quarta-feira, 16 de outubro de 2019

[Lançamento] Ciberpajé participa de Quadritos # 15 com HQ e coluna sobre "HQs Expandidas"


Ciberpajé com Quadritos #15 em mãos

O notório fanzine Quadritos é uma das publicações de quadrinhos mais aguardadas dos aficionados pela cena alternativa das HQBs nas décadas de 80 e 90. A publicação atingiu a impressionante marca de 32 anos de existência e chega ao seu número 15 com uma edição de impacto com 80 páginas de quadrinhos, artigos, colunas e uma entrevista clássica com Neal Adams. O Quadritos é editado pela Atomic, editora capitaneada pelo grande ativista dos quadrinhos nacionais Marcos Freitas, e apresenta um trabalho esmerado de editoração, seleção, diagramação e impressão do fanzine, com uma qualidade gráfica final que supera a de muitas revistas.

As duas belas capas variantes de Quadritos#15

Está edição 8 traz inclusive 2 opções de capa diferentes, sendo uma delas com arte do lendário quadrinhista Rodval Matias, e a outra Otto Mesmer e Lex Franco, uma delicadeza e cuidado especiais do editor. As HQs nacionais da edição ficam por conta dos renomados Laudo, Júlio Emílio Braz, Mozart Couto, Luciano Irrthum & Marcos Freitas, Bira Dantas e pelo Ciberpajé honrado de estar ao lado de tantas feras. Dentre elas destaque para a bela, visceral e impactante parceria entre Irrthum (desenhos) e Marcos Freitas (roteiro) na HQ "O Diário de Chaim Kaplan" - episódio 8 da série "Histórias Esquecidas de Guerra", e para a poética e sensível "Intersections", de Bira Dantas.

O Ciberpajé colabora nesse número com a HQ "A Segunda Maçã" que ocupa as páginas de 72 a 77, e também com a coluna do Ciberpajé tratando de Quadrinhos Expandidos, que ocupa a página 50 da edição. Na página 25 foi divulgada a edição de "Monstros dos Fanzines #5 - álbum de quadrinhos trazendo mais de 200 páginas de HQs do Ciberpajé (Edgar Franco) apresentando suas produções de 1989 a 2019, ou seja 30 anos de quadrinhos!  O álbum está em fase de conclusão e será lançado pela Editora Atomic. 

 Divulgação da edição Monstros dos Fanzines #5 - Ciberpajé que em breve será editada pela Atomic
 Coluna do Ciberpajé no Quadritos #15
Página da HQ "A Segunda Maçã", do Ciberpajé

Colunas do Ciberpajé e de André Carim no Quadritos #15

Confira o press release da edição com seu incrível conteúdo, adquira a versão impressa com tiragem limitada ou baixe o PDF gratuito:
QUADRINHOS: “Maldição do Vampiro” (Archie Goodwin / Neal Adams); “Sob o céu de Vênus” (Laudo); “O Dilema do Guerreiro” (Júlio Emílio Braz / Mozart Couto); “O Horrível problema de Daniel” (Célio Barbosa); “O Diário de Chain Kaplan” (M. Freitas / Luciano Irrthum); “A Segunda Maçã” (Ciberpajé) e “Inter Sections” (Bira Dantas).
TAVERN QUADRITOS: Três dicas de leituras singulares. Um clássico europeu (Blueberry, de Charlier/Moebius), um clássico americano (Sgt. Fury e o Comando Selvagem, de Thomas/Ayers) e um clássico mais contemporâneo (Os Fabulosos X-Men, de Claremont/Byrne); Cartas e mensagens dos leitores volta repercutindo a edição 14 e ainda uma ilustração de Moebius.
COLUNISTAS DA EDIÇÃO: Ciberpajé fala sobre as “HQs expandidas e as novas possibilidades criativas para suportes tradicionais e hipermidiáticos”; André Carim assina o artigo “Competição sim, descaso jamais!”.
MOMENTO PRESS EDITORIAL: Historieta, o maior fanzine de todos os tempos na opinião de 10 entre 10 fanzineiros, editado por longos e saudosos anos pelo amigo Oscar Kern, teve uma edição nacional pela Press, em 1986. Além de um artigo falando da edição, republicamos uma HQ “O horrível problema de Daniel”, de Célio Barbosa.
POLÍTICA & QUADRINHOS: Artigo de Jorge Arenas (”Nova editora de quadrinhos de direita almeja suplantar Marvel e DC”).
REPÓRTER HQ: Segue a “Historia de Los Comics”. Neste espisódio, o modo de vida americano retratado no jovem e iniciante sistema de quadrinhos.
Para fechar com chave de ouro, ilustração inédita do mestre Júlio Shimamoto, em uma de suas muitas técnicas inusitadas de arte-final.
Serviço:
Quadritos 15
Formato 15,5x23cm - 84 páginas
Capa couché 300g color 4x0 - lombada PUR
Miolo offset 90g pb 1x1
R$ 30,00 (frete incluso)
Tiragem limitada 50 unidades
Depósito:
Marcos de Freitas da Silva
CPF 595802401-91
Bradesco
Agência: 1552-0
Conta corrente: 20906-6
Comprovante:
E-mail: atomiceditora@gmail.com
Whats: (48) 98474.1793
Edição PDF gratuito:
http://www.mediafire.com/file/1p1klrm6rbb7anj/Quadritos_15_janeiroOK_color.pdf/file

