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sexta-feira, 30 de setembro de 2022

[EXPOSIÇÃO EXISTÊNCIAS: 31° ANPAP] Ciberpajé tem animação e videoarte selecionadas pela curadoria da exposição nacional online


A Exposição Existências, com curadoria de Robson Xavier, integra as atividades da 31° ANPAP - Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas 2022, e inclui 21 obras em vídeo disponibilizadas em uma galeria virtual na plataforma Artsteps, confira a exposição agora nesse link.

O Ciberpajé teve duas de suas obras selecionadas pela curadoria da exposição, a animação ENAMORADOS, e a videoarte SOUL: olhar para dentro é vislumbrar o Cosmos inteiro, essa segunda em parceria com artista Fredé CF.

Confira ENAMORADOS no link direto publicado no youtube da Anpap. 
Confira SOUL no link direto publicado no youtube da Anpap.

Confira na sequência o texto curatorial da exposição e algumas imagens da galeria online.

EXISTÊNCIAS Expo Coletiva Online - 31º EN da ANPAP 2022 -

ROBSON XAVIER CURADORIA 

Membro da Internacional Association of Art Critics – AICA Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas - ANPAP 

O processo criativo em arte contemporânea está relacionado diretamente a interseção entre arte/vida como fonte primária poética. No pós-pandemia do Covid-19, após o susto vivido pela humanidade, os/as/es artistas ainda se relacionam com o mundo a sua volta com um misto de desconfiança e enfrentamento. Somos sobreviventes de mais um holocausto que ceifou milhares de vidas humanas, e temos o compromisso de registrar nossas relações, vivências e reflexões para posteridade. Na expo coletiva online EXISTÊNCIAS, instigamos os/as/es artistas a refletirem sobre as sobrevivências, o Comitê de Poéticas Artísticas da ANPAP, selecionou 21 apresentações artísticas em vídeo, dentre as demais submetidas ao edital do 31º Encontro Nacional da ANPAP – Existências – seguindo a tônica do tema do encontro, os/as artistas selecionados/as abordaram temáticas variadas, mas condizentes com o tempo presente. Na curadoria dividimos o conjunto de trabalhos selecionados em três grandes núcleos: Núcleo CORPO os/as/es artistas apresentaram trabalhos que abordam a presentificação e performatividade dos corpos humanos, utilizando temas, técnicas e suportes diferenciados. No “CORPO DOUMPLO” Amanda de Mendonça Linhares apresentou a narrativa do corpo feminino objetificado a partir da maternidade. Em “CORPO ENCRUZILHADA” Mônica Lorena de Souza Moreira; Maria Marta Jardim Sousa e Rubens Rafael Santa Brígida mostram os detalhes de corpos negres, o vermelho das roupas, dos acessórios, do batom, boca, sapato, demarcando territórios de desejos e da sexualização dos corpos. Em “CORPOS MARGINALIZADOS”, Raphael Andrade Rocha, trabalhou com imagens e sons sacros, trazendo o catolicismo, a Pietá, reforçando a dor e o sofrimento de corpos adoecidos e transgressores. Em “DURAÇÕES” Juliano Ribeiro de Moraes abordou o amor como reconhecimento da diferença, da separação ou disjunção de corpos humanos, permeados pelas subjetividades. Em “ENAMORADOS” Edgar Silveira Franco, mostra um corpo monstro, a deformação, os efeitos visais e sonoros, sombras de um amalgama massacrado. Em “CDV – FOTOCARTOGRAPHIAS DE SI” Cláudia Marisa Mattos Brandão mostra um corpo que sobrepõe crachás no pescoço, com fotos antigas, tornando-se um cabide humano. No vídeo “RISCAR