quarta-feira, 16 de outubro de 2019

[Ciberpajé na TV] Edgar Franco recita o poema/aforismo "Hino de glorificação à eterna solitude" no "Dia de Poesia '19" da TV UFG



O Dia de Poesia é um projeto especial da TV UFG em que poetas e amantes de poesia são convidados a gravarem poesias de autoria própria ou de outros autores. Em 2019 foram 170 poemas gravados e eles passam nos intervalos da programação aberta da TV UFG no mês de outubro de 2019, de Goiânia.

O Ciberpajé selecionou primeiramente o aforismo/poema "Hino de glorificação à eterna solitude" para ser recitado no programa, um líbelo à liberdade de pensamento e à busca do auto equilíbrio. 

Confira o vídeo do Ciberpajé recitando o aforismo ao final desse post, nesse link ou clicando em qualquer imagem desse publicação.





O Vídeo "Hino de glorificação à eterna solitude":

Eis aqui o texto do aforismo/poema na íntegra:


"Hino de glorificação à eterna solitude"

Todos desesperados por serem aceitos ao juntarem-se às tribos, seitas,
cultos, partidos, torcidas, times, associações, religiões,
agremiações, ideologias, modas.
Todos desejando alucinadamente receberem de outros o amor que não têm
por si mesmos. Vendendo-se barato, entregando seu ser por nada, por
afagos passageiros de outros seres egoicos e doentios.
Todos renegando sua individualidade, seu eu profundo, por migalhas de
afeto, adaptando-se às crenças, gostos, preferências, leis, ditames e
regras de sistemas falidos, da mídia idiotizada e de dogmas
apodrecidos.
Todos mentindo tanto para si mesmos, a ponto das mentiras tornarem-se verdades.
E eu, em meu silêncio e minha profunda eterna solidão, renego todas as
tribos, todos os dogmas, gurus, santos, deuses, renego o que passou a
ser chamado de "amor", nada mais do que barganhas doentias de afeto.
Eu mergulho na minha grandiosa e poderosa solitude interior, e
encontro em meus abismos infinitos o amor a mim mesmo que se espalha
explodindo como uma nascente supernova pelo Cosmos inteiro.
Não quero ser "resgatado" de minha solidão, ela é o meu templo, ela é
minha única religião, só ela me permite amar sob vontade.
Sou a tempestade, sou o fim da tarde, o uivo do lobo, o bater das asas
da borboleta, o canto da coruja e o vento que segue impetuoso, apesar
dos inúmeros obstáculos no caminho. O vento que dança levemente entre
as colinas e que arrasa violentamente os que querem represá-lo. O
obstinado e selvagem vento.
Eu sou!
(Ciberpajé)

Confira todos os vídeos do Dia da Poesia 2019 no canal do youtube da TV UFG. 


[Resenha] Álbum em quadrinhos Ecos Humanos: Uma experiência profunda! Por Cervo


Ecos Humanos, álbum em quadrinhos do Ciberpajé (roteiro) e de Eder Santos (Arte), é uma experiência profunda. O mais profundo que esta arte alcança é o mais profundo que você alcança em si mesmo. Ou seja, a experiência com a arte é sempre pessoal, mas não menos poderosa quando compartilhada. Eu particularmente tive várias interpretações em diferentes etapas de minha jornada pessoal pela narrativa. E sem dúvidas minha visão da arte continuará mudando a medida que minha visão sobre mim mesmo muda. A jornada de expansão de consciência.Um ano atrás quando eu mergulhei nessa história em quadrinhos, encontrei motivação para minha jornada interna, reconheci ali o que eu precisava para ir na direção da consciência, e fui. Tive a compreensão do que precisava ser feito para as mudanças que eu desejava em minha vida, e fiquei maravilhado com o potencial de uma narrativa em quadrinhos. Porém só agora compreendo a terceira etapa do processo. A integração. Em minhas experiências, a integração da consciência no ser se dá na aplicação do aprendizado recente na vida ordinária do experienciador. É preciso levar o sol para dentro da caverna para iluminar as sombras. Somente aí a transformação pode acontecer. 

Na história, dois personagens, um jovem e um velho, vivem em um oásis no meio do deserto. Eles possuem pontos de vista diferentes da realidade em que se encontram. O velho, conformado com sua ignorância, não procura mais mudança em seu interior. O jovem, embora demonstre apego ao velho, deseja reinventar-se, deseja que sua realidade seja diferente. E este desejo basta para a história acontecer. A diferença das percepções de cada um molda a realidade. A polaridade gera ciclos de prazer e sofrimento, representados na historia na forma das frutas das árvores e pelos vendavais. O velho carrega antigos símbolos de aprisionamento em seu colar, que no universo da "Aurora Pós-humana" são representações do passado, passado que para nós é o presente. Confesso que senti-me agoniado quando vi os símbolos, pois ao mesmo tempo que reconheci a natureza aprisionante de alguns, eu percebi carregar outros comigo. A dualidade desvelou-se para mim nesse momento, denotando como eu ainda estava limitado em minha percepção, e  que a jornada evolutiva interior é constante. 

Continuando, esta primeira parte da HQ mostra a realidade antiga, na qual o jovem quer se descobrir, mas é preso pelas amarras do passado, enquanto o velho carrega suas sombras e se conforma com elas, morrendo aos poucos. Chega um momento em que o velho morre, como sempre acontece no ciclo da natureza. E sua carne alimenta o jovem, dando-lhe forças para aguentar mais um pouco. Algo importante é lembrar que não existe vilão ali, ambos, jovem e velho, são partes complementares da experiência, eles são o mesmo, apenas em estágios diferentes da jornada. Experienciamos ambos. Quando li pela primeira vez a história, me vi como o jovem querendo libertar-se das ilusões aprisionantes de seu passado e descobrir-se como sendo quem é. Agora, um ano depois, vejo-me também como o velho, sendo o meu próprio carcereiro. Na HQ, antes de morrer, o velho deixa um presente, a arte, um lembrete para continuarmos a procurar nos conhecer. 

A segunda parte da narrativa muda mostra o jovem sozinho no oásis, que está aos poucos desaparecendo sem o velho para manter a polaridade. As ilusões sobre si mesmo e sobre o universo estreitam-se e fica cada vez mais difícil manter-se aprisionado a elas. Este é o abismo. Na jornada interna, o jovem encontra-se diante de sua morte iminente, a não ser que algo mude, sua história acabará ali em um final trágico. Nesta hora temos duas opções, podemos na primeira demonstrar resistência ao desconhecido e cair no fundo do abismo, o que resultará na morte do corpo físico. Ou permitimos a integração com nossas sombras, deixando de resistir a elas. Nesse segundo caso o autoconhecimento ocorre. A consciência expande-se pois agora você é o jovem e o velho, agora é possível ver a imagem por completo. Na experiência de si mesmo, redescobre-se o poder da escolha. Enfrentar o desconhecido, ou continuar apegado às ilusões e morrer junto com elas. 

Porém, na narrativa o personagem não sabia que tinha estas escolhas, e aí entra o cogumelo Psilocybe cubensis na história. O velho ensinou o jovem a regar as árvores quase mortas, a continuar tentando sobreviver e não se render ou desistir. E assim da matéria morta, nascem os cogumelos. Eu tive minha própria experiência com o cubensis um pouco depois de ler o livro pela primeira vez,  e ele motivou-me a seguir a jornada que abriu-se para mim. Acontece que eu sou o jovem, e sou o velho. Leio a história de novo e de novo, e sempre encontro novo significado. É uma jornada aparentemente sem fim. É o processo de cura, e este é lento e em várias etapas. Mas de vez em quando damos um salto. E essa é a proposta da experiência psicodélica com o uso desse enteógeno. 