[Ciberpajé na TV] Edgar Franco recita o poema/aforismo "A vida só existe na estrada" no "Dia de Poesia '19" da TV UFG



O Dia de Poesia é um projeto especial da TV UFG em que poetas e amantes de poesia são convidados a gravarem poesias de autoria própria ou de outros autores. Em 2019 foram 170 poemas gravados e eles passam nos intervalos da programação aberta da TV UFG no mês de outubro de 2019, de Goiânia.

O Ciberpajé selecionou como segundo aforismo/poema "A vida só existe na estrada" para ser recitado no programa, o aforismo trata da aceitação plena das experiências de dor e êxtase que compõem a existência. 

Confira o vídeo do Ciberpajé recitando o aforismo ao final desse post, nesse link ou clicando em qualquer imagem desse publicação.






O vídeo "A vida só existe na estrada":

Eis o texto do aforismo/poema na íntegra:

"A vida só existe na estrada"

Não existem atalhos
Só um único caminho de êxtases e espinhos
Mas as vertigens da estrada,
azul, pálida ou nublada,
vão tentar seduzi-lo
para a dança nebulosa do nada
Renunciar ao prazer é tolice
mergulhar no ascetismo é estultície
A vida só existe na estrada
conturbada
tempestuosa
estranha
dolorosa
extática
louca
dramática
confusa
gloriosa
a
estrada
ainda
não
pavimentada
que você
desenha
a
cada
suspiro,
grito,
gemido.
(Ciberpajé)

Confira todos os vídeos do Dia da Poesia 2019 no canal do youtube da TV UFG. 

[Ciberpajé na TV] Edgar Franco recita o poema/aforismo "Hino de glorificação à eterna solitude" no "Dia de Poesia '19" da TV UFG



O Dia de Poesia é um projeto especial da TV UFG em que poetas e amantes de poesia são convidados a gravarem poesias de autoria própria ou de outros autores. Em 2019 foram 170 poemas gravados e eles passam nos intervalos da programação aberta da TV UFG no mês de outubro de 2019, de Goiânia.

O Ciberpajé selecionou primeiramente o aforismo/poema "Hino de glorificação à eterna solitude" para ser recitado no programa, um líbelo à liberdade de pensamento e à busca do auto equilíbrio. 

Confira o vídeo do Ciberpajé recitando o aforismo ao final desse post, nesse link ou clicando em qualquer imagem desse publicação.





