Marcelo Costa, jornalista e crítico musical do portal de cultura pop Scream & Yell, destacou em sua lista de 20 videoclipes - lançados até o momento em 2020 - o novo vídeo do projeto Ciberpajé "O Enterro dos Deuses". A obra, uma parceria do Ciberpajé com C.N.S. da banda Nix's Eyes, figura ao lado de vídeos de nomes seminais da música alternativa contemporânea como BNegão, Edgar, Rachid e Emicida. Veja a listaaqui.
"O Enterro dos Deuses" tem como marco seu pioneirismo brasileiro na utilização da tecnologia Deep Dream, uma forma de inteligência artificial e rede neural que altera padrões identificados em imagens digitais, reorganizando-as para que sejam identificadas pelo olho humano, e gerando assim efeitos que remontam experiências visuais psicodélicas. Saiba mais sobre o vídeonesse link, ou assista-o abaixo.
"Segundo Crepúsculo" é o primeiro álbum em quadrinhos do multiartista e grande mago Fausto Ramos, escritor, dançarino e mentor do incrível canal Caosofia. Eu tive o enorme privilégio de ler em primeira mão a HQ e posso lhes dizer tratar-se de uma obra fantástica, repleta de simbologias mágicas e com uma narrativa poética de grande força, engendrando em sua história múltiplas questões esotéricas, míticas e místicas. A narrativa da HQ é construída com um quadro por página, criando uma sequência de HQforismos, onde cada página tem um impacto como unidade mas soma-se à grande obra maior. Sobre o álbum, Fausto Ramos destaca:
O Segundo Crepúsculo é um álbum de Quadrinhos Poético-Filosóficos. São cinco capítulos cujas temáticas passeiam por temas esotéricos, filosóficos e metafísicos! Esses quadrinhos são inspirados nos trabalhos deEdgar Franco (Ciberpajé)eDanielle Barros (IV Sacerdotisa). Surgiu de uma necessidade trabalhar minha arte gráfica de modo a extravasar sentimentos, angústias, receios e descobertas.
A campanha de financiamento está na reta final, saibam mais e apoiem nesse LINK DO CATARSE!
Como de costume, o Ciberpajé realizou seus "rituais de presença" desenhando nos exemplares de Enteogênicos adquiridos no lançamento em Goiânia, na loja Mandrake Comic Shop. Um deles em especial foi para o grande amigo e artista multimídia Amante da Heresia (Léo Pimentel) que veio de Brasília com sua namorada, Glacy Andrade, para prestigiarem o lançamento, realizado em parceria com Gazy Andraus, que lançou seu álbum "Homo eternus II".
Amante da Heresia filmou todo o "Ritual de Presença" em seu exemplar, e depois em uma edição sagaz criou um vídeo apresentando o ritual em diversas fases sobrepostas, liquefazendo a noção de temporalidade que é justamente quebrada no conceito de "Ritual de Presença" criado pelo Ciberpajé. Confira na sequência alguns frames e o vídeo completo.
