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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

[Lançamento] Ciberpajé - "Para ter a chance de renascer a cada amanhecer", novo EP musical marca parceria com o musicista carioca Gabriel Billy


Neste novo EP, intitulado “Para ter a chance de renascer a cada amanhecer” - ouça-o aqui -, o Ciberpajé realiza uma parceria ainda inédita com o musicista e artista multimídia Gabriel Billy, do Rio de Janeiro.

Billy toca contrabaixo na banda brasileira “Gaiatos em Gaia” que mixa influências de MPB, rock'n'roll, rock progressivo e ambient music em suas composições. Estas são as mesmas referências sonoras que Gabriel utiliza ao estabelecer a parceria, criando uma faixa orgânica e repleta de atmosferas sonoras onde ele conecta os quatro aforismos gravados pela voz do Ciberpajé, que tratam da necessária atitude atávica animal de “morrer para renascer a cada dia”.

O resultado é uma música vibrante que vai de atmosferas singelas a rompantes ruidosos que mantêm intacto o senso melódico da faixa.

A arte de capa criada pelo Ciberpajé utiliza elementos mágicko-simbólicos de seu universo ficcional da “Aurora Pós-Humana” para salientar os conceitos apresentados nos aforismos. O EP pode ser ouvido e baixado na íntegra, incluindo capa e encartes nesse link.






Ouça os outros 48 EPs e 1 CD completos do Projeto Musical Ciberpajé, gravados com musicistas de 8 países, nesse link

sábado, 22 de março de 2025

Unboxing Ciberpajé: Cássio Witt abre um pacote especial enviado pelo Ciberpajé ao Canal Milhas e Milhas


Confiram o vídeo sensacional do grande @wittcassio abrindo uma caixa com presentes surpresa enviada pelo Ciberpajé. Segue um trechinho, mas o vídeo completo pode ser visto no notório Canal Milhas e Milhas do Youtube nesse link.

O Ciberpajé agradece ao grande Cassio Witt por sua sempre entusiasmada acolhida à sua arte!

#ciberpajé #unboxing #auroraposhumana #quadrinhos #posthumanworm #posthumantantra #artlectos #blackmetal

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

[Lançamento de Ano Novo] Ciberpajé - "Urgência Mágicka", novo EP musical sigilo mágicko marca parceria com FR[A]CKistenZ

Arte de capa do EP "Ciberpajé: Urgência Mágicka"

Marcando a entrada em um novo ciclo solar, em 1 de janeiro de 2025, o Projeto Musical Ciberpajé, em parceria com o Projeto Musical FR[A]CKistenZ lança o EP "Urgência Mágicka" - ouça-o aqui. Trata-se de uma obra singular que contou com um processo criativo inusitado, envolvendo o software de transdução de imagem em som, FrakMSP – criação do lendário EufraKtus-X (aka Eufrasio Prates), e a transformação dos aforismos recitados pela voz do Ciberpajé em sinais sonoros de código morse para a utilização nas faixas do EP.

Desta vez a parceria criativa foi realizada com o grande musicista e artista experimental Amante da Heresia, parceiro criativo de longa data do Ciberpajé, mas com o seu novo projeto musical FR[A]CKistenZ. O resultado são 3 faixas ruidosas com a fulcral iconoclastia sonora que marca as sonoridades de Amante da Heresia, embalando os aforismos criados e recitados pelo Ciberpajé em um transe mágicko, criando sigilos sonoros da "Aurora Pós-Humana". O EP "Urgência Mágicka" traz três faixas: Aforismo I - Sem Antídoto; Aforismo II - O Olho Luminoso e Aforismo III - Urgência Mágicka. As palavras de Amante da Heresia sobre o EP resumem a sua concepção:

"se tem uma obra inaugural de um experimento, eis Urgência Mágicka! dentre os acasos, um feliz surge: o convite de Ciberpajé para mais uma parceria em seu maravilhoso percurso de eps. neste momento eu estava aprendendo a extrapolar, de um modo punk, as funcionalidades do godzíllico software de transdução de imagem em som, FrakMSP – criação do grande regente bsblorker EufraKtus-X (aka eufrasio prates). minha brincadeira era fazer música usando apenas ele. nada melhor que mostrar que se aprendeu alguma coisa do que trazer à existência uma obra primeira. & assim surgem as bases da fraktalização musical que eu faria de três aforismos do Ciberpajé, lidos por ele mesmo, enviados junto ao convite. ao projeto de extrapolação punk, o nomeei de FR[A]CKist3nZ, uma mutação que nasce das inspirações cronenbergueanas de seu eXistenZ, passando pelo meu hacktivismo H[A]CKistenZ, no Calango Hacker Clube, & chegando à sua mutação mencionada. em meio a tantos nascidos de vida espelhar, eu queria promover uma espécie de viagem sonora no tempo nesta Urgência Mágicka. sons futuristas fractais, com vozes do presente & com reverberações do passado. assim, nasceu a ideia brincante de transformar os aforismos lidos em código morse. & assim fiz. portanto o presente ep é uma obra primeira de uma mutação cujos ecos são transmitidos por um telégrafo digital."

A arte de capa do EP, ouça-o aqui, foi criada pelo Ciberpajé também em um transe mágicko e dialoga simbolicamente com o contexto conceitual dos aforismos que tratam de amorosidade, luminosidade e da importância de vivermos no agora. O projeto gráfico do EP é um desdobramento da arte de capa e a obra é dedicada à gata Gaia, uma das habitantes da oca do Ciberpajé que morreu durante a sua criação. Seguem as páginas do encarte:






Ouça também os outros 47 álbuns musicais do Projeto Ciberpajé neste link!

ARTE TRANSMÍDIA CONTRA O BINARISMO ANTICÓSMICO! 369 555


quarta-feira, 28 de agosto de 2024

[Lançamento] O Mal Imperioso - Novo EP do Ciberpajé sela parceria com o notório musicista gaúcho Max Chami e seu projeto Antoine Trauma

Foi lançado hoje o novo EP do projeto musical Ciberpajé intitulado "O Mal Imperioso" - ouça-o aqui - , a obra musical sela uma nova parceria com o notório musicista experimental Max Chami e seu lendário projeto musical Antoine Trauma. 

O EP conta com 3 faixas, sendo elas: Aforismo I - O Mal Imperioso, Aforismo II - O Mal Necessário, e Aforismo III - O Reflexo do Mal. Max Chami, musicista gaúcho de Santa Maria com vasta e impressionante carreira na cena alternativa internacional, soube dar a expressividade necessária para criar as densas atmosferas que envolvem a voz do Ciberpajé recitando teatralmente os aforismos. As faixas apresentam pregnâncias sonoras baseadas em ritmos e batidas que produzem um efeito mântrico obscuro. Os aforismos escritos pelo Ciberpajé formam uma trilogia sobre a necessidade do mal ser incorporado em nossa existência, compreendendo sua inevitabilidade em nossas vidas e trabalhando-o como uma sombra a ser absorvida em nosso self para que o nosso bem emerja. 

Além dos aforismos e vozes o Ciberpajé ficou responsável pela arte da capa. Ela traz alguns símbolos mágickos de seu universo ficcional transmídia e também sistema mágicko caoticista, a Aurora Pós-Humana. O EP pode ser ouvido na íntegra e também baixado com o encarte completo no Bandcamp do Ciberpajé. Abaixo segue o encarte completo.








terça-feira, 11 de junho de 2024

[Lançamento - assista agora!] "Sexual intercourse with my multifunctional mutant clone": novo videoclipe do POSTHUMAN WORM tem criação e direção do lendário AMANTE DA HERESIA

Está no ar o vídeo oficial "Sexual intercourse with my multifunctional mutant clone" da faixa de mesmo nome do álbum musical "CybOrgasmOrgy" do POSTHUMAN WORM. A obra foi criada e dirigida pelo lendário artista transmídia AMANTE DA HERESIA (aka Léo Pimentel), doutor em artes pela UFG e criar iconoclasta de universos ficcionais e obras transmidiáticas que já realizou múltiplas parcerias com o Ciberpajé (aka Edgar Franco). Depois de 19 anos o POSTHUMAN WORM retorna com um novo álbum tão impactante e singular como o seu primeiro, trazendo "contos sonoros" de ficção científica ambientados no universo ficcional da Aurora Pós-Humana e tratando da sexualidade e das perversões de criaturas pós-humanas na busca da transcendência. Confira o vídeo oficial neste link, ou abaixo:

A faixa musical que inspirou a criação do vídeo foi "Sexual intercourse with my multifunctional mutant clone" do álbum "CybOrgasmOrgy" do POSTHUMAN WORM, um lançamento da gravadora "Terceiro Mundo Chaos Discos", de Curitiba, Brasil. Ouça-o na íntegra neste link, e adquira o CD do álbum neste link.


O vídeo criado por Amante da Heresia inclui múltiplos subtextos e incríveis mensagens subliminares que redimensionam os conceitos do POSTHUMAN WORM, confira algumas palavras de seu criador sobre o processo de desenvolvimento da obra:

Não é o primeiro, muito menos será o último, videoclipe que o grande Ciberpajé me convida para Zinematizar! E a alegria é sempre gigantesca em receber tão maravilhoso convite. Aceitar, então, é um gozo completo. Em êxtase, a primeira ideia que logo vem, é fazer algo que eu não tenha feito ainda. Mas sem deixar de imprimir meus rastros e. também, sem a paranoia do ineditismo. Isso não garante a completude da visualidade que vai surgir. No entanto, uma certa grafiação pode ser esperada, como por exemplo, colagens marotas, gamestética retrô, filmagens sorrateiras, textos provocativos, e muita sutileza escondida ao longo do videoclipe.

Com o sentimento de prazer ainda reverberando, fui escutar, em repetição sem fim, a música que se transduzirá pelas vias dos meus gestos Zinematográficos. Pois bem, o presente caso que passou por tudo isso, foi a música “Sexual intercourse with my multifunctional mutant clone” do phoderástico, projeto ciberpajeano PostHuman Worm! Amigues! O som… que paulêra na molêra pós-humana! Não só isso! É a musicalidade de uma transa para quem não tem barreiras imaginativas-sexuais nenhuma! Tragam isso para a mente e para o corpo! Vai! Isso! Não se acanhem!

A primeira concepção desde aí, veio sobre... multifuncional! O quê e como seria isso? Múltiplas funções! Seriam elas orgânicas, pegajosas e gosmentas? Próteses mecânicas de texturas variadas? Eletrônicas vibrantes e com micro-choques? Tudo isso viria acoplado em... um clone mutante! Biogenética de hibridismo animal, vegetal, especulativa ou as três? Nanorobótica generativa sincronizada com nossas fantasias mais inconfessas? Hum… que delícia! Agora vamos para os finalmentes.

Toda a visualidade que eu ai criaria tinha que ser transversal, quimérica e simbólica. Eu queria usar I.As. gratuitas. Mas de um jeito artesanal e desviante. Pois elas não aceitam erotismo algum. Nos impedem de qualquer voyerismo radical. Assim sendo, eu deveria pensar em prompts que não fossem literais, mas sim que aludissem a órgãos sexuais mutantes. Então comecei a escrever “obeliscos mutantes cheios de olhos e bocas”, “totens” do mesmo modo, “monstros circulares”, “mutantes-bocas” “úmidos”, “gosmentos” com “línguas”, “tentáculos”, etc. Tudo isso para simbolizar pau, cu e boceta, além das bocas e línguas explícitas.

Gerados os fragmentos transviados, comecei a pensar em qual videogame que me serviria como tecitura para todos esses recortes. Veio-me à lembrança o X-Man, jogo adulto para o Atari 2800, de 1983. Mas eu não queria nada tão obvio. Foi então que me lembrei do jogo da cobrinha. Em especial que havia um buraco pelo qual a cobrinha queria entrar. Bingo! Entrou! Foi ela a escolhida como elo viscoso dos fragmentos erógenos mutantes da I.A.

Para dar uns retoques mais retrô ainda, fui atrás daqueles antigos vídeos pedagógicos que os EUA faziam para educar sua juventude. Aqueles em preto e branco narrados por médicos. Encontrei um perfeito para me servir como ironia ao que eu queria provocar. Um no qual haviam letreiros contra a masturbação! Yeah! Entrou também! Além desses letreiros, houve duas outras entradas sorrateiras: um trecho de “O enigma do outro mundo” (1985); e por fim… a cereja do bolo proto-eroguro! Entra em cena, o dotô h[ERÊ]sI.A. Mas para saber como termina, assistam ao videoclipe e divirtam-se!

léo (130) pimentel (pigmento + pixel) souto (soul to)

[A]m[A]nt[E] da h[E]r[E]si[A] & m[A]²|TrM|[I]

cerrado, outono, 2024



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

[Lançamento - Ouça Agora] Hino ao Nada que Fui e Serei: novo EP do Ciberpajé em parceria com Alan Flexa aborda magia, eternidade e inexistência

Já está online para ser ouvido e também baixado na íntegra o novo EP do projeto musical CIBERPAJÉ chamado de "Hino ao Nada que Fui e Serei", parceria com o musicista e produtor amapaense Alan Flexa. O disco traz uma única faixa dividida em 3 atos: Ato I - A Fotossíntese Degolada, Ato II - O Martelo do Esquecimento, e Ato III - A Morte Caudalosa.  OUÇA-O AQUI!

A sonoridade buscada por Alan Flexa e Ciberpajé - para embalar os aforismos recitados pela voz do Ciberpajé - dessa vez buscou referências no rock progressivo setentista de bandas como Alpha III, Camel, Yes, King Crimson e Pink Floyd, assim como em musicistas new age/prog como Vangelis e Mike Oldfield, e também em alguns toques de jazz experimental. As gravações aconteceram no Estúdio Zarolho Records em Macapá e contaram com os renomados musicistas convidados Rafael Senra e Furlan Gomes. O primeiro ficou responsável pela gravação dos baixos, trazendo seus timbres singulares e seu senso melódico que já lhe valeram indicações de seus álbuns ao Grammy! Já o segundo gravou as baterias impactantes da música com seu estilo autoral. Alan Flexa, por sua vez, musicista e produtor de renome internacional, usou seu incrível senso melódico e seus talentos de multiinstrumentista para criar atmosferas profundas, sutis e intensas que vão transmutando-se ao longo da faixa auxiliando a criar múltiplos estados de espírito no ouvinte que se permitir o mergulho.

O aforismo poético que engendrou a música trata da beleza do viver e do morrer e como eles são na verdade uma única coisa, algo não dual, assim como a vida e a inexistência estão amalgamadas na implacabilidade do tempo. Também apresenta a glória da finitude de nossa bela e controversa espécie humana e reflete sobre a importância de cultivar a vontade soberana - como indivíduo - para suplantar a escravidão da fé e da esperança, do passado e do futuro, em nome da intensa experiência do agora. Convidamos todos a ouvirem a música com fones e de olhos fechados, para terem a experiência completa proposta em sua concepção.



O "Hino ao Nada que Fui e Serei" estabelece-se como um sigilo mágicko musical e visual da Aurora Pós-Humana a partir das suas intenções de transmutação pessoal e das conexões entre música, aforismo e arte criada pelo Ciberpajé para a capa e encarte inspiradas por visões de uma experiência em estado não ordinário de consciência (ENOC) com o enteógeno Psilocybe cubensis. Uma obra de magia sonoro-visual com processos criativos unusuais.







Ouça também os outros 43 EPs do projeto musical Ciberpajé, realizados em parcerias com musicistas e bandas das 5 regiões do Brasil e ainda outros 8 países! OUÇA-OS AQUI.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

[Posthuman Tantra em Tributo a Jodorowsky] Banda do Ciberpajé integra tributo do selo Plataforma Records


Acaba de ser lançado pela Plataforma Records o tributo Alejandro Jodorowsky reunindo 17 bandas prestando suas homenagens ao grande psicomago com faixas especiais dedicadas ao "maestro". Ouça nesse link.

Minha banda Posthuman Tantra integra o tributo com a música inédita "A Abdução de Jodorowsky" que abre a compilação, ouça nesse link.
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https://plataformarecs.bandcamp.com/track/posthuman-tantra-a-abdu-o-de-jodorowsky
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O tributo inclui músicas de nomes seminais da cena da música experimental e industrial brasileira como Antoine Trauma, Persefone, RDKPL, entre outros.



quarta-feira, 9 de agosto de 2023

[Performance Audiovisual] O Sabor Fraktal do Nada: euFraktus_X ft. Ciberpajé - performance audiovisual apresenta recriação da videoarte O Sabor Delicado do Nada


No dia 20 de julho, às 20 horas, estreiou no Youtube o improviso ao vivo do notório musicista euFraktus_X (aka Eufrasio Prates) sobre a animação "O Sabor Delicado do Nada", criada pelo Ciberpajé (aka Edgar Franco) em parceria com C.N.S.(aka Diogo Soares), uma produção do grupo de pesquisa CRIA_Ciber (FAV/UFG). Ative o sininho e confira no link:

Confira a performance/improviso na íntegra neste link.

euFraktus_X é o maestro da lendária e iconoclasta BSBLOrk - Orquestra de Laptops de Brasília e já havia estabelecido parcerias com o Ciberpajé no EP Holofraktaforismos e na rpg-ópera CAoHTiCCa.

Confiram essa instigante performance sonoro-visual-experimental conectando os universos mágickos e ficcionais dos dois artistas.


sexta-feira, 24 de junho de 2022

[Lançamento] "I Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé": novo videoclipe e animação mágicka trata das batalhas transcendentes interiores

O "I Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé" é o novo videoclipe/animação e single - assista neste link - do projeto musical Ciberpajé. Trata-se da segunda animação da série baseada em rituais mágickos de transmutação da Aurora Pós-Humana, a primeira animação ultrapassou as mil visualizações e pode ser conferida neste link. A música é o segundo single do EP “Códigos Cósmicos de Batalha”, parceria com o notório musicista amapaense Alan Flexa, que em breve será lançado pela Lunare Music.

A nova animação - assista aqui - segue contextualizando um ritual mágicko baseado no posismo e passes mágickos do sistema da Aurora Pós-Humana, utilizando objetos ritualísticos simbólicos para a condução do sigilo audiovisual, sendo eles as adagas virgens e a máscara de espinhos da peste pós-humana (obra de Luiz Fers). Durante a ação ritualística, o Ciberpajé encena o embate com seres espectrais, representando as sombras malévolas de seu inconsciente, com as quais precisa reconciliar-se para seguir em sua saga na busca da integralidade de ser. O ritual, - dessa vez apresentando a face do mago guerreiro cósmico em primeiro plano - representa um jogo de integração e desintegração com as criaturas obscuras que habitam seus abismos interiores e que são representadas nas sombras, com destaque para a face do Lobo Ancestral no braço do mago.


O aforismo recitado pela voz do Ciberpajé faz conexões metafóricas com o tratado militar A Arte da Guerra, de Sun Tzu mixando os seus conceitos à busca do equilíbrio interior presente no Tao-Te King, de Lao Tzi. Ele trata do encontro com as sombras interiores, da importância de encará-las frente a frente e jamais subestimá-las, assim como também não tratá-las com desdém ou escárnio. Segue o aforismo recitado na faixa:

O I Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé (Tomo I)

Na guerra você deve ser impiedoso, brutal, certeiro, fatal. Não faça prisioneiros, não detenha escravos, pois eles fatalmente vão se insurgir contra você. Não torture o adversário, mate-o em um só golpe, aprenda os pontos letais e acerte sempre neles. Não use armas de longa distância, são para os covardes. Olhe o inimigo nos olhos antes de estocá-lo. Não estupre as mulheres ou filhas de seus adversários, se necessário, mate-as também em um único golpe, mas não cometa nenhum abuso, nenhuma crueldade.

A música foi criada pelo lendário musicista e produtor Alan Flexa, e gravada no Estúdio Zarolho Records em Macapá. Contou com a participação especial dos musicistas Forlan Gomes (Bateria), Matheus Soares (Bateria) e Rafael Senra (Baixo). A faixa apresenta uma essência rocker com influências psicodélicas, progressivas e jazísticas.
 

A animação em rotoscopia digital e rede neural foi realizada pelo talentoso arquiteto e musicista C.N.S. (Caos Necrophagos Soturnums) em parceria com o Ciberpajé. Na trabalhosa pós-produção visual eles buscaram criar uma visualidade onírica e psicodélica, promovendo a conexão quase camaleônica do Ciberpajé ao ambiente formado pelos seres espectrais e sombras que o envolvem. 

"I Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé" é uma produção do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. Assista-o neste link, ou abaixo:




sexta-feira, 16 de julho de 2021

[Lançamento] Lucha: novo Split CD reúne Posthuman Tantra & Alice Psicodélica em lançamento da Depressive Noise Records

Capa do Split, arte do Ciberpajé

O Posthuman Tantra, banda do Ciberpajé, acaba de lançar sua nova obra musical. Desta vez trata-se de um Split CD realizado em parceria com a emblemática banda brasileira de noise psicodélico "Alice Psicodélica", um dos projetos iconoclastas do musicista e ativista underground El Dinali. Ouça o Split Lucha neste link.

O álbum é um lançamento da gravadora alternativa dedicada ao noise e à música extrema Depressive Noise Records, que mantém um respeitável canal no Bandcamp com mais de 20 lançamentos exclusivos e tem contribuído muito para o cenário underground realizando também versões físicas em CD, mini CD e K7, com tiragens limitadas de alguns de seus lançamentos.

O Posthuman Tantra participa do Split com 5 faixas e norteou o conceito da obra que foi intitulada "Lucha", termo hindi que significa "aquele que olha fixamente para você", e em espanhol significa "Luta". A ideia foi refletir sobre um detalhe curioso e fundamental da linguagem digital e das conexões em telepresença, as pessoas já não se olham mais nos olhos, pois a câmera sempre fica acima quando você olha para o outro, para ver o outro você não pode mais olhá-lo nos olhos, ao mesmo tempo esse impossibilidade do olho no olho é amplificada pelo binarismo - compondo a essência intrínseca da linguagem: 0/1, sim/não - que em sua natureza extremista induz polarizações. O extremismo mais hediondo estimulado por esta condução binária é o crescimento exponencial do neofascismo em nosso país e no mundo. Aqui entra o segundo significado do título do álbum "Lucha" no sentido de "Luta", a luta da arte - mesmo em sua condição muitas vezes quixotesca - contra a ascensão do neofascismo.

Em suas composições para Lucha, o Ciberpajé buscou uma sonoridade quase 100% analógica em gravações espontâneas e ritualísticas em um único take. Para isso ele criou uma atmosfera mágicka de ENOC (estado não ordinário de consciência) e entrou em transe meditativo durante as gravações, influenciadas por mantras tibetanos, por vocalizações da mongólia e pelo musicista brasileiro Daminhão Experiença. Nas músicas foram utilizados os instrumentos udu, berimbau de boca e uma série de apitos indígenas. A sonoridade das faixas distancia-se muito da atmosfera Dark Ambient mais característica do Posthuman Tantra. As 5 faixas da banda no split são: Ciclope Caolho (baseada em HQ de mesmo nome criada pelo Ciberpajé), A Floresta Íntima, Lobo Transdigital, Fantasmas Binários, e Zentropia.

Já o icônico Alice Psicodélica participa do split com uma longa faixa, Paralisias do Olhar Fixo, de quase 18 minutos, caracterizada por sua música noisedélica autoral e pregnante. Foi completamente composta e gravada tendo como base sons e instrumentos analógicos.  

A arte de capa e o projeto gráfico do encarte do álbum foram criados pelo Ciberpajé a partir de desenhos inspirados nas visões do transe durante o ritual de gravação de Lucha. Confira abaixo as páginas do encarte.




Em breve será lançada uma edição limitadíssima em BOX CD de Lucha! Enquanto isso ouça o álbum no Bandcamp da Depressive Noise Records.





domingo, 23 de maio de 2021

[Resenha] EP Ciberpajé - Pedras Flutuantes: atmosfera mágicka que me remete a sonhos ou delírios transcendentais, por Fredé CF

Arte do Ciberpajé


Gostei do clima do novo EP “Pedras Flutuantes” (ouça-o aqui), parceria do Ciberpajé com a musicista Cell (RS). Voz esplendida! Timbres excelentes que casam bem com os arranjos das músicas.

Os aforismos certeiros (em tom de anúncio do “que virá a partir do que vem sendo”) do Ciberpajé declamados por sua voz mais grave, dão um ótimo contraste com os sons hipnóticos das faixas e as vocalizações de Cell (aka Célia Mann). Tais vocalizações me chamaram atenção especial. Penso que dão um tom melancólico e trágico mas ao mesmo tempo suave e sublime. Gerando uma atmosfera mágicka que me remete a sonhos ou delírios transcendentais, em meio a criaturas fantásticas, talvez em alguma floresta encantada. Criaturas, penso eu, que do folclore brasileiro, como a Cuca ou a Iara, talvez...

Na última faixa, a declamação do aforismo que versa sobre o coração solidário e impetuoso pela artista fecha de maneira reflexiva e sensível a bela obra.

Gosto muito do primeiro aforismo que versa sobre a beleza silenciosa do nada e que percorre todo o conceito musical da obra. Parece-me que a obra é direcionada à sutileza do silêncio da renovação e, como pontua o aforismo 2, do exorcismo terno da crueldade que assola Gaia e se personifica na humanidade. O silêncio do nada, dos primórdios e do fim que dá vida a um novo começo em um ciclo mágicko ritual dançante universal, mas também intimista e acalentador.

*Fredé CF (a.k.a. Frederico Carvalho Felipe) é artista transmídia, criador do universo ficcional MekHanTropia, pesquisador, professor e doutorando no Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual da UFG, em Goiânia.

Ouça Ciberpajé - Pedras Flutuantes clicando na arte de capa abaixo:



domingo, 11 de abril de 2021

[Lançamento] Compilação Internacional "Post​-​Witch Music from Internet II", inclui faixa do Projeto Musical Ciberpajé

Post​-​Witch Music from Internet II é uma compilação organizada pelo selo chileno Internet Daemon, capitaneado pela ativista da música darkwave Sábila Orbe. A compilação reuniu músicas de 15 bandas/projetos que praticam o estilo chamado de post-witch music, algo que vai além do já consagrado witch house. 

O Projeto Ciberpajé abre a compilação com a faixa "Pútrido Rei", do EP COVID-666, parceria com o projeto musical brasileiro Death cvlt Devotion, capitaneado pelo musicista André Gorium (MT). Ouça e baixe a compilação Post​-​Witch Music from Internet II clicando aqui, ou na arte de capa abaixo.

Ouça a faixa Pútrido Rei clicando na imagem abaixo:




sexta-feira, 19 de março de 2021

[Lançamento: Ouça Agora] "Ciberpajé - Odor do Infinito", novo EP de inspiração enteogênica e com sonoridade stoner metal sela parceria com Antar (PR)

 

Odor do Infinito (ouça aqui) é o novo EP do Projeto Ciberpajé e sela uma parceria muito especial com o Projeto Antar, de Curitiba. Antar é o codinome musical e mágico de José Eliézer Mikosz, artista transmídia, pós-doutor e professor da Unespar, um dos mais importantes pesquisadores da arte visionária e psicodélica no Brasil, tradutor do notório Manifesto da Arte Visionária, de Caruana, e autor do livro Arte Visionária - Representações Visuais Inspiradas nos Estados Não Ordinários de Consciência (ENOC).  Mikosz também é musicista renomado na cena metal brasileira tendo integrado a banda de black metal Murder Rape por muitos anos, sendo um dos principais compositores e guitarristas nos discos emblemáticos da banda.

A parceria para criar Odor do Infinito (ouça o EP aqui) surgiu a partir da perspectiva visionária que conecta Antar e o Ciberpajé, e os aforismos recitados nas faixas foram escritos inspirados em uma experiência de estado não ordinário de consciência com o uso do enteógeno Ayahuasca realizada pelo Ciberpajé. A arte da capa também foi criada a partir de um desenho inspirado em uma das visões da mesma experiência, e posteriormente foi trabalhada em uma rede neural, em múltiplas camadas para tentar aproximar-se da coloração e textura da visão enteogênica interpretada como uma perspectiva que envolve conexões entre o trauma perinatal e a integralidade do ser.

A sonoridade escolhida por Antar para as 3 faixas do EP tem uma conexão direta com a arte visionária, foi o stoner metal com alguns toques de doom, e seu trabalho de mixagem das vozes à suas atmosferas vibrantes e intensas gerou algo singular na história do Projeto Ciberpajé. Odor do Infinito foi masterizado pelo experiente Edson Borth. Ciberpajé - Odor do Infinito é um lançamento da gravadora Lunare Music ouça-o na íntegra nesse link

Confira abaixo o encarte completo que também pode ser baixado na íntegra junto com as faixas nesse link






Ouça também os outros 34 EPs  e 1 CD realizados em parcerias com bandas das 5 regiões do Brasíl e 5 países do exterior, lançados pela LUNARE MUSIC, diretamente no Bandcamp do Projeto Ciberpajé, clique  na imagem abaixo: