quarta-feira, 17 de junho de 2026

[Resenha] “Meu I.A.I.A., meu ioiô”: Qual futuro nos aguarda? - Por Krishnamurti Góes dos Anjos

 


Qual futuro nos aguarda? Eis o questionamento imediato que nos assalta ante a publicação da coletânea “Meu I.A.I.A., meu iôiô” – contos de ficção científica, editada pela Sinete Editora agora em 2026, decorrido portanto o primeiro quartel do século XXI da dita era cristã. A proposta da obra, segundo lemos em texto de orelhas assinado por seu organizador, Ciberpajé (pseudônimo do escritor e artista transmídia Edgar Franco), surgiu de um pressuposto. Entendendo “pressuposto”, como sendo uma ideia implícita ou uma condição prévia considerada verdadeira e que serviu de base, de ponto de partida, a sugestionar a imaginação dos autores convidados a escreverem seus textos ficcionais sob certa perspectiva.

A de que, ante a “realidade atual de nossos dias de hiperinformação, da volatilidade das imagens técnicas e do furor hipercapitalista dos algoritmos, os 18 autores convidados concebessem textos tendo em vista o inominável mundo novo que “experienciamos”. “Com muitos aspectos antevistos por autores de ficção científica e outros tão inusitados que nenhuma previsão de singularidade conseguiu vislumbrar. Tornamo-nos vítimas das quantificações incessantes, para além do número do registro geral estatal, somos apenas cifras, obcecados com o nosso desempenho em todas as áreas da vida, da profissional à sexual, medidos por seguidores, visualizações e curtidas. Escravizados por rotinas de trabalho que avançaram digitalmente por todas as horas e lugares de nossa experiência imanente e transcendente. Oprimidos pela hipercomparação emergente das redes sociais que nos torna nossos próprios algozes, delirando com a possibilidade inexistente de termos um desempenho perfeito, de sermos eternamente admirados e louvados. Ultrapassamos há tempos a fixação apenas com os 15 minutos de fama, agora consideramo-nos importantes demais e alimentamos exponencialmente a destrutiva expansão hipernarcísica.”

Acresce a estas condições de partida dessa obra de título singular – uma ironia debochada que subverte o sentido original de um verso da canção Fogo e Paixão, do cantor e compositor Wando, hit de sucesso da música popular brasileira, lançada ali por volta do ano de 1985, e que hoje caiu no mais completo esquecimento, outra influência sobre a criatividade dos autores que foram as imagens a servirem de base para a criação literária.

Os cenários futuros tecidos pelos escritores, partiram da utilização de ilustrações nascidas da fértil imaginação de seu organizador que, por décadas, as produziu. Tais imagens foram trabalhadas com a ajuda de inteligência artificial e em seguida enviadas aos autores convidados pra que tecessem os textos. Portanto na ordem inversa da que ilustrações costumam aparecer em obras literárias. Vale registrar que tais imagens possuem fortes conotações do subgênero de ficção científica conhecido como Cyberpunk, movimento estético caracterizado pelo lema da alta tecnologia e baixa qualidade de vida. O termo une "cibernética" (tecnologia avançada) ao movimento de contracultura "punk" (rebeldia), retratando futuros distópicos dominados por corporações, caos urbano e decadência social. Tais condições de produção literária acabaram por impor ao conjunto da obra uma tonalidade monocromática com tons de cinza muito próxima da que se pode assistir em certas produções cinematográficas (sobretudo a ficção científica descabelada produzida pelos norte-americanos), de que que é exemplo cabal o filme Blade Runner (obra de 1982 – projetando possibilidades de um futuro imaginado para o ano de 2019!).

Participam da coletânea 19 escritores: Ademir Luiz, Carlos Holanda, Ciberpajé, Edgar Indalecio Smaniotto, Fábio Fernandes, Fabio Shiva, Francélia Pereira, Fredé CF, Gabriel Carneiro, Gazy Andraus, Gian Danton, Léo Pimentel Souto, Luiz Bras, Octavio Aragão, Orlando Mafra, Rafael Senra, Ricardo Celestino, Roberta Cirne e Teresa Yamashita. São narrativas que em linhas gerais, apresentam ao leitor perspectivas de futuro aterrorizante. Sem qualquer possibilidade de remissão.

