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segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

[RESENHA] CD CYBORGASMORGY, do POSTHUMAN WORM é resenhado na lendária revista ROADIE CREW #283

Amigos, estou muito emocionado e alegre com a resenha do álbum "CybOrgasmOrgy" de minha banda "Posthuman Worm" pelo grande jornalista e crítico musical Valtemir Amler no número #283 da lendária revista Roadie Crew!

Confiram no vídeo abaixo a minha leitura da sensível resenha, e meus agradecimentos ao grande Valtemir Amler e aos editores da Roadie Crew!



O CD do Posthuman Worm, CybOrgasMorgy é um lançamento do notório selo dedicado à música extrema Terceiro Mundo Chaos Discos. A versão física pode ser adquirida no site do selo e a versão digital pode ser ouvida na íntegra no bandcamp:

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

[Lançamento de Ano Novo] Ciberpajé - "Urgência Mágicka", novo EP musical sigilo mágicko marca parceria com FR[A]CKistenZ

Arte de capa do EP "Ciberpajé: Urgência Mágicka"

Marcando a entrada em um novo ciclo solar, em 1 de janeiro de 2025, o Projeto Musical Ciberpajé, em parceria com o Projeto Musical FR[A]CKistenZ lança o EP "Urgência Mágicka" - ouça-o aqui. Trata-se de uma obra singular que contou com um processo criativo inusitado, envolvendo o software de transdução de imagem em som, FrakMSP – criação do lendário EufraKtus-X (aka Eufrasio Prates), e a transformação dos aforismos recitados pela voz do Ciberpajé em sinais sonoros de código morse para a utilização nas faixas do EP.

Desta vez a parceria criativa foi realizada com o grande musicista e artista experimental Amante da Heresia, parceiro criativo de longa data do Ciberpajé, mas com o seu novo projeto musical FR[A]CKistenZ. O resultado são 3 faixas ruidosas com a fulcral iconoclastia sonora que marca as sonoridades de Amante da Heresia, embalando os aforismos criados e recitados pelo Ciberpajé em um transe mágicko, criando sigilos sonoros da "Aurora Pós-Humana". O EP "Urgência Mágicka" traz três faixas: Aforismo I - Sem Antídoto; Aforismo II - O Olho Luminoso e Aforismo III - Urgência Mágicka. As palavras de Amante da Heresia sobre o EP resumem a sua concepção:

"se tem uma obra inaugural de um experimento, eis Urgência Mágicka! dentre os acasos, um feliz surge: o convite de Ciberpajé para mais uma parceria em seu maravilhoso percurso de eps. neste momento eu estava aprendendo a extrapolar, de um modo punk, as funcionalidades do godzíllico software de transdução de imagem em som, FrakMSP – criação do grande regente bsblorker EufraKtus-X (aka eufrasio prates). minha brincadeira era fazer música usando apenas ele. nada melhor que mostrar que se aprendeu alguma coisa do que trazer à existência uma obra primeira. & assim surgem as bases da fraktalização musical que eu faria de três aforismos do Ciberpajé, lidos por ele mesmo, enviados junto ao convite. ao projeto de extrapolação punk, o nomeei de FR[A]CKist3nZ, uma mutação que nasce das inspirações cronenbergueanas de seu eXistenZ, passando pelo meu hacktivismo H[A]CKistenZ, no Calango Hacker Clube, & chegando à sua mutação mencionada. em meio a tantos nascidos de vida espelhar, eu queria promover uma espécie de viagem sonora no tempo nesta Urgência Mágicka. sons futuristas fractais, com vozes do presente & com reverberações do passado. assim, nasceu a ideia brincante de transformar os aforismos lidos em código morse. & assim fiz. portanto o presente ep é uma obra primeira de uma mutação cujos ecos são transmitidos por um telégrafo digital."

A arte de capa do EP, ouça-o aqui, foi criada pelo Ciberpajé também em um transe mágicko e dialoga simbolicamente com o contexto conceitual dos aforismos que tratam de amorosidade, luminosidade e da importância de vivermos no agora. O projeto gráfico do EP é um desdobramento da arte de capa e a obra é dedicada à gata Gaia, uma das habitantes da oca do Ciberpajé que morreu durante a sua criação. Seguem as páginas do encarte:






Ouça também os outros 47 álbuns musicais do Projeto Ciberpajé neste link!

