os produtos da cultura pop japonesa começaram a ganhar mais espaço no ocidente e a serem veiculados na TV e impressos como mangás. Isso aconteceu devido à uma identificação muito grande das crianças e adolescentes com as estruturas narrativas desses produtos, marcados por personagens mais complexos e sensíveis, por uma maior diversidade de tipos físicos, de orientações sexuais diversas, e que valorizam as personagens femininas no mesmo grau das masculinas. Com isso o público feminino, que não encontrava identificação com quadrinhos e desenhos animados produzidos nos EUA, passou a identificar-se com os mangás e animes japoneses, e isso aconteceu também com boa parte do público masculino. A verdade é que os mangás e animes trabalham incrivelmente bem com a noção de arquétipos e a complexidade e idiossincrasias de seus personagens, e mesmo em seus delirantes universos de FC e fantasia tratam de problemas muito comuns a todos os adolescentes e jovens adultos do mundo ocidental, essa é a razão de seu sucesso estrondoso. Também é importante salientar o investimento gradativo e emergente da iniciativa privada japonesa nesses produtos de entretenimento visando a melhoria contínua de sua qualidade e internacionalização.
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