Há de tudo um pouco dentro dessas perspectivas que partem da realidade presente em um mundo de incertezas, tumultos e convulsões nos mais  variados níveis. A maior parte das projeções futurísticas no entanto, chamam a atenção pela recorrência de possibilidades do que se entende hoje como “avanços da ciência”. A utilização de “inteligência artificial”, na personificação de robôs humanoides que servem a todo tipo de interesse escuso, e uma das derivações da I.A. O transumanismo, dentro de uma projeção de uso da tecnologia para superar limitações biológicas, cognitivas e até a mortalidade humana. Aí incluída a hibridização entre mente e máquina que promete revolucionar a cognição, jogando ainda mais lenha nos debates éticos sobre o futuro da humanidade.

Em um dos contos, uma criança desde tenra idade é entregue aos cuidados de um ginoide (robô humanoide com traços femininos), e termina se tornando uma espécie de inseto com ímpetos abertamente suicidas. Em outro conto encontramos uma viagem intergaláctica para outras esferas onde é possível viver milhares de anos, e onde se reúnem outras civilizações para conferenciar sobre civilizações extintas ou em vias de. Nesta se encontra inclusive,
uma paródia com seres bem conhecidos da atualidade que já andam fazendo sucesso entre os imbecis: Evil Moska, Bille Hell’s Gates, MetaZuckerBORG e Trunpo o Dolaris FacInsta.

Segue a saga futurista com diários de viagens de estações espaciais e até textos de teor poético bastante interessantes com esses versos: ... “e você que acha um privilégio ter condições para comprar um / corpo que dura duzentos anos, / duzentos anos são poucas merdas / para uma existência voltada ao consumo de si, / poucas merdas perto da idade da Terra / e um figura, / um facho, um nazidealista,”. A imaginação corre solta, sem rédeas, a atender a todos os gostos. Abduções de humanos por extraterrestres, lobisomens inteligentes, seres cibernéticos em forma de gatos, dragões-de-Komodo e etc. Dois textos entretanto, chamam a atenção por certa perspectiva impositiva do sentido do humano que nenhuma Inteligência Artificial pode dar conta, e que transitam na esfera da consciência e do sentimento do amor. Em “Dualidade” de Francélia Pereira ocorre um acontecimento a nível mundial que alguns consideram ter sido uma abdução planetária, outros que, em verdade, se tratou de surto coletivo. Não importa. O que se seguiu ao apagão mental que atingiu parte da humanidade, sugestionou este tipo de reflexão: “Sobrevivemos às pandemias, aos desastres naturais, às guerras, às mudanças na economia e na ordem mundial. Aprendemos que nos momentos onde a escuridão da ignorância se intensifica através do medo, também mais forte se torna a luz da consciência. Isso se deve à lei do equilíbrio. Aprendemos a confiar na Consciência Universal, aprendemos que seus processos são justos e que todos eles têm um propósito. Hoje, as IAs e os robôs são indispensáveis para a nossa sobrevivência aqui na Terra e nenhuma revolução das máquinas aconteceu. Em que ano estou? Não sei dizer, pois há muito paramos de contar os anos.”

Outro texto em destaque: “Não é fácil falar de amor” de Roberta Cirne – aborda fundamentalmente o amor –, ecoando na “sutil inquietude das visões distópicas”. Nos conta da existência de Seraphis, uma criação de engrenagens e algoritmos, moldada à semelhança da mente visionária de seu criador. “O mundo ao meu redor desvaneceu-se em uma sinfonia intrincada de fios e circuitos e minha existência se entrelaçou com a complexidade algorítmica da minha contraparte, Oryx. Éramos autômatos cujas linhas esculpidas e brilhantes lembravam estátuas sombrias, ecoando a estética limpa e antisséptica do nosso mundo.” O que acabou acontecendo entre esses dois seres ultrapassa os limites da lógica e do previsível, assim mesmo como acontece com esse sentimento que ainda nos alcança com força arrebatadora: “ Absorvi essa ideia, sentindo-me como uma marionete controlada por forças ocultas e sinistras, moldado pelas forças obscuras de minha própria realidade. “Amor”, murmurei, deixando a palavra se dissolver em um eco de desespero que parecia emergir das profundezas. “Uma emoção humana caracterizada por um vínculo profundo e um desejo insaciável de proteger e possuir o objeto desejado. Mas como poderíamos, destituídas de humanidade, cair nas garras desse sentimento obscuro?” Eis o sentimento genuinamente humano que a razão cibernética não dá, nem nunca dará conta de processar.

