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segunda-feira, 27 de julho de 2026

[Making Of] Animação "A Chaga Incurável da Eternidade"

Nesse brevíssimo making of apresentamos o processo de construção imagética da animação em IA que utilizou de artes criadas manualmente pelo Ciberpajé para o seu universo ficcional transmídia da Aurora Pós-Humana como "concept arts" para as múltiplas criaturas da animação. Seguem alguns exemplos com a arte original à esquerda e o resultado final na animação com a IA à direita:





Também um ensaio fotográfico exclusivo com o Ciberpajé usando figurino criado por Luiz Fers com fotos da I Sacerdotisa. Seguem dois exemplos com as fotos do ensaio à esquerda e o resultado visual na animação com a IA à direita:



E finalmente fotos e vídeos do Ciberpajé quando de sua visita ao túmulo do poeta Augusto dos Anjos na cidade mineira de Leopoldina. Nos dois exemplos que seguem apresento fotos no túmulo à esquerda e o resultado na animação em IA à direita:



Um trabalho minucioso de seleção e pré-produção que teve a sagacidade de C.N.S. (Diogo Soares) na hora da transposição para a IA, buscando uma identidade visual singular para a animação. Confira a versão em vídeo desse makink of:

“A Chaga Incurável da Eternidade” é a nova animação e vídeo oficial do Ciberpajé. A obra audiovisual experimental toma como base o aforismo e a música de mesmo nome presentes no EP musical criado pelo Ciberpajé em parceria com o projeto de black/doom metal “My Immortal Beloved”, que foi dedicado ao singular poeta simbolista Augusto dos Anjos.

O aforismo completo “A morte quer morrer, mas só ela resiste à sua própria foice afiada pela inevitabilidade do tempo. Quem liberar a morte de sua sina cruel de ser imortal, receberá dela esse presente de grego, a chaga incurável da eternidade!” foi escrito diante do túmulo do poeta Augusto dos Anjos, no cemitério Nossa Senhora do Carmo, na cidade mineira de Leopoldina durante uma visita do Ciberpajé.
Para a produção da animação o Ciberpajé convidou seu parceiro criativo de longa data C.N.S. (aka Diogo Soares). A concepção geral da narrativa partiu de uma reflexão sobre a importância do morrer como algo que dá sentido ao existir, e de como a imortalidade poderia ser uma espécie de doença, uma chaga incurável. Tratando a vida como uma dádiva cósmica justamente por seu tempo limitado e o morrer como um complemento necessário para o ciclo. Na animação o Ciberpajé assume o papel do personagem principal e lida com seus alter egos: o Lobisomem Transumano Hipertecnológico Imortal, e o Sábio Ermitão Ancião à Beira da Morte. Ele experiência uma luta interna representada metaforicamente na história, na qual foge da morte de forma pungente retratando o desejo de imortalidade, mas paradoxalmente também sente a necessidade cósmica de morrer. A obra instaura-se também como um sigilo mágicko do artista magista Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco).
Desta vez a animação foi desenvolvida em redes neurais e IAs, mas partindo de vários documentos audiovisuais e artes originais preexistentes. Foram usados para as imagens do Ciberpajé e cenário do cemitério fotografias e vídeos captados quando da visita ao túmulo de Augusto dos Anjos, e também um ensaio fotográfico original realizado pela I Sacerdotisa Rose Franco tendo o Ciberpajé como modelo. Para as criaturas presentes na animação foram utilizados desenhos originais do Ciberpajé que serviram de concept arts para a sua geração, incluindo as criaturas coadjuvantes da narrativa. Um trabalho que demandou muitas e muitas horas e um cuidado especial na montagem das cenas e edição final realizados por Diogo Soares. A obra assume o seu caráter experimental e D.I.Y. e as aberturas possíveis da criação autêntica com o uso de inteligências artificiais.

A música doom criada pelo “My Immortal Beloved” juntamente com a voz do Ciberpajé amplificam a atmosfera desejada para a animação, mais uma produção transmídia conectada ao universo ficcional da Aurora Pós-Humana do Ciberpajé. A obra integra as experiência com processos criativos transmídia realizadas no contexto do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (Criação & Ciberarte – CNPq) do Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (PPGACV-FAV/UFG).
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- A Chaga Incurável da Eternidade -

- Direção geral e roteiro: C.N.S. (aka Diogo Soares) & Ciberpajé (aka Edgar Franco) - Direção de Arte: C.N.S. - a partir de fotos, vídeos, ilustrações e artes do Ciberpajé contextualizadas no universo ficcional da Aurora Pós-Humana - Edição, animação e montagem: C.N.S. - Música: A Chaga Incurável da Eternidade, do EP de mesmo título de Ciberpajé & My Immortal Beloved (CriaCiberLab, 2026) - Aforismo: Ciberpajé
- Uma produção do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (CNPq – PPGACV-FAV/UFG), Goiânia- Brasília, Brasil, 2026

quinta-feira, 23 de julho de 2026

[Resenha Criativa] "A Chaga Incurável da Eternidade": "Esta animação fracassa por não prometer qualquer salvação, não há qualquer redenção" - Por Amante da Heresia

nossa_chaga_incurável.jac

*AmAntE da hErEsiA – lÉo pIMENTEl (2026) - resenha criativa sobre a animação “a chaga incurável da eternidade” de C.N.S & Ciberpajé (2026)


primeiramente, só senti falta de uma personagem ilustre do passado da relação entre o Ciberpajé & a Morte: a Jaca (n.d.e: Amante da Heresia dirigiu um curtaforismo com o Ciberpajé e ele atuando em que a morte e uma jaca eram o tema central!). hahahaha certamente neste vídeo não falta nada. é desde essa completude que assumirei uma persona metArtista para resenhar sobre “a chaga incurável da eternidade”. aqui assumirei a persina da Jaca da Heresia. hahaha & enquanto tal farei uma resenha glitch sobre essa maravilhosa obra de glitchI.A.rt. então, simbora:

> loading: A_CHAGA_DA_ETERNIDADE...

[✓] Augusto_dos_Anjos.mem :|: Jose_Mojica_Marins.mem

[✓] doom_metal.wav :|: romance_de_uma_caveira.flac

[✓] sigilo.magick :|: anti.binarismo.anti.cosmico

[✓] IA.generativa :|: Detecção.de.series.atemporais

[✓] Ciberpajé.avatar :|: Morte.simulacro

erro_404:

morte_não_encontrada

motivo:

a morte é imortal.

:: reiniciando_existência...

[reflexão_recuperada_76%]

//a adjetivei de “maravilhosa glitchI.A.rt” porque, o primeiro impacto sensual de assistir a completude formal do vídeo, é um encantamento artístico que explora, o defeito do gerar, como poética de qualquer criação. seja ela natural ou artificial. sendo que, do ponto de vista do caos, ambas são a mesma coisa: somos todos glitchs de poeiras de estrelas. gerar é corromper toda a harmonia. já que não há nada mais harmônico do que o nada-ser. & a corrida pela perfeição, é o querer esquecer de que se é defeito. pois, o vale da estranheza é todo o horizonte que nos constitui como estar-na-existência.//

analisando...

obra = "A Chaga Incurável da Eternidade"

if morte == False:

existir = infinito

sofrimento++

sentido--

if eternidade == True:

finalizar()

[reflexão_recuperada_42%]

//ao conteúdo, ciberpajé não como duplo, mas como uma espécie de triggelgänger: Ciberpajé (o Mortal) + Seu demônio interior (Vontade de Eternidade) + a Morte (seu próprio Fim – terminalidade constante). assim, Ciberpajé é paradoxo. não a morte. seu demônio interior luta contra ela. & Ciberpajé também luta contra ele. é uma luta paradoxal contra si mesmo. contra sua própria mortalidade. sua sabedoria ancestral & futurista surge ao fim para lhe perguntar: desejas viver para sempre, ou suportar a incorrupção infinita da memória? & assim, esta animação fracassa. fracassa por não prometer qualquer salvação. não há qualquer redenção. & enquanto tal, tão somente por isso, realiza em nós, uma experiência rara. o que nenhum algoritmo consegue, muito menos um deus: a iluminação de um verme cujo alimento é o impossível. ou seja, a insignificância que nos dá tamanha importante no cosmos: a brevidade cósmica que testemunha, quase que num único instante, a grandeza de si mesmo. como mortais, eis nossa chaga incurável... //

ERRO

a função finalizar()

não existe.

ERRO

a função finalizar()

não existe.

ERRO

a função finalizar()

não existe.


Confira a animação "A Chaga Incurável da Eternidade" abaixo:


*Léo Pimentel Souto, é AmAntE:|:da:|:hErEsiA, por sua relação com a sabedoria, ser, a de um amor profundamente promíscuo. É Mestre em Filosofia pela UnB, e mEtArtistA:|:trAnsmídiA:|:da:|:incErtEzA pela UFG. Pois, em seu doutorado e pós-doutorado, o Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual (FAV/UFG) o fez filosofar sobre a própria arte, no ato em que ele a realizava. Em seu lado B da vida, é negríndio a[r]tivista gambi[A]hacker e anarcocyberpunk brega. Em rebeldia, sua ação direta criativa faz com que sua poética salte de uma mídia a outra de modo inserto. No entanto, deixa um rastro identificado pela partícula ZINE. Por isso, ora é ZINEasta, ora é muZINista, e ora, ou tudo junto, realiza pErformaNZis. Pois não abre mão da paratopia zineira ao realizar qualquer experimento de sensibilidade. É criador do universo ficcional do AnArquismo_fAntásticO e curanderista da eCCe mONSTRa (microgaleria de audiovisualidades) para celebrar as obras de amigues iconoclastas. Leia a postagem original dessa resenha no Blog  Amante da Heresia.


segunda-feira, 20 de julho de 2026

[Resenha] Animação "A Chaga Incurável da Eternidade" - "Ciberpajé vive nos quatro minutos desse vídeo a saga universal humana, assim como Sartre apresenta em *les jeux sont faits*, a absurdidade da existência" - Por Luiz Meirelles


A animação/videoclipe "A Chaga Incurável da Eternidade" é uma produção marcante - assista-a nesse link. Nessa obra entendemos claramente o sentido transmidia da arte de Ciberpajé. Falar da morte sem sucumbir ao cinza monotonal demonstra o paradoxo que permeia toda a sua arte e, claro, a polifonia.

A própria música progressiva busca a morte. E a morte, um belíssimo paradoxo, pois eterna que é, também quer cumprir seu próprio fim. A morte quer morrer, mas se morrer, acaba a eternidade. O homem busca a eternidade, mesmo ciente de que será preciso morrer para isso, mas faz tudo para evitar a morte.

Agostinho de Hipona já dizia que o completamento humano só se dá no encontro com a eternidade, com a morte, da qual fugimos incessantemente. Heidegger é severamente criticado por afirmar que o Homem é um ser para a morte, ou seja seu fim é a morte e, repriso, por consequência, a eternidade. Ciberpajé vive nos quatro minutos desse vídeo a saga universal humana, assim como Sartre apresenta em *les jeux sont faits*, a absurdidade da existência. Ou Camus em *L'etranger*. A eternidade é, com efeito, a chaga incurável, queremos alcançar, mas dela fugimos eternamente.

Assista a animação na íntegra:


*Luiz Meirelles é mestre em filosofia, editor do periódico acadêmico Paradigmas e mentor do CEFS - Centro de Estudos Filosóficos de Santos

sexta-feira, 17 de julho de 2026

[Lançamento do Ciberpajé] Nova animação “A Chaga Incurável da Eternidade” trata da importância do morrer

 
A Chaga Incurável da Eternidade” é a nova animação e vídeo oficial do Ciberpajé, confira agora na íntegra nesse link. A obra audiovisual experimental toma como base o aforismo e a música de mesmo nome presentes no EP musical criado pelo Ciberpajé em parceria com o projeto de black/doom metal “My Immortal Beloved”, que foi dedicado ao singular poeta simbolista Augusto dos Anjos.

O aforismo completo A morte quer morrer, mas só ela resiste à sua própria foice afiada pela inevitabilidade do tempo. Quem liberar a morte de sua sina cruel de ser imortal, receberá dela esse presente de grego, a chaga incurável da eternidade!” foi escrito diante do túmulo do poeta Augusto dos Anjos, no cemitério Nossa Senhora do Carmo, na cidade mineira de Leopoldina durante uma visita do Ciberpajé.

Para a produção da animação o Ciberpajé convidou seu parceiro criativo de longa data C.N.S. (aka Diogo Soares), a concepção geral da narrativa partiu de uma reflexão sobre a importância do morrer como algo que dá sentido ao existir, e de como a imortalidade poderia ser uma espécie de doença, uma chaga incurável. Tratando a vida como uma dádiva cósmica justamente por seu tempo limitado e o morrer como um complemento necessário para o ciclo. Na animação o Ciberpajé assume o papel do personagem principal e lida com seus alter egos: o Lobisomem Transumano Hipertecnológico Imortal, e o Sábio Ermitão Ancião à Beira da Morte. Ele experiência uma luta interna representada metaforicamente na história, na qual foge da morte de forma pungente retratando o desejo de imortalidade, mas paradoxalmente também sente a necessidade cósmica de morrer. A obra instaura-se também como um sigilo mágicko do artista magista Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco).

Desta vez a animação foi desenvolvida em redes neurais e IAs, mas partindo de vários documentos audiovisuais e artes originais preexistentes. Foram usados para as imagens do Ciberpajé e cenário do cemitério fotografias e vídeos captados quando da visita ao túmulo de Augusto dos Anjos, e também um ensaio fotográfico original realizado pela I Sacerdotisa Rose Franco tendo o Ciberpajé como modelo. Para as criaturas presentes na animação foram utilizados desenhos originais do Ciberpajé que serviram de concept arts para a sua geração, incluindo as criaturas coadjuvantes da narrativa. Um trabalho que demandou muitas e muitas horas e um cuidado especial na montagem das cenas e edição final realizados por Diogo Soares. A obra assume o seu caráter experimental e D.I.Y. e as aberturas possíveis da criação autêntica com o uso de inteligências artificiais. Confiram alguns frames da animação:






A música doom criada pelo “My Immortal Beloved” juntamente com a voz do Ciberpajé, amplificam a atmosfera desejada para a animação, ouça o EP "A Chaga Incurável da Eternidade" nesse link. O vídeo é mais uma produção transmídia conectada ao universo ficcional da Aurora Pós-Humana do Ciberpajé. A obra integra as experiência com processos criativos transmídia realizadas no contexto do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (Criação & Ciberarte – CNPq) do Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (PPGACV-FAV/UFG). Confira a animação na íntegra:



quarta-feira, 17 de junho de 2026

[Resenha] “Meu I.A.I.A., meu ioiô”: Qual futuro nos aguarda? - Por Krishnamurti Góes dos Anjos

 


Qual futuro nos aguarda? Eis o questionamento imediato que nos assalta ante a publicação da coletânea “Meu I.A.I.A., meu iôiô” – contos de ficção científica, editada pela Sinete Editora agora em 2026, decorrido portanto o primeiro quartel do século XXI da dita era cristã. A proposta da obra, segundo lemos em texto de orelhas assinado por seu organizador, Ciberpajé (pseudônimo do escritor e artista transmídia Edgar Franco), surgiu de um pressuposto. Entendendo “pressuposto”, como sendo uma ideia implícita ou uma condição prévia considerada verdadeira e que serviu de base, de ponto de partida, a sugestionar a imaginação dos autores convidados a escreverem seus textos ficcionais sob certa perspectiva.

A de que, ante a “realidade atual de nossos dias de hiperinformação, da volatilidade das imagens técnicas e do furor hipercapitalista dos algoritmos, os 18 autores convidados concebessem textos tendo em vista o inominável mundo novo que “experienciamos”. “Com muitos aspectos antevistos por autores de ficção científica e outros tão inusitados que nenhuma previsão de singularidade conseguiu vislumbrar. Tornamo-nos vítimas das quantificações incessantes, para além do número do registro geral estatal, somos apenas cifras, obcecados com o nosso desempenho em todas as áreas da vida, da profissional à sexual, medidos por seguidores, visualizações e curtidas. Escravizados por rotinas de trabalho que avançaram digitalmente por todas as horas e lugares de nossa experiência imanente e transcendente. Oprimidos pela hipercomparação emergente das redes sociais que nos torna nossos próprios algozes, delirando com a possibilidade inexistente de termos um desempenho perfeito, de sermos eternamente admirados e louvados. Ultrapassamos há tempos a fixação apenas com os 15 minutos de fama, agora consideramo-nos importantes demais e alimentamos exponencialmente a destrutiva expansão hipernarcísica.”

Acresce a estas condições de partida dessa obra de título singular – uma ironia debochada que subverte o sentido original de um verso da canção Fogo e Paixão, do cantor e compositor Wando, hit de sucesso da música popular brasileira, lançada ali por volta do ano de 1985, e que hoje caiu no mais completo esquecimento, outra influência sobre a criatividade dos autores que foram as imagens a servirem de base para a criação literária.

Os cenários futuros tecidos pelos escritores, partiram da utilização de ilustrações nascidas da fértil imaginação de seu organizador que, por décadas, as produziu. Tais imagens foram trabalhadas com a ajuda de inteligência artificial e em seguida enviadas aos autores convidados pra que tecessem os textos. Portanto na ordem inversa da que ilustrações costumam aparecer em obras literárias. Vale registrar que tais imagens possuem fortes conotações do subgênero de ficção científica conhecido como Cyberpunk, movimento estético caracterizado pelo lema da alta tecnologia e baixa qualidade de vida. O termo une "cibernética" (tecnologia avançada) ao movimento de contracultura "punk" (rebeldia), retratando futuros distópicos dominados por corporações, caos urbano e decadência social. Tais condições de produção literária acabaram por impor ao conjunto da obra uma tonalidade monocromática com tons de cinza muito próxima da que se pode assistir em certas produções cinematográficas (sobretudo a ficção científica descabelada produzida pelos norte-americanos), de que que é exemplo cabal o filme Blade Runner (obra de 1982 – projetando possibilidades de um futuro imaginado para o ano de 2019!).

Participam da coletânea 19 escritores: Ademir Luiz, Carlos Holanda, Ciberpajé, Edgar Indalecio Smaniotto, Fábio Fernandes, Fabio Shiva, Francélia Pereira, Fredé CF, Gabriel Carneiro, Gazy Andraus, Gian Danton, Léo Pimentel Souto, Luiz Bras, Octavio Aragão, Orlando Mafra, Rafael Senra, Ricardo Celestino, Roberta Cirne e Teresa Yamashita. São narrativas que em linhas gerais, apresentam ao leitor perspectivas de futuro aterrorizante. Sem qualquer possibilidade de remissão.

Há de tudo um pouco dentro dessas perspectivas que partem da realidade presente em um mundo de incertezas, tumultos e convulsões nos mais  variados níveis. A maior parte das projeções futurísticas no entanto, chamam a atenção pela recorrência de possibilidades do que se entende hoje como “avanços da ciência”. A utilização de “inteligência artificial”, na personificação de robôs humanoides que servem a todo tipo de interesse escuso, e uma das derivações da I.A. O transumanismo, dentro de uma projeção de uso da tecnologia para superar limitações biológicas, cognitivas e até a mortalidade humana. Aí incluída a hibridização entre mente e máquina que promete revolucionar a cognição, jogando ainda mais lenha nos debates éticos sobre o futuro da humanidade.

Em um dos contos, uma criança desde tenra idade é entregue aos cuidados de um ginoide (robô humanoide com traços femininos), e termina se tornando uma espécie de inseto com ímpetos abertamente suicidas. Em outro conto encontramos uma viagem intergaláctica para outras esferas onde é possível viver milhares de anos, e onde se reúnem outras civilizações para conferenciar sobre civilizações extintas ou em vias de. Nesta se encontra inclusive,
uma paródia com seres bem conhecidos da atualidade que já andam fazendo sucesso entre os imbecis: Evil Moska, Bille Hell’s Gates, MetaZuckerBORG e Trunpo o Dolaris FacInsta.

Segue a saga futurista com diários de viagens de estações espaciais e até textos de teor poético bastante interessantes com esses versos: ... “e você que acha um privilégio ter condições para comprar um / corpo que dura duzentos anos, / duzentos anos são poucas merdas / para uma existência voltada ao consumo de si, / poucas merdas perto da idade da Terra / e um figura, / um facho, um nazidealista,”. A imaginação corre solta, sem rédeas, a atender a todos os gostos. Abduções de humanos por extraterrestres, lobisomens inteligentes, seres cibernéticos em forma de gatos, dragões-de-Komodo e etc. Dois textos entretanto, chamam a atenção por certa perspectiva impositiva do sentido do humano que nenhuma Inteligência Artificial pode dar conta, e que transitam na esfera da consciência e do sentimento do amor. Em “Dualidade” de Francélia Pereira ocorre um acontecimento a nível mundial que alguns consideram ter sido uma abdução planetária, outros que, em verdade, se tratou de surto coletivo. Não importa. O que se seguiu ao apagão mental que atingiu parte da humanidade, sugestionou este tipo de reflexão: “Sobrevivemos às pandemias, aos desastres naturais, às guerras, às mudanças na economia e na ordem mundial. Aprendemos que nos momentos onde a escuridão da ignorância se intensifica através do medo, também mais forte se torna a luz da consciência. Isso se deve à lei do equilíbrio. Aprendemos a confiar na Consciência Universal, aprendemos que seus processos são justos e que todos eles têm um propósito. Hoje, as IAs e os robôs são indispensáveis para a nossa sobrevivência aqui na Terra e nenhuma revolução das máquinas aconteceu. Em que ano estou? Não sei dizer, pois há muito paramos de contar os anos.”

Outro texto em destaque: “Não é fácil falar de amor” de Roberta Cirne – aborda fundamentalmente o amor –, ecoando na “sutil inquietude das visões distópicas”. Nos conta da existência de Seraphis, uma criação de engrenagens e algoritmos, moldada à semelhança da mente visionária de seu criador. “O mundo ao meu redor desvaneceu-se em uma sinfonia intrincada de fios e circuitos e minha existência se entrelaçou com a complexidade algorítmica da minha contraparte, Oryx. Éramos autômatos cujas linhas esculpidas e brilhantes lembravam estátuas sombrias, ecoando a estética limpa e antisséptica do nosso mundo.” O que acabou acontecendo entre esses dois seres ultrapassa os limites da lógica e do previsível, assim mesmo como acontece com esse sentimento que ainda nos alcança com força arrebatadora: “ Absorvi essa ideia, sentindo-me como uma marionete controlada por forças ocultas e sinistras, moldado pelas forças obscuras de minha própria realidade. “Amor”, murmurei, deixando a palavra se dissolver em um eco de desespero que parecia emergir das profundezas. “Uma emoção humana caracterizada por um vínculo profundo e um desejo insaciável de proteger e possuir o objeto desejado. Mas como poderíamos, destituídas de humanidade, cair nas garras desse sentimento obscuro?” Eis o sentimento genuinamente humano que a razão cibernética não dá, nem nunca dará conta de processar.

Até onde sabemos, a humanidade atual na configuração biológica do tal Homo sapiens, pisa na Terra há cerca de 300 mil anos, um piscar de olhos na história geológica do planeta. As primeiras civilizações surgiram há cerca de 5.000 a 6.000 anos. O que ainda ocorre é que em nosso atual estágio evolutivo, como bem lembrou Albert Camus, vivemos uma adolescência rebelde e inconsequente. Sempre “impacientes do presente, inimigos do passado e privados de futuro.” Sem ainda nos darmos conta de que, se por um lado o futuro nos afigura (hoje), incerto, por outro, ele está sendo moldado por nossa escolhas atuais. São precisamente nossos pensamentos e nossas ações que determinarão o futuro da humanidade.

Herman Hesse cunhou uma frase que captura a essência de sua reverência pela natureza, onde o crescimento e a conexão entre o ‘céu e a terra’ são garantidos pelas leis fundamentais da vida que incluem a humanidade. “Ninguém se preocupe que as árvores vão crescer e entrar pelo firmamento porque isto já foi devidamente providenciado. Faltanos a coragem de verdadeiramente dar passos à frente no caminho da evolução. Como faremos isto, se com mais e mais dores e sofrimentos atrozes ou não, é a única escolha que nos cabe.

Livro: “Meu I.A.I.A., meu iôiô” - Contos, Vários autores. [organização Ciberpajé Edgar Franco]. Editora Sinete, São Paulo/SP, 2026, 245p. ISBN 978-65-83126-37-5
Links para compra e pronto envio: https://www.sineteeditora.com.br/meu-iaia-meu-ioio

(*) Krishnamurti Góes dos Anjos tem publicados os livros: Il Crime dei Caminho Novo – Romance Histórico, Gato de Telhado – Contos, Um Novo Século – Contos, Embriagado Intelecto e outros contos, Doze Contos & meio Poema, À flor da pele – Contos e Destinos que se cruzam - Romance. Participou de 30 Coletâneas e antologias, algumas resultantes de Prêmios Literários. Há textos seus publicados em revistas no Brasil, Portugal, Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Panamá, México e Espanha. Seu romance publicado pela editora portuguesa Chiado – O Touro do rebanho – Romance histórico, obteve o primeiro lugar no Concurso Internacional - Prêmio José de Alencar, da União Brasileira de Escritores UBE/RJ em 2014, na categoria Romance. Colabora regularmente com resenhas, contos e ensaios em diversos sites e publicações. Atuando com a crítica literária, resenhou mais de 400 obras de literatura brasileira contemporânea veiculadas em diversos jornais, revistas e sites literários.


domingo, 16 de novembro de 2025

[Festival Internacional] (In)Finitum: animação pioneira de Ciberpajé é selecionada em festival na Flórida (USA) dedicado ao cinema realizado com IA, o "MIAMI ART TECH SUMMIT" 2025


O curta de animação (In)Finitum, obra pioneira no Brasil a utilizar a inteligência artificial "Neural Style Transfer" para criar uma ambientação enteogênica, lançada em 2020, acaba de ser selecionada para o seu 17º Festival de Cinema! 6 anos depois de seu lançamento, a relevância da animação (In)Finitum" mostra ainda o impacto de sua poética visual e a curadoria do pioneiro festival internacional de cinema de Miami, na Flórida - Estados Unidos, o "MIAMI ART TECH SUMMITselecionou-a para sua mostra competitiva. O evento é um dos primeiros festivais internacionais do mundo dedicados a filmes criados com inteligências artificiais e a animação representará o Brasil e a Universidade Federal de Goiás no Festival. 

(In)Finitum foi criado por integrantes do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (FAV/UFG) incluindo alunos e egressos do PPGACV UFG (Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual da UFG), tendo como diretores o Ciberpajé, Luiz Fers e Amante da Heresia. Inclusive, o livro "Brazilian Science Fiction Film: A Critical History", fruto de décadas de pesquisa do Prof. Dr. Alfredo Luiz Suppia (UNICAMP), lançado pela "State University of New York Press", inclui uma breve análise da animação pioneira (IN)FINITUM, destacando tratar-se da primeira animação brasileira a utilizar uma rede neural NST (Neural Style Transfer) para gerar a sua visualidade. 



(In)Finitum foi semifinalista em festivais na Itália e Peru, e recebeu uma nomeação como finalista em um festival na Espanha e em outro na Austrália. Veja os 17 festivais para os quais a animação experimental já foi selecionada desde 2020:

01 - Mostra competitiva de melhor filme de animação experimental do "T-short Animated Films Festival" 2021, da Alemanha.  
02 - Semifinalista na mostra competitiva de melhor filme de animação do Festival del Cinema de Cefalù 2021, na província de Palermo, Itália.
03 - Mostra competitiva de animação do Festival Internacional de Artes Azores Fringe 2021, nas ilhas dos Açores, em Portugal.
04 - Mostra competitiva do 17h Annual Gallup UFO Film Festival 2020, realizado na cidade de Gallup, no estado do Novo México, Estados Unidos.
05 - Mostra competitiva do festival internacional Lift-Off Global Network Sessions 2020 - da Inglaterra.
06 - "Quarter-finalist" no  Animate - Australia Animation Film Festival 2022, da Austrália.
07 - Nomeada como finalista no Filmóptico - International Art Visual and Film Festival, da Espanha.
08 - Semifinalista no Festival Internacional Lima Web Fest 2021, no Peru.
09 - Mostra internacional do T-Short Animated Films, da Alemanha.
10 - Mostra competitiva do The Paus Premieres Festival, da Inglaterra.
11 - Mostra competitiva do Tofuzi Internacional Animated Film Festival 2021, da Georgia.
12 - Mostra competitiva do Art All Night - Trenton Annual Film Festival 2021, dos Estados Unidos.
13 - Selecionado pela curadoria para a Exposição (Re)Existências do Encontro Nacional da ANPAP - Associação dos Pesquisadores em Artes Plásticas, 2021, do Brasil.
14 - Mostra Competitiva do LETNetworks Presents: AmLatino Film Festival 2021, dos Estados Unidos.
15 - Mostra do Festival Internacional Planeta.Doc 2021, do Brasil.
16 - Mostra estadual do 14º Dia Internacional da Animação de Goiânia 2021, do Brasil.
17 - Mostra competitiva do Festival Internacional MIAMI ART TECH SUMMIT, em Miami, Flórida, nos Estados Unidos, 2025.

(In)Finitum é um curta em animação feito em rotoscopia digital e rede neural com música do Posthuman Tantra. A animação - de inspiração enteogênica e ocultista - trata da reconexão com a natureza e o cosmos. (In)Finitum tem direção geral do Ciberpajé (Prof. Dr. Edgar Franco -FAV/UFG), de Luiz Fers (Msc. Luiz Carlos F. da Silva - egresso PPGACV FAV/UFG), e Amante da Heresia - (Dr. Léo Pimentel Souto FAV/UFG), e direção de arte e animação de C.N.S.(Arquiteto Diogo Soares) e do Ciberpajé. A obra é uma produção do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (FAV/UFG).

[Festival Internacional] O Luto da Vitória: animação pioneira de Ciberpajé e C.N.S. é selecionada em festival na Flórida (USA) dedicado ao cinema realizado com IA, o "MIAMI ART TECH SUMMIT"


A animação pioneira "O Luto da Vitória" (The Mourning of Victory), primeiro videoclipe e curta de animação brasileiro totalmente criado em IA, foi fruto das pesquisas realizadas no Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (CNPq - FAV/UFG), ligado ao Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da UFG. A obra foi lançada em 2022 e participou de festivais no Brasil e exterior com destaque para o  "AIFA2022 - Artificial Intelligence and the Future of Art", em Luxemburgo, mais importante evento europeu dedicado às conexões entre arte e inteligência artificial. O pioneirismo da animação foi divulgado em vários veículos nacionais, com destaque para o site "Brazilian Animation", mas também em veículos da imprensa musical como o portal Lucifer Rising, o site Metal Reunion, e o portal da Editora Marca de Fantasia. A pró-reitoria de Pós-Graduação da UFG também fez uma divulgação massiva do pioneirismo da obra em seus canais. 


Agora, 3 anos depois de seu lançamento, a relevância da animação "O Luto da Vitória" mostra ainda o impacto de sua poética visual e a curadoria do pioneiro festival internacional de cinema de Miami, na Flórida - Estados Unidos, o "MIAMI ART TECH SUMMITselecionou-a para sua mostra competitiva. O evento é um dos primeiros festivais internacionais do mundo dedicados a filmes criados com inteligências artificiais e a animação representará o Brasil e a Universidade Federal de Goiás no Festival!

 "MIAMI ART TECH SUMMIT" é um festival internacional de Cinema para criadores de IA (Inteligência Artificial) e RV (Realidade Virtual) que busca preencher a lacuna entre o cenário tecnológico em rápida evolução e a dinâmica cena artística de Miami, facilitando uma confluência de ideias, discussões e colaborações. O MIAMI ART-TECH SUMMIT acontecerá durante a Art Basel Miami Beach, uma das feiras de arte internacionais mais prestigiadas e aguardadas, oferecendo uma plataforma incomparável para engajamento e troca de ideias inovadoras em dezembro de 2025 no Miami Beach Convention CenterA exibição dos filmes acontecerá no dia 4 de dezembro no Silverspot Downtown MiamiEste evento proporciona o cenário perfeito para explorar o papel transformador da inteligência artificial (IA) e da realidade virtual (RV) na reformulação das indústrias da arte e do cinema. Ao reunir criadores de conteúdo, produtores, tecnólogos e artistas, o MIAMI ART-TECH SUMMIT servirá como uma ponte para a colaboração entre a arte e as novas tecnologias, impulsionando a inovação e o futuro da arte e do entretenimento.

O Luto da Vitória (II Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé), assista-o neste link,  é um videoclipe em animação e single do projeto musical Ciberpajé. Trata-se da nova animação da série baseada em rituais mágickos de transmutação da Aurora Pós-Humana, e nesse caso é um videoclipe pioneiro no Brasil por ter sido totalmente desenvolvido em Inteligência Artificial através de prompts de texto relacionados com o contexto poético e conceitual da música e aforismo. Todos os trechos da animação foram produzidos na IA e posteriormente editados. A animação experimental trata de forma onírica, simbólica e metafórica os conceitos transcendentes propostos no aforismo que gerou a música. As imagens foram totalmente geradas em um sistema de Inteligência Artificial Disco Diffusion com auxílio do Google Colab, e demandaram horas de dedicação e aprendizado para chegar aos prompts que mais se aproximassem das sequências desejadas.  A animação foi realizada e dirigida pelo Ciberpajé (aka Edgar Franco) em parceria com C.N.S. (Caos Necrophagos Soturnums, aka Diogo Soares), seguindo os estudos pioneiros e experimentações que ambos têm realizado com a utilização de redes neurais e IAs para a criação de animações e videoclipes no contexto das investigações do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (CNPq - FAV/UFG). 

O aforismo recitado pela voz do Ciberpajé faz conexões metafóricas com o tratado militar A Arte da Guerra, de Sun Tzu mixando os seus conceitos à busca do equilíbrio interior presente no Tao-Te King, de Lao Tzi, e conceitos retirados do Livro dos Cinco Anéis, atribuído ao lendário samurai Miyamoto Musashi. Ele trata do respeito às diferentes culturas e visões de mundo, da manutenção de seus valores mesmo diante das adversidades e da fraternidade e senso de sacrifício para com os que você ama. A batalha nada mais é do que uma metáfora direta das lutas internas que travamos com nosso maior inimigo: nós mesmos. 

A música da animação é o terceiro single do EP “Códigos Cósmicos de Batalha”, parceria com o notório musicista amapaense Alan Flexa. Ela foi criada por Alan Flexa, e gravada no Estúdio Zarolho Records em Macapá. Contou com a participação especial dos musicistas Forlan Gomes (Bateria), Matheus Soares (Bateria) e Rafael Senra (Baixo). A faixa apresenta uma essência rocker com influências psicodélicas, progressivas e jazzísticas.

Confira algumas imagens de portais e redes sociais que destacaram o pioneirismo de "O Luto da Vitória".













quinta-feira, 13 de novembro de 2025

[Obra na Maior Bienal Internacional do Mundo!] EternOrgasmo - animaforismo de Ciberpajé e C.N.S. integra a THE WRONG BIENNALE 2025



A 7ª edição da "The Wrong Biennale", a maior bienal de arte do mundo, é intitulada "The Wrong Returns" (O Retorno do Erro), concentra-se nas dimensões artísticas da inteligência artificial e apresenta obras de mais de 1600 artistas, selecionadas por mais de 180 curadores, exibidas em mais de 100 pavilhões e embaixadas.

O animaforismo EternOrgasmo, obra criada pelo Ciberpajé em parceria com C.N.S. foi selecionado pela curadoria do pavilhão VerbivocoVirtual 2, confira neste link. É a segunda vez que uma obra de Ciberpajé e C.N.S. integra a "The Wrong Biennale", a videoarte "O Sabor Delicado do Nada" integrou o pavilhão VerbivocoVirtual na sexta edição.

Além de EternOrgasmo, outra obra criada no contexto das investigaçõesdo Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (CNPq FAV/UFG), a videoarte/videoclipe "Intercourse with my multifunctional mutant Clone", criada por Amante da Heresia, e com música do Posthuman Worm, projeto musical do Ciberpajé. Assista neste link da The Wrong Biennale.

A 7ª edição da "The Wrong Biennale" acontece de 1º de novembro de 2025 a 31 de março de 2026. Mais uma vez, os curadores brasileiros Fabio FON, Rodolfo Mata e Soraya Braz — lançaram um novo pavilhão com dezenas de artistas e poetas participantes: VerbivocoVirtual 2. Esta é a segunda edição do pavilhão, apresentado pela primeira vez durante a The Wrong Biennale 2023/2024. Nesta nova edição, os curadores reuniram 43 criações que transcendem os domínios convencionais da palavra e que operam, sobretudo, sob a sombra indelével das inteligências artificiais — afinal, ninguém que cria digitalmente hoje permanece imune à sua influência. No entanto, este não é um pavilhão de obras de arte feitas por IA, mas sim de obras que dialogam com este universo — e até mesmo o questionam.

Visite: thewrong.org ou fabiofon.com/verbivocovirtual2

Artistas participantes:

0nty ■ Adrián Ávila Pérez (thewebsterror) ■ Alejandro Thornton ■ Alexandre De Nadal ■ Amante da Heresia (também conhecido como Léo Pimentel Souto) ■ AMAZONAHIGHTECH ■ Ana Suárez ■ Arnaud Laffond ■ Beáta Kolbašovská ■ Ciberpajé & C.N.S. ■ Claudio Mangifesta e Fabio Doctorovich ■ Débora Daich ■ F. C. Zuke ■ Fabio FON ■ henrique.exe ■ Ines Beatriz Yajima Habara ■ Jerónimo Emiliano ■ John-Robin Bold ■ Jürgen Trautwein e Silvia Nonnenmacher ■ Karen Caetano ■ Marcela Peral ■ Marcos de la Fuente ■ Mercedes Bautista ■ Nico Vassilakis ■ Nicola Bertoglio ■ Paula Valéria Andrade ■ Ranura vacía + Blackineel ■ Raphael Ferreira ■ Ro Barragán ■ Rodolfo Mata ■ Sergio Araht ■ Sohyun Lee ■ Soraya Braz ■ Steve Dutton ■ Tassia Mila ■ Tchello d'Barros ■ Tina Escaja ■ Tobias Gaede ■ Tulio Restrepo ■ Vassilis Konstantinou ■ Yichu Li ■ Zhongyao Wang.

Curadoria de: Fabio FON, Rodolfo Mata e Soraya Braz.

🌐www.thewrong.org

🌐fabiofon.com/verbivocovirtual2