ARTE TRANSMÍDIA CONTRA O BINARISMO ANTICÓSMICO! 369 555


sexta-feira, 7 de junho de 2024

[Lançamento - assista agora!] ETERNORGASMO: novo animaforismo trata de nanorobôs indutores de orgasmo para a busca da transcendência

"EternOrgasmo" é um animaforismo e vídeo oficial do projeto musical POSTHUMAN WORM, capitaneado por Cyberlord (aka Ciberpajé). A animação é um conto-aforismo-sonoro que fala de um futuro hipertecnológico na "Aurora Pós-Humana" no qual nanorobôs indutores de orgasmo tornam-se baratos e acessíveis e milhões de seres vão usufruir de suas habilidades entrando em um estado de transe orgástico por horas ininterruptas e chegando à transcendência do ego e à reconexão com a natureza e o Cosmos. Assista-o neste link, ou abaixo:



A faixa musical que engedrou a obra foi "Nanobot Orgasm Inductors" do álbum "CybOrgasmOrgy" do POSTHUMAN WORM, um lançamento da gravadora "Terceiro Mundo Chaos Discos", de Curitiba, Brasil. Ouça-o na íntegra neste link, e adquira o CD do álbum neste link.


EternOrgasmo foi concebido dirigido e editado pelo Ciberpajé (aka Edgar Franco) em parceria com C.N.S. (aka Diogo Soares) que alimentaram uma rede neural com mais de 300 artes originais e algumas fotos do Ciberpajé, realizando assim um banco de dados exclusivo para a geração das animações.

Sobre o conceito que engendra EternOrgasmo e o álbum "CybOrgasmOrgy" do POSTHUMAN WORM, o Ciberpajé destaca:

Os aspectos visuais e sonoros do Posthuman Worm estão inseridos no contexto de meu universo ficcional da “Aurora Pós-humana”, nele a evolução hipertecnológica e da consciência possibilitará gradativamente a migração psicossexual dos desejos da atual era Freudiana - estruturada sobre traumas, tabus sexuais, e desejos reprimidos -, avançar para uma era Junguiana – na qual as criaturas terão acesso irrestrito ao inconsciente das espécies -, e finalmente mergulhar em uma era Grofiana (Stanislav Grof), caracterizada pela penetração no inconsciente universal. Mas nos estágios iniciais de aceleração tecnológica a sexualidade em transformação produzirá novas perversões e múltiplas insanidades como robô-copulações doentias, a criação de andróides escravos sexuais e a degeneração de alguns humanos que vibram só nas baixas frequências. Mas ao longo das décadas seguintes a liberação sexual pós-humana terá resultados positivos, pois libertará a humanidade do estigma Freudiano. No contexto da “Aurora Pós-humana” a sexualidade das criaturas é a mais variada e iconoclasta. Imagine que existem os mais diversos humanimais, como híbridos de mulher e golfinho, homem e cavalo, e todos podem ser hermafroditas e transgêneros, possuindo múltiplos órgãos sexuais masculinos e femininos. Você pode colocar um pênis de asno em sua testa e sua parceira ou parceiro uma vagina de baleia entre os olhos. A biogenética está tão avançada que consegue produzir essas aberrações e irrigá-las, além de gerar novas conexões neuronais múltiplas, ampliando a região cerebral responsável pelo orgasmo. Os tabus e taras sexuais podem ser quebrados e vividos livremente. No contexto de minha ficção científica essa total liberação sexual – conseguida pela produção de biobots transgênicos - propõe que as amarras sexuais nunca foram um problema real, toda a moral era simplesmente um bloqueio ancestral baseado em dogmas arcaicos. Com a liberação e realização completa dos desejos sexuais reprimidos as criaturas podem finalmente concentrar seu pensamento e desejo em uma verdadeira evolução da consciência na busca da transcendência. Nesse álbum, em alguns momentos, assumo a identidade de um desses pós-humanos, Cyberlord, exorcizando taras sexuais e libertando-se para o caminho da consciência cósmica.




[Lançamento - Ouça Agora!] POSTHUMAN WORM lança o novo álbum em CD "CybOrgasmOrgy" pela gravadora "Terceiro Mundo Chaos Discos": 26 odes sonoras de Ficção Científica sobre hiperorgasmos pós-humanos!

Arte de capa do CD "CybOrgasmOrgy" do POSTHUMAN WORM, por Ciberpajé

O projeto musical POSTHUMAN WORM, capitaneado por Cyberlord - codinome do Ciberpajé para esse projeto em especial, acaba de lançar o seu novo álbum "CybOrgasmOrgy" - ouça-o aqui -  em formato CDr-pro pela lendária gravadora underground "Terceiro Mundo Chaos Discos", de Curitiba, Paraná.

O POSTHUMAN WORM é um desdobramento estético do POSTHUMAN TANTRA, concentrando-se em um estilo sonoro que pode ser chamado de cybergrind, ele se dedica conceitualmente a tratar de intercursos sexuais em um futuro pós-humano, apresentando faixas que traduzem a atmosfera de cópulas entre seres híbridos de humano, animal e vegetal, hermafroditas, transgêneros tecnogenéticos, ciborgues, robôs. São narrativas sonoras de ficção científica ambientadas no universo ficcional transmídia da "Aurora Pós-Humana" que tratam de um paroxismo orgástico que pode levar à superação do ego a partir da superação de traumas freudianos.

Depois de um hiato de 19 anos, após os lançamentos do primeiro álbum "Sex Bot Mantra" em CD pela gravadora da "Turquia SUKK Productions", e do split CD "Fountain of Worms" com a banda "Amniotic Fluid Fountain" pela gravadora "Friss Scheisse Records" da Alemanha. Também após ter participado da compilação pioneira no mundo "Electro Grind Gore", lançada no México pela gravadora "Alarma Records" em 2005; o POSTHUMAN WORM retorna com o seu álbum mais ousado e iconoclasta, lançado em cópias limitadas por um dos selos mais importantes da música extrema da América Latina, a Terceiro Mundo Chaos Discos, que já havia lançado duas outras obras do Ciberpajé, o CD "Lúcifer Transgênico" do POSTHUMAN TANTRA, e o EP "Vulvaláxia", parceria do projeto musical CIBERPAJÉ com o S.M.E.S., projeto musical do grande Erwin De Groot, vocalista da lenária banda "LAST DAYS OF HUMANITY". Erwin inclusive faz participação especial no novo álbum do POSTHUMAN WORM, "CybOrgasmOrgy", contribuindo com suas vozes nas músicas "Mechanical Blade Dildo Ignition" e "Hymen Reconstructor Nanobots".

"CybOrgasmOrgy" apresenta 23 músicas inéditas e ainda traz 3 remixes como bonus tracks para faixas icônicas de seus primeiros lançamentos: "Sex Bot Mantra", "Sexual Initiation with a Multifunctional Robot" e "Biomechanical Jackal". O CD pode ser ouvido na íntegra no Bandcamp da "Terceiro Mundo Chaos Discos", NESTE LINK. A versão limitada em CD-R-pro pode ser adquirida NEST LINK.

Segue o texto traduzido do encarte de "CybOrgasmOrgy" no qual o Ciberpajé explica os conceitos que engendraram a obra sonora: 

Os aspectos visuais e sonoros do Posthuman Worm estão inseridos no contexto de meu universo ficcional da “Aurora Pós-humana”, nele a evolução hipertecnológica e da consciência possibilitará gradativamente a migração psicossexual dos desejos da atual era Freudiana - estruturada sobre traumas, tabus sexuais, e desejos reprimidos -, avançar para uma era Junguiana – na qual as criaturas terão acesso irrestrito ao inconsciente das espécies -, e finalmente mergulhar em uma era Grofiana (Stanislav Grof), caracterizada pela penetração no inconsciente universal. Mas nos estágios iniciais de aceleração tecnológica a sexualidade em transformação produzirá novas perversões e múltiplas insanidades como robô-copulações doentias, a criação de andróides escravos sexuais e a degeneração de alguns humanos que vibram só nas baixas frequências. Mas ao longo das décadas seguintes a liberação sexual pós-humana terá resultados positivos, pois libertará a humanidade do estigma Freudiano. No contexto da “Aurora Pós-humana” a sexualidade das criaturas é a mais variada e iconoclasta. Imagine que existem os mais diversos humanimais, como híbridos de mulher e golfinho, homem e cavalo, e todos podem ser hermafroditas e transgêneros, possuindo múltiplos órgãos sexuais masculinos e femininos. Você pode colocar um pênis de asno em sua testa e sua parceira ou parceiro uma vagina de baleia entre os olhos. A biogenética está tão avançada que consegue produzir essas aberrações e irrigá-las, além de gerar novas conexões neuronais múltiplas, ampliando a região cerebral responsável pelo orgasmo. Os tabus e taras sexuais podem ser quebrados e vividos livremente. No contexto de minha ficção científica essa total liberação sexual – conseguida pela produção de biobots transgênicos - propõe que as amarras sexuais nunca foram um problema real, toda a moral era simplesmente um bloqueio ancestral baseado em dogmas arcaicos. Com a liberação e realização completa dos desejos sexuais reprimidos as criaturas podem finalmente concentrar seu pensamento e desejo em uma verdadeira evolução da consciência na busca da transcendência. Nesse álbum, em alguns momentos, assumo a identidade de um desses pós-humanos, Cyberlord, exorcizando taras sexuais e libertando-se para o caminho da consciência cósmica. 



sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Posthuman Tantra participa das coletâneas Sounds like Fear Music - Tape Two & Tape Five - do selo Conves)cote Records, de São Paulo

Capa da compilação Sounds Like Fear Music #5

O Posthuman Tantra, projeto musical do Ciberpajé (aka Edgar Franco), integrou a segunda e a quinta edições da coletânea musical Sounds like Fear Music, lançadas em 2023. A compilação é organizada pelo lendário musicista, pesquisador e professor Eric Marke, um dos nomes mais importantes da música eletrônica brasileira. A coletânea é dedicada às manifestações sonoras no contexto da chamada Terror Music, nas palavras de Eric Marke:

Não é possível terminar com exatidão o começo da terror music, mas este gênero ou estilo musical nos possibilita entender o cenário atual das manifestações cotidianas como guerra, genocídio, matança, tortura, desastres químicos e etc. A terror music tem como base as análises individuais da vida caótica da população e dos artistas desta coletânea.

Capa da compilação Sounds Like Fear Music #2

A segunda edição da Sounds like Fear Music foi lançada em 22 de maio de 2023 e contou com 15 músicas de 15 projetos musicais brasileiros selecionados pela curadoria sonora de Eric Marke. O Posthuman Tantra participou com a faixa The Alien Spiral Winds Machine. Ouça a compilação na íntegra neste link. Ouça a faixa do Posthuman Tantra The Alien Spiral Winds Machine neste link.

A quinta edição da Sounds like Fear Music foi lançada em 22 de dezembro de 2023 e contou com 13 músicas de 13 projetos musicais brasileiros convidados pelo curador Erik Marke. O Posthuman Tantra participa com a faixa inédita Kalitron - criada especialmente para a complilação. Na apresentação das faixas no Bandcamp, Eric Marke fala do Posthuman Tantra e do Ciberpajé:

Já o Edgar Franco é uma personalidade genial e super criativa + seu alter ego meio bruxo, meio mago + personagem de quadrinhos e pajé (palavra de origem tupi-guarani utilizada para denominar a figura do curandeiro, feiticeiro e conselheiro espiritual de uma comunidade indígena). Com o seu projeto ‘Posthuman Tantra’ ele mandou a faixa 'KaliTron'. O mesmo também é conhecido como Ciberpajé.

Ouça a quinta edição da compilação Sounds Like Fear Music neste link. Ouça a faixa inédita do Posthuman Tantra, KaliTron, neste link.

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Posthuman Tantra integra o álbum de remixes "Tatari Gami - Die in Hate", lançamento da Kaos Records

 


A banda TATARI GAMI, projeto de música experimental harsh power noise, organizou um álbum de remixes da faixa Die in Hate - ouça-o aqui. A compilação é um lançamento do notório selo Kaos Records (Santos, SP) e inclui 12 bandas/projetos musicais apresentando suas versões exclusivas. O Posthuman Tantra descontruiu a faixa utilizando-se de sua estética musical singular.






domingo, 5 de fevereiro de 2023

Notório portal da música extrema LUCIFER RISING destaca na capa o lançamento do single MULTIVERSE WEREWOLF do POSTHUMAN TANTRA

O lendário portal da música extrema LUCIFER RISING destacou na sua capa o lançamento do single MULTIVERSE WEREWOLF do POSTHUMAN TANTRA. O redator responsável pela notícia foi o ativista underground Hioderman Zartan. Ouça o single aqui, veja a mátéria no portal Lucifer Rising nesse link, ou no fac-símile abaixo.





sábado, 4 de fevereiro de 2023

[Lançamento] METAVERSE WEREWOLF: ouça o primeiro single do novo álbum do POSTHUMAN TANTRA - "Pissing Nanorobots Again"


"Metaverse Werewolf" é o primeiro single do álbum "Pissing Nanorobots Again", ouça-o aqui, nova produção do POSTHUMAN TANTRA que resgata a sonoridade causticante do primeiro álbum "Pissing Nanorobots" (2004), uma obra emblemática que marcou época e projetou seu estilo experimental, nauseante e psicodélico e que agora merece um relançamento especial em uma box incluindo um tributo com 14 bandas recriando suas faixas.

"Pissing Nanorobots Again" utiliza os mesmos sintetizadores e plug-ins usados na gravação do primeiro álbum resgatando suas atmosferas e amplificando os aspectos mágickos e ritualísticos presentes nele. O novo álbum integra a Box "Posthuman Tantra - Pissing Nanorobots 18th Annyversary Special Edition", um lançamento da Kaos Records (No prelo - 2023).

"Pissing Nanorobots" e seu sucessor "Pissing Nanorobots Again" é música para quem tem a coragem de experienciar o inusitado. Como bem expressa esse trecho da resenha da revista Bielorrusa dedicada à música experimental e noise THE MACHINIST (2008):

A música, apresentada no álbum "Pissing Nanorobots" é um tipo de noise-industrial, que pode ser descrito pelos epítetos "escuro", "severo", "misterioso", "terrível", "conceitual". Em outras palavras, definitivamente será uma experiência impactante para os admiradores da música industrial atmosférica tecnológica, pesada, desolada, futurista e repleta de imagens visuais assustadoras e atraentes. Obviamente Edgar Franco apresenta um material muito denso conceitualmente e busca inspiração nas melhores fontes da literatura fantástica e oculta, cinematografia de terror e artes plásticas modernas. Se você ouvir o álbum "Pissing Nanorobots" em um sistema estéreo de qualidade, sentirá em todo o seu ser as batidas maciças e trovões metálicos, como por exemplo, nas faixas "Thunder Genome" e "DNA Factory" que farão os seus móveis tremerem, como se de todos os cantos surgissem tentáculos mecânicos serpentinos movendo-se lentamente em sua direção. 
+ 
Posthuman Tantra is: Ciberpajé [a.ka.Edgar Franco] 
“Metaverse Werewolf” is the first single from the album “Pissing Nanorobots Again” Music & cover artwork: Ciberpajé 
Released by kaos Records Recorded at “Oca Studio” 
CRIA_CIBER RESEARCH GROUP - FAV/UFG
Goiânia, Brasil, 2023

Ouça o single abaixo:


quarta-feira, 30 de março de 2022

[Resenha] Posthuman Tantra - Ten Years of Posthumanity (Tributo): a vida é curta demais para que a gastemos sem desfrutar de várias possibilidades de experiência, por Cristiano Passos


Apesar da profusão de plataformas digitais atualmente, nada consegue substituir a materialidade da arte, principalmente quando se tem em mãos um artefato cultural com tamanha potência estética e semiótica como este tributo ao Posthuman Tantra, projeto do artista e amigo
Edgar Franco.

Grupos, línguas e sonoridades muito distintas - embora conectadas de alguma forma - dão o tom principal do disco - que é duplo! - indo do black metal ao ambient, passando pelo harsh noise, gótico, piscodelia, indie rock, electro e muito experimentalismo, tentando dar conta desse complexo universo do Posthuman Tantra. Entre os presentes, God Pussy, sempre surpreendente, Scibex, com uma bela sonoridade entre a psicodelia, a música orquestral e o indie/folk, Luxúria de Lilith, com seu black metal macabro e de ares maléficos, Melek-Tha, Alpha III, Goriu etc.

Essa diversidade também está presente na última faixa, que é exatamente do Posthuman Tantra e traz aforismos diversos do Ciberpajé. Um deles marca o tempo como um refrão - "A batida do coração é o tambor de batalha do Ciberpajé" - mas outras "vozes de carne", masculinas e femininas, estão presentes, outros timbres, outras subjetividades...

Como baterista, essa ideia da relação entre o tambor e o coração me pega de uma forma muito singular, pois quando toco, é esse o pulso que me move também. Interessante é que somente perto do final da faixa, no último dos 10 minutos de som, é que entra o som do tambor, seguido da voz áspera que brada, como um guerreiro indígena pronto para o confronto, o mesmo aforismo-refrão.

Aliás, os outros aforismos da faixa também estão ilustrados nos "cards" que acompanham o material. Um desses aforismos, aliás, resume bem essa atmosfera diversa do disco e o que está por trás desse desejo de criar um espaço mental e sensorial tão amplo: "Eterna vida breve, provarei de todas as cores, pois eu sou!" Enfim, a vida é curta demais para que a gastemos sem desfrutar de várias possibilidades de experiência.


Obrigado por mais esta obra instigante, Edgar! Tenho degustado cada um dos materiais recebidos aos poucos, pois não acho justo fazer desta vida um infinito streaming em que nada dura! E como eu dizia no começo, nas plataformas, além da imaterialidade, logo vem mais uma novidade que praticamente apaga a anterior.


*Cristiano Passos é musicista, ativista cultural underground, mestre em Literatura pela UFSC, e doutorando em Estudos da Tradução também pela UFSC. 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

[Live de Lançamento] EPs musicais "Ciberpajé - Canúbis" e "QuilomBot -Tertium Datur" sem Síntese são lançados em evento da Microgaleria Ecce Monstra, de Brasília


No dia 15 de janeiro de 2021, das 20 às 22horas aconteceu a live de lançamento dos EPsCiberpajé - Canúbis e QuilomBot -Tertium Datur sem Síntese, com a presença dos criadores Amante da Heresia, Ciberpajé & Fredé CF que destrincharam os processos criativos das músicas e artes dos EPs. A live contou com a presença de muitos amigos e admiradores dos artistas.


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Uma promoção da eCCe MonStrA – microgaleria de audiovisualidades

20H - 22h:
audição-LANÇAMENTO de DOIS EPS TRANSBINÁRIOS
& troca de ideias com seus autores, CIBERPAJÉ, FREDÉ CF & AMANTE DA HERESIA:

CANÚBIS
CÃO & ANÚBIS, Cannabis – Realidade Vegetal, Roy Asccot. (Ciberpajé & Fredé CF)
“Acordei em uma madrugada de lua cheia, em meio a pandemia, com uma melodia em mente que me veio de um sonho. o relógio marcava 3:33. nesse sonho eu estava em uma festa (ou ritual) ancestral, em um templo em meio à natureza, com muitas plantas, animais e seres antropomórficos que me rondavam, dançavam e tocavam músicas calmas, porém intensas e viscerais. tentei reproduzi-las usando violões (aço e nylon) e alguns sintetizadores e efeitos eletrônicos, para trazer uma ambientação mais onírico-psicodélica para as músicas, além de estéreos e contrastes entre o orgânico e o virtual, o ancestral e o futurista, o validado e o abstrato, a fantasia e a lucidez, tudo em constante movimento.” (Fredé CF)

(QUILOMBOT > Ciberpajé e AmAntE da hErEsiA)
o binarismo só poderia ser inventado por seres apartados da natureza cósmica e natural, autocentrados, egoicos e anticósmicos. e perceba, em certa medida, esses seres dominam hoje a cultura humana, somos regidos pelo hipercapital que acredita que a natureza é uma massinha de modelar e pode ser usada ao seu bel prazer. foram esses seres que engendraram o binarismo, pois ele dialoga diretamente com sua perspectiva equivocada da vida, toda ela construída de impressões binárias que resumem suas interações com o mundo a partir de um GOSTO/NÃO GOSTO, AMO/ODEIO, BOM/MAU, AMIGO/INIMIGO. não existe nem ao menos uma terceira possibilidade, e o que eles amam costuma ser apenas a eles mesmos. assim o resto da humanidade torna-se o inimigo a ser destruído ou compro para trabalhar para eles, mas sempre inimigo. nada de realmente integrativo, cooperativo, empático e belo pode nascer de tal linguagem

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

[Lançamento] Projeto musical Ciberpajé participa com três faixas inéditas da compilação "As Formas Escuras de Ruído Morto Vol​. 02", lançamento da Kaos Records

 

As Formas Escuras de Ruído Morto é uma compilação que tem lançamento em fita K7 limitada em apenas 20 cópias e também versão digital no Bandcamp da gravadora Kaos Records. O Projeto Ciberpajé foi convidado pelo mentor da Kaos Records, Ramon Farias, a criar 3 músicas para o segundo volume da compilação. Além do Ciberpajé participaram do volume 2 os projetos musicais P.K.Pinheiro, Grand Hotel Prishtina e Sloppy2nd.


Confira na íntegra a compilação neste link.







quinta-feira, 25 de novembro de 2021

[Resenha] EP Ciberpajé - Kopel Conká: uma obra genial de um artista criativo, original e sensível ao mundo em que vivemos. Por Cristiano Passos

Arte do Ciberpajé

Faz pouco tempo que conheci a obra do Ciberpajé, por trás do qual se tem a figura riquíssima de Edgar Franco , professor, artista visual, músico, desenhista e o escambau. Aliás, eu o conheci por intermédio de outro grande amigo, o El Dinali , quando ouvi o outro projeto do Edgar chamado Posthuman Tantra, mas isso é história pra outro dia.

Hoje, vou falar "só" - quando vocês ouvirem, talvez entendam o porquê das aspas - deste material lançado pelo Ciberpajé, que aliás, tem uma discografia considerável, com diversas parcerias interessantes e, normalmente, muito diferentes umas das outras, nas quais ele profere seus aforismos em cima de uma base sonora caótica ou alucinógena. Neste lançamento - "Kopel Conká" (uma ironia com a Karol, evidentemente, hehehe) - a parceria é com Radek Kopel, artista tcheco reconhecido no âmbito do barulho e da demolição de estruturas musicais tradicionais, e o resultado é assombroso, pelo menos pra quem curte experimentações sonoras. Ouça o EP Ciberpajé - Kopel Conká neste link.

O tema central aqui é a morte, não no seu sentido transcendental, mas no seu aspecto cruel, que foi a tônica dos dois últimos anos de pandemia...aliás, no nosso caso, a morte foi potencializada por um governo que tem adoração por ela, principalmente quando os mortos são os indesejáveis, claro. A primeira faixa deixa isso claro ao dizer que "todos os deuses morrem, e são enterrados para apodrecerem ao lado de seus messias e servos deslumbrados".

Sobre uma base sonora eletrônica que parece emular uma espécie de ciclo - o ciclo da vida-morte - o Ciberpajé repete esse "mantra", adicionando-lhe pequenas modulações a cada repetição, além de alguns sons vocais mais rudimentares, como farfalhos e urros animalescos.

Até aqui, o som é estranho, desconjuntado, mas nada tão barulhento como a faixa seguinte, "Ratos & Luminares", (des)construída sobre uma base espessa de ruídos e vozes ásperas, que dizem: "Esse filme é repetido, enquanto ratos brincam de serem deuses, luminares são enterrados aos milhares". O ciclo aqui é o da História, que neste momento está paralisada na fase do autoritarismo e do obscurantismo que enterra os "luminares" e nos joga nas trevas...so não se sabe até quando.

Por fim, a terceira faixa, "O cutelo da morte rubra", que faz alusão ao conto de Edgar Allan Poe e seu relato sobre uma peste medieval ("The mask of red death"), que retorna aos nosso dias travestida de corona vírus e mascarada no negacionismo interesseiro dos "detentores torpes do poder", que sequer escutam o sofrimento dos que foram asfixiados pelo mal. Esta é também a faixa mais violenta em termos de vozes e ruídos, que soam como uma guerra barulhenta em nome dos que "tinham tanto a dizer", mas foram silenciados precocemente.

Bem, esta é só uma interpretação minha, sem rigor acadêmico, mas creio que cada um deve ouvir e tirar suas próprias conclusões. De qualquer forma, é uma obra genial de um artista criativo, original e sensível ao mundo em que vivemos, ainda que sua arte não seja amplamente compreendida.

*Cristiano Passos é musicista, ativista cultural underground, mestre em Literatura pela UFSC, e doutorando em Estudos da Tradução também pela UFSC. 

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

[resenha] EP Ciberpajé - Kopel Conká: Aforismos e sonoridades que batem na cara e nos ouvidos das hipocrisias de nossos tempos dessintonizados com o que somos. Por Fredé CF

Arte do Ciberpajé

Que doideira esse EP (ouça-o aqui)! Muito foda! Capa sensacional! Título certeiro! Aforismos e sonoridades que batem na cara e nos ouvidos das hipocrisias de nossos tempos dessintonizados com o que somos. Imersos em uma podridão que só cresce e se dissemina. Uma barulheira frita, nervosa e ruidosa alucinada que caracteriza e ambienta muito bem o colapso dessa necrocultura. 

Na primeira faixa me senti em uma sala de telemarketing ou escritório com barulhos diversos, pausados e constantes. Uma espécie de labirinto hiperinformacional infernal ou uma câmara de tortura desses tempos líquidos (quase gasosos). Imersos em espaços aniquiladores de sonhos e padronizadores de subjetividades. Representa bem a escravidão do Deus-Dinheiro sobre a vida. Um alerta ao rebanho que segue cego promessas de poder e apagam suas próprias estrelas diante de ilusões do mercado. 

A segunda faixa achei doideira total! Representação intensa e caótica da angústia que nos cerca! Expurgo doentio de fúria em meio à destruição! Afundados no esgoto sombrio de uma sociedade que aniquila e rói tudo aquilo que tenta emitir luz. Como se estivéssemos nos afogando em chorume e ainda sendo puxados ao fundo pelo pé. 

A terceira faixa surge como uma sentença. A consequência da servidão cega ao sistema, ao consumo irrefletido. Presos em uma máquina torpe que mói os ossos e rasga a carne de qualquer um que tente se opor à égide da busca desenfreada pelo poder e por grana ilimitada. Por mais que tente gritar por socorro, não consegue. Já era! Sufocados e picotados, se tornando combustível para esse mecanismo nefasto. Muito massa a proposta! Parabéns aos envolvidos! Noise pedrada!

*Fredé CF é artista transmídia e doutorando no PPGACV da FAV/UFG, em Goiânia.

[Resenha] EP Ciberpajé - Kopel Conká: Noise não é para curtirmos e sim, para despertar em nós o que é incômodo e talvez até mesmo extravasar alguns bloqueios internos, por Larissa Dias.

Arte do Ciberpajé


Eu não curti muito o EP Ciberpajé - Kopel Conká (ouça-o aqui) pelo estilo Noise, que não gosto, mas entendo perfeitamente que o próprio estilo não é para curtirmos e sim, para despertar em nós o que é incômodo e talvez até mesmo extravasar alguns bloqueios internos. Por isso mesmo acho que neste caso a música de Kopel se encaixa perfeitamente com com os aforismos do Ciberpajé, que na minha humilde visão, vem justamente frisar o incômodo desta perda de esperança humana com as repetições sofríveis das ações que infelizmente coordenam nosso mundo… E se não aprendermos nada com elas, nem existe um sentido para a “Vida e Morte que seguem”.

As imagens da capa e encarte criadas pelo Ciberpajé são bem fortes, com tentáculos, olhos e chifres mostrando uma necessidade de prender ou de se libertar, de ter uma visão alternativa que direcione ou que nos tire dessa incoerência na qual vivemos, além dos chifres que são nossa defesa mais instintiva. Além disso, as imagens parecem ter tecidos que se sobrepõe e em alguma instância, um útero, onde tudo o que passamos fica sendo gestado e gestado… São nossas experiências conduzindo nosso processo criativo a fazer nascer de nós o produto completo, mesmo que este seja bom ou mau.

*Larissa Dias é escritora, psicoterapeuta e editora da Revista Eletrônica Mitologia Aberta, em São Paulo.

[Resenha] EP "Ciberpajé - Kopel Conká" recebe resenha iconoclasta do artista transmídia Amante da Heresia.

Arte do Ciberpajé inspirada na resenha de Amante da Heresia


O novo EP "Ciberpajé - Kopel Conká" mereceu uma intensa resenha de Amante da Hersia. Leia a resenha na íntegra neste link, ou no fac-símile abaixo.

Ouça "Ciberpajé - Kopel Conká" neste link.