Até onde sabemos, a humanidade atual na configuração biológica do tal Homo sapiens, pisa na Terra há cerca de 300 mil anos, um piscar de olhos na história geológica do planeta. As primeiras civilizações surgiram há cerca de 5.000 a 6.000 anos. O que ainda ocorre é que em nosso atual estágio evolutivo, como bem lembrou Albert Camus, vivemos uma adolescência rebelde e inconsequente. Sempre “impacientes do presente, inimigos do passado e privados de futuro.” Sem ainda nos darmos conta de que, se por um lado o futuro nos afigura (hoje), incerto, por outro, ele está sendo moldado por nossa escolhas atuais. São precisamente nossos pensamentos e nossas ações que determinarão o futuro da humanidade.

Herman Hesse cunhou uma frase que captura a essência de sua reverência pela natureza, onde o crescimento e a conexão entre o ‘céu e a terra’ são garantidos pelas leis fundamentais da vida que incluem a humanidade. “Ninguém se preocupe que as árvores vão crescer e entrar pelo firmamento porque isto já foi devidamente providenciado. Faltanos a coragem de verdadeiramente dar passos à frente no caminho da evolução. Como faremos isto, se com mais e mais dores e sofrimentos atrozes ou não, é a única escolha que nos cabe.

Livro: “Meu I.A.I.A., meu iôiô” - Contos, Vários autores. [organização Ciberpajé Edgar Franco]. Editora Sinete, São Paulo/SP, 2026, 245p. ISBN 978-65-83126-37-5
Links para compra e pronto envio: https://www.sineteeditora.com.br/meu-iaia-meu-ioio

(*) Krishnamurti Góes dos Anjos tem publicados os livros: Il Crime dei Caminho Novo – Romance Histórico, Gato de Telhado – Contos, Um Novo Século – Contos, Embriagado Intelecto e outros contos, Doze Contos & meio Poema, À flor da pele – Contos e Destinos que se cruzam - Romance. Participou de 30 Coletâneas e antologias, algumas resultantes de Prêmios Literários. Há textos seus publicados em revistas no Brasil, Portugal, Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Panamá, México e Espanha. Seu romance publicado pela editora portuguesa Chiado – O Touro do rebanho – Romance histórico, obteve o primeiro lugar no Concurso Internacional - Prêmio José de Alencar, da União Brasileira de Escritores UBE/RJ em 2014, na categoria Romance. Colabora regularmente com resenhas, contos e ensaios em diversos sites e publicações. Atuando com a crítica literária, resenhou mais de 400 obras de literatura brasileira contemporânea veiculadas em diversos jornais, revistas e sites literários.


domingo, 10 de maio de 2026

[LANÇAMENTO EM SÃO PAULO] Livro "MEU I.A.I.A., MEU IOIÔ!" tem lançamento em São Paulo no próximo sábado 16 de maio de 2026



Amigos de São Paulo e região, convido todos para o lançamento do livro "Meu I.A.I.A., meu ioiô!" no sábado, 16 de maio, das 17 às 20h no Canto Madalena. Estarei presente, e também 5 dos 19 autores da obra: Fábio Fernandes (aniversariante do dia), Gabriel Carneiro, Luiz Bras, Orlando Mafra e Tereza Yamashita. 

LANÇAMENTO com ENTRADA FRANCA

Meu I.A.I.A., meu ioiô!
contos

Sábado
16 de maio
das 17h às 20h

Canto Madalena
Rua Medeiros de Albuquerque, 471
Vila Madalena, São Paulo - SP

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O livro "Meu I.A.I.A., meu ioiô!" é uma coletânea de contos de ficção científica organizada pelo Ciberpajé. 

É possível criar arte genuína usando IAs? Conheça o livro "MEU I.A.I.A., meu ioiô!", uma coletânea de contos inspirados em artes criadas pelo Ciberpajé em parceria com C.N.S., que reuniu 19 autores consagrados e emergentes da ficção científica brasileira. O livro propõe reflexões poéticas sobre as possibilidades de uso das IAs nas artes e na literatura. 