A LÍNGUA COLONIAL” Taliboy mostra a língua como gesto, um rabisco vermelho, criando letras, pichando paredes e uma fachada com portas vermelhas. Em “TRAVESSIA” Guto Oca, personifica o exu, com uma caminhada afro-brasileira, portanto um manto de dredlooks, em uma escadaria, definindo sua cartografia ancestral preta, na areia da praia, lavando os cabelos do manto na bacia de alumínio. O Núcleo MEMÓRIA apresenta trabalhos que abordam a relação entre memórias e esquecimentos, a partir de histórias de vida e experiências pessoais. Em “ÁGUAS PASSADAS DA SÉRIE O MITO”, Flávia Leme de Almeida, mostra um Bule de louça clássica, derramando areia em uma xícara, ao som de água corrente. No vídeo “MÁQUINA DE PROJETAR MEMÓRIAS”, Arthur Ribeiro Frazão e Mili Bursztyn de Oliveira Santos, trazem narradores falando dos quatro anos da partida do amigo, do uso do dispositivo que imprime memórias em fitas de filmes, mostrando fragmentos, rastros, suspiros em formato de filmes/afetos. No “O CINEMA DE LIBERO LUXARD”, Sávio Luis Stoco, apresentou imagens em movimento, paisagens, sombras, resquícios do vasto universo da Amazônia. Em “PLANTAR É PARA ALÉM DE SI” Talia Suian Idzi mostrou por meio de um caderno de anotações, a resiliência e resistência da arte na escola, por meio da criação de uma horta/jardim na escola. No vídeo “RETORNOS” Alexandra Martins parte do Google Maps para construir uma cartografia pessoal do seu deslocamento entre Brasília e Fortaleza, chegando a salvador, personificando na imagem da criança em movimento suas memórias e ancestralidades. Em “SCI FI FERRETI OU VERIFIQUE A CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA”, Marcelo de Campos Velho Birck, apresenta riscos, fragmentos de imagens, colagens em movimento, com sobreposições de memórias. No trabalho “SOUL”, os artistas Frederico Carvalho Felipe e Edgar Silveira Franco, apresentaram formas orgânicas abstratas em movimento, ondas e partículas, afirmando que tudo que é vivo sempre será no cosmos astral. Em “TEMPO E LINHA” Roseli Nery, mostra uma linha em movimento sobre um fundo neutro, e o ato de enfiar objetos de metal perfurados na linha, criando um objeto/memória. Em “VESPAS” Zero Teodoro, mostra um ninho de vespas, cujos sons e movimentos, levam a reflexão sobre a relação entre natural x artificial. No Núcleo URBANO os trabalhos narram vivências nas cidades e a inserção do/da/de artista nas cidades, partindo do deslocamento e construções simbólicas. Em “FURAR PASSAGENS” Gustavo Azevedo da Silva Santos mostra o deslocamento no ônibus coletivo, o uso da máscara, o ato de perfurar a pele, o tatoo, a escarificação, criando uma cartografia na pele. No vídeo “2021 – UMA ODISSEIA NO ESPAÇO URBANO-ESCOLAR” Maykon Rodrigues dos Anjos – mostrou os ambientes escolares, a vida em movimento. Em “AQUI E AGORA” Gabriel Fampa, traz o espaço urbano, a cidade na noite, a janela, que revela o Abaporu, trazendo a arte na solidão urbana. No trabalho “RUPTURA URBANA” Alexia Bethiol, traz a imagem da cidade de São Paulo, a avenida Paulista, o bar, a estação do metrô, fragmentos de prédios e a multidão na rua. Que o mergulho neste universo plural, híbrido e digital das imagens possa promover reflexões sobre nosso papel como artistas pesquisadores/as/es das artes visuais diante da diversidade cultural brasileira. João Pessoa, Paraíba, Brasil Primavera, setembro de 2022.







