Amigos de São Paulo e região, convido todos para o lançamento do livro "Meu I.A.I.A., meu ioiô!" no sábado, 16 de maio, das 17 às 20h no Canto Madalena. Estarei presente, e também 5 dos 19 autores da obra: Fábio Fernandes (aniversariante do dia), Gabriel Carneiro, Luiz Bras, Orlando Mafra e Tereza Yamashita.
LANÇAMENTO com ENTRADA FRANCA
Meu I.A.I.A., meu ioiô! contos
Sábado 16 de maio das 17h às 20h
Canto Madalena Rua Medeiros de Albuquerque, 471 Vila Madalena, São Paulo - SP
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O livro "Meu I.A.I.A., meu ioiô!" é uma coletânea de contos de ficção científica organizada pelo Ciberpajé.
É possível criar arte genuína usando IAs? Conheça o livro "MEU I.A.I.A., meu ioiô!", uma coletânea de contos inspirados em artes criadas pelo Ciberpajé em parceria com C.N.S., que reuniu 19 autores consagrados e emergentes da ficção científica brasileira. O livro propõe reflexões poéticas sobre as possibilidades de uso das IAs nas artes e na literatura.
Se você ainda não adquiriu seu exemplar saiba mais detalhes sobre o livro e adquira-o nesse link.
"Esta coletânea de contos está disponível no site da Editora Sinete, as imagens do Ciberpajé virão em cores, em uma edição belíssima, os contos da coletânea estão lindos, os desenhos também, só tem fera ali" (Whisner Fraga)
O Ciberpajé, também conhecido como Edgar Franco, é um dos contemplados com o "Super Prêmio Mandrake de Quadrinhos" na categoria de "Fomento à Cena Goiana". A premiação é uma iniciativa do "Espaço Cultural e Comic Shop Mandrake", de Goiânia, visando incentivar a emergente cena de quadrinhos do estado de Goiás premiando pessoas e obras de destaque dos quadrinhos no ano de 2025.
Sobre a premiação do Ciberpajé os organizadores do prêmio destacam:
"A Mandrake tem a honra de convidar todos para a entrega do Prêmio de Fomento à Cena a Edgar Franco, o Ciberpajé, artista, pesquisador e professor cuja obra atravessa os quadrinhos, a arte multimídia e o pensamento crítico, influenciando gerações dentro e fora de Goiás. Mais do que produzir, Edgar Franco ajudou a construir caminhos, expandindo os limites da linguagem dos quadrinhos e fortalecendo a cena independente, acadêmica e experimental. Um reconhecimento mais do que merecido a quem transforma arte em pensamento e pensamento em futuro."
Ao saber de sua premiação o Ciberpajé comentou:
"Honrado com a premiação. É incrível ter tal sensível reconhecimento em minha casa que é Goiânia e por este espaço cultural admirável que é a Mandrake Comic Shop. Trata-se de um prêmio realmente especial, ser reconhecido como um "fomentador da cena" de quadrinhos em nossa cidade e estado. Já são 18 anos em que adotei a UFG como meu espaço, Goiânia como minha cidade e Goiás como o meu estado, amo estar onde estou! Nesses tempos vi tanta coisa incrível nascendo na cena de quadrinhos e zines do estado e sempre incentivei com entusiasmo todos aqueles que desejam e desejaram expressar-se através dos quadrinhos, dentro e fora da universidade. Minha gratidão profunda à Mandrake e aos organizadores do prêmio, aos meus orientandos, ex-orientandos, aos membros do Grupo CRIA_CIBER (CNPq - PPGACV - FAV/UFG), à Universidade Federal de Goiás onde posso desenvolver com liberdade minhas pesquisas sobre narrativas visuais e a todos que compõem nossa emergente cena de quadrinhos. Dia 7 de fevereiro estarei na MANDRAKE para receber o prêmio e também com meus quadrinhos na feira que acontecerá lá a partir das 14h. Sigamos criando quadrinhos para tocarmos as estrelas!
*Super Prêmio Mandrake de Quadrinhos – Melhores de 2025 -
Venha celebrar quem faz a cena existir, crescer e resistir.
A entrega dos prêmios aos contemplados acontecerá no "Espaço Cultural e Comic Shop Mandrake" no dia 7 de fevereiro de 2026, sábado às 18h.
Escutar as duas faixas do novo álbum de Posthuman Tantra & Melek-Tha de forma simultânea foi algo surreal - ouça neste link! Uma maravilhosa e inquietante experiência sonora. Sensacional!
A voz cavernosa vinda do fim do mundo, aliada à sonoridade industrial e experimental é um êxtase musical. Sons da natureza conectam-se a sons ritualísticos e indígenas, zumbidos estranhos mixam-se a sons que parecem saídos de turbinas cósmicas e grunhidos estranhos complementam a atmosfera sonora. Tudo isso guiado pela voz grave e ressonante do Ciberpajé que ecoa das profundezas para compor toda essa grandeza musical sincronizada e uníssona que traz uma impactante imponência sonora.
Sons que se alternam entre o imponente e o desintegrador.
Ecos que reverberam na alma.
Ouço o canto do vento em certos momentos. Somos transportados para uma esfera sombria e cósmica onde criamos cenários mentais densos e obscuros.
Sons misteriosamente imersivos que perturbam e inquietam.
É a singular sonoridade dark ambient de Posthuman Tantra & Melek-Tha que nos envolve em uma atmosfera de perigo e suspense, onde temos a sensação de estarmos em uma maratona transcendental, na qual não há a linha de chegada, pois a parada aqui, não é obrigatória.
Apenas fugimos ofegantes e delirantes diante dessa maravilhosa e inquietante experiência sonora!
* Raquel Alves de Freitas Nunes é jornalista em Goiânia.
Amigos, é uma honra e uma alegria ser indicado ao "41º Troféu Angelo Agostini" na categoria Fanzine com "SobretudoZine", um zine de quadrinhos vestível, ou seja, ele traz as suas páginas costuradas ao sobretudo, propondo um novo formato vestível expandido para um fanzine que pode caminhar comigo por onde eu for! Todos pode votar nas categorias que desejarem, se quiser você pode votar só na categoria Fanzine no "SobretudoZine", leva menos de 1 minuto. Vote agora neste link.
É um zine experimental criado por mim com o design e confecção feitos em parceria com Luiz Fers no contexto das investigações transmídia do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber(CNPq FAV/UFG) ligado ao Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual.
O Troféu Angelo Agostini é a premiação mais longeva e tradicional dos quadrinhos brasileiros.
Contamos com o seu voto!
Segue a divulgação da indicação nas redes da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFG.
O Jornal Diário da Manhã, publicado em Goiânia, destacou em matéria do dia 29 de outubro de 2025 a premiação do álbum "Ecos Humanos" no Chile. Confira fác-símile da materia abaixo, ou leia a reportagem na íntegra neste link.
O Jornal UFG deu destaque para a premiação internacional do Ciberpajé e Eder Santos no Prêmio FIC -Santiago 2025. Confira abaixo um fac-simile da retortagem que pode ser lida neste link.
Neste novo EP, intitulado “Para ter a chance de renascer a cada amanhecer” - ouça-o aqui -, o Ciberpajé realiza uma parceria ainda inédita com o musicista e artista multimídia Gabriel Billy, do Rio de Janeiro.
Billy toca contrabaixo na banda brasileira “Gaiatos em Gaia” que mixa influências de MPB, rock'n'roll, rock progressivo e ambient music em suas composições. Estas são as mesmas referências sonoras que Gabriel utiliza ao estabelecer a parceria, criando uma faixa orgânica e repleta de atmosferas sonoras onde ele conecta os quatro aforismos gravados pela voz do Ciberpajé, que tratam da necessária atitude atávica animal de “morrer para renascer a cada dia”.
O resultado é uma música vibrante que vai de atmosferas singelas a rompantes ruidosos que mantêm intacto o senso melódico da faixa.
A arte de capa criada pelo Ciberpajé utiliza elementos mágicko-simbólicos de seu universo ficcional da “Aurora Pós-Humana” para salientar os conceitos apresentados nos aforismos. O EP pode ser ouvido e baixado na íntegra, incluindo capa e encartes nesse link.
Ouça os outros 48 EPs e 1 CD completos do Projeto Musical Ciberpajé, gravados com musicistas de 8 países, nesse link.
A entrevista foi conduzida pelo autor premiado e Prof. Dr. Ricardo Celestino do PPG Literatura e Crítica Literária da PUC-SP, nela tratamos de múltiplos aspectos de meus processos criativos transmídia e mágikos, das minhas criações com exercícios artísticos de autotransmutação e da minha paixão infinita pelo ato criativo como forma de existência. Confira a entrevista na íntegra nesse link.