O Vídeo "Hino de glorificação à eterna solitude":

Eis aqui o texto do aforismo/poema na íntegra:


"Hino de glorificação à eterna solitude"

Todos desesperados por serem aceitos ao juntarem-se às tribos, seitas,
cultos, partidos, torcidas, times, associações, religiões,
agremiações, ideologias, modas.
Todos desejando alucinadamente receberem de outros o amor que não têm
por si mesmos. Vendendo-se barato, entregando seu ser por nada, por
afagos passageiros de outros seres egoicos e doentios.
Todos renegando sua individualidade, seu eu profundo, por migalhas de
afeto, adaptando-se às crenças, gostos, preferências, leis, ditames e
regras de sistemas falidos, da mídia idiotizada e de dogmas
apodrecidos.
Todos mentindo tanto para si mesmos, a ponto das mentiras tornarem-se verdades.
E eu, em meu silêncio e minha profunda eterna solidão, renego todas as
tribos, todos os dogmas, gurus, santos, deuses, renego o que passou a
ser chamado de "amor", nada mais do que barganhas doentias de afeto.
Eu mergulho na minha grandiosa e poderosa solitude interior, e
encontro em meus abismos infinitos o amor a mim mesmo que se espalha
explodindo como uma nascente supernova pelo Cosmos inteiro.
Não quero ser "resgatado" de minha solidão, ela é o meu templo, ela é
minha única religião, só ela me permite amar sob vontade.
Sou a tempestade, sou o fim da tarde, o uivo do lobo, o bater das asas
da borboleta, o canto da coruja e o vento que segue impetuoso, apesar
dos inúmeros obstáculos no caminho. O vento que dança levemente entre
as colinas e que arrasa violentamente os que querem represá-lo. O
obstinado e selvagem vento.
Eu sou!
(Ciberpajé)

Confira todos os vídeos do Dia da Poesia 2019 no canal do youtube da TV UFG. 


[Resenha] Álbum em quadrinhos Ecos Humanos: Uma experiência profunda! Por Cervo


Ecos Humanos, álbum em quadrinhos do Ciberpajé (roteiro) e de Eder Santos (Arte), é uma experiência profunda. O mais profundo que esta arte alcança é o mais profundo que você alcança em si mesmo. Ou seja, a experiência com a arte é sempre pessoal, mas não menos poderosa quando compartilhada. Eu particularmente tive várias interpretações em diferentes etapas de minha jornada pessoal pela narrativa. E sem dúvidas minha visão da arte continuará mudando a medida que minha visão sobre mim mesmo muda. A jornada de expansão de consciência.Um ano atrás quando eu mergulhei nessa história em quadrinhos, encontrei motivação para minha jornada interna, reconheci ali o que eu precisava para ir na direção da consciência, e fui. Tive a compreensão do que precisava ser feito para as mudanças que eu desejava em minha vida, e fiquei maravilhado com o potencial de uma narrativa em quadrinhos. Porém só agora compreendo a terceira etapa do processo. A integração. Em minhas experiências, a integração da consciência no ser se dá na aplicação do aprendizado recente na vida ordinária do experienciador. É preciso levar o sol para dentro da caverna para iluminar as sombras. Somente aí a transformação pode acontecer. 

Na história, dois personagens, um jovem e um velho, vivem em um oásis no meio do deserto. Eles possuem pontos de vista diferentes da realidade em que se encontram. O velho, conformado com sua ignorância, não procura mais mudança em seu interior. O jovem, embora demonstre apego ao velho, deseja reinventar-se, deseja que sua realidade seja diferente. E este desejo basta para a história acontecer. A diferença das percepções de cada um molda a realidade. A polaridade gera ciclos de prazer e sofrimento, representados na historia na forma das frutas das árvores e pelos vendavais. O velho carrega antigos símbolos de aprisionamento em seu colar, que no universo da "Aurora Pós-humana" são representações do passado, passado que para nós é o presente. Confesso que senti-me agoniado quando vi os símbolos, pois ao mesmo tempo que reconheci a natureza aprisionante de alguns, eu percebi carregar outros comigo. A dualidade desvelou-se para mim nesse momento, denotando como eu ainda estava limitado em minha percepção, e  que a jornada evolutiva interior é constante. 

Continuando, esta primeira parte da HQ mostra a realidade antiga, na qual o jovem quer se descobrir, mas é preso pelas amarras do passado, enquanto o velho carrega suas sombras e se conforma com elas, morrendo aos poucos. Chega um momento em que o velho morre, como sempre acontece no ciclo da natureza. E sua carne alimenta o jovem, dando-lhe forças para aguentar mais um pouco. Algo importante é lembrar que não existe vilão ali, ambos, jovem e velho, são partes complementares da experiência, eles são o mesmo, apenas em estágios diferentes da jornada. Experienciamos ambos. Quando li pela primeira vez a história, me vi como o jovem querendo libertar-se das ilusões aprisionantes de seu passado e descobrir-se como sendo quem é. Agora, um ano depois, vejo-me também como o velho, sendo o meu próprio carcereiro. Na HQ, antes de morrer, o velho deixa um presente, a arte, um lembrete para continuarmos a procurar nos conhecer. 

A segunda parte da narrativa muda mostra o jovem sozinho no oásis, que está aos poucos desaparecendo sem o velho para manter a polaridade. As ilusões sobre si mesmo e sobre o universo estreitam-se e fica cada vez mais difícil manter-se aprisionado a elas. Este é o abismo. Na jornada interna, o jovem encontra-se diante de sua morte iminente, a não ser que algo mude, sua história acabará ali em um final trágico. Nesta hora temos duas opções, podemos na primeira demonstrar resistência ao desconhecido e cair no fundo do abismo, o que resultará na morte do corpo físico. Ou permitimos a integração com nossas sombras, deixando de resistir a elas. Nesse segundo caso o autoconhecimento ocorre. A consciência expande-se pois agora você é o jovem e o velho, agora é possível ver a imagem por completo. Na experiência de si mesmo, redescobre-se o poder da escolha. Enfrentar o desconhecido, ou continuar apegado às ilusões e morrer junto com elas. 

Porém, na narrativa o personagem não sabia que tinha estas escolhas, e aí entra o cogumelo Psilocybe cubensis na história. O velho ensinou o jovem a regar as árvores quase mortas, a continuar tentando sobreviver e não se render ou desistir. E assim da matéria morta, nascem os cogumelos. Eu tive minha própria experiência com o cubensis um pouco depois de ler o livro pela primeira vez,  e ele motivou-me a seguir a jornada que abriu-se para mim. Acontece que eu sou o jovem, e sou o velho. Leio a história de novo e de novo, e sempre encontro novo significado. É uma jornada aparentemente sem fim. É o processo de cura, e este é lento e em várias etapas. Mas de vez em quando damos um salto. E essa é a proposta da experiência psicodélica com o uso desse enteógeno. 

cogumelo mostra-lhe a realidade como ela é, sombras na parede de uma caverna. Sombras que para você entender, precisa explorar além dos seus sentidos físicos, explorar o mundo interno. Mostra também que seu entendimento depende do quão expandida sua consciência está, de onde você se encontra em sua jornada pessoal. É um movimento em espiral, andando em círculos, mas cada vez mais expandido. É a consciência internalizada. Neste ponto da história, as prisões se revelaram para o personagem. O colar de espinhos representando as crenças limitantes revelando-se secretamente danosas, seu mundo derretendo diante de seus olhos, pois essa era a verdade, seu mundo estava morrendo e não havia nada que ele pudesse fazer pra impedir. Suas crenças, seus pensamentos, suas ilusões, tudo o que conhecia estava morrendo. E ele poderia morrer junto com seu velho mundo, ou buscar o desconhecido e o novo.

A jornada pelo desconhecido é uma jornada interna, mas isso não significa que não inclua os elementos externos, as mirações, o mundo físico. Pois essas são as sombras na caverna de Platão. É o nosso subconsciente expressado em forma de universo externo. E para o aspecto externo fazer sentido é preciso conhecimento interno. Na experiência psicodélica do jovem, este viu que o universo externo estava constantemente enviando sinais de que existe algo além da sua percepção limitada. Como os pássaros que vinham de algum lugar, e a mulher felina, que estava lá para nutrir o jovem e guiá-lo rumo ao crescimento. Os sinais eram constantemente interceptados e destruídos pelo velho, a representação da autossabotagem inconsciente. E finalmente, após abrir-se a explorar experiências miradas, procurando sua fonte, ao invés de apenas consumir as ilusões, é que o personagem desperta. Ao despertar, o jovem, agora com sua consciência expandida sobre si mesmo e o universo em que vive, se encontra novamente vestindo os mesmos símbolos que seu eu velho. E imediatamente aplica o conhecimento que aprendeu., jogando fora as ilusões que não mais servem. Esta é a terceira etapa da jornada, a integração, o retorno, a alquimia. A etapa que somente agora compreendo. O jovem se vê diante da escolha. Ele pode ficar e morrer junto com suas ilusões, ou sair de sua zona de conforto e estagnação mental e enfrentar o desconhecido. E assim, o personagem parte rumo ao horizonte. Após atravessar um longo deserto, ele seencontra em um novo mundo, um mundo repleto de vida e de beleza. 

Eu estou escrevendo esta resenha na manhã após um trabalho de autoconhecimento com o uso da Ayahuasca, então aqui exercito aquilo que o personagem nos mostra. Estou aprendendo a expressar-me, estou descobrindo-me, estou em uma constante jornada de autoconhecimento e transformação interna, assim como todas as pessoas estão. Todos nós 
temos aspectos opostos, fragmentados, divididos. E estes fragmentos criam oposição, criam resistência um ao outro, e consequentemente o sofrimento e a morte contínua. A morte da consciência integrada e o retorno à ignorância de sua fragmentação. Nossos aspectos duais corroem-se até um ser totalmente consumido pelo outro, podendo servir de combustível para transmutação ou corrupção. Porém, quando existe apenas um aspecto da realidade, a abertura ao novo, resta-nos decidirmo-nos. O eu jovem pode assumir a jornada que o eu velho esqueceu e continuar seguindo em frente rumo à expansão da consciência, rumo ao futuro. Porém não temos ainda a auto consciência necessária para jamais tropeçarmos. 

Sempre há cura a ser feita, mistérios a serem desvendados e abismos a serem explorados. Constantemente nos deixamos levar pelo mundo ao nosso redor, um mundo feito de passado, feito de coisas velhas que não nos deixam amadurecer. Perdemos o ritmo, e temos que começar de novo a busca pela clareza. Quando este ego velho morre e nos tornamos livres para escolher, muitas vezes não nos lembramos do que fazer com esta liberdade devido a ignorância, acabamos por sofrer nos autodestruindo inconscientemente. A experiência do cogumelo lembra-nos de que o universo é uma construção mental integrada ao todo, de que tudo tem ritmo, de que você é o outro e o outro é você. Te lembra de amor, um amor incondicional que é o seu emocional dizendo que você encontrou seu ritmo, todos os aspectos de seu ser estão dançando em harmonia. Esse amor incondicional nos guia entre as confusões da mente e da ação. É o nosso guia interno, uma bússola rumo a cura. Uma representação tão direta que chega a ser subestimada. O amor incondicional é um amor por si mesmo, um amor pelo universo. É uma relação integrada do eu com o Eu, do interno e do externo, do reencontro consigo mesmo, de permitir-se viver a vida que você está aqui para viver. E essa é a jornada do ser. De todos os seres. "Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás o universo e os deuses." Como foi dito há muito tempo. Este momento extático de compreensão por si só não faz milagre. Você acordou, agora é hora de viver, aplicar seu aprendizado em sua vida. Você tem a escolha de continuar nas ilusões, ou renovar-se, tornar-se aquele que você quer ser, aquele quem você é. Esta é a terceira etapa do processo, eventualmente retornando à primeira em um ciclo cósmico, fazendo a história acontecer novamente. Eu sou O Primordial da Liberdade. Reinventando-me mais uma vez. Buscando encontrar a fonte desses incessantes Ecos Humanos.

*Cervo é artista, fanzineiro e psiconauta.

Saiba mais sobre Ecos Humanos e adquira seu exemplar clicando na foto abaixo:

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Ciberpajé apresenta comunicação sobre processos criativos enteogênicos em parceria com Rosangella Leote no "9 Encontro Internacional de Grupos de Pesquisa", na Unesp, em São Paulo



O Ciberpajé (Edgar Franco) esteve presente ao "9 Encontro Internacional de Grupos de Pesquisa", na Unesp, em São Paulo. Esse ano o evento foi organizado pelo GIIP -  Grupo Internacional e Interinstitucional de Pesquisa em Convergências entre arte, Ciência e Tecnologia do Instituto de Artes da Unesp o qual o Ciberpajé integra. O encontro contou com muitos convidados internacionais apresentando suas pesquisas que interconectam arte e processos tecnológicos.


No dia 3 de outubro, o Ciberpajé, em parceria com a Profa. Dra. Rosangella Leote, sua tutora de pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Artes da Unesp, apresentaram a comunicação: Neurocognição e Transcendência: Processos Criativos Artísticos Enteogênicos.

Resumo da comunicação

A comunicação iniciou-se com uma breve ação performática de Rosangella Leote e do Ciberpajé envolvendo música e projeções xamânicas.

O Ciberpajé e Rosangella Leote durante a apresentação da comunicação

O Ciberpajé e Rosangella Leote durante a apresentação da comunicação



[Lançamento] Edgar Franco publica capítulo no livro "Estéticas Indígenas", com o título "O Ciberpajé e os processos criativos psiconáuticos"

Capa do livro "Estéticas Indígenas"

O livro "Estéticas Indígenas" acaba de ser publicado no formato e-book pela Universidade Federal de Goiás, ele reúne entrevistas, artigos e/ou ensaios e registros visuais selecionados entre os participantes do III Colóquio de Estética da FAFIL/UFG. Baixe o e-book completo aqui, ou clicando em qualquer imagem desse post.

As “respostas” à provocação do título do evento podem ser lidas, com muito gosto, no e-book carinhosa e seriamente organizado pela professora Dra. Carla Milani Damião e pelo doutorando Caius Brandão, ambos do Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) da FAFIL/UFG e equipe de empenhados revisores (Paola Souza, Davi Maranhão De Conti e Gilmário Guerreiro da Costa), com diagramação da designer gráfico Luana Santa Brígida. As autoras e autores provêm de diferentes formações, o que só nos auxilia a enfatizar o caráter interdisciplinar da obra. 

Página de abertura do capítulo escrito pelo Ciberpajé

Edgar Franco participa da obra com o capítulo "O Ciberpajé e os processos criativos psiconáuticos", no  qual apresenta o artista Ciberpajé, o alter ego de seu ser transmutado, e destaca seu processo pessoal de transmutação que teve como base as tradições ocultistas ocidentais, orientais e o xamanismo, também trata brevemente do conceito de “softwares livres da natureza” e dá exemplos de algumas criações artísticas fruto de métodos de ENOC – estados não ordinários de consciência – utilizando enteógenos da tradição indígena ancestral dos pajés das Américas, sendo eles o Psilocybe cubensis e a Ayahuasca. O capítulo tem 20 páginas e ocupa as páginas 175 a 195 da obra.


Páginas do capítulo escrito pelo Ciberpajé

O lançamento do livro "Estéticas Indígenas" acontecerá  no dia 17 de outubro, quinta-feira, às 16h30min, na Sala de Defesa da Faculdade de Filosofia (FAFIL) da UFG (Campus 2 – Samambaia); Goiânia, GO. Estão todos convidados!

Ficha catolográfica do livro "Estéticas Indígenas"

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

[Radiodifusão] Single "Borbopoemas" do Posthuman Tantra será veiculado no programa Gyroscopio 69


O programa Gyroscopio 69, coordenado pelo poeta e ativista cultural Barata Cichetto, e veiculado na rádio Advertising Stage Brazil, será o primeiro programa de rádio a tocar o novo single do Posthuman Tantra "Borbopoemas". A oitava edição do Gyroscopio 69 irá ao ar no dia 6 de outubro de 2019 às 20:00 horas, confira o programa no link da Advertising Stage Radio.



Confira a programação completa do Gyroscopio 69 oitava edição:

Gyroscopio 69
Programa 08 - 06/10/2019
Produção e Apresentação: Barata Cichetto

Type O Negative
Conde e Drácula
Maria McKee
Mariee Sioux
Norma Tanega
Jerry Garcia
Jethro Tull
Meat Loaf
Motörhead
Scorpions
Sparks
Klaus Nomi

[DESTAQUES]
Lee Marcelino 
Outro Destino
Posthuman Tantra


(POESIA)
Barata Cichetto
Nua Estrela
Charles Baudelaire
Alvares de Azevedo

Ouça o single Borbopoemas do Posthuman Tantra clicando na arte de capa abaixo: