sábado, 27 de abril de 2019

Luiz Fers, orientando do Ciberpajé, defende mestrado sobre criação de figurinos para o Posthuman Tantra

No dia 26 de abril de 2019, Luiz Carlos Ferreira da Silva (Luiz Fers), defendeu a sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual da UFG. A pesquisa foi orientada pelo Ciberpajé (Edgar Franco) e  tem como título: "Performance Cibergótica: Processo Criativo de Figurino para o Posthuman Tantra".

Luiz Fers é performer e figurinista do Posthuman Tantra, banda performática capitaneada pelo Ciberpajé, desde 2010, e tem criado em parceria com Edgar Franco todos os figurinos da banda, a investigação teórico-prática de mestrado focou-se na criação do figurino de "Lobisomem Pós-humano" para o ato "Tema o Homem, Ame o Lobo". A pesquisa refere-se à uma investigação de processos criativos em arte e cultura visual de caráter teórico e prático, envolvendo os figurinos e seus contextos. Estruturou-se na criação de um figurino para a linguagem artística da performance. O desenvolvimento de sua identidade estética envolveu pesquisa exploratória das subculturas do rock de base industrial como o gótico, cyberpunk e, sobretudo o cibergótico, relacionando-os aos aspectos conceituais que compõem o universo ficcional da “Aurora Pós-humana” de Edgar Franco, inspirado em reflexões sobre o contexto contemporâneo da ciberarte e de hipertecnologias como robótica, nanoengenharia e biotecnologia. Aborda também aspectos relacionados ao fenômeno pós-humano, à ficção científica, à tecnognose e ao fetichismo. A produção poética envolveu a criação de um figurino com elementos interativos tecnológicos para as apresentações do grupo performático Posthuman Tantra que auxilia na incorporação ritual do animal de poder do performer Ciberpajé: o Lobo, tornando-o um lobisomem pós-humano. A indumentária criada contribui também com a proposta conceitual do Posthuman Tantra, tratando o figurino como criação poética que auxilia na crítica aos aspectos nocivos da aceleração tecnológica de uma sociedade de consumo movida pela dinâmica da moda e da obsolescência programada.

A defesa foi exitosa e contou na banca com a participação singular do Professor Dr. Ademir Luiz da Silva (UEG) e Professora Dra. Rosa Berardo (UFG). Compareceram como público os integrantes do grupo de pesquisa Cria_Ciber. O Ciberpajé agradece à banca e parabeniza Luiz Fers pela pesquisa sagaz e por sua participação criativa e entusiasmada como figurinista e performer do Posthuman Tantra desde 2010. Seguem fotos pós-defesa, incluindo as fundamentais poses acadêmicas!

A pose acadêmica! Prof.Dr. Ademir Luiz (UEG) - servindo-nos em sua pose acadêmica singular, Ciberpajé, o novo mestre Luiz Fers, e a Profa. Dra.Rosa Berardo que superou a todos na pose trazendo uma de suas máscaras venezianas para o momento!

Ademir Luiz, Luiz Fers, Ciberpajé, Luiz Fers e Rosa Berardo

Ademir Luiz, Luiz Fers, Ciberpajé, Luiz Fers e Rosa Berardo


Ademir Luiz, Luiz Fers, Ciberpajé, Luiz Fers e Rosa Berardo

A banca e os integrantes do grupo de pesquisa CRIA_CIBER: Gazy Andraus, Claudio Dutra, Bruno Mendonça, Ademir Luiz, Rosa Berardo, Márcio Jr., Guilherme Silveira, Léo Amante da Heresia, Ciberpajé e Luiz Fers

 A pose acadêmica final

terça-feira, 23 de abril de 2019

Ciberpajé homenageado em grafite em muro de Goiânia pelas mãos do artista Smith Art

O Ciberpajé foi homenageado pelo artista Smith Art ao ser retratado na forma de um grafite. A arte foi grafitada em muro do Setor Leste Vila Nova, na Nona Avenida, em frente o Colégio IEG na rua da feira, em Goiânia, Goiás. Confira duas fotos abaixo.






segunda-feira, 22 de abril de 2019

[Resenha] Ecos Humanos: uma obra imbricada de discursos pós-humanísticos, poético-filosóficos e apelo ecológico-ambiental, por Carlos De Brito Lacerda




Parceiras não são facilmente arranjadas e consolidadas, quanto/quando mais as que conseguem ser exitosas. Ecos Humanos - álbum em quadrinhos da Editora Reverso (FRANCO; SANTOS, 2018) é um exemplo de publicação quadrinística exitosa. Não apenas em aspectos editoriais, como também argumento, roteiro e arte, mas em destaque a proficiência dos dois autores dessa obra, Ciberpajé (Edgar Franco) e Eder Santos, roteiro e arte respectivamente, pois é claro e evidente a integração desses dois em uma obra imbricada de discursos pós-humanísticos, poético-filosóficos e apelo ecológico-ambiental. Fluência de ideias articuladas indissoluvelmente em Arte (res)significada. Ponto. 

Temos nesse álbum um bioma cerrado apresentado/representado num misto de distopia futurística e fábula com seres antropomórficos ou temos um "causo" ou conto com fundo moral? Uma possível resposta poderia vir da opinião de leitura de cada pessoa, melhor ainda se feita uma discussão pós-leitura em um grupo de viventes, independentes de serem cerradeiros ou de outro bioma, visto que há universalidade geo-ambiental em Ecos Humanos. Os personagens e a trama. A escolha do casal "anfitrião", lobos-guará e outros seres estaria carregada de simbolismos de um cotidiano de vida, numa repetitiva dependência por recursos naturais, em especial alimentos sólidos e água, assim como há presença de símbolos quase fetichistas envolvendo religiões e valores materiais financeiros, quando é o onde e o hoje que urge, sendo desprovido de cuidado com seu meio imediato e natural e com o outros seres desse meio natural ou naturalizado. 

O mais significativo dessa obra possivelmente seria o "convite ao espelho" que os autores nos fazem, por via de reflexão lúcida ou em estado alterado de consciência, visto que a noção de reflexão sobre atitudes e consequências seria provocada pela ingestão de cogumelos "alucinógenos" executada por um personagem, potencializando a empatia com a essência da obra em seus questionamentos existenciais e atitudinais frente à vida no planeta. No que tange às páginas finais dessa primorosa HQ, deixo o convite à interpretação das últimas mensagens pictóricas: estaríamos aptos a compreender-nos como corresponsáveis pela vida no planeta ou haveria um vislumbre de um futuro desolador edificado por nossas ações mecanizadas do cotidiano? Faço o convite para essa leitura, claramente provocativa e poeticamente dramática. 

(CARLOS DE BRITO LACERDA)

*Carlos de Brito Lacerda é educador e geógrafo (UFG), emprega com excelentes resultados a linguagem dos quadrinhos e dos fanzines para o ensino e o autoconhecimento dos discentes. Também é ativista cultural em prol dos quadrinhos no estado de Goiás tendo organizado múltiplos eventos e atividades em prol das HQs.

Saiba mais sobre Ecos Humanos e adquira seu exemplar clicando na imagem da capa abaixo:



sábado, 20 de abril de 2019

Curta animado "Por um Som Orgânico", com roteiro do Ciberpajé e direção de Fábio Purper é finalista do Prêmio Le Blanc da UFRJ


O curta "Por um Som Orgânico" entrou na lista de 5 finalistas da categoria "curta animado nacional" do II Prêmio Le Blanc de Arte Sequencial, Animação e Literatura Fantástica. O prêmio é promovido pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) e pela Universidade Veiga de Almeida (UVA). A entrega dos troféus aos vencedores será no dia 09/05 de 2019, às 18h, na Escola de Comunicação da UFRJ (Av. Pasteur, 250 - Urca) durante a Semana Internacional de Quadrinhos (SIQ). Veja a lista completa dos indicados nesse link.

IImagem de divulgação do II Prêmio Le Blanc de Arte Sequencial, Animação e Literatura Fantástica

"Por um Som Orgânico" é uma videoHQescultura. Trata-se de uma narrativa visual híbrida que mixa elementos do vídeo, da HQ e da escultura, fazendo ecos com uma HQtrônica e/ou animação. O filme, um curta metragem de 3'48" tem roteiro do Ciberpajé (Edgar Franco) e direção geral e de arte de Fábio Purper Machado, que também é o criador das intensas criaturas escultóricas que atuam no curta. 

Na história um músico pós-humano busca sua encomenda, um instrumento musical vivo. Inicialmente concebida por Edgar Franco como um roteiro de história em quadrinhos, a narrativa se passa em seu universo ficcional distópico chamado "Aurora Pós-Humana", e remete à temática da criação artificial de seres vivos para serem explorados e aos problemas éticos que envolvem o tema.


O curta foi uma das produções artísticas produto da tese de doutorado VideoHQescultura: Uma Poética Narrativa, defendida por Fábio Purper Machado no Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual da Faculdade de Artes Visuais da UFG, em Goiânia, sob orientação da Profa. Dra. Rosa Berardo. O Ciberpajé também é professor do PPG Arte e Cultura Visual da UFG.

Em 2018 o curta foi selecionado para as mostras competitivas do II Festival Internacional de Filmes de Horror Morce-GO Vermelho (GO), do 2° Lanterna Mágica - Festival Internacional de Animação (GO) e da 16a. MUMIA - Mostra Udigrudi Mundial de Animação (MG). 



Leia detalhada resenha de "Por um Som Orgânico" escrita pela cineasta Amanda Ramos para o site Pipoca com Pequi.

O Ciberpajé com os bonecos-esculturas que protagonizam o curta "Por um Som Orgânico"

terça-feira, 9 de abril de 2019

Novo livro de Gian Danton traz tese desenvolvida sob orientação do Ciberpajé no PPG Arte e Cultura Visual da UFG, enfocando hiper-realidade e criação artística


A partir da criação do quadrinista Francisco Iwerten e de seu personagem Capitão Gralha, ambos fictícios, mas tomados como reais, Ivan Carlo Andrade de Oliveira, também conhecido como Gian Danton, desenvolveu a tese de Doutorado na Universidade Federal de Goiás, sob orientação de Edgar Franco (Ciberpajé), que gerou o livro “Hiper-realidade e simulacro nos quadrinhos: a fantástica história de Francisco Iwerten”.

O trabalho reflete sobre o processo criativo do qual o autor participou ativamente: Francisco Iwerten e o personagem Capitão Gralha foram tomados como reais, citados em matérias jornalísticas, artigos científicos e cronogramas de quadrinhos; uma obra totalmente fictícia, mas que garantiu ao suposto desenhista paranaense até mesmo um prêmio e uma quase homenagem por uma escola de samba.

O livro faz a análise desse caso a partir dos conceitos de realidade-ficção e hiper-realidade. Além de discutir os principais conceitos tratados no trabalho, especialmente os relacionados à ficção, realidade, hiper-realidade e simulacro, o capítulo “Fake na arte” apresenta exemplos de casos em que a arte brincou com o conceito de realidade e as vezes em que a ficção foi tida como real.

São abordados, ainda, o processo de criação dos personagens e os desdobramentos do caso; o álbum fake “As histórias perdidas do Capitão Gralha”; bem como a criação da biografia de Francisco Iwerten analisada. O livro digital pode ser adquirido diretamente no site da Editora Marca de Fantasia.


Serviço:
Ivan Carlo Andrade de Oliveira (Gian Danton)
Paraíba: Marca de Fantasia, 2019
316p. Digital. R$ 5,00
ISBN 978-85-67732-95-4

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Ciberpajé é homenageado como personagem em novo álbum do quadrinhista Celso Moraes e da poetisa Joanna Franko

O quadrinhista Celso Moraes F., que atuou no universo dos fanzines nas décadas de 80 e 90, retomou a sua produção de quadrinhos e acaba de nos brindar com seu novo álbum "Gazua" criado em parceria com a lendária e misteriosa poetisa Joanna Franko. O álbum de fôlego, com mais de 100 páginas, é uma produção instigante que traz uma HQ poético-filosófica com certos aspectos autobiográficos dos dois autores. Trata-se de uma saga mítica e mística com belas reflexões filosóficas e transcendentes. A obra tem tiragem limitadíssima e foi editada pelo poeta Barata Cichetto, em seu projeto editorial Barata Artesanal.

O Ciberpajé (Edgar Franco) foi homenageado pelos criadores do álbum que o incluíram na narrativa como um dos personagens míticos de uma biblioteca cósmica, tendo grande importância na trama. O Ciberpajé também foi motivo de um acróstico poético criado por Joanna Franko e que integra a obra.

Confiram algumas das páginas do álbum com o personagem Ciberpajé:







E aqui o acróstico criado por Joanna Franko para o Ciberpajé:



Arte de capa de Gazua:


O Ciberpajé envia sua profunda gratidão aos talentosos amigos Celso Moraes F. e Joanna Franko pela incrível homenagem, nada pode superar a beleza e o significado de um presente como esse, ser homenageado por artistas admiráveis!

O Ciberpajé e o quadrinhista Celso Moraes F. com o álbum Gazua em mãos

A pose acadêmica do Ciberpajé, Celso Moraes e o musicista Sandro Sousa

terça-feira, 2 de abril de 2019

Gian Danton, o notório quadrinhista, fala do álbum Agartha, do Ciberpajé

Agartha: uma obra sobre a qual é difícil escrever racionalmente
por Gian Danton*
Página do álbum em quadrinhos Agartha, do Ciberpajé

Como escreve Henrique Magalhães no posfácio, Agartha, álbum de Edgar Franco (Ciberpajé), que teve sua terceira edição lançada recentemente pela editora Marca de Fantasia, é uma obra sobre a qual é difícil escrever racionalmente. É um trabalho para ser fruído de forma intuitiva. 


Franco constrói sua HQ em cima da frase de William Blake: “Não há progresso sem contrários. Atração e repulsa, razão e energia, amor e ódio são necessários à existência humana”. 

A maioria das religiões promete um paraíso pós-morte, em que tudo é perfeito e não existe conflito, mas apenas delícias. Edgar Franco pergunta-se: será que gostaríamos realmente de viver eternamente em um local assim? 

Essa reflexão baseia-se principalmente em imagens lisérgicas, repletas de detalhes, como mandalas, que instigam o leitor.

O álbum pode ser comprado ao preço de 20 reais no site da Marca de Fantasia.

*  Gian Danton é quadrinista premiado, doutor em arte e cultura visual pela UFG, escritor de 2 dos livros mais importantes sobre roteiro de quadrinhos e professor da UNIFAP, em Macapá.

Capa do álbum Agartha, do Ciberpajé (Edgar Franco)

Moira (filha de Gian), Ciberpajé, e Gian Danton com o álbum Agartha em mãos, na Oca do Ciberpajé, em Goiânia

Desenho e autógrafo do Ciberpajé no exemplar de Gian Danton