O Ciberpajé agradece ao grande Ricardo Celestinopelo honroso convite!
para pensar sobre um texto é de extrema importância o tipo de leitura que se faz. essa relação é crucial. caso contrário, tudo o que se lê não passa de uma mesmidade informacional. ler deve ser um permanente colocar-se em experimento. já que aquilo que será lido, é a realidade virtual em que, quem escreve, se coloca a viver. nesse tipo de experienciar-se há, a um só tempo, o vislumbre dessa RV escrita e seu chocar-se com a RV leitura. colocar-se a ler, é seguir para dentro de uma colisão de galáxias. um movimento de choque profundo e intenso, onde dali, jamais se poderá sair a mesma pessoa que lê. não acontecendo esse choque, é o império do mesmo que ali se reitera.
pois bem, o experimento de leitura e, consequentemente, o modo que me coloquei a pensar sobre o que li, em “Aforismos do Ciberpajé”, seguiu duas coordenadas experimentais para acesso e colisão com tal realidade virtual ciberpajeana: a primeira foi, “tendo o escrito, a forma de aforismos, como seria se minha leitura também fosse aforismática?”; e a segunda coordenada, foi “como ter, em imagens, o sentido do todo cósmico a partir de tantos fragmentos moleculares?”. em outras palavras: ler fractalmente construindo cosmos imageticamente. para tal aventura errante, nomeei minhas reflexões aqui de “fluctuare in kosmos”. “fluctuare” do latim, que significa “agitar”, “ondular” no “kosmos”, do grego, que é “ordenar”, “harmonizar” diferentes contextos.
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capitulo i
aqui não há atalhos de sentido. muito menos há encurtamentos da linguagem. há sim uma profunda intimidade entre estranhos. como aquele princípio biológico evolutivo, cuja dinâmica entre estranhos, é a condição básica da sobrevivência. indivíduos não relacionados que mostram que é a cooperação, e não a competição, que melhor propiciam a seleção natural. desde esse poderoso princípio evolutivo, os estranhos “lobo” e “ciberpajé” passam a se relacionar intimamente. ora ciberpajé coleta o néctar do lobo. ora o lobo vem viver entre os tentáculos do ciberpajé. ora é a simbiogenia que os une. ora o ciberpajé se associa ao lobo, para ambos, conseguirem melhor absorver os nutrientes vitais do cosmos. ora o lobo se aproxima do ciberpajé para lhe comer seus carrapatos e parasitas, para que sua transmutação se realize na mais alta potência magikca.
curiosamente dá para ver uma espécie de “atmosfera microlobuna” no corpo pós-humano ciberpajeano. bactérias, fungos e vírus licantrópicos que se desprendem no ar e permanecem em torno dele. isso lhe propicia uma certa assinatura microlicantrópica viva. um corpo de fera cuja pós-humanidade é se aproximar de ser um corpo cósmico composto, somente, de microlobos vivos. um tipo de lobisomem jamais visto até então. um tipo pós-espécie que acontece desde seus micro-organismos mais básicos. de sistema imunológico fortalecido e voraz contra toda mediocridade, e contra qualquer que seja a progressão geométrica da mesmisse. interessante notar que tudo isso se dá em flutuação. parece não haver terra, nem raízes, a não ser as aéreas. também não há arquitetura, muito menos urbanismo – seria alguma cicatriz? como na maioria dos desenhos do próprio ciberpajé: assim como em sua RV, tudo acontece no cosmos interior de cada uma de nós. onde temos asas poderosíssimas, biomecânicas, em que, a medida em que a batemos, o cosmos, organicamente, se expande com seus movimentos. ou melhor, onde temos patas, peludas, fortes e com garras afiadas, cibergeneticamente transmutadas, em que, a medida que corremos por sobre nossos abismos interiores, o cosmos se expande dentro da singularidade de cada uma de nossas pegadas.
capítulo ii
se anteriormente a intimidade era entre os estranhos, lobo e ciberpajé, que se complementam em flutuação e pegadas cósmicas, aqui, a intimidade se dá entre os familiares, em nome do pai, do filho e da mãe, numa geografia mineiro-goiana. aqui o pós-animal é outro. está ora aterrado, ora deixando vestígios de sua passagem. é uma espécie de tardígrado de tamanho família de papo reto e franco. ou melhor, essa relação terrosa não seria mais bem descrita como a grande família franco-tardígrado? pois, pelos aforismos, desta segunda ponta, que é esse capítulo do referido livro-tridente, há uma extrema resiliência expressa amorosamente. as condições são as mais extremas, letais para organismos fracos, não francos. amor filial que resiste à radiação extrema que degenera a própria temporalidade de suas vidas. amor filial que resiste às temperaturas baixíssimas, onde uma recente necropolítica nos conduziu ao quase zero absoluto, e ao ódio cujas temperaturas altíssimas nos fritava acima dos 150ºC. filiação resistente a pressões, milhares de vezes maior que a atmosfera, de parentes que pensavam estar fazendo o melhor. por fim, o amor dessa intimidade familiar ajuda a sobreviverem no vácuo do espaço criado por idiotas que insistem em ter esse vazio como casa.
e como será o ciberbajé no espaço exterior de sua amada grande família franco-tardígrado? ele nos dá pistas de como, em individuação, se parece com uma medusa imortal. nos dá pistas de sua capacidade de reverter seu ciclo de vida. de como, em sua maturidade, volta a ser menino, jovem e logo mostra-se como ancião. vive indefinidamente, já que o agora é seu todo presente e presença. assim torna-se, poeticamente, imortal. mesmo estando vulnerável à predação mesquinha dos burocratas de plantão. mesmo estando vulnerável a outras ameaças ambientais que podem matá-lo, como a economia criativa e o deserto do mundo hiperconectado. ciberpajé nos brinda com a alegria de que um outro caos é possível. um maravilhoso caos de matizes cinza pós-caos preto no branco.
capítulo iii
e formando o tridente, esta ponta é a mais afiada. é a da intimidade com o dissenso. em seu amor para com a humanidade, que podemos nomear como pós-humanismo, ciberpajé traça suas rotas e expõe suas estratégias contra o humano, demasiadamente humano, que se coloca contra si e contra todas as outras formas de vida. isso inclui seu próprio planeta. para seu mais íntimo bem viver, a humanidade tem que se deixar morrer enquanto tal, para florescer como pós-impacto-devastador que és. tornar-se pós-algo para além de sua expansão por meio da agricultura, urbanização e mineração. tornar-se pós-poluição; pós-mudanças-climáticas; pós-espécie invasora; pós-caça-e-pesca; pós-superpredador. ser vírus de si mesmo. vírus-humano, pós-humano. patógeno de si para sua própria boa saúde. todo bem viver propiciado pelo contágio de um si-mesmo inspirador, e não pela auto-aniquilação já em curso. aqui nenhum evangélio a trazer. por suas palavras nenhum convencimento a fazer. apenas ser insPiração informacional. antítese iconoclasta da nossa coletividade atual. desta onde há um toró de mensagens, em que nelas, raríssimas vezes, há alguma informações. eis seu dissenso: estamos demasiados ocupados com nossas mesmidades. abrimos mão da informação em prol do mero envio de banalidades.
num mundo cínico do realismo político, ao menos uma pessoa deve sonhar. como no filme “corrida silenciosa” de 1972. ciberpajé não é um herói, muito menos é um anti-herói. é ambos e nenhum ao mesmo tempo. é erros, tropeços, fagilidades. é acertos, pisadas firmes, elegantes e antifragilidade. é carne, osso e virtualidade. virtude de todas as possibilidades. todas! e não uma! mas única. autêntica. combatente pelo si-mesmo livre de todas as demais. fractal, pleno. aforismo-ser, ente-tratado. frio como uma lâmina, quente como um tridente. sofrência, sorridente de caninos à mostra. distopia autorreflexiva, paraUtópico. ciberpajé, nunca foi e jamais será. ciberpajé, é.
adenddum
xxxforismo(s) – des|a|hq: se quiseres. desde teu céu noturno, desenha-te, com traços de luz, e faça-te carta celestial própria. seus objetos astronômicos são os micro-organismos que compõem seu corpo. sua matéria tem infinitos tons de cinza. use seus próprios dedos para desenhar esses astrorgânicos sobre sua própria lama. para tal, esqueça o que fazes diante das telas. importa-te com o que deixas de fazer enquanto estás diante delas.
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FRANCO, Edgar. Os Aforismos do Ciberpajé. São Paulo: Editora Sinete, 2024.
A animação experimental e videoclipe "The Wolf Copulating with the Forest" (O Lobo Copulando com a Floresta), inspirada em uma experiência visionária com a ingestão do enteógeno Ayahuasca e criada com o auxílio de redes neurais no contexto do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (FAV/UFG), recebeu MENÇÃO HONROSA no 10th Annual WideScreen Film & Music Video Festival, do Canadá.
O festival de cinema é dedicado ao cinema e aos videoclipes musicais, sua décima edição acontecerá de 25 a 27 de outubro de 2024, na cidade de Toronto, Ontario, no Canadá. Mais detalhes no instagram oficialdo festival.
Essa é a sexta seleção internacional da animação, pois ela já havia sido selecionada pela curadoria da nona edição do "Randfilmfest - Festival Internacional de Cinema" e exibida no festival que aconteceu na cidade de Kassel, na Alemanha, entre os dias 15 e 18 de setembro de 2022. Também foi selecionada pela curadoria da segunda edição do "Black Cat Award - Festival Internacional de Cinema" que aconteceu na cidade de La Paz, na Bolívia, entre os dias 11 e 15 de novembro de 2022. A animação integrou a décima terceira edição do festival internacional de cinema "Infierno en los Andes Fest", do Peru, dedicada ao horror, filmes fantásticos e bizarros, e videoclipes de heavy metal e rock. Ela aconteceu de 08 a 11 de dezembro de 2022, na cidade de Puno, no Peru. Outra seleção e exibição foi no festival internacional "Lift-Off Global Network - Sessions 2022", que aconteceu em novembro de 2022, na Inglaterra. E "The Wolf Copulating with the Forest" foi selecionada pela curadoria da Exposição Internacional "Zonas de Compensação 9.0 - Novas Realidades: territórios virtuais e outras marginalidades", organizada pelo Grupo de Pesquisa GIIP (IA/UNESP) - Grupo Internacional e Interinstitucional de Convergência entre Arte, Ciência e Tecnologia do Instituto de Artes da Unesp, Brasil, que aconteceu em novembro de 2022. Mas essa é a primeira menção honrosa recebida pela obra, e em um tradicional festival internacional já com 10 edições.
"O Lobo Copulando com a Floresta" (The Wolf Copulating with the Forest) é uma animação experimental que integra uma série de animações curtas todas inspiradas nas visões e sons experienciados pelo Ciberpajé em uma noite de lua cheia na natureza em uma roda sagrada de ingestão do enteógeno Ayahusca. A experiência, que durou cerca de 12 horas, envolveu a ingestão de 3 doses da substância em intervalos de cerca de 4 horas e produziu inúmeras visões e sensações que foram devidamente anotadas e relatadas em um caderno de anotações do Ciberpajé após a experiência. O resultando artístico inicial dessa experiência foi a história em quadrinhos NUASKA, publicada no álbum em quadrinhos Enteogênicos (Ciberpajé - Editora Criativo, 2019) com cinco páginas - cada uma trazendo uma das imagens/visões das 5 fases da experiência percebidas pelo artista, e o EP musical do projeto Posthuman Tantra também chamado NUASKA (ainda ínedito) com 5 faixas musicais que tentam recriar as sensações auditivas da experiência.
No momento o Ciberpajé está desenvolvendo o novo desdobramento artístico da experiência visionária, uma série de animações experimentais, utilizando os relatos escritos e rascunhos desenhados como base para a geração das sequências visuais que compõem as animações. As músicas utilizadas nas animações são as cinco faixas do EP Nuaska e cada uma delas representa uma das fases definidas pelo artista a partir de suas visões e sensações. A primeira animação a ser concluída foi "The Wolf Copulating with the Forest" (O Lobo Copulando com a Floresta), baseada na segunda fase da experiência e com 2 minutos de duração. Nela a música e as imagens buscam traduzir poeticamente as sensações sonoras e visões desse momento específico da experiência.
Está no ar o vídeo oficial "Sexual intercourse with my multifunctional mutant clone" da faixa de mesmo nome do álbum musical "CybOrgasmOrgy" do POSTHUMAN WORM. A obra foi criada e dirigida pelo lendário artista transmídia AMANTE DA HERESIA (aka Léo Pimentel), doutor em artes pela UFG e criar iconoclasta de universos ficcionais e obras transmidiáticas que já realizou múltiplas parcerias com o Ciberpajé (aka Edgar Franco). Depois de 19 anos o POSTHUMAN WORM retorna com um novo álbum tão impactante e singular como o seu primeiro, trazendo "contos sonoros" de ficção científica ambientados no universo ficcional da Aurora Pós-Humana e tratando da sexualidade e das perversões de criaturas pós-humanas na busca da transcendência. Confira o vídeo oficial neste link, ou abaixo:
A faixa musical que inspirou a criação do vídeo foi "Sexual intercourse with my multifunctional mutant clone" do álbum "CybOrgasmOrgy" do POSTHUMAN WORM, um lançamento da gravadora "Terceiro Mundo Chaos Discos", de Curitiba, Brasil. Ouça-o na íntegra neste link, e adquira o CD do álbum neste link.
O vídeo criado por Amante da Heresia inclui múltiplos subtextos e incríveis mensagens subliminares que redimensionam os conceitos do POSTHUMAN WORM, confira algumas palavras de seu criador sobre o processo de desenvolvimento da obra:
Não é o primeiro, muito menos será o último, videoclipe que o grande Ciberpajé me convida para Zinematizar! E a alegria é sempre gigantesca em receber tão maravilhoso convite. Aceitar, então, é um gozo completo. Em êxtase, a primeira ideia que logo vem, é fazer algo que eu não tenha feito ainda. Mas sem deixar de imprimir meus rastros e. também, sem a paranoia do ineditismo. Isso não garante a completude da visualidade que vai surgir. No entanto, uma certa grafiação pode ser esperada, como por exemplo, colagens marotas, gamestética retrô, filmagens sorrateiras, textos provocativos, e muita sutileza escondida ao longo do videoclipe.
Com o sentimento de prazer ainda reverberando, fui escutar, em repetição sem fim, a música que se transduzirá pelas vias dos meus gestos Zinematográficos. Pois bem, o presente caso que passou por tudo isso, foi a música “Sexual intercourse with my multifunctional mutant clone” do phoderástico, projeto ciberpajeano PostHuman Worm! Amigues! O som… que paulêra na molêra pós-humana! Não só isso! É a musicalidade de uma transa para quem não tem barreiras imaginativas-sexuais nenhuma! Tragam isso para a mente e para o corpo! Vai! Isso! Não se acanhem!
A primeira concepção desde aí, veio sobre... multifuncional! O quê e como seria isso? Múltiplas funções! Seriam elas orgânicas, pegajosas e gosmentas? Próteses mecânicas de texturas variadas? Eletrônicas vibrantes e com micro-choques? Tudo isso viria acoplado em... um clone mutante! Biogenética de hibridismo animal, vegetal, especulativa ou as três? Nanorobótica generativa sincronizada com nossas fantasias mais inconfessas? Hum… que delícia! Agora vamos para os finalmentes.
Toda a visualidade que eu ai criaria tinha que ser transversal, quimérica e simbólica. Eu queria usar I.As. gratuitas. Mas de um jeito artesanal e desviante. Pois elas não aceitam erotismo algum. Nos impedem de qualquer voyerismo radical. Assim sendo, eu deveria pensar em prompts que não fossem literais, mas sim que aludissem a órgãos sexuais mutantes. Então comecei a escrever “obeliscos mutantes cheios de olhos e bocas”, “totens” do mesmo modo, “monstros circulares”, “mutantes-bocas” “úmidos”, “gosmentos” com “línguas”, “tentáculos”, etc. Tudo isso para simbolizar pau, cu e boceta, além das bocas e línguas explícitas.
Gerados os fragmentos transviados, comecei a pensar em qual videogame que me serviria como tecitura para todos esses recortes. Veio-me à lembrança o X-Man, jogo adulto para o Atari 2800, de 1983. Mas eu não queria nada tão obvio. Foi então que me lembrei do jogo da cobrinha. Em especial que havia um buraco pelo qual a cobrinha queria entrar. Bingo! Entrou! Foi ela a escolhida como elo viscoso dos fragmentos erógenos mutantes da I.A.
Para dar uns retoques mais retrô ainda, fui atrás daqueles antigos vídeos pedagógicos que os EUA faziam para educar sua juventude. Aqueles em preto e branco narrados por médicos. Encontrei um perfeito para me servir como ironia ao que eu queria provocar. Um no qual haviam letreiros contra a masturbação! Yeah! Entrou também! Além desses letreiros, houve duas outras entradas sorrateiras: um trecho de “O enigma do outro mundo” (1985); e por fim… a cereja do bolo proto-eroguro! Entra em cena, o dotô h[ERÊ]sI.A. Mas para saber como termina, assistam ao videoclipe e divirtam-se!