Em seu novo livro "Conversas com o Ciberpajé " (BAIXE O E-BOOK AQUI) escrito em parceria com a IV Sacerdotisa, Dra. Danielle Barros (UFSB), ele esclarece o que é um "Ritual de Presença":
"Vivemos em uma época estranha, a espécie humana está cada vez
mais desconectada de seu agora, as pessoas vivem com o fantasma
do passado e as ansiedades insanas de um futuro, as redes sociais e
a pseudo-existência virtual amplificaram isso. Então, por mais paradoxal que pareça, incrivelmente essa é a era da desconexão! Todos
estão “conectados” às redes e desconectados de si mesmos. Seguem
cultivando identidades ficcionais criadas nesses espaços virtuais,
frações idealizadas de seus egos esmagados pelo culto do desempenho perfeito, tentando inventar uma satisfação ilusória com seus
corpos, suas vidas, mesmo deixando claro nas entrelinhas um ódio
implícito de si mesmos. E a população global concentra-se em sua
maioria nas cidades, locais inaptos para a vida, repletos de ruídos
sonoros e visuais, de paisagens feias e artificiais, de poluição, violên- cia, medo, hipercompetitividade, egolatria, e individualismo neodarwinista. O contato com a natureza é mínimo, a desconexão absoluta
de suas essências animais é total. Praticamente ninguém consegue
compreender em seu íntimo ser parte da natureza, integrar a complexa e simbiótica teia da vida que gera o glorioso hiperorganismo
Gaia. Esse distanciamento cada vez maior do essencial robotiza e
zumbifica os seres de forma irreversível. Sua pseudo-vida passa a ser
uma busca voraz por obter mais objetos desnecessários, exercendo
o hiperconsumo alimentado pela religião da obsolescência programada. Também são adictos do hiper-entretenimento, uma obsessão
crescente por mais entretenimento vazio que mesmerize suas mentes confusas, fazendo esquecerem-se de suas jornadas de trabalho
opressivas, sem graça, tensas e baseadas na competição e no temor
iminente da perda de seus empregos. O solipsismo de silício das redes ajuda-os a manterem-se produzindo, criando um refúgio ilusório nessas identidades fracionadas que inventam para si mesmos,
afastando-se de todos, ou encontrando alguns nas celebrações insanas e doentias de entretenimento tosco e prazeres vazios: como os
campeonatos de futebol, as igrejas dogmáticas, os shopping centers,
os blockbusters, as raves, os happy hours regados a drogas lícitas.
A ansiedade é o mal do século, ninguém dorme direito pensando
nas tarefas impossíveis do dia que virá, exigindo cada vez mais de
si mesmo, demonstrando total insatisfação com o que se tem, com
quem se é, comparando-se a todo instante com os que o rodeiam,
querendo sempre mais, mais, mais. Zumbis criados pelo monetarismo neoliberal, conduzidos pelas multinacionais em um mundo onde
já não existe nenhum poder na mão dos estados nacionais. A espécie humana está inevitavelmente condenada ao abismo que criou para
si mesma, o fim é iminente, convidando-nos para uma celebração
do nada que nos tornamos. Enquanto isso, nas poucas florestas que
restaram, Lobos selvagens uivam para a Lua. Seu uivo cósmico é
um hino de desolação e esperança, uma elegia para a humanidade,
uma canção de glorificação da nova era de Gaia. O Ciberpajé celebra
com seus irmãos Lobos, o nada absoluto e o tudo que emergirá! Depois desse fundamental preâmbulo, explico que o que eu nomeei de
“ritual de presença” é um processo ritualístico artístico de reconexão absoluta com o momento presente, ele configura-se através do
exercício de desenho livre, sem nenhum objetivo prévio ou desejo,
simplesmente deixando as imagens fluírem livremente para o papel
criando uma profunda conexão com o ato artístico e tornando-se o
próprio desenho enquanto se desenha, o desenhador é o desenho e
o desenho é o desenhador, e assim estando completamente conectado com o instante presente! Realizo esse exercício quase que diariamente. Tenho alguns vídeos no canal do Posthuman Tantra no
Youtube mostrando-me em pleno ritual de presença, muitos deles
em noites de autógrafo nas quais realizo os rituais desenhando nos
exemplares das pessoas." (Páginas 150 e 151 do livro/e-book "Conversas com o Ciberpajé: Vida, arte, magia e transcendência" - baixe o livro gratuitamente nesse link)
Capa do livro "Conversas com o Ciberpajé"
O professor Carlos de Brito Lacerda, pesquisador de quadrinhos e fanzines que já acompanhou alguns "Rituais de Presença" do Ciberpajé, deu um breve depoimento no Facebook:
O Dia de Poesia é um projeto especial da TV UFG em que poetas e amantes de poesia são convidados a gravarem poesias de autoria própria ou de outros autores. Em 2019 foram 170 poemas gravados e eles passam nos intervalos da programação aberta da TV UFG no mês de outubro de 2019, de Goiânia.
O Ciberpajé selecionou primeiramente o aforismo/poema "Hino de glorificação à eterna solitude" para ser recitado no programa, um líbelo à liberdade de pensamento e à busca do auto equilíbrio.
Confira o vídeo do Ciberpajé recitando o aforismo ao final desse post, nesse link ou clicando em qualquer imagem desse publicação.
O Vídeo "Hino de glorificação à eterna solitude":
Eis aqui o texto do aforismo/poema na íntegra:
"Hino de glorificação à eterna solitude"
Todos desesperados por serem aceitos ao juntarem-se às tribos, seitas,
O livro "Estéticas Indígenas" acaba de ser publicado no formato e-book pela Universidade Federal de Goiás, ele reúne entrevistas, artigos e/ou ensaios e registros visuais selecionados entre os participantes do III Colóquio de Estética da FAFIL/UFG. Baixe o e-book completo aqui, ou clicando em qualquer imagem desse post.
As “respostas” à provocação do título do evento podem ser lidas, com
muito gosto, no e-book carinhosa e seriamente organizado pela professora Dra. Carla Milani Damião e pelo doutorando Caius Brandão, ambos do Programa
de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) da FAFIL/UFG e equipe de empenhados
revisores (Paola Souza, Davi Maranhão De Conti e Gilmário Guerreiro da Costa),
com diagramação da designer gráfico Luana Santa Brígida. As autoras e autores provêm de
diferentes formações, o que só nos auxilia a enfatizar o caráter interdisciplinar
da obra.
Página de abertura do capítulo escrito pelo Ciberpajé
Edgar Franco participa da obra com o capítulo "O Ciberpajé e os processos criativos psiconáuticos", no qual apresenta o artista Ciberpajé, o alter ego de seu ser
transmutado, e destaca seu processo pessoal de transmutação
que teve como base as tradições ocultistas ocidentais, orientais e o xamanismo,
também trata brevemente do conceito de “softwares livres da natureza” e dá exemplos de algumas criações artísticas fruto de métodos de ENOC – estados
não ordinários de consciência – utilizando enteógenos da tradição indígena
ancestral dos pajés das Américas, sendo eles o Psilocybe cubensis e a Ayahuasca. O capítulo tem 20 páginas e ocupa as páginas 175 a 195 da obra.
Páginas do capítulo escrito pelo Ciberpajé
O lançamento do livro "Estéticas Indígenas"acontecerá no dia 17 de outubro, quinta-feira, às 16h30min, na Sala de Defesa da Faculdade de Filosofia (FAFIL) da UFG (Campus 2 – Samambaia); Goiânia, GO. Estão todos convidados!
Ficha catolográfica do livro "Estéticas Indígenas"
O Ciberpajé foi entrevistado no youtube na web-série "Cyborgânica Primitiva", em seu programa de estreia da segunda temporada "Atos de Escuta". "Na entrevista ritual" ele revela sua ligação com a magia e discute aspectos múltiplos de seu ideário sobre arte, vida, criação, transcendência e pós-humanismo, além disso apresenta pela primeira vez um de seus singulares rituais de reconexão de seu sistema mágicko da "Aurora Pós-humana". O ritual - que a princípio foi simulado para as filmagens - em sua parte final tornou-se algo efetivo, como relatou posteriormente o Ciberpajé.
A entrevista, conduzida pelo iconoclasta pUnk[A]l_sUlUk (Léo Amante da Heresia - mestre em Filosofia pela UnB & doutorando em arte e cultura visual pela UFG) foi ao ar no dia do aniversário de 8 anos de transmutação do Ciberpajé - 20 de setembro de 2019 -, ela tem a duração de 20 minutos e pode ser fruída diretamente noyoutube do Atos de Escuta, ou ao fim dessa postagem.
Confira abaixo vários frames do vídeo apresentando múltiplas fases do ritual revelado pelo Ciberpajé.