terça-feira, 30 de agosto de 2022

[Resenha] Videoclipe "O Luto da Vitória": um convite psicodélico e surreal a determinadas contemplações, por Joaquim Ghirotti


O Ciberpajé continua produzindo sem parar! Muito bacana essa nova produção "O Luto da Vitória", videoclipe em animação de seu projeto musical Ciberpajé - assista-o aqui. Um convite psicodélico e surreal a determinadas contemplações. Adorei a guitarra lisérgica de Alan Flexa, com o wah wah em um solo blueseiro, simples, mas elegante e melódico.

As imagens me lembram de inúmeras referências: Bosch, Beksinski, Roerich, Barlowe. O som, fugindo um pouco da maioria da produção que o Ciberpajé desenvolve, é uma especie de cyber-hard rock, muito bem gravado! Demonstrando já uma grande maturidade nas produções. Também impressiona como as técnicas de gravação melhoraram desde que ele começou a fazer música, muitos anos atrás. E gostei bastante da letra também. Inclusive a mensagem de respeito aos animais, uma barreira que o Ocidente precisa superar em algum momento (aliás, o mundo). 

Voltando as artes, gostaria de ver mais vídeoclipes usando dessa tecnologia. Lisérgico, surreal e convidativo, o efeito é muito interessante e casa perfeitamente com o tom, atmosfera e temática das imagens, criando uma hipnótica ambientação. Parabéns! O hard rock soturno, com a voz em recitação, nos leva pela melodia dos teclados, que me lembram inclusive a saudosa trilha de Spectreman. Já imagino uma apresentação ao vivo. Um mergulho no surrealismo e em riffs industriais, com alucinantes imagens projetadas. Muito bom! Parabéns pela consistente produção!

Joaquim Ghirotti é autor, diretor, musicista  e doutor em comunicação pela ECA/USP

sábado, 23 de julho de 2022

[Lançamento] POSTHUMAN TANTRA integra tributo à lendária banda grindcore STOMACHALCORROSION


Foi lançado pelo selo Estado Calamitoso o tributo à banda pioneira do grindcore brasileiro STOMACHALCORROSION. O Ciberpajé acompanha a trajetória da banda na cena underground desde os primórdios e sempre admirou-a pela sua integridade e impacto sonoro, sendo pioneiros fundamentais do grindcore e da música extrema no país, uma verdadeira lenda da cena

O convite honroso para o POSTHUMAN TANTRA, banda do Ciberpajé, integrar o tributo partiu de Charlie Curcio, mentor dessa grande força musical de nossa cena underground. O Posthuman Tantra criou uma versão cybergrind e pós-humana para a poderosa faixa " World of my God".


O Ciberpajé sentiu-se ainda mais honrado por estar ao lado de bandas fundamentais da cena brasileira que integraram o tributo como NERVOCHAOS, NEW YORK AGAINST THE BELZEBU, OLIGARQUIA, DEATH SLAM, entre outras. O tributo traz 24 faixas e pode ser adquirido diretamente com Charlie Curcio.



Relação de bandas e seus covers do StomachalCorrosion:

1 - GALE - My Disday
2 - Sindrome do Ódio - Mi Ne Kurbigu
3 - Nervo Chaos - Apathy
4 - Vertebre - Obsceno
5 - New York Against The Belzebu - Protest
6 - Necropolis - Histeria
7 - D.O.M. - Intro (La Tambourin) + Love of My Life
8 - Condiloma - Despain
9 - Porraloka - Internacia
10 - Cover Evil - Things Left Unsaid
11 - Oligarquia - Repulsivo
12 - Tumbero - Nek Mastroj! Nek dioj!
13 - Injury - Man Mad god
14 - Deadliness - Cansaço
15 - Repudiyo - Worthless Words
16 - Posthuman Trantra - World of my god
17 - Herege - World Of My god
18 - Rastros de Ódio - Man Mad god
19 - Cachorro da Duença - Human Degradation
20 - Certo Porcos- Mi Ne Kurbigu
21- Death Slam - Apathy
22 - Interitus - Apatia (Apathy)
23 - Hocnis - Horror Show
24 - Omago - Bite the Bit

Capa por Erik Muller, encarte por Fernando Drowned Lima.

O Ciberpajé já tinha tido a honra de criar a arte exclusiva para a capa da biografia da grande banda grindcore StomachalCorrosion. A SxCx é uma das bandas referência grindcore desde os anos 90, tendo inclusive seu mais recente álbum lançado pelo notório selo Cogumelo Records, de Belo Horizonte. O livro, descrevendo a trajetória de 30 anos da banda, é intitulado StomachalCorrosiom: La Teroro Estas Viva - Uma Biografia. Ele pode ser adquirido diretamente com Charlie Curcio.


E a postagem do Ciberpajé sobre o tributo foi destaque no instagram oficial da StomachalCorrosion, veja fac-simíle abaixo:





sábado, 25 de junho de 2022

[Festival] Ciberpajé abre a edição 2022 do REDE VAMP DARK ONLINE FESTIVAL com a animação ENAMORADOS


A animação experimental Enamorados, obra do Ciberpajé que já integrou a Exposição Internacional Zonas de Compensação 2021 (UNESP), e foi selecionada pela curadoria do Festival Internacional de Cinema de Horror Morce-Go (2022), agora irá abrir a edição 2022 do lendário Rede Vamp Dark Online Festival - que tem como subtítulo o tema Enamorados.

O Festival Internacional Rede Vamp Enamorados nesta edição, que acontecerá nos dias 25 e 26 de junho de 2022, contará com atrações da Argentina, Turquia, Itália, Israel, México e Brasil.

