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domingo, 16 de março de 2025

[Resenha Musical] "Ciberpajé - Conversas de Belzebu com seu pai morto II": 5 atos musicais que enfatizam a mãe natureza de forma poética e tratam das complexidades do ser, por Raquel Alves de Freitas Nunes



A arte que encanta, que cura, que TOCA...

O EP musical "Conversas de Belzebu com seu pai morto II", ouça-o aqui, é mais um perfeito lançamento do projeto musical Ciberpajé com participação mais do que especial do musicista e produtor musical amapaense Alan Flexa. Já ouviram falar que em time que está ganhando não se mexe? Então! A parceria musical aqui, que já é campeã, marcou mais um golaço nos apresentando um fantástico EP que é uma adaptação do segundo capítulo da HQ homônima, lançado pela Revista Atomic Magazine, em 2021, Ciberpajé e Alan Flexa já haviam criado um EP baseado no primeiro capítulo da história em quadrinhos, ouça-o aqui

Esse segundo EP é uma verdadeira premiação sonora, desencadeada por uma viagem musical geracional, ancestral e ficcional entoada pela versatilidade melódica de estilos musicais, dentre eles o experimentalismo, o heavy metal e o dark ambient, distribuídos em 5 atos que enfatizam a mãe natureza de forma poética e filosófica, assim como a profundidade existencialista do ser e suas complexidades.

Você quer saber quais foram as conversas de Belzebu com seu pai morto nesse álbum? Eu também quero! Sendo assim, faremos então 15 minutos de silêncio para contemplar esse diálogo parental. Apitou, começou!

ATO I – A Invenção de Deus: A faixa que abre o álbum traz elementos de sons ambientes que se fundem com a voz tonitruante e estrondosa de Ciberpajé, o seu personagem Belzebu parece reverenciar a soberania e petulância da humanidade como a verdadeira geradora do Cosmos. A humanidade como entidade suprema do universo. Licença poética. Soberania universal. A criação divina humana em meio a rispidez de sua formação incompativelmente harmônica. Transcendental. Uma maravilhosa poesia musical!

ATO II – O Mal é Tudo que Não é Espelho: A voz cavernosa dá ritmo à segunda faixa deste projeto. A antítese dual que não reflete o ser e navega nas ondas de uma maravilhosa sonoridade experimental. Divisão étnica, religiosa, social e histórica. Maniqueísmo musical? Um monólogo que vai de encontro com uma inversão conceitual desigual. Uau!!!

ATO III – O Alimento da Serpente: A faixa 3 é um grito de protesto contra não aceitação do diverso. A Mãe Terra e sua imponência universal. Uma instigante crítica às hipocrisias e idealizações sociais.

ATO IV – O Pretenso Dono de Todas as Coisas: A faixa 4 apresenta uma polivalência sonora exuberante. O uivo do Cão Breu aparece por aqui e expõe o extrativismo ganancioso que separa o ser humano da sua conexão com a natureza. Logo em seguida, o uivo do Cão Breu se transmuta para o Heavy Metal que anuncia juntamente com o psicodélico a vaidade contemplativa da soberba egóica de alguns filhos de Gaia. Por essa belíssima diversidade sonora, a faixa 4 é a minha preferida do álbum.

ATO V – O Primogênito do Caos: A primogenitura como uma possível pauta de um monólogo que se desenvolve entre guitarras distorcidas do black e do heavy metal que ressoam com o universo dissonante. Comunicações geracionais. Ascendente e descendente. Criador e criatura. Genitura e primogenitura fecham com chave de ouro este magnífico trabalho, que dignifica ainda mais a primeira parte dessa opereta, estabelecendo um desabafo surpreendente e ao mesmo tempo estarrecedor. 

O ser humano em sua mais profunda essência vital. 
Pura e intensa magia musical.