cogumelo mostra-lhe a realidade como ela é, sombras na parede de uma caverna. Sombras que para você entender, precisa explorar além dos seus sentidos físicos, explorar o mundo interno. Mostra também que seu entendimento depende do quão expandida sua consciência está, de onde você se encontra em sua jornada pessoal. É um movimento em espiral, andando em círculos, mas cada vez mais expandido. É a consciência internalizada. Neste ponto da história, as prisões se revelaram para o personagem. O colar de espinhos representando as crenças limitantes revelando-se secretamente danosas, seu mundo derretendo diante de seus olhos, pois essa era a verdade, seu mundo estava morrendo e não havia nada que ele pudesse fazer pra impedir. Suas crenças, seus pensamentos, suas ilusões, tudo o que conhecia estava morrendo. E ele poderia morrer junto com seu velho mundo, ou buscar o desconhecido e o novo.

A jornada pelo desconhecido é uma jornada interna, mas isso não significa que não inclua os elementos externos, as mirações, o mundo físico. Pois essas são as sombras na caverna de Platão. É o nosso subconsciente expressado em forma de universo externo. E para o aspecto externo fazer sentido é preciso conhecimento interno. Na experiência psicodélica do jovem, este viu que o universo externo estava constantemente enviando sinais de que existe algo além da sua percepção limitada. Como os pássaros que vinham de algum lugar, e a mulher felina, que estava lá para nutrir o jovem e guiá-lo rumo ao crescimento. Os sinais eram constantemente interceptados e destruídos pelo velho, a representação da autossabotagem inconsciente. E finalmente, após abrir-se a explorar experiências miradas, procurando sua fonte, ao invés de apenas consumir as ilusões, é que o personagem desperta. Ao despertar, o jovem, agora com sua consciência expandida sobre si mesmo e o universo em que vive, se encontra novamente vestindo os mesmos símbolos que seu eu velho. E imediatamente aplica o conhecimento que aprendeu., jogando fora as ilusões que não mais servem. Esta é a terceira etapa da jornada, a integração, o retorno, a alquimia. A etapa que somente agora compreendo. O jovem se vê diante da escolha. Ele pode ficar e morrer junto com suas ilusões, ou sair de sua zona de conforto e estagnação mental e enfrentar o desconhecido. E assim, o personagem parte rumo ao horizonte. Após atravessar um longo deserto, ele seencontra em um novo mundo, um mundo repleto de vida e de beleza. 

Eu estou escrevendo esta resenha na manhã após um trabalho de autoconhecimento com o uso da Ayahuasca, então aqui exercito aquilo que o personagem nos mostra. Estou aprendendo a expressar-me, estou descobrindo-me, estou em uma constante jornada de autoconhecimento e transformação interna, assim como todas as pessoas estão. Todos nós 
temos aspectos opostos, fragmentados, divididos. E estes fragmentos criam oposição, criam resistência um ao outro, e consequentemente o sofrimento e a morte contínua. A morte da consciência integrada e o retorno à ignorância de sua fragmentação. Nossos aspectos duais corroem-se até um ser totalmente consumido pelo outro, podendo servir de combustível para transmutação ou corrupção. Porém, quando existe apenas um aspecto da realidade, a abertura ao novo, resta-nos decidirmo-nos. O eu jovem pode assumir a jornada que o eu velho esqueceu e continuar seguindo em frente rumo à expansão da consciência, rumo ao futuro. Porém não temos ainda a auto consciência necessária para jamais tropeçarmos. 

Sempre há cura a ser feita, mistérios a serem desvendados e abismos a serem explorados. Constantemente nos deixamos levar pelo mundo ao nosso redor, um mundo feito de passado, feito de coisas velhas que não nos deixam amadurecer. Perdemos o ritmo, e temos que começar de novo a busca pela clareza. Quando este ego velho morre e nos tornamos livres para escolher, muitas vezes não nos lembramos do que fazer com esta liberdade devido a ignorância, acabamos por sofrer nos autodestruindo inconscientemente. A experiência do cogumelo lembra-nos de que o universo é uma construção mental integrada ao todo, de que tudo tem ritmo, de que você é o outro e o outro é você. Te lembra de amor, um amor incondicional que é o seu emocional dizendo que você encontrou seu ritmo, todos os aspectos de seu ser estão dançando em harmonia. Esse amor incondicional nos guia entre as confusões da mente e da ação. É o nosso guia interno, uma bússola rumo a cura. Uma representação tão direta que chega a ser subestimada. O amor incondicional é um amor por si mesmo, um amor pelo universo. É uma relação integrada do eu com o Eu, do interno e do externo, do reencontro consigo mesmo, de permitir-se viver a vida que você está aqui para viver. E essa é a jornada do ser. De todos os seres. "Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás o universo e os deuses." Como foi dito há muito tempo. Este momento extático de compreensão por si só não faz milagre. Você acordou, agora é hora de viver, aplicar seu aprendizado em sua vida. Você tem a escolha de continuar nas ilusões, ou renovar-se, tornar-se aquele que você quer ser, aquele quem você é. Esta é a terceira etapa do processo, eventualmente retornando à primeira em um ciclo cósmico, fazendo a história acontecer novamente. Eu sou O Primordial da Liberdade. Reinventando-me mais uma vez. Buscando encontrar a fonte desses incessantes Ecos Humanos.

*Cervo é artista, fanzineiro e psiconauta.

Saiba mais sobre Ecos Humanos e adquira seu exemplar clicando na foto abaixo:

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Ciberpajé apresenta comunicação sobre processos criativos enteogênicos em parceria com Rosangella Leote no "9 Encontro Internacional de Grupos de Pesquisa", na Unesp, em São Paulo



O Ciberpajé (Edgar Franco) esteve presente ao "9 Encontro Internacional de Grupos de Pesquisa", na Unesp, em São Paulo. Esse ano o evento foi organizado pelo GIIP -  Grupo Internacional e Interinstitucional de Pesquisa em Convergências entre arte, Ciência e Tecnologia do Instituto de Artes da Unesp o qual o Ciberpajé integra. O encontro contou com muitos convidados internacionais apresentando suas pesquisas que interconectam arte e processos tecnológicos.


No dia 3 de outubro, o Ciberpajé, em parceria com a Profa. Dra. Rosangella Leote, sua tutora de pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Artes da Unesp, apresentaram a comunicação: Neurocognição e Transcendência: Processos Criativos Artísticos Enteogênicos.

Resumo da comunicação

A comunicação iniciou-se com uma breve ação performática de Rosangella Leote e do Ciberpajé envolvendo música e projeções xamânicas.

O Ciberpajé e Rosangella Leote durante a apresentação da comunicação

O Ciberpajé e Rosangella Leote durante a apresentação da comunicação



[Lançamento] Edgar Franco publica capítulo no livro "Estéticas Indígenas", com o título "O Ciberpajé e os processos criativos psiconáuticos"

Capa do livro "Estéticas Indígenas"

O livro "Estéticas Indígenas" acaba de ser publicado no formato e-book pela Universidade Federal de Goiás, ele reúne entrevistas, artigos e/ou ensaios e registros visuais selecionados entre os participantes do III Colóquio de Estética da FAFIL/UFG. Baixe o e-book completo aqui, ou clicando em qualquer imagem desse post.

As “respostas” à provocação do título do evento podem ser lidas, com muito gosto, no e-book carinhosa e seriamente organizado pela professora Dra. Carla Milani Damião e pelo doutorando Caius Brandão, ambos do Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) da FAFIL/UFG e equipe de empenhados revisores (Paola Souza, Davi Maranhão De Conti e Gilmário Guerreiro da Costa), com diagramação da designer gráfico Luana Santa Brígida. As autoras e autores provêm de diferentes formações, o que só nos auxilia a enfatizar o caráter interdisciplinar da obra. 

Página de abertura do capítulo escrito pelo Ciberpajé

Edgar Franco participa da obra com o capítulo "O Ciberpajé e os processos criativos psiconáuticos", no  qual apresenta o artista Ciberpajé, o alter ego de seu ser transmutado, e destaca seu processo pessoal de transmutação que teve como base as tradições ocultistas ocidentais, orientais e o xamanismo, também trata brevemente do conceito de “softwares livres da natureza” e dá exemplos de algumas criações artísticas fruto de métodos de ENOC – estados não ordinários de consciência – utilizando enteógenos da tradição indígena ancestral dos pajés das Américas, sendo eles o Psilocybe cubensis e a Ayahuasca. O capítulo tem 20 páginas e ocupa as páginas 175 a 195 da obra.


Páginas do capítulo escrito pelo Ciberpajé

O lançamento do livro "Estéticas Indígenas" acontecerá  no dia 17 de outubro, quinta-feira, às 16h30min, na Sala de Defesa da Faculdade de Filosofia (FAFIL) da UFG (Campus 2 – Samambaia); Goiânia, GO. Estão todos convidados!

Ficha catolográfica do livro "Estéticas Indígenas"

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

[Radiodifusão] Single "Borbopoemas" do Posthuman Tantra será veiculado no programa Gyroscopio 69


O programa Gyroscopio 69, coordenado pelo poeta e ativista cultural Barata Cichetto, e veiculado na rádio Advertising Stage Brazil, será o primeiro programa de rádio a tocar o novo single do Posthuman Tantra "Borbopoemas". A oitava edição do Gyroscopio 69 irá ao ar no dia 6 de outubro de 2019 às 20:00 horas, confira o programa no link da Advertising Stage Radio.



Confira a programação completa do Gyroscopio 69 oitava edição:

Gyroscopio 69
Programa 08 - 06/10/2019
Produção e Apresentação: Barata Cichetto

Type O Negative
Conde e Drácula
Maria McKee
Mariee Sioux
Norma Tanega
Jerry Garcia
Jethro Tull
Meat Loaf
Motörhead
Scorpions
Sparks
Klaus Nomi

[DESTAQUES]
Lee Marcelino 
Outro Destino
Posthuman Tantra


(POESIA)
Barata Cichetto
Nua Estrela
Charles Baudelaire
Alvares de Azevedo

Ouça o single Borbopoemas do Posthuman Tantra clicando na arte de capa abaixo:


segunda-feira, 30 de setembro de 2019

[Performance] Posthuman Tantra se apresentará no VII Ensaio Blasfêmia, em Goiânia



O Ensaio Blasfêmia VII Ato é um evento dedicado às artes obscuras e em sua sétima edição reunirá exposição de arte, performances e shows de bandas black metal. O evento tem curadoria do artista e mestre em arte e cultura visual Alysson Drakkar. 

O Posthuman Tantra foi convidado para performar e fará uma performance especial chamada "Extinção & Pós-humanidade" incluindo 2 novos atos que são parte das investigações de pós-doutorado do Ciberpajé (Edgar Franco) no Instituto de Artes da Unesp, em São Paulo, onde pesquisa as conexões entre os processos criativos de quadrinhos e performance.

Na performance o grupo Posthuman Tantra será composto pelo Ciberpajé (diretor, performer e musicista), pela I Sacerdotisa Rose Franco (musicista e performer), por Luiz Fers (figurinista e performer), Amante da Heresia (performer e musicista), Lucas Matheus Dal Berto (VJ) e pela convidada Flávia Provesi, que também é integrante do grupo performático "As Filhas de Satã" que se apresentará no evento. 



As bandas que se apresentarão no evento são: Lua Negra (GO), Lhe Frustro (MG), e Homicídio (GO), o Ensaio Blasfêmea VII Ato acontecerá no dia 19 de outubro de 2019, sábado, a partir das 19:00 horas no Cabarê Voltaire que fica na Rua 08, Quadra 51, Lote 07, Itatiaia, Goiânia, GO.

[Lançamento] ENTEOGÊNICOS: novo álbum em quadrinhos do Ciberpajé traz HQs psicodélicas inspiradas em experiências com Ayahuasca e Cogumelos



No dia 13 de outubro será lançado ENTEOGÊNICOS durante a III SketchCon art Convention, na cidade de São Paulo. Trata-se do novo álbum em quadrinhos do Ciberpajé (Edgar Franco) publicado pela editora Criativo. O termo “enteógeno” deriva do grego e significa “tornar-se divino interiormente”, Gordon Wasson batizou de enteógenos certas substâncias psicoativas utilizadas em rituais ancestrais. Enteogênicos é um álbum de quadrinhos expandidos que apresenta HQs poético-filosóficas e HQforismos inspirados em experiências de ENOC. - estados não ordinários de consciência – a partir da utilização dos enteôgenos cogumelos Psylocibe cubensis e da bebida ritualística xamânica Ayahuasca. Os quadrinhos poético-filosóficos - gênero em que o Ciberpajé é um dos pioneiros no Brasil - caracterizam-se pelo experimentalismo no traço, narrativa e texto, também por sua intencionalidade filosófica e pela brevidade das HQs; os HQforismos são um subgênero desses quadrinhos definidos pelo Ciberpajé e pela IV Sacerdotisa Danielle Barros e caracterizados por um único desenho aliado a um breve texto aforístico. 

Todas as HQs e HQforismos presentes em Enteogênicos são narrativas experimentais que surgiram a partir das vivências sinestésicas de experiências visionárias, sendo quase todas elas inspiradas por 3 práticas de ingestão dos cogumelos cubensis, e a última delas – Nuasca -, inspirada nas percepções da ingestão de 3 doses de Ayahuasca durante uma roda xamânica. As narrativas expandidas utilizam-se também do sistema mágiko-artístico da Aurora Pós-humana, universo ficcional transmídia do Ciberpajé que serve como ambientação para as HQs que funcionam como sigilos mágickos para sua transmutação. 


O Ciberpajé estará presente na III SketchCON, autografando o álbum. O evento tem a proposta de reunir quadrinhistas, desenhistas e ilustradores de todas as épocas, com novidades, lançamentos e republicações de histórias raras. Os visitantes conferem a presença de mais de 70 autores e artistas, no intuito de celebrar o desenho e seus criadores, autografando os álbuns em clima de bate-papo. Serão lançadas mais de 70 obras com tiragem limitada, em diferentes coleções, incluindo álbuns de quadrinhos, tiras e cartuns,  além de dicas de desenho. 

A III SketchCON acontecerá dia 13 de outubro de 2019, das 10 às 18hs, no  Jazz Restô & Burger, próximo ao metrô Ana Rosa, em São Paulo.



Enteogênicos pode ser adquirido com 20% de desconto em pré-venda no site da Editora Criativo. O álbum de 52 páginas tem formato grande, próximo do A4, capa cartonada colorida e lombada quadrada e no miolo impressão preto e branco em papel de alta gramatura. Aos que estiverem presentes na III SketchCON para cada 4 álbuns adquiridos o quinto será de graça.  

Confira algumas páginas do álbum em quadrinhos Enteogênicos:



Serviço:
Enteogênicos - Álbum em quadrinhos
Autor: Edgar Franco (Ciberpajé)
52 páginas - Formato 21x26 cm - Capa colorida e miolo em preto e branco 
Editora: Criativo,  São Paulo, outubro de 2019
ISBN: 978-85-8258-118-6
Preço: R$40,00 + despesas postais de envio.
Contato para adquirir o álbum: ciberpaje@gmail.com