As apresentações começam no sábado com DJs convidados na Fangxtasy! E no domingo teremos as bandas Les Longs Adieux, Ductape, M e l m o t h, Glasnost, Lital Hagayan, Brunella Bolocco Boye, Projeto Ciberpajé, New LINE CODE e Carfax Clan já confirmadas - e algumas atrações especiais surpresa, além da participação da Taroonline conversando sobre o arcano dos Enamorados - tema que embala esta faceta da Rede Vampyrica Dark Online Festival! Assistam na twitch.tv/redevamp

*Sábado 19h30/Saturday 7h30 Brazil - Eastern Time
*Domingo 18h/ Sunday 6h Brazil - Eastern Time
*Mais novidades na http://t.me/redevamp


Enamorados é uma animação pós-humanista e mágicka criada com rotoscopia digital em rede neural. Inspirada no Arcano XXII do Tarô, regente do ano de 2022. A narrativa apresenta o encontro de dois seres pós-humanistas em um contexto hiperpandêmico. A obra é uma produção do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (FAV/UFG).

sábado, 14 de maio de 2022

Oficina de "Escrita Criativa" Ministrada pelo Ciberpajé Ultrapassa 3 Mil visualizações




A "Oficina de Escrita Criativa: Universos Ficcionais Transmídia", ministrada pelo Ciberpajé durante o evento online "Mandrake Fest - Temporada Mandrake 2022", ultrapassou as 3 MIL visualizações, surpreendendo-o muito pelo interesse pelo tema e por sua abordagem peculiar. Você pode conferir a oficina na íntegra no link, ou abaixo.

Na oficina o Ciberpajé tratou de aspectos basais para se ter liberdade criativa, e da importância de se experimentar em múltiplas linguagens e suportes. A Temporada Mandrake é um projeto que foi contemplado pelo Edital de Letras Aldir Blanc - Concurso 13/2021 - SECULT - Goiás - Secretaria de Cultura - Governo Federal.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Jornal UFG destaca lançamento do videoclipe/animação Psicopata X Empata, de Ciberpajé, C.N.S. & Diavolos



Em matéria do dia 4 de fevereiro de 2022, o Jornal UFG destacou o lançamento do videoclipe/animação experimental Psicopata X Empata, com criação e direção de Ciberpajé (Edgar Franco) e C.N.S., e música de Ciberpajé e banda Diavolos. Confira a matéria na íntegra neste link ou no fac-símile abaixo.




quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

[Lançamento] Psicopata X Empata: videoclipe sigilo-mágicko do Ciberpajé traz animação criada em rede neural

Psicopata X Empata é o novo videoclipe do projeto musical Ciberpajé (assista-o aqui), a obra parte de uma das músicas lançadas no EP Desdogmas (ouça-o aqui), criado em parceria com a banda Diavolos, do Rio de Janeiro. O videoclipe é uma produção do grupo de pesquisa Cria_Ciber (UFG) e Lunare Music, tem direção e animação a cargo do Ciberpajé (Edgar Franco) e de C.N.S., mentor da banda Nix's Eys e arquiteto que já havia trabalhado com o Ciberpajé nas animações em rede neural "O Enterro dos Deuses", obra pioneira no Brasil no uso dessa tecnologia e finalista do Prêmio Le Blanc na categoria curta de animação 2020, e "(In)Finitum", que foi selecionada para 13 festivais internacionais, e finalista em festivais na Itália, Espanha e Peru.

Como nas animações anteriores, a base conceitual é o universo ficcional transmídia e mágicko da Aurora Pós-humana, utilizado como contexto para as criações artísticas e ações mágicko-ritualísticas do Ciberpajé. O vídeo instaura-se como um sigilo-mágicko baseado em uma estrutura de passes mágickos encenados durante a animação em rotoscopia digital e criados para a Aurora Pós-Humana inspirados em  gestualidade apropriada e reconfigurada a partir do “Posismo”, um dos princípios da magia ocultista de Paschal Beverly Randolph, e também dos passes mágicos de Carlos Castaneda. Durante a animação, o Ciberpajé transmuta-se no post-lord Azoth 369, o ser pós-humanista representado na capa do EP Desdogmas. 

A animação experimental em rotoscopia digital foi toda criada utilizando a tecnologia de redes neurais chamada NST - Neural Style Transfer, e tem como uma das bases as texturas e cores da capa do EP. C.N.S., um especialista em NST e efeitos digitais, foi o responsável pelos efeitos visuais da obra.