*Raquel Alves de Freitas Nunes é ativista cultural e jornalista em Goiânia.



sexta-feira, 14 de março de 2025

[Lançamento] Ciberpajé - "Conversas de Belzebu com seu pai morto II", novo EP musical é opereta baseada em HQ e traz parceria com Alan Flexa


"Conversas de Belzebu com seu pai morto II: monólogo com a humanidade e seu deus morto" é o novo EP do Projeto Musical Ciberpajé, ouça-o nesse link. O EP traz mais uma grande parceria com o premiado musicista e produtor musical amapaense Alan Flexa em 5 faixas apresentadas como atos: Ato I – A Invenção de Deus, Ato II – O Mal é Tudo que não é Espelho, Ato III – O Alimento da Serpente, Ato IV – O Pretenso Dono de Todas as Coisas e Ato V – O Primogênito do Caos.

O EP é inspirado no segundo capítulo da história em quadrinhos homônima, publicado no segundo número da revista Atomic Magazine (Editora Atomic). O primeiro capítulo da HQ foi também base para a criação do EP "Conversas de Belzebu com seu pai morto", criado em parceria com Alan Flexa. A ideia dos criadores é realizar um EP para cada capítulo da história em quadrinhos, criando uma ópera musical baseada na narrativa visual. Dessa vez a interpretação vocal do Ciberpajé ganhou uma atmosfera sonora gerada a partir de suas ideias produzida pelo multiinstrumentista Alan Flexa e inspirada em sonoridades que partem do new age e rock progressivo, passam pelo rock e heavy metal e flertam com o doom e o black metal ao final, criando assim um caldo expressivo sonoro que dialoga com a crueza filosófica do texto dos cinco atos apresentados como uma opereta no EP. A arte de capa e todas as artes do encarte dessa vez foram criadas pelo Ciberpajé usando grafite 6B sobre papel e propõem um diálogo poético com a sonoridade da opereta. Uma arte colorida alternativa foi criada também para a capa e pode ser baixada no arquivo completo do EP no Bandcamp Ciberpajé. Confira o encarte com as letras dos cinco atos na sequência.






"Conversas de Belzebu com seu pai morto" surgiu inicialmente do desejo de inserir de forma simbólica e iconográfica o arcano XV do Tarô, o diabo, no contexto do universo ficcional transmídia da “Aurora Pós-Humana”. Na narrativa, após o fim da espécie humana, essa criatura nasce de forma metafórica e onírica no crepúsculo pós-humano, em um planeta Terra desolado. A história coloca-o em diálogo – na verdade um monólogo – com seu pai morto, metáfora da humanidade. Mas a motivação mais profunda para a criação da série foi a perda trágica sofrida pelo Ciberpajé de seu maior interlocutor filosófico e amigo, seu amado pai Dimas Franco, uma das vítimas da Covid-19. Durante décadas eles discutiram assuntos metafísicos e reflexões sobre a espécie humana, Gaia e seus destinos. Com o seu desaparecimento, ao desejar conversar sobre esses temas, o Ciberpajé experiencia profunda vacuidade, e rememora que a percepção que seu pai tinha sobre nossa espécie ia de uma admiração quase incondicional por nossa capacidade de amarmos e sentirmos compaixão, a um temor de aonde nosso egoísmo poderia levar-nos. A série será composta por 6 HQs de 11 páginas cada uma, somando 66 páginas, e sua criação utiliza princípios mágicos de transmutação e inspiração enteogênica. Conheças o capítulo 1, 2 e 3 da HQ "Conversas de Belzebu com seu pai morto", adquirindo os 3 primeiros números da revista Atomic Magazine neste link. A revista tem formato 20x28cm, capa colorida Triplex 300g, 84 páginas, Couché fosco 115g e lombada quadrada. 

A primeira parte da HQ e o primeiro EP musical gerado a partir dela por Ciberpajé e Alan Flexa foram inclusive analisados em um capítulo de livro acadêmico intitulado "Possibilidades Transmidiáticas na Obra do Ciberpajé" (pag.194-212) lançado em 2024. O artigo, de autoria do Dr. Rafael Senra (UNIFAP), foi publicado no e-book "Interfaces Midiáticas e Quadrinhos" que explora com sagacidade a produção das duas obras e sua contextualização transmidiática no universo ficcional da Aurora Pós-Humana. O e-book pode ser baixado gratuitamente nesse link.

Ouça o primeiro EP da série "Conversas de Belzebu com seu pai morto" nesse link.


Ouça também os outros 48 álbuns musicais do Projeto Ciberpajé neste link!












quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

[Lançamento] Ciberpajé participa do novo álbum em vinil da banda INNOMINATUS


O Ciberpajé gravou um vídeo falando do lançamento do álbum musical em vinil INNOMINATUS, criação do musicista Antar Mikosz (Ipssissimus - ex-Murder Rape)
 que convidou alguns nomes seminais da cena do metal extremo brasileiro para criarem letras e gravarem vozes para 6 das 8 músicas do disco.

Um dos convidados foi Alysson Drakkar, da lendária banda Luxúria de Lillith, que criou letras e vozes para 3 músicas, sendo que o Ciberpajé criou a letra de uma delas em parceria com Drakkar. Trata-se da música "A Tragédia Abissal", uma crítica ao Binarismo Anticósmico e ao monoteísmo reducionista.

Confira o vídeo do Ciberpajé falando do vinil INNOMINATUS:


Ouça no youtube "A Tragédia Abissal" nesse link.

O Ciberpajé agradece aos talentosos amigos Antar & Drakkar pela incrível oportunidade!

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Site e Instragram da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFG noticiam o pioneirismo da animação "O Luto da Vitória", primeira criada completamente em Inteligência Artificial no Brasil

O site e o Instagram da PRPG/UFG, Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Federal de Goiás, divulgaram o pioneirismo do videoclipe em animação do Ciberpajé "O Luto da Vitória", primeiro criado completamente em Inteligência Artificial no Brasil. Uma obra produzida pelo Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (FAV-UFG) coordenado pelo Ciberpajé (aka Edgar Franco). Assista "O Luto da Vitória" nesse link.

Imagem de divulgação nos histories do Instagram da PRPG-UFG

Confira a notícia no site da PRPG -UFG, ou no fac-símile abaixo.



sábado, 23 de julho de 2022

[Lançamento] POSTHUMAN TANTRA integra tributo à lendária banda grindcore STOMACHALCORROSION


Foi lançado pelo selo Estado Calamitoso o tributo à banda pioneira do grindcore brasileiro STOMACHALCORROSION. O Ciberpajé acompanha a trajetória da banda na cena underground desde os primórdios e sempre admirou-a pela sua integridade e impacto sonoro, sendo pioneiros fundamentais do grindcore e da música extrema no país, uma verdadeira lenda da cena

O convite honroso para o POSTHUMAN TANTRA, banda do Ciberpajé, integrar o tributo partiu de Charlie Curcio, mentor dessa grande força musical de nossa cena underground. O Posthuman Tantra criou uma versão cybergrind e pós-humana para a poderosa faixa " World of my God".


O Ciberpajé sentiu-se ainda mais honrado por estar ao lado de bandas fundamentais da cena brasileira que integraram o tributo como NERVOCHAOS, NEW YORK AGAINST THE BELZEBU, OLIGARQUIA, DEATH SLAM, entre outras. O tributo traz 24 faixas e pode ser adquirido diretamente com Charlie Curcio.



Relação de bandas e seus covers do StomachalCorrosion:

1 - GALE - My Disday
2 - Sindrome do Ódio - Mi Ne Kurbigu
3 - Nervo Chaos - Apathy
4 - Vertebre - Obsceno
5 - New York Against The Belzebu - Protest
6 - Necropolis - Histeria
7 - D.O.M. - Intro (La Tambourin) + Love of My Life
8 - Condiloma - Despain
9 - Porraloka - Internacia
10 - Cover Evil - Things Left Unsaid
11 - Oligarquia - Repulsivo
12 - Tumbero - Nek Mastroj! Nek dioj!
13 - Injury - Man Mad god
14 - Deadliness - Cansaço
15 - Repudiyo - Worthless Words
16 - Posthuman Trantra - World of my god
17 - Herege - World Of My god
18 - Rastros de Ódio - Man Mad god
19 - Cachorro da Duença - Human Degradation
20 - Certo Porcos- Mi Ne Kurbigu
21- Death Slam - Apathy
22 - Interitus - Apatia (Apathy)
23 - Hocnis - Horror Show
24 - Omago - Bite the Bit

Capa por Erik Muller, encarte por Fernando Drowned Lima.

O Ciberpajé já tinha tido a honra de criar a arte exclusiva para a capa da biografia da grande banda grindcore StomachalCorrosion. A SxCx é uma das bandas referência grindcore desde os anos 90, tendo inclusive seu mais recente álbum lançado pelo notório selo Cogumelo Records, de Belo Horizonte. O livro, descrevendo a trajetória de 30 anos da banda, é intitulado StomachalCorrosiom: La Teroro Estas Viva - Uma Biografia. Ele pode ser adquirido diretamente com Charlie Curcio.


E a postagem do Ciberpajé sobre o tributo foi destaque no instagram oficial da StomachalCorrosion, veja fac-simíle abaixo:





sábado, 25 de junho de 2022

[Festival] Ciberpajé abre a edição 2022 do REDE VAMP DARK ONLINE FESTIVAL com a animação ENAMORADOS


A animação experimental Enamorados, obra do Ciberpajé que já integrou a Exposição Internacional Zonas de Compensação 2021 (UNESP), e foi selecionada pela curadoria do Festival Internacional de Cinema de Horror Morce-Go (2022), agora irá abrir a edição 2022 do lendário Rede Vamp Dark Online Festival - que tem como subtítulo o tema Enamorados.

O Festival Internacional Rede Vamp Enamorados nesta edição, que acontecerá nos dias 25 e 26 de junho de 2022, contará com atrações da Argentina, Turquia, Itália, Israel, México e Brasil.

As apresentações começam no sábado com DJs convidados na Fangxtasy! E no domingo teremos as bandas Les Longs Adieux, Ductape, M e l m o t h, Glasnost, Lital Hagayan, Brunella Bolocco Boye, Projeto Ciberpajé, New LINE CODE e Carfax Clan já confirmadas - e algumas atrações especiais surpresa, além da participação da Taroonline conversando sobre o arcano dos Enamorados - tema que embala esta faceta da Rede Vampyrica Dark Online Festival! Assistam na twitch.tv/redevamp

*Sábado 19h30/Saturday 7h30 Brazil - Eastern Time
*Domingo 18h/ Sunday 6h Brazil - Eastern Time
*Mais novidades na http://t.me/redevamp


Enamorados é uma animação pós-humanista e mágicka criada com rotoscopia digital em rede neural. Inspirada no Arcano XXII do Tarô, regente do ano de 2022. A narrativa apresenta o encontro de dois seres pós-humanistas em um contexto hiperpandêmico. A obra é uma produção do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (FAV/UFG).

domingo, 17 de abril de 2022

Portal de música LUCIFER RISING destaca em sua capa o lançamento da animação/videoclipe "VII Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé"

O mais importante portal de música extrema da América do Sul, LUCIFER RISING, destacou em sua capa,  no dia 17 de abril de 2022, o lançamento da nova animação & videoclipe "VII Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé", parceria musical com Alan Flexa, e que contou com o arquiteto C.N.S. como diretor de arte ao lado do Ciberpajé. Em apenas dois dias de lançamento a animação iconoclasta já ultrapassou as 600 visualizações no youtube. 

Veja a notícia postada pelo ativista cultural underground e redator do Lucifer Rising, Hioderman Zartan, e assista à animação no portal, ou clicando no fac-símile abaixo.



quinta-feira, 14 de abril de 2022

[Lançamento] "VII Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé": animação mágicka com referências simbólicas à sexta-feira da paixão e ao Mito Solar abre série ritualística da Aurora Pós-Humana

O "VII Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé" é uma animação e single - assista neste link - do projeto musical Ciberpajé que marca o início de uma série baseada em rituais mágickos de transmutação da Aurora Pós-Humana. Trata-se do primeiro single do EP “Códigos Cósmicos de Batalha”, parceria com o notório musicista amapaense Alan Flexa, que em breve será lançado pela Lunare Music.

A animação apresenta um ritual mágicko baseado no posismo e passes mágickos do sistema da Aurora Pós-Humana, utilizando objetos ritualísticos simbólicos para a condução do sigilo audiovisual, sendo eles as adagas virgens, o crânio de um animal abatido por um raio em uma tempestade (customizado posteriormente pela artista Ilda Santa Fé), e a máscara de espinhos da peste pós-humana (obra de Luiz Fers). Durante a ação ritualística, o Ciberpajé encena o embate com seres espectrais, representando as sombras malévolas de seu inconsciente, com as quais precisa reconciliar-se para seguir em sua saga na busca da integralidade de ser. O ritual apresenta um jogo de integração e desintegração do mago guerreiro, o Lobo Cósmico, com as criaturas obscuras que habitam seus abismos interiores.

O aforismo recitado pela voz profunda e gutural do Ciberpajé guarda conexões diretas com aspectos do Mito Solar – presente em cosmogonias como a Egípcia, a Persa, a Indiana, e a Judia - especialmente a mítica paixão de Cristo. Ressaltando o seu coração de fogo como eterna Fênix – alusão direta à ressurreição, a mente fria para manter-se incólume diante das provocações e do sofrimento e o espírito focado em seu objetivo maior, a transcendência. O Ciberpajé não se compararia jamais ao mítico Mito Solar Cristo, mas de forma singela e metafórica abraça alguns aspectos de suas buscas e batalhas interiores rumo à integralidade de ser. Abaixo o aforismo recitado na animação:

O VII Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé (Tomo I)

O grande guerreiro tem o coração em fogo como eterna Fênix, a mente fria como o cerne da nevasca de inverno, a alma silenciosa como uma árvore milenar desfolhada no outono e o espírito focado como o da serpente antes do bote.

A animação em rotoscopia digital e rede neural foi realizada pelo talentoso arquiteto e musicista C.N.S. (Caos Necrophagos Soturnums) em parceria com o Ciberpajé. Na trabalhosa pós-produção visual eles buscaram criar uma visualidade onírica e psicodélica, promovendo a conexão quase camaleônica do Ciberpajé ao ambiente formado pelos seres espectrais e sombras que o envolvem, criando um jogo mágicko em que o mago guerreiro perfura e rasga os espectros, ao mesmo tempo em que integra-se a eles. Mostrando assim que as sombras são partes constituintes do self, e que devemos compreendê-las e integrá-las para avançarmos na luz.


A música foi criada pelo lendário musicista Alan Flexa, e gravada no Estúdio Zarolho Records em Macapá. Ela foi diretamente influenciada pelas trilhas sonoras de Basil Poledouris, sobretudo a de Conan The Barbarian. A atmosfera épica e densa gerada pela faixa musical é um elemento fulcral da obra.

O "VII Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé” é a primeira animação que abre a série ritualística de 6 animações, todas baseadas nas faixas do EP Códigos Cósmicos de Batalha. Para o lançamento da animação, escolhemos a data simbólica de 15 de abril de 2022, sexta-feira da paixão. E como em Marcos 15:25, afirma-se que a crucificação ocorreu na hora terceira (9 da manhã) e que a morte de Jesus ocorreu na hora nona (3 da tarde), o lançamento acontecerá às 3 da tarde em estreia no youtube, confira neste link.



quarta-feira, 30 de março de 2022

[Veja como foi] Galeria Ecce Monstra - lançamento e bate papo sobre ESTRELAS CÓSMICAS: novo videoclipe de Ciberpajé & Diavolos, dirigido por Amante da Heresia


No dia 19 de fevereiro, às 14hs, aconteceu a live de pré-lançamento do videoclipe Estrelas Cósmicas, com criação e direção de Amante da Heresia, em evento na Galeria Ecce Monstra, de Brasília. Uma obra repleta de sincronicidades mágickas e poéticas. O videoclipe do Projeto Ciberpajé & Banda Diavolos, a partir da faixa de mesmo nome do EP Desdogmas, foi exibido para o público presente na galeria e online, depois disso seguiu-se um instigante bate bapo entre Amante da Heresia e o Ciberpajé detalhando vários aspectos do processo criativo da obra.Assista ao videoclipe abaixo:





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Jornal UFG destaca lançamento do videoclipe/animação Psicopata X Empata, de Ciberpajé, C.N.S. & Diavolos



Em matéria do dia 4 de fevereiro de 2022, o Jornal UFG destacou o lançamento do videoclipe/animação experimental Psicopata X Empata, com criação e direção de Ciberpajé (Edgar Franco) e C.N.S., e música de Ciberpajé e banda Diavolos. Confira a matéria na íntegra neste link ou no fac-símile abaixo.




quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

[Lançamento] Psicopata X Empata: videoclipe sigilo-mágicko do Ciberpajé traz animação criada em rede neural

Psicopata X Empata é o novo videoclipe do projeto musical Ciberpajé (assista-o aqui), a obra parte de uma das músicas lançadas no EP Desdogmas (ouça-o aqui), criado em parceria com a banda Diavolos, do Rio de Janeiro. O videoclipe é uma produção do grupo de pesquisa Cria_Ciber (UFG) e Lunare Music, tem direção e animação a cargo do Ciberpajé (Edgar Franco) e de C.N.S., mentor da banda Nix's Eys e arquiteto que já havia trabalhado com o Ciberpajé nas animações em rede neural "O Enterro dos Deuses", obra pioneira no Brasil no uso dessa tecnologia e finalista do Prêmio Le Blanc na categoria curta de animação 2020, e "(In)Finitum", que foi selecionada para 13 festivais internacionais, e finalista em festivais na Itália, Espanha e Peru.

Como nas animações anteriores, a base conceitual é o universo ficcional transmídia e mágicko da Aurora Pós-humana, utilizado como contexto para as criações artísticas e ações mágicko-ritualísticas do Ciberpajé. O vídeo instaura-se como um sigilo-mágicko baseado em uma estrutura de passes mágickos encenados durante a animação em rotoscopia digital e criados para a Aurora Pós-Humana inspirados em  gestualidade apropriada e reconfigurada a partir do “Posismo”, um dos princípios da magia ocultista de Paschal Beverly Randolph, e também dos passes mágicos de Carlos Castaneda. Durante a animação, o Ciberpajé transmuta-se no post-lord Azoth 369, o ser pós-humanista representado na capa do EP Desdogmas. 

A animação experimental em rotoscopia digital foi toda criada utilizando a tecnologia de redes neurais chamada NST - Neural Style Transfer, e tem como uma das bases as texturas e cores da capa do EP. C.N.S., um especialista em NST e efeitos digitais, foi o responsável pelos efeitos visuais da obra.



Créditos:
Psicopata X Empata
*
Concepção e direção: Ciberpajé & C.N.S.
Animação: C.N.S & Ciberpajé
Atuação: Ciberpajé
*
Música: Aforismo IV: Psicopata X Empata
Do EP Ciberpajé - Desdogmas
Featuring Diavolos
*
Voz e aforismo: Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco)
*Música, mixagem e masterização: Diavolos
Diavolos é
André Rodrigues: Voz
Diego Nunes: Bateria
Ronaldo Melo: Guitarra
Monisso: Baixo 
*
Gravação dos aforismos
Ronaldo Melo: Arranjos/Guitarra/Bateria
Diego Nunes: Bateria
Monisso: Baixo
*
Produção: Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (FAV/UFG) & Lunare Music Brasil, 2022

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

[Resenha] EP Ciberpaje - Desdogmas: A obra traz reflexões importantíssimas sobre as formas que conduzimos nossas vidas e como a união faz a força, por Fredé CF

É sensacional o EP “Desdogmas” (ouça-o aqui) do Ciberpajé em parceria com a banda Diavolos do Rio de Janeiro! Sonzeira massa! Impactante e visceral desde a capa, criada por Edgar Franco, que traz uma predominância de cores frias e formas que lembram a cabeça de um ser antropomórfico transcendental nos encarando com uma certa tristeza, talvez por conta do cenário de destruição provocado em função do lucro e de dogmas idiotizantes que o EP discursa a respeito.

A faixa 1 (Estrelas Cósmicas) começa com uma microfonia visceral que logo se transforma em riffs poderosos e batidas de bateria sabbathianas. Um climão pesado e arrastado, como se estivéssemos presos em um pesadelo tentando fugir e não conseguindo. O som de todo o EP me remete ao Black Sabbath em suas diferentes fases e também ao álbum “Titanomaquia” dos Titãs. O aforismo versa sobre o quanto o poder corrompe e dissemina ódio no planeta, em uma lógica egóica destrutiva e perversa.

A faixa 2 (Desdogma) é a minha preferida e possui também um videoclipe (lyricvideo) fantástico. A música começa com um fade in arrebatador e desemboca em riffs poderosíssimos com timbres alucinantes que nos rasgam a alma. A voz e performance vocal do Ciberpajé, como uma navalha, casa muito bem com os instrumentos. O efeito de eco na voz e o trabalho em estéreo traz uma sensação interessantíssima, repetindo as palavras-chave da música e nos transportando hipnóticamente em um mergulho adentro das nuances musicais, rítmicas e harmônicas, da faixa. Uma experiência muito potente. A letra do aforismo, de forma afirmativa, explica a origem de tantas divisões tenebrosas essenciais na sociedade e no ser-humano, geralmente causadas por dogmas, doutrinas e ideologias que cegam e causam ódio. Uma faixa fodástica!

A terceira faixa (Força Leve) tem um riff com uma levada selvagemente cadenciada e com um “fluxo contínuo e cortante”, como versa o aforismo. Contínuo na pegada do riff e cortante pelo vocal e pela guitarra em solo minimalista providencial.

A quarta e última faixa (Psicopata x Empata) me remeteu ao clima do álbum “Heaven and Hell” do Black Sabbath e ao álbum “Perfect Strange” do Deep Purple. O timbre do baixo, da bateria e da guitarra são excelentes (pesos e distorções sagazes) e o vocal recita sobre as diferenças entre o egoísmo da psicopatia e a transcendência cósmica da empatia como chave de transmutação e evolução.

Ciberpajé e Diavolos nos apresentam com o EP “Desdogmas” a força do amor como caminho ímpar de ascensão pela união entre os seres. A união como forma de equilibrar e resistir às trevas sócio-culturais, políticas e ambientais institucionalizadas por narrativas torpes que experienciamos na atualidade. Durante as audições me lembrei também bastante da última frase da música “Hey You” do Pink Floyd que diz: “Together we stand. Divided we fall.” Em tempos de tantas desconexões disfarçadas de conexões pelas redes, a obra traz reflexões importantíssimas sobre as formas que conduzimos nossas vidas e como a união faz a força. Um excelente álbum! Excelente parceria! Parabéns!

Fredé CF é artista transmídia, educador e doutorando em Arte e Cultura Visual na UFG

[O Ciberpajé Recomenda] 86 Histórias Sobre Discos Brasileiros: 43 amantes da música underground discorrem sobre dois discos de bandas nacionais

86 Histórias Sobre Discos Brasileiros: 43 amantes da música underground discorrem sobre dois discos de bandas nacionais. Livro organizado por Fellipe CDC, 124 páginas

A concepção desta obra seminal é simplesmente sensacional! Convidar 43 nomes fundamentais da cena da música underground brasileira para falarem sobre dois discos nacionais que marcaram as suas vidas. Nada daquele ranço intelectualoide e pretensioso de críticos que tentam manter o distanciamento das obras para avaliarem-nas com isenção - um engodo que só tolos acreditam. Aqui a coisa é lindamente descarada mesmo, ou seja, os redatores destilam toda a sua paixão e o envolvimento visceral com os discos analisados. Devo confessar que emocionei-me em vários dos textos, pois eles me fizeram resgatar os momentos em que ouvi tais bolachas e a forma como me marcaram profundamente. Então a leitura promoveu em mim um retorno instantâneo há tempos de grandes descobrimentos no contexto da música brasileira, quando ouvi os primeiros álbuns de bandas como Dorsal Atlântica, The Mist, Vulcano, Genocídio, Lobotomia, Olho Seco, Mutilator e Taurus. Todo o meu encantamento em saber que aquelas músicas impactantes eram criadas aqui! Mas a emoção maior veio ao ler a resenha do vanguardista disco da Medicine Death, As a Vigorous and Lustful Figure, lançado em 1995, e para o qual eu tive a grande honra de ter criado a arte de capa - tendo sido ela reproduzida inclusive na última capa do livro. A resenha do lendário Charlie Curcio (StomachalCorrosion) faz juz à grandeza das músicas e à singularidade do disco no contexto brasileiro e mundial, e generosamente cita a minha arte de capa chamando-a de "arte magnífica criada pelo Edgar Franco Ciberpajé". Colocando-me como parte da história fascinante que o livro conta, pois a trajetória da música pesada e sua explosão nas décadas de 80 e 90 nunca foi contada com tanta poesia, visceralidade e sinceridade como nesse volume rico e fundamental para qualquer um que faça parte desse universo underground, ou que queira conhecer suas entranhas. Fellipe CDC, além de grande musicista integrante de bandas essenciais como Death Slam e Terror Revolucionário, é um ativista lendário da cena, promovendo shows, zines, bandas, agora nos presenteia como essa obra genial na concepção e execução, abrindo para múltiplas vozes apresentarem suas instigantes e apaixonadas visões. O Ciberpajé recomenda!

Para adquirir o livro entre diretamente em contato com Fellipe CDC por e-mail: fellipecdc@gmail.com



segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

[Lançamento Internacional] EP Desdogmas, de Ciberpajé & Diavolos, é lançado também pelo netlabel chileno Internet Daemon

 

Desdogmas, o novo EP do Projeto Ciberpajé criado em parceria com a banda Diavolos (RJ), após o lançamento nacional pela Lunare Music (SP) teve seu primeiro lançamento internacional realizado pelo notório netlabel chileno Internet Daemon - ouça-o aqui.

O Internet Daemon, anteriormente chamado Cian Orbe, é um dos netlabels mais importantes da América Latina destinado à cena darkwave. O selo é administrado pelo lendário ativista da música alternativa Sábila Orbe.



Saiba mais sobre o processo criativo e a produção de Desdogmas neste link

domingo, 2 de janeiro de 2022

[Resenha] EP Ciberpajé - Desdogmas: Sobre o cosmos e o nada, correntes que aparentam ser portos seguros, divisão e integração. Por Larissa Dias


Preciso falar primeiro que amei o som da DIAVOLOS! Minha nossa, é um som forte e extremamente agradável ao mesmo tempo! Adorei mesmo!!!
Parabéns ao Ciberpajé e à Diavolos pela parceria - ouça Desdogmas neste link!

Na faixa Estrelas Cósmicas, a bateria entra certeira em cada nota que a guitarra dá e traz uma certa energia constante, como a própria energia de um tipo de poder que sempre estará no topo, independente de se quem o detenha seja "bom" ou "mau". O Eco na voz dava a impressão do vazio do cosmos, como se quando o poder chegasse nele, diante da grandeza do cosmos, ele representasse exatamente o nada...

A faixa Desdogma, que eu já tinha comentado em outra oportunidade, me trouxe uma nova impressão: o peso da guitarra traz a nós o peso que cada dogma e ideologia tem na nossa existência, embora essas prisões pareçam até mesmo necessárias, mesmo que seja apenas para nos libertarmos delas e assim, conhecermos o que é ser livre!

Na faixa Força Leve, observei como as músicas (Aforismo 1, 2, 3 e depois 4) "emendavam" uma na outra, dando um sentido de continuidade. Talvez essa seja uma representação desta "força leve", constante e que por estar ali presente o tempo todo, também se torna uma espécie de poder, no qual se pode confiar. Lembrei das correntes com os quais quem está aprisionado se acostuma só porque elas são constantes e por isso, viram um porto seguro.

Na última faixa, Psicopata X Empata, a música parece dividir nossa mente entre os dois significados da letra, um completamente alheio à natureza humana, que a divide e a separa, e o outro, que integra a alma no corpo e a todos da espécie por um sentimento de participação mística.

*Larissa Dias é escritora, psicoterapeuta e editora da Revista Eletrônica Mitologia Aberta, em São Paulo.


terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Lançamento do "lyric video" DESDOGMA, de Ciberpajé & Diavolos, é destaque no portal musical LUCIFER RISING


O lyric video Desdogma - assista-o aqui - lançado dia 14 de dezembro de 2021, trazendo uma parceria entre o projeto musical Ciberpajé e a banda Diavolos (RJ), é destaque na capa do lendário portal LUCIFER RISING. Confira a matéria do notório ativista underground Hioderman Zartan neste link.