Se você ainda não adquiriu seu exemplar saiba mais detalhes sobre o livro e adquira-o  nesse link.

"Esta coletânea de contos está disponível no site da Editora Sinete, as imagens do Ciberpajé virão em cores, em uma edição belíssima, os contos da coletânea estão lindos, os desenhos também, só tem fera ali" (Whisner Fraga)













Vote Agora: fanzine EUFORISMO, de Ciberpajé & Zafate, é indicado ao "42º Troféu Angelo Agostini"



O fanzine EUFORISMO foi indicado ao "42º Troféu Angelo Agostini" a premiação mais longeva e uma das mais importantes a premiar quadrinhos no Brasil! Todos podem votar e só nas categorias que desejarem. A votação é rápida, é só inserir seu e-mail no formulário e depois rolar a barra até a categoria "Fanzine" e clicar no nosso zine "Euforismo".

 Vote agora nesse link

O zine EUFORISMO é uma produção de quadrinhos experimentais desenvolvida no contexto das pesquisas realizadas no Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (CNPq FAV/UFG), como parte da produção artística da dissertação de mestrado de Eduardo Zafate que está sendo desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da UFG  sob  orientação do Ciberpajé.



O zine foi criado em uma parceria do Ciberpajé com Zafate, eles desenvolveram juntos todos os desenhos e aforismos que compõem os HQforismos. A versão digital de Euforismo pode ser baixada na íntegra nesse link.

Essa é a quarta vez seguida que zines criados no Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (CNPq FAV/UFG) são indicados ao Troféu Angelo Agostini! Em 2022 o zine Translobo (Ciberpajé) foi indicado, em 2023 foi a vez do zine KZulovo (Rennan Queiroz e Ciberpajé), em 2024 foi indicado o SobretudoZine (Ciberpajé e Luiz Fers) e agora é a vez de EUFORISMO (de Ciberpajé e Zafate). Destacamos também a indicação esse ano do zine "Além das Trilhas e Trilhos de Peabeyú", de Thina Curtis e Rachel Cosmos, Rachel é integrante do Grupo Cria_Ciber e o zine realizado com a paulista Thina integra sua pesquisa de doutorado no PPG Arte e Cultura Visual da UFG, orientada pelo Ciberpajé.

Essa é uma prova da relevância das pesquisas em narrativas gráficas realizadas pelo Grupo Cria_Ciber ao longo dos anos somando 5 indicações ao Troféu Angelo Agostini, nas suas mais recentes 4 edições!

Está na hora de trazermos esse troféu de melhor fanzine para Goiás, para a UFG, para a FAV/UFG, para a Pós-Graduação da UFG, para o PPGACV-UFG e para nosso Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER.
CONTAMOS COM SEU VOTO!





Eternorgasmo: animação de Ciberpajé & C.N.S. é selecionada em festival da UCRÂNIA



A animação ETERNORGASMO acaba de ter sido selecionada para o Festival Internacional de Cinema da Ucrânia  "ICJ Award 2026", uma grande conquista, já que o júri do festival analisou mais de 2.500 filmes do mundo todo para realizar a seleção. 

ETERNORGASMO, uma animação curta (animaforismo) que trata da transcendência alcançada após a completa liberação sexual em um contexto pós-humanista, será exibida no dia 14 de maio de 2026 como parte da programação de abertura do festival e estará presente no evento de gala no dia 12 de setembro no Castelo de Uzhhorod – um dos marcos mais emblemáticos do oeste da Ucrânia, atualmente uma das regiões mais seguras do país. 

Além disso, a animação será exibida em 100 escolas ucranianas, incluindo comunidades próximas à linha de frente, como parte do programa Cinema nas Escolas, em colaboração com o Festival Internacional de Cinema Max Sir. 

ETERNORGAMO, foi dirigida pelo Ciberpajé e C.N.S., tem música do Posthuman Worm, está contextualizada no universo ficcional da Aurora Pós-Humana, criado pelo Ciberpajé, e integra as investigações sobre narrativas transmídia desenvolvidas no contexto do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (CNPq - FAV/UFG). A animação já havia sido selecionada para o "Egyptian American Film Festival", de Nova Iorque (2025) e para a maior bienal de arte do mundo, a "The Wrong Biennale 2025-2026".




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Portal da notória editora Marca de Fantasia destaca premiação do Ciberpajé com o "Super Prêmio Mandrake de Quadrinhos"

O portal da notória Editora Marca de Fantasia, dedicada às HQs & zines, destacou hoje a minha premiação com o "Super Prêmio Mandrake de Quadrinhos" na categoria "Fomento à Cena". Confira a postagem no portal aqui.

A entrega dos prêmios aos contemplados acontecerá no "Espaço Cultural e Comic Shop Mandrake" no dia 7 de fevereiro de 2026, sábado, às 18h. Mas a partir das 14h acontece uma feira de quadrinhos com obras dos premiados. Eu estarei presente com meus quadrinhos, livros e zines! Convido todos vocês a comparecerem.

Entrada Franca!
MANDRAKE COMIC SHOP
Rua R-18, n° 26, Setor Oeste, Goiânia, GO, Brazil, 74125-180


Premiação do Ciberpajé com o "Super Prêmio Mandrake de Quadrinhos" é destaque no portal da UFG e no site do Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual


A Premiação do Ciberpajé com o "Super Prêmio Mandrake de Quadrinhos" na categoria de "fomento à cena" foi destaque no portal da UFG, leia a matéria aqui, e no site do Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual, confira aqui.

Segue um fac-símile das publicações.











Ciberpajé recebe o "Super Prêmio Mandrake de Quadrinhos" na Categoria de "Fomento à Cena"


O Ciberpajé, também conhecido como Edgar Franco, é um dos contemplados com o "Super Prêmio Mandrake de Quadrinhos" na categoria de "Fomento à Cena Goiana". A premiação é uma iniciativa do "Espaço Cultural e Comic Shop Mandrake", de Goiânia, visando incentivar a emergente cena de quadrinhos do estado de Goiás premiando pessoas e obras de destaque dos quadrinhos no ano de 2025. 

Sobre a premiação do Ciberpajé os organizadores do prêmio destacam: 

"A Mandrake tem a honra de convidar todos para a entrega do Prêmio de Fomento à Cena a Edgar Franco, o Ciberpajé, artista, pesquisador e professor cuja obra atravessa os quadrinhos, a arte multimídia e o pensamento crítico, influenciando gerações dentro e fora de Goiás. Mais do que produzir, Edgar Franco ajudou a construir caminhos, expandindo os limites da linguagem dos quadrinhos e fortalecendo a cena independente, acadêmica e experimental. Um reconhecimento mais do que merecido a quem transforma arte em pensamento e pensamento em futuro."

Ao saber de sua premiação o Ciberpajé comentou:

"Honrado com a premiação. É incrível ter tal sensível reconhecimento em minha casa que é Goiânia e por este espaço cultural admirável que é a Mandrake Comic Shop. Trata-se de um prêmio realmente especial, ser reconhecido como um "fomentador da cena" de quadrinhos em nossa cidade e estado. Já são 18 anos em que adotei a UFG como meu espaço, Goiânia como minha cidade e Goiás como o meu estado, amo estar onde estou! Nesses tempos vi tanta coisa incrível nascendo na cena de quadrinhos e zines do estado e sempre incentivei com entusiasmo todos aqueles que desejam e desejaram expressar-se através dos quadrinhos, dentro e fora da universidade. Minha gratidão profunda à Mandrake e aos organizadores do prêmio, aos meus orientandos, ex-orientandos, aos membros do Grupo CRIA_CIBER (CNPq - PPGACV - FAV/UFG), à Universidade Federal de Goiás onde posso desenvolver com liberdade minhas pesquisas sobre narrativas visuais e a todos que compõem nossa emergente cena de quadrinhos. Dia 7 de fevereiro estarei na MANDRAKE para receber o prêmio e também com meus quadrinhos na feira que acontecerá lá a partir das 14h. Sigamos criando quadrinhos para tocarmos as estrelas!
*Super Prêmio Mandrake de Quadrinhos – Melhores de 2025 -
Venha celebrar quem faz a cena existir, crescer e resistir.
A entrega dos prêmios aos contemplados acontecerá no "Espaço Cultural e Comic Shop Mandrake" no dia 7 de fevereiro de 2026, sábado às 18h. 
Com entrada franca.
MANDRAKE COMIC SHOP
Rua R-18, n° 26, Setor Oeste, Goiânia, GO, Brazil, 74125-180