Créditos:
Psicopata X Empata
*
Concepção e direção: Ciberpajé & C.N.S.
Animação: C.N.S & Ciberpajé
Atuação: Ciberpajé
*
Música: Aforismo IV: Psicopata X Empata
Do EP Ciberpajé - Desdogmas
Featuring Diavolos
*
Voz e aforismo: Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco)
*Música, mixagem e masterização: Diavolos
Diavolos é
André Rodrigues: Voz
Diego Nunes: Bateria
Ronaldo Melo: Guitarra
Monisso: Baixo 
*
Gravação dos aforismos
Ronaldo Melo: Arranjos/Guitarra/Bateria
Diego Nunes: Bateria
Monisso: Baixo
*
Produção: Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (FAV/UFG) & Lunare Music Brasil, 2022

domingo, 2 de janeiro de 2022

[Resenha] EP Ciberpajé - Desdogmas: Sobre o cosmos e o nada, correntes que aparentam ser portos seguros, divisão e integração. Por Larissa Dias


Preciso falar primeiro que amei o som da DIAVOLOS! Minha nossa, é um som forte e extremamente agradável ao mesmo tempo! Adorei mesmo!!!
Parabéns ao Ciberpajé e à Diavolos pela parceria - ouça Desdogmas neste link!

Na faixa Estrelas Cósmicas, a bateria entra certeira em cada nota que a guitarra dá e traz uma certa energia constante, como a própria energia de um tipo de poder que sempre estará no topo, independente de se quem o detenha seja "bom" ou "mau". O Eco na voz dava a impressão do vazio do cosmos, como se quando o poder chegasse nele, diante da grandeza do cosmos, ele representasse exatamente o nada...

A faixa Desdogma, que eu já tinha comentado em outra oportunidade, me trouxe uma nova impressão: o peso da guitarra traz a nós o peso que cada dogma e ideologia tem na nossa existência, embora essas prisões pareçam até mesmo necessárias, mesmo que seja apenas para nos libertarmos delas e assim, conhecermos o que é ser livre!

Na faixa Força Leve, observei como as músicas (Aforismo 1, 2, 3 e depois 4) "emendavam" uma na outra, dando um sentido de continuidade. Talvez essa seja uma representação desta "força leve", constante e que por estar ali presente o tempo todo, também se torna uma espécie de poder, no qual se pode confiar. Lembrei das correntes com os quais quem está aprisionado se acostuma só porque elas são constantes e por isso, viram um porto seguro.

Na última faixa, Psicopata X Empata, a música parece dividir nossa mente entre os dois significados da letra, um completamente alheio à natureza humana, que a divide e a separa, e o outro, que integra a alma no corpo e a todos da espécie por um sentimento de participação mística.

*Larissa Dias é escritora, psicoterapeuta e editora da Revista Eletrônica Mitologia Aberta, em São Paulo.


quinta-feira, 15 de abril de 2021

[Lançamento: periódico dedicado à FC] Ciberpajé é o artista convidado da revista acadêmica Zanzalá vol.5 (UNICAMP/UFJF), com arte de capa exclusiva, HQ inédita, animação, EP musical e videoperformance

Capa da Zanzalá Vol.5

O Ciberpajé (Edgar Franco) é o artista convidado da Zanzalá Vol.5 (baixe-a aqui), ele participa com 5 de suas obras transmídia do universo ficcional da Aurora Pós-humana, incluindo a arte exclusiva da capa da revista. A Zanzalá – Revista Brasileira de Estudos de Ficção Científica (ISSN 2236-8191), é a primeira revista acadêmica brasileira, peer-reviewed, dedicada aos estudos da ficção científica em suas múltiplas plataformas ou manifestações: prosa, poesia, cinema, televisão, teatro, música, videogames, etc. Trata-se de uma publicação vinculada ao grupo de pesquisa (CNPq) GENECINE (Grupo de Estudos sobre Gêneros Cinematográficos e Audiovisuais), sediado no Depto. de Cinema do Inst. de Artes da Universidade Estadual de Campinas. A revista permanece como patrimônio científico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), berço do projeto original e instituição de acolhimento da infra-estrutura necessária à sua publicação. 

A Zanzalá tem como editor chefe o Prof. Dr. Alfredo Suppia, atualmente coordenador do curso de graduação em cinema da Unicamp e um dos mais importantes nomes da pesquisa do cinema de ficção científica no Brasil e América Latina. O vol.5 da Zanzalá traz o dossiê temático “Imaginários contagiantes: Fantasia, horror e ficção científica na era da COVID19”, com organização de Alfredo Suppia, Luiz Felipe Baute e Lucas Procópio Caetano. Ao receber o convite para criar a arte da capa e participar como artista convidado da edição, o Ciberpajé selecionou 4 obras em mídias diferentes que representam as suas criações transmídia no contexto da Aurora Pós-humana e foram inspiradas pelo impacto sociocultural e emocional da pandemia de COVID-19, incluindo o falecimento de seu amado pai, Dimas Franco, uma das vítimas da COVID.

Para as obras selecionadas e disponibilizadas na revista, o Ciberpajé também preparou breves artigos tratando de seus processos criativos, incluindo um relato da criação da capa, e um texto introdutório com um resumo dos conceitos chave que engendraram a Aurora Pós-humana. As obras apresentadas pelo Ciberpajé na edição são:

− Kaliana – Arte de capa criada especialmente para esse volume da revista Zanzalá em técnica que mixa grafite à texturização com I.A. e redes neurais computacionais. 

− Naturae – Capítulo 1 da história em quadrinhos inédita O Sonho dos Deuses, obra criada na técnica de HQescultura. 

Página de abertura da história em quadrinhos Naturae

− O Enterro dos Deuses – Animação e videoarte, pioneira no Brasil no uso da rede neural Deep Dream.

Frame da animação e videoarte O Enterro dos Deuses

− Ciberpajé: Odor do Infinito – EP musical de 3 faixas, parceria com Antar (PR), com letras (aforismos), músicas e artes criadas a partir de uma experiência de ingestão do enteógeno Ayahuasca. 

Capa do EP musical Ciberpajé - Odor do Infinito

− Ciberpajé: A Desintegração – Videoperformance que abriu o Festival Internacional Carnival Rede Vamp 2021.

Imagem da videoperformance A Desintegração

Os breves artigos tratando dos processos criativos das obras foram intitulados: A Aurora Pós-humana: Universo Ficcional Transmídia em Expansão (pág.154 a 157), Um Caminho Pós-humanista: A arte de capa da revista Zanzalá vol. 5 (pág.158-161), Naturae (pág.162 a 169), O Enterro dos Deuses: animação e videoarte fantástica pioneira no Brasil a utilizar a rede neural Deep Dream reflete sobre o dogmatismo negacionista na crise global de COVID-19 (pág. 170 a 176), Ciberpajé - Odor do Infinito: músicas e artes fantásticas de inspiração enteogênica geradas no contexto da pandemia de COVID-19 (pág.177-182), e A Desintegração: Videoperformance do Ciberpajé sobre a inevitabilidade do fim (pág.183 a 185). 

O Ciberpajé agradece aos editores da Zanzalá pelo convite e grande oportunidade! Baixe a Zanzalá Vol.5 nesse link ou clicando nas imagens deste post.


domingo, 28 de março de 2021

[Resenha] EP CIBERPAJÉ - ODOR DO INFINITO: o êxtase de ser e não ser! Por IV Sacerdotisa

Arte do Ciberpajé

Que maravilhoso esse EP, estabelecendo nova parceria entre Ciberpajé e Antar. Além da viagem transcendentalmente melódica, a gente viaja também nos aforismos (inspirados a partir de experiência em estado não ordinário de consciência). O que nos parece a princípio, uma letra "sem sentido", ao fechar os olhos e se entregar à fruição do som, a gente sente como cada elemento está conectado, na complexa teia sinestésica! Odor do Infinito, traz essa simplicidade profunda, um aforismo leve e a melodia que nos eleva. Nos convida a ser nada (nos desfazendo) para fluir o tudo. 

A segunda faixa, Salamandras Azuis, traz uma batida forte com o aforismo animalesco, selvagem, atávico! Um processo de criação, sensualidade, cópula. Geração. 

Chaves da Integralidade finaliza a obra com maestria, com uma batida do metal, pra cima, de batalha, cheia de ânimo visceral e um aforismo que traz o fim-recomeço, o êxtase de ser e não ser, do desapego, de ser um e nos integrarmos aos outros, processo esse que nos conduz à Senda da integralidade. Lindo demais, parabéns! Tenho a honra de conhecer os dois criadores e é emocionante ver uma obra deles em conjunto!

* A IV Sacerdotisa é Danielle Barros, arte cientista e professora doutora na UFSB

Ouça o EP Ciberajé - Odor do Infinito, parceria com o projeto Antar (PR), clicando na arte de capa abaixo:



sábado, 27 de março de 2021

[Resenha] EP CIBERPAJÉ - ODOR DO INFINITO: minutos não ordinários de experiência além da música! Por Guga Burkhardt, do Acclamatur Zine

Arte do Ciberpajé

Quando você pensa em algo produzido, inspirado a partir de experiências de estado não ordinário de consciência com o uso do enteógeno Ayahuasca, logo pensa num som etéreo e viajado. Porém o que ouvimos aqui nesse EP é um clima inspiradíssimo em Doom Metal, talvez pela parceria com o Projeto Antar, de Curitiba. Antar é o codinome musical e mágico de José Eliézer Mikosz, artista transmídia, pós-doutor e professor da Unespar, e ex integrante da banda Black Metal, a Murder Rape.

Ciberpajé é a incorporação artística/transcendental do grande artista transmídia, Edgar Franco, mestre, doutor, pós-doutor e professor da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás e do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG, que trafega colossalmente (pelo volume de suas produções) na literatura (com seus aforismos), na música, nos quadrinhos (como ilustrador e roteirista), em performances questionadoras com o seu projeto Posthuman Tantra. 

Neste EP ele nos trouxe a árdua tarefa de sonorizar seus aforismos sobre experiências completamente pessoais e introspectivas, como devem ser esses momentos nesses estados de consciência. O que sentimos aqui, em pouco mais de 7 minutos distribuídos em 03 faixas, primeiramente é a curiosidade e o aguçamento da nossa imaginação/intuição ao acompanhar o texto e os títulos, percebendo o quanto a música tem o poder de ampliar nossa percepção ao ponto de chegarmos mais próximos de imaginarmos, por exemplo, como seria "O Odor do Infinito", a primeira faixa do EP. Com uma pegada mais “rápida”, a segunda música, "Salamandras Azuis", carrega naturalmente uma luminescência justificada também pelo aforismo: “Na capa da lua copulam salamandras azuis e anjos grises. Todos somos o uivo do lobo.” O belo solo nos transcende também. E talvez em "A Chave da Integralidade", última faixa do EP, você compreenda que a explosão e fragmentação, são portas para o autoconhecimento.

Escute esse mergulho tão pessoal e tão bem compreendido nessa parceria. São minutos não ordinários de experiência além da música!

*Guga Burkhardt – É artista visual, criador de artes de capas emblemáticas de inúmeras bandas do underground brasileiro, ativista cultural e editor do Acclamatur Zine @acclamaturzine

Ouça Ciberpajé - Odor do Infinito clicando na arte de capa do EP abaixo:



domingo, 21 de março de 2021

[Seleção Oficial] Curadoria do notório canal alemão "Rock Freaks" seleciona o EP "Ciberpajé - Odor do Infinito" para veiculação


O notório canal alemão Rock Freaks é dedicado a selecionar e publicar CDs, EPS, singles e vídeos de bandas underground dos gêneros Stoner Rock, Psychedelic Rock, Space Rock, Kraut Rock, Heavy Rock, Alternative, Grunge, Post-Rock, Post Metal, Sludge Metal, Doom Metal, Stoner Metal, Ambient Black Metal, Post Black Metal, e Experimental Metal. O canal, com cerca de 25 mil assinantes no Youtube, também possui uma gravadora e realiza um importante festival dedicado a esses estilos.

O principal curador do canal, Alex Fox, ouviu e gostou muito do EP Ciberpajé- Odor do Infinito, publicado pela Lunare Music no Bandcamp, e entrou em contato direto com o Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco) para solicitar-lhe a possibilidade de incluí-lo no Rock Freaks como forma de divulgação da obra. O EP já foi publicado no canal e pode ser ouvido nesse link, ou clicando na imagem abaixo. 


Odor do Infinito é o novo EP do Projeto Ciberpajé e sela uma parceria muito especial com o Projeto Antar, de Curitiba. Antar é o codinome musical e mágico de José Eliézer Mikosz, artista transmídia, pós-doutor e professor da Unespar, um dos mais importantes pesquisadores da arte visionária e psicodélica no Brasil, tradutor do notório Manifesto da Arte Visionária, de Caruana, e autor do livro Arte Visionária - Representações Visuais Inspiradas nