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domingo, 16 de março de 2025

[Resenha Musical] "Ciberpajé - Conversas de Belzebu com seu pai morto II": 5 atos musicais que enfatizam a mãe natureza de forma poética e tratam das complexidades do ser, por Raquel Alves de Freitas Nunes



A arte que encanta, que cura, que TOCA...

O EP musical "Conversas de Belzebu com seu pai morto II", ouça-o aqui, é mais um perfeito lançamento do projeto musical Ciberpajé com participação mais do que especial do musicista e produtor musical amapaense Alan Flexa. Já ouviram falar que em time que está ganhando não se mexe? Então! A parceria musical aqui, que já é campeã, marcou mais um golaço nos apresentando um fantástico EP que é uma adaptação do segundo capítulo da HQ homônima, lançado pela Revista Atomic Magazine, em 2021, Ciberpajé e Alan Flexa já haviam criado um EP baseado no primeiro capítulo da história em quadrinhos, ouça-o aqui

Esse segundo EP é uma verdadeira premiação sonora, desencadeada por uma viagem musical geracional, ancestral e ficcional entoada pela versatilidade melódica de estilos musicais, dentre eles o experimentalismo, o heavy metal e o dark ambient, distribuídos em 5 atos que enfatizam a mãe natureza de forma poética e filosófica, assim como a profundidade existencialista do ser e suas complexidades.

Você quer saber quais foram as conversas de Belzebu com seu pai morto nesse álbum? Eu também quero! Sendo assim, faremos então 15 minutos de silêncio para contemplar esse diálogo parental. Apitou, começou!

ATO I – A Invenção de Deus: A faixa que abre o álbum traz elementos de sons ambientes que se fundem com a voz tonitruante e estrondosa de Ciberpajé, o seu personagem Belzebu parece reverenciar a soberania e petulância da humanidade como a verdadeira geradora do Cosmos. A humanidade como entidade suprema do universo. Licença poética. Soberania universal. A criação divina humana em meio a rispidez de sua formação incompativelmente harmônica. Transcendental. Uma maravilhosa poesia musical!

ATO II – O Mal é Tudo que Não é Espelho: A voz cavernosa dá ritmo à segunda faixa deste projeto. A antítese dual que não reflete o ser e navega nas ondas de uma maravilhosa sonoridade experimental. Divisão étnica, religiosa, social e histórica. Maniqueísmo musical? Um monólogo que vai de encontro com uma inversão conceitual desigual. Uau!!!

ATO III – O Alimento da Serpente: A faixa 3 é um grito de protesto contra não aceitação do diverso. A Mãe Terra e sua imponência universal. Uma instigante crítica às hipocrisias e idealizações sociais.

ATO IV – O Pretenso Dono de Todas as Coisas: A faixa 4 apresenta uma polivalência sonora exuberante. O uivo do Cão Breu aparece por aqui e expõe o extrativismo ganancioso que separa o ser humano da sua conexão com a natureza. Logo em seguida, o uivo do Cão Breu se transmuta para o Heavy Metal que anuncia juntamente com o psicodélico a vaidade contemplativa da soberba egóica de alguns filhos de Gaia. Por essa belíssima diversidade sonora, a faixa 4 é a minha preferida do álbum.

ATO V – O Primogênito do Caos: A primogenitura como uma possível pauta de um monólogo que se desenvolve entre guitarras distorcidas do black e do heavy metal que ressoam com o universo dissonante. Comunicações geracionais. Ascendente e descendente. Criador e criatura. Genitura e primogenitura fecham com chave de ouro este magnífico trabalho, que dignifica ainda mais a primeira parte dessa opereta, estabelecendo um desabafo surpreendente e ao mesmo tempo estarrecedor. 

O ser humano em sua mais profunda essência vital. 
Pura e intensa magia musical.

*Raquel Alves de Freitas Nunes é ativista cultural e jornalista em Goiânia.



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

[Confira na Íntegra] Transmídia & Magia: Assista a live-entrevista completa com o Ciberpajé no Canal Milhas & Milhas do Youtube


No dia 16 de janeiro de 2025, o Ciberpajé (Edgar Franco), concedeu uma entrevista de mais de 2 horas com o ativista cultural Cássio Witt no Canal Milhas & Milhas. A entrevista pode ser conferida na íntegra neste link.


Na entrevista o Ciberpajé falou de suas criações com destaque para a música e os novos CDs do Posthuman Worm e Projeto Ciberpajé, também de suas novas animações, do recente lançamento do álbum em quadrinhos "Ecos Humanos" no Chile. Apresentou em primeira mão a animação/videoclipe "Golens Transgênicos" e um novo projeto de HQ que está em fase de conclusão com o mestre Toninho Lima. Também apresentou a conexão de todas as suas obras no contexto da magia do caos em seu universo ficcional transmídia mágicko da Aurora Pós-Humana.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

[Lançamento de Ano Novo] Ciberpajé - "Urgência Mágicka", novo EP musical sigilo mágicko marca parceria com FR[A]CKistenZ

Arte de capa do EP "Ciberpajé: Urgência Mágicka"

Marcando a entrada em um novo ciclo solar, em 1 de janeiro de 2025, o Projeto Musical Ciberpajé, em parceria com o Projeto Musical FR[A]CKistenZ lança o EP "Urgência Mágicka" - ouça-o aqui. Trata-se de uma obra singular que contou com um processo criativo inusitado, envolvendo o software de transdução de imagem em som, FrakMSP – criação do lendário EufraKtus-X (aka Eufrasio Prates), e a transformação dos aforismos recitados pela voz do Ciberpajé em sinais sonoros de código morse para a utilização nas faixas do EP.

Desta vez a parceria criativa foi realizada com o grande musicista e artista experimental Amante da Heresia, parceiro criativo de longa data do Ciberpajé, mas com o seu novo projeto musical FR[A]CKistenZ. O resultado são 3 faixas ruidosas com a fulcral iconoclastia sonora que marca as sonoridades de Amante da Heresia, embalando os aforismos criados e recitados pelo Ciberpajé em um transe mágicko, criando sigilos sonoros da "Aurora Pós-Humana". O EP "Urgência Mágicka" traz três faixas: Aforismo I - Sem Antídoto; Aforismo II - O Olho Luminoso e Aforismo III - Urgência Mágicka. As palavras de Amante da Heresia sobre o EP resumem a sua concepção:

"se tem uma obra inaugural de um experimento, eis Urgência Mágicka! dentre os acasos, um feliz surge: o convite de Ciberpajé para mais uma parceria em seu maravilhoso percurso de eps. neste momento eu estava aprendendo a extrapolar, de um modo punk, as funcionalidades do godzíllico software de transdução de imagem em som, FrakMSP – criação do grande regente bsblorker EufraKtus-X (aka eufrasio prates). minha brincadeira era fazer música usando apenas ele. nada melhor que mostrar que se aprendeu alguma coisa do que trazer à existência uma obra primeira. & assim surgem as bases da fraktalização musical que eu faria de três aforismos do Ciberpajé, lidos por ele mesmo, enviados junto ao convite. ao projeto de extrapolação punk, o nomeei de FR[A]CKist3nZ, uma mutação que nasce das inspirações cronenbergueanas de seu eXistenZ, passando pelo meu hacktivismo H[A]CKistenZ, no Calango Hacker Clube, & chegando à sua mutação mencionada. em meio a tantos nascidos de vida espelhar, eu queria promover uma espécie de viagem sonora no tempo nesta Urgência Mágicka. sons futuristas fractais, com vozes do presente & com reverberações do passado. assim, nasceu a ideia brincante de transformar os aforismos lidos em código morse. & assim fiz. portanto o presente ep é uma obra primeira de uma mutação cujos ecos são transmitidos por um telégrafo digital."

A arte de capa do EP, ouça-o aqui, foi criada pelo Ciberpajé também em um transe mágicko e dialoga simbolicamente com o contexto conceitual dos aforismos que tratam de amorosidade, luminosidade e da importância de vivermos no agora. O projeto gráfico do EP é um desdobramento da arte de capa e a obra é dedicada à gata Gaia, uma das habitantes da oca do Ciberpajé que morreu durante a sua criação. Seguem as páginas do encarte:






Ouça também os outros 47 álbuns musicais do Projeto Ciberpajé neste link!

ARTE TRANSMÍDIA CONTRA O BINARISMO ANTICÓSMICO! 369 555


quarta-feira, 28 de agosto de 2024

[Lançamento] O Mal Imperioso - Novo EP do Ciberpajé sela parceria com o notório musicista gaúcho Max Chami e seu projeto Antoine Trauma

Foi lançado hoje o novo EP do projeto musical Ciberpajé intitulado "O Mal Imperioso" - ouça-o aqui - , a obra musical sela uma nova parceria com o notório musicista experimental Max Chami e seu lendário projeto musical Antoine Trauma. 

O EP conta com 3 faixas, sendo elas: Aforismo I - O Mal Imperioso, Aforismo II - O Mal Necessário, e Aforismo III - O Reflexo do Mal. Max Chami, musicista gaúcho de Santa Maria com vasta e impressionante carreira na cena alternativa internacional, soube dar a expressividade necessária para criar as densas atmosferas que envolvem a voz do Ciberpajé recitando teatralmente os aforismos. As faixas apresentam pregnâncias sonoras baseadas em ritmos e batidas que produzem um efeito mântrico obscuro. Os aforismos escritos pelo Ciberpajé formam uma trilogia sobre a necessidade do mal ser incorporado em nossa existência, compreendendo sua inevitabilidade em nossas vidas e trabalhando-o como uma sombra a ser absorvida em nosso self para que o nosso bem emerja. 

Além dos aforismos e vozes o Ciberpajé ficou responsável pela arte da capa. Ela traz alguns símbolos mágickos de seu universo ficcional transmídia e também sistema mágicko caoticista, a Aurora Pós-Humana. O EP pode ser ouvido na íntegra e também baixado com o encarte completo no Bandcamp do Ciberpajé. Abaixo segue o encarte completo.








quarta-feira, 20 de março de 2024

[Resenha] EP Ciberpajé: Hino ao Nada que Fui e Serei - poesia musical que enfoca a impermanência e a nossa fragilidade enquanto habitantes desse planeta, por Raquel Nunes


São apenas 12 minutos que nos instigam a diversas percepções e reflexões de como devemos conduzir a nossa vivência neste mundo. A nossa pequenez em meio a grandiosidade cósmica. A poesia musical que enfoca a impermanência e a nossa fragilidade enquanto habitantes desse planeta. Ouça o EP Ciberpajé - Hino ao nada que fui e serei neste link.

O hino é composto por uma faixa de 12 minutos dividida em 3 atos, é uma autêntica e extraordinária viagem pelo universo e sua atemporalidade. A obra de Ciberpajé com participação especial do musicista e produtor amapaense Alan Flexa, leva-nos em seu primeiro ato, intitulado como A Fotossíntese Degolada, a uma verdadeira excursão cósmica atemporal que se apresenta por meio da latente onipresença humana que se manifesta através de raios solares, brilhos lunares e toda sua amplitude universal. Um monólogo persistente, que insiste em ser resiliente mesmo quando confrontado por intempéries atemporais e ausências vitais, que colidem com uma iminente aniquilação planetária que nos reporta à resiliência e a onipresença mesmo em meio ao caos.

Continuando pelo caminho da resiliência, que se funde com a expectativa de vivenciarmos uma fotossíntese humana, chegamos ao segundo ato: O Martelo do Esquecimento. Considerado o meu preferido pela sonoridade que muito me encantou e surpreendeu do início ao fim, o referido ato nos teletransporta para uma melodia nostálgica que diante da minha modesta percepção, muito me remete ao rock progressivo nacional e internacional dos anos 70. A musicalidade desse ato lembrou-me Terreno Baldio e  Gentle Giant, duas bandas icônicas do rock progressivo nacional e internacional, respectivamente. O som revela por meio dos seus profundos versos, a extinção humana, animal e sua constante e eterna onipresença universal. A fluidez da vida. O tudo e o nada. A vulnerabilidade existencial.

Aproveitando a nossa vulnerabilidade existencial, acabamos guiados por um solo de guitarra hipnotizante que tem como destino o terceiro ato: A Morte Caudalosa. Neste ato, os acordes da guitarra e o experimentalismo surgem como adoráveis acompanhantes de uma narrativa feroz que desbrava os afetos que insistem em não se entregar mesmo conscientes da finitude vital. É a onipresença de estar e ser. O desprendimento egóico. A futilidade material e carnal diante da nossa grandiosa insignificância onde iremos todos perecer.

Um trabalho tocante e ao mesmo tempo visceral. Ouça sem moderação!


*Raquel Alves de Freitas Nunes é ativista cultural e jornalista em Goiânia.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

[Lançamento - Ouça Agora!] EP "Ciberpajé: A Blindagem do Lobo" traz nova parceria com Fredé CF propondo a MPB - Música Pós-Humanista Brasileira!


Está no ar o novo EP do Projeto Musical Ciberpajé: A Blindagem do Lobo, ouça-o aqui

A obra propõe um novo encontro dos universos ficcionais da "Aurora Pós-Humana" e da "MekHanTropia" e sela nova parceria do Ciberpajé com o musicista e artista transmídia Fredé CF, conhecido pela singularidade psicodélica de suas músicas baseadas em violão, voz e efeitos sonoros sintetizados. O EP apresenta 3 faixas que refletem sobre a hipercompetitividade contemporânea e a submissão aos valores de outrem em nome da busca por validação e aceitação, gerando a morte da autenticidade promovida por dogmas, ideologias, identitarismos, tribos, modas, etc. Também sobre a importância de manter-se íntegro e abominar todos os dogmas para obter o equilíbrio interior e por fim mostra que a amizade genuína é a forma mais pura de afeto. As faixas são: Ato I - A Blindagem do Lobo, Ato II - Mefistófeles Currando Almas e Ato III - Sobre Amizades Astrais. O conceito fundante da obra é o pós-humanismo como nova visão do humano no planeta, propondo a reconexão com seus aspectos animais e a ideia de que a nossa espécie é só mais uma das que compõem a sinergia do complexo sistema vivo chamado Gaia, pensando a tecnologia e a reconexão com a natureza como formas de busca transcendente e não com o objetivo de obter lucros e devastar a biosfera de forma indiscriminada, assim a música do EP pode ser chamada de uma Pós-MPB - Música Pós-Humanista Brasileira.

O EP também celebra o lançamento do livro "Os Aforismos do Ciberpajé" pela Editora Sinete (SP) e pode ser adquirido em pré-venda promocional neste link. Além da criação dos aforismos e da gravação das vozes o Ciberpajé (aka Edgar Franco) também criou a arte de capa e o projeto gráfico do EP. Confira o encarte na íntegra abaixo e ouça o EP neste link. 





Confira as palavras de Fredé CF sobre o processo criativo do EP que foi criado no período do Carnaval de 2024:

Durante esse Carnaval (de Ilusões MekHanTrópicas) criei as três músicas sobre seus vocais e aforismos enviados para nosso novo EP em parceria. Hoje, em meio às cinzas apocalípticas desta quarta-feira de São Valentim e pós feriado, te envio essas pós-marchinhas psicodélicas pra não tocar no Carnaval. Um Carnaval Anti-MekHanTrópico que emerge da Aurora Pós-Humana. Um bloco canídeo de folia astral contra o binarismo anticósmico. Um G.R.E.S. (Gracioso Ruído Emergente de Sonhos) para o qual busquei tocar profundamente nuances transdimensionais do meu espírito, transitando entre as luzes e as sombras alegóricas que me compõem, em contato com os conceitos trazidos pelos seus aforismos e interpretações vocais. Mestre-Sala e Porta-Bandeiras transbinários em evoluções internas integradoras pelas intersecções cosmológicas estabelecidas, num mergulho poético-reflexivo recheado de confetes e serpentinas de carbono, como reexistência artística em meio aos títeres de silício que nos cercam. O encontro de Arlequim e Colombina com o Cão Breu e o Lobo Ancestral, uivando, tocando, cantando, dançando e criando num desfile cósmico transdimensional pelas 3 RVs. Uma roda de pogo contra o Rei Momo MekHanTrópico! O rei está morto! E os loucos, os magos, os artistas e poetas tomaram conta do palácio (e da avenida)! E o samba se tornou trova! E a bossa se tornou nossa! Música Pós-Humana Brasileira (como disse o Amante da Heresia). Utilizei violão, baixo, sintetizadores e samplers. Fiz  vocais, uivos e ruídos também criando ambientações, além da mixagem em estéreo, como sempre tudo pelo celular (captação, mixagem, masterização, etc). Na primeira faixa, abre alas, trouxe algo punk e visceral, encerrando-se com uma “ponte” blindada. Na segunda faixa, pensei em algo mais sombrio e psicodélico, recheando o enredo com um toque infernal que conduz ao acesso do portal de celebração cósmica canídea do Ato final. A derradeira faixa, traz uma melodia mais alegre e festiva em celebração à vida, aos encontros e à amizade. Um ritual erigido por passos cadenciados pelos uivos retumbantes essenciais. Foi um prazer e honra enorme criar esse EP de celebração pagã transmutacional contigo, meu amigo. Muito obrigado, mais uma vez, pelo convite. Fiquei muito feliz. Me diverti bastante criando as músicas e pensando nas ambientações e conceitos. Espero que goste. Grande abraço, meu caro! (Fredé CF)

Ouça o EP Ciberpajé - A Blindagem do Lobo neste link.

Conheça os outros 44 EPs do Projeto Musical Ciberpajé neste link.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

[Assista Agora PODCAST SEM FREIO#257] Entrevista: Ciberpajé - Criação como Magia de Autotransmutação

Está disponível na íntegra o podcast SEM FREIO#257 com uma longa entrevista tratando de meu ideário de vida, meus processos criativos transmídia psiconáuticos e mágickos de quadrinhos, música, aforismos, performances, animações, videoclipes, e muito mais. Confiram nesse link.


Mihha profunda gratidão ao grande Dimitri Kozma pela incrível oportunidade de retornar ao Podcast SEM FREIO para trazer aspectos de minhas criações e ideário que ainda não tinham sido tratados em nossa primeira conversa.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

[Lançamento - Ouça Agora] Hino ao Nada que Fui e Serei: novo EP do Ciberpajé em parceria com Alan Flexa aborda magia, eternidade e inexistência

Já está online para ser ouvido e também baixado na íntegra o novo EP do projeto musical CIBERPAJÉ chamado de "Hino ao Nada que Fui e Serei", parceria com o musicista e produtor amapaense Alan Flexa. O disco traz uma única faixa dividida em 3 atos: Ato I - A Fotossíntese Degolada, Ato II - O Martelo do Esquecimento, e Ato III - A Morte Caudalosa.  OUÇA-O AQUI!

A sonoridade buscada por Alan Flexa e Ciberpajé - para embalar os aforismos recitados pela voz do Ciberpajé - dessa vez buscou referências no rock progressivo setentista de bandas como Alpha III, Camel, Yes, King Crimson e Pink Floyd, assim como em musicistas new age/prog como Vangelis e Mike Oldfield, e também em alguns toques de jazz experimental. As gravações aconteceram no Estúdio Zarolho Records em Macapá e contaram com os renomados musicistas convidados Rafael Senra e Furlan Gomes. O primeiro ficou responsável pela gravação dos baixos, trazendo seus timbres singulares e seu senso melódico que já lhe valeram indicações de seus álbuns ao Grammy! Já o segundo gravou as baterias impactantes da música com seu estilo autoral. Alan Flexa, por sua vez, musicista e produtor de renome internacional, usou seu incrível senso melódico e seus talentos de multiinstrumentista para criar atmosferas profundas, sutis e intensas que vão transmutando-se ao longo da faixa auxiliando a criar múltiplos estados de espírito no ouvinte que se permitir o mergulho.

O aforismo poético que engendrou a música trata da beleza do viver e do morrer e como eles são na verdade uma única coisa, algo não dual, assim como a vida e a inexistência estão amalgamadas na implacabilidade do tempo. Também apresenta a glória da finitude de nossa bela e controversa espécie humana e reflete sobre a importância de cultivar a vontade soberana - como indivíduo - para suplantar a escravidão da fé e da esperança, do passado e do futuro, em nome da intensa experiência do agora. Convidamos todos a ouvirem a música com fones e de olhos fechados, para terem a experiência completa proposta em sua concepção.



O "Hino ao Nada que Fui e Serei" estabelece-se como um sigilo mágicko musical e visual da Aurora Pós-Humana a partir das suas intenções de transmutação pessoal e das conexões entre música, aforismo e arte criada pelo Ciberpajé para a capa e encarte inspiradas por visões de uma experiência em estado não ordinário de consciência (ENOC) com o enteógeno Psilocybe cubensis. Uma obra de magia sonoro-visual com processos criativos unusuais.







Ouça também os outros 43 EPs do projeto musical Ciberpajé, realizados em parcerias com musicistas e bandas das 5 regiões do Brasil e ainda outros 8 países! OUÇA-OS AQUI.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

[Baixe Agora] O SABOR DELICADO DO NADA: ANIMAÇÃO PÓS-HUMANISTA UNE MAGIA, PSICODELIA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: novo artigo do Ciberpajé nos Anais do 32º Encontro Nacional da ANPAP

Acabam de ser lançados os anais do 32º Encontro Nacional da ANPAP - Associação Nacional dos Pesquisadores em Artes Plásticas, o artigo inédito O SABOR DELICADO DO NADA: ANIMAÇÃO PÓS-HUMANISTA UNE MAGIA, PSICODELIA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, obra do Ciberpajé (Edgar Franco), integra os anais e pode ser baixado na íntegra nesse link.


Como citar

FRANCO, Edgar. O SABOR DELICADO DO NADA: ANIMAÇÃO PÓS-HUMANISTA UNE MAGIA, PSICODELIA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL.. In: Formas de Vida - Anais do 32º Encontro Nacional da ANPAP. Anais...Fortaleza(CE) IFCE, 2023. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/32anpap2023/660728-O-SABOR-DELICADO-DO-NADA--ANIMACAO-POS-HUMANISTA-UNE-MAGIA-PSICODELIA-E-INTELIGENCIA-ARTIFICIAL. Acesso em: 07/12/2023


Publicado em 06/12/2023 - ISBN: 978-65-5941-998-2 / DOI 10.29327/32anpap2023.660728

sábado, 6 de maio de 2023

[Lançamento - Baixe agora] TRANSLOBO: nova história em quadrinhos do Ciberpajé é um ato de magia pós-humanista na era hiperinformacional! Translobo é a íntegra da revista Artlectos e Pós-Humanos #14, edição da Marca de Fantasia

Depois de um hiato de 3 anos sem ser editada, a revista em quadrinhos Artlectos e Pós-Humanos chega ao seu número 14 - baixe-o aqui - dessa vez trazendo a HQ completa TRANSLOBO, inspirada pelas reflexões geradas pela tenebrosa pandemia de Covid-19 e concebida como um hipersigilo mágico contextualizado no universo transmídia da Aurora Pós-Humana. A narrativa reflete criticamente sobre a égide da linguagem binária provocadora dos extremismos contemporâneos e resgata símbolos arquetípicos da tradição mágicka ocidental e oriental para recontextualizá-los na era transumana hiperinformacional em curso. 

Artlectos e Pós-Humanos # 14 é uma publicação da Editora Marca de Fantasia - baixe-a na íntegra neste link -  e mantém o seu caráter experimental, sendo que pela primeira vez a revista traz uma longa HQ completa, já que em seus 13 números anteriores sempre publicou várias narrativas curtas em cada edição. TRANSLOBO tem um sagaz pósfacio escrito pelo Doutor em Língua Portuguesa pela PUC-SP e premiado autor de ficção científica, Ricardo Celestino. 

O Ciberpajé (aka Edgar Franco) fala da concepção da obra:

A motivação para a criação de Translobo veio da intenção deliberada de provocar transformações em minha percepção de certos aspectos da realidade hiperinformacional contemporânea. Ou seja, o processo narrativo foi deflagrado por desenhos iniciais que compuseram um sigilo mágicko visual na tradição de Austin Osman Spare, mas aqui reconfigurado para o meu universo magístico e também ficcional da Aurora Pós-Humana.

O meu sistema mágicko singular é também um complexo universo de ficção científica em que crio obras em múltiplas mídias enfocando aspectos diversos da tecnognose, das realidades ordinárias, das realidades virtuais e também das realidades vegetais. Nessas criações exercito minha busca de integralidade de ser, insurgindo-me contra a dominação comunicacional do binarismo anticósmico que engendra o obtuso extremismo e a polarização características da linguagem balizadora e dominadora de todas as outras, a digital. Ao contrário de uma postura tecnofóbica, adoto uma visão tecnoxamânica e ciberpunk dessa linguagem, apoderando-me eventualmente de suas ferramentas para subverter suas bases hipermencantilistas.

Para além de ser uma narrativa visual experimental de fantaciência, Translobo emerge como a fixação de um sigilo mágicko, mixando elementos simbólicos da tradição milenar ocultista a signos transumamos da explosão hiperinformacional e hipermidiática. Trata-se de um experimento mágicko e também artístico que instaura-se no contexto das chamadas histórias em quadrinhos poético-filosóficas, subvertendo muitos dos cânones e da sintaxe visual daquilo que comumente entende-se como quadrinhos. Para fruir Translobo é importante um mergulho livre de amarras de gênero, linguagem e forma, trata-se de uma obra que deve ser sentida e não compreendida. Essa HQ também é singular pois pela primeira vez um número de minha revista Artlectos e Pós-humanos traz uma única narrativa. 19915 - 369 - 555

Em breve será lançada a versão impressa de TRANSLOBO com algumas surpresas. Mas enquanto ela não chega, leia agora a versão digital completa neste link









sábado, 4 de fevereiro de 2023

[Lançamento] METAVERSE WEREWOLF: ouça o primeiro single do novo álbum do POSTHUMAN TANTRA - "Pissing Nanorobots Again"


"Metaverse Werewolf" é o primeiro single do álbum "Pissing Nanorobots Again", ouça-o aqui, nova produção do POSTHUMAN TANTRA que resgata a sonoridade causticante do primeiro álbum "Pissing Nanorobots" (2004), uma obra emblemática que marcou época e projetou seu estilo experimental, nauseante e psicodélico e que agora merece um relançamento especial em uma box incluindo um tributo com 14 bandas recriando suas faixas.

"Pissing Nanorobots Again" utiliza os mesmos sintetizadores e plug-ins usados na gravação do primeiro álbum resgatando suas atmosferas e amplificando os aspectos mágickos e ritualísticos presentes nele. O novo álbum integra a Box "Posthuman Tantra - Pissing Nanorobots 18th Annyversary Special Edition", um lançamento da Kaos Records (No prelo - 2023).

"Pissing Nanorobots" e seu sucessor "Pissing Nanorobots Again" é música para quem tem a coragem de experienciar o inusitado. Como bem expressa esse trecho da resenha da revista Bielorrusa dedicada à música experimental e noise THE MACHINIST (2008):

A música, apresentada no álbum "Pissing Nanorobots" é um tipo de noise-industrial, que pode ser descrito pelos epítetos "escuro", "severo", "misterioso", "terrível", "conceitual". Em outras palavras, definitivamente será uma experiência impactante para os admiradores da música industrial atmosférica tecnológica, pesada, desolada, futurista e repleta de imagens visuais assustadoras e atraentes. Obviamente Edgar Franco apresenta um material muito denso conceitualmente e busca inspiração nas melhores fontes da literatura fantástica e oculta, cinematografia de terror e artes plásticas modernas. Se você ouvir o álbum "Pissing Nanorobots" em um sistema estéreo de qualidade, sentirá em todo o seu ser as batidas maciças e trovões metálicos, como por exemplo, nas faixas "Thunder Genome" e "DNA Factory" que farão os seus móveis tremerem, como se de todos os cantos surgissem tentáculos mecânicos serpentinos movendo-se lentamente em sua direção. 
Posthuman Tantra is: Ciberpajé [a.ka.Edgar Franco] 
“Metaverse Werewolf” is the first single from the album “Pissing Nanorobots Again” Music & cover artwork: Ciberpajé 
Released by kaos Records Recorded at “Oca Studio” 
CRIA_CIBER RESEARCH GROUP - FAV/UFG
Goiânia, Brasil, 2023

Ouça o single abaixo:


quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

[Live - Sexta - 27 de Janeiro - 20h] Ciberpajé falará sobre quadrinhos e magia ao Canal Milhas e Milhas


Nesta sexta-feira o Ciberpajé estará no Canal Milhas e Milhas em entrevista exclusiva a Cássio Witt falando de criação de quadrinhos como rituais mágickos, também de seu novo álbum Transessência e da premiação de Licanarquia com o Prêmio Canal Milhas e Milhas de HQ Independente.

Acompanhe a live ao vivo  no Canal Milhas e Milhas no link:


Nos vemos lá!



sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

[Resenha] TRANSESSÊNCIA: quadrinhos que nos apresentam uma deslumbrante fusão artística entre o humano e suas ações e sensações mais viscerais, por Raquel Alves de Freitas Nunes


Mais uma obra encantadora do artista transmídia, professor e pesquisador Edgar Franco, o Ciberpajé. Publicada em 2003 na versão impressa e relançada agora em 2023 pela editora Marca de Fantasia, duas décadas depois, na versão digital para nossa sorte, o que facilita o acesso aos amantes dos quadrinhos – baixe-a nesse link! As 11 HQs curtas presentes na obra nos apresentam uma linguagem visual marcada por uma estética em preto e branco que nos remete à uma atemporalidade em sua proposta imersiva que se desenvolve no decorrer de cada um dos 11 capítulos.

Destaco a riqueza de detalhes desenvolvida no espaço e no tempo através dos relatos ficcionais, permeados por uma deslumbrante fusão artística entre o humano e suas ações e sensações mais viscerais. O animal como extensão de nós mesmos por meio de personificações e representações energéticas humanísticas, onde a natureza age como protagonista em tudo que compõe a essência cósmica universal. São narrativas ambientadas em cenários oníricos que harmonicamente emergem de toda a obra. Aproveitando-se então dessa disposição poética, enfatizado pela narrativa desse panorama imagético e criativo provocado por essa realidade fantástica, vou desbravar capítulo por capítulo desse projeto incrível a partir de minhas percepções.

Capítulo 1 - COISAS DA CARNE: O capítulo que inaugura o álbum. Ele ressalta o furor das paixões que sempre são consideradas prazeres efêmeros e quando trazem à tona a essência do ser humano podem deflagar a insegurança que esse sentimento provoca, acarretando assim uma distorção da realidade. A tristeza aqui é ocasionada pela decepção da perda do viço desse sentimento.

Capítulo 2 - AMÁLGAMA: Ciberpajé, neste capítulo, de forma profunda e instigante, refere-se à vulnerabilidade dos prazeres humanos. Muitos entregam seus corpos ao deleite da carne condicionados pelo ódio e pela carência a todo custo, desprovidos de reais afetos, assim como os animais copulam na natureza. Tudo em busca de uma satisfação carnal intrínseca e momentânea.

Capítulo 3 - ENCONTROS: Neste capítulo, a amorosidade é um sonho a ser conquistado, onde todos nós somos seres únicos e finitos e almejamos espalhar o amor entre os povos, conscientes de que podemos sim, desfrutar de um mesmo espaço cósmico e que precisamos evoluir em prol de não destruirmos a humanidade. A paz universal. O afeto, a amorosidade e a empatia como virtudes que imperam na transcendência humana. O capítulo é brilhantemente finalizado com a citação de nomes importantes nos âmbitos culturais, religiosos e filosóficos como John Lennon, Gandhi, e Sócrates que foram personalidades de extrema relevância em nossa sociedade e que não estão mais entre nós, mas que deixaram seus legados eternamente na história da humanidade.

Capítulo 4 - DUO DE UM: Tabus são aqui quebrados. Um olhar analítico para os relacionamentos humanos, neste caso entre mãe e filho. O amor materno que ultrapassa o dom de gerar, livre de dogmas e valores cristãos, modifica o amor filial. Pecado carnal. Não podendo alterar essa condição tampouco a sua realidade, a mãe se vê enclausurada e condenada pela própria consciência perturbadora. Uma dor permanente causada pelo remorso perpétuo.

Capítulo 5 - O INÍCIO: Neste capítulo, Edgar Franco descreve a busca incessante pela sobrevivência. A composição visual impulsionada pelos desenhos dá o tom dessa caçada visceral pelo alimento. E assim, como numa miragem de deserto, o melhor sempre está por vir e o indivíduo se depara com um oásis provocado por uma abundância da natureza, onde tudo é possível, onde tudo é farto, onde a escassez não predomina.

Capítulo 6 - ÉDEN: A sensibilidade poética desse capítulo encanta. A procura incessante pelo paraíso, transmutado pelas barreiras do tempo, chegando à uma definição de que o paraíso não se trata de um lugar e sim, de um encontro de almas no qual se revela a imensidão do ser. Lindo demais!

Capítulo 7 - SOBRE AS MÃES: Este capítulo me trouxe um olhar mais empático quanto às nossas ações egocêntricas e desrespeitosas para com a mãe natureza. A forma como destruímos essa maravilha cósmica. A mãe Terra que tudo nos dá e não temos compaixão nenhuma para retribuí-la. O egoísmo. Este com certeza é um dos lados mais sombrios da natureza humana.

Capítulo 8 - A ESTAGNAÇÃO: O marasmo e a acomodação humana como agentes para a criação do caos. A representatividade de Gaya, como a mola propulsora para o florescer da humanidade partindo do princípio de que onde há a morte da estagnação há o renascimento da vida.

Capítulo 9 - LIMITES: Este é o meu capítulo favorito. Eu que tanto externo sobre essência, afeto e gratidão, me vi de alguma forma representada neste capítulo, no qual me identifiquei bastante com o contexto exposto. Senti-me pertencente à essa realeza literária, algo tão latente e que aborda o universo de cada indivíduo. Um reduto contido dentro da incompreensão do eu interior. O isolamento particular de cada ser, onde ninguém conseguirá ao certo compreendê-lo ou desvendá-lo. Nem mesmo seus ancestrais, pois o sentimento de pequenez e inferioridade, afugenta e transcende seus sonhos mais profundos.

Capítulo 10 - DENTRO: A comunicação aqui se entrelaça em toda força imagética proporcionada por esse capítulo. É um despertar e um revelar dos desejos mais ocultos, agora libertos, proporcionados pelo desfrute das particularidades humanas. Sensacional!

Capítulo 11 – ANOMALIA: O último capítulo desse álbum revela o desequilíbrio das polaridades humanas. O Yin e o Yang, a luz e a escuridão como energia dual incompleta, resultante da não completude desses seres, aqui incompreendida, com a esperança de que um dia essa anomalia será corrigida e se tornarão uma só alma.

Finalizando essa resenha, destaco que o Ciberpajé conseguiu por meio de Transessência apresentar a essência da vida em todo seu processo infinito de mutação, evolução e conexão com o universo e a sua complexidade. Convido todos a desfrutarem da leitura dessa obra fantástica.

*Raquel Alves de Freitas Nunes - É apaixonada por arte e cultura e ativista cultural em Goiânia 

Ciberpajé e Raquel Nunes no lançamento do álbum Licanarquia na Mandrake Comic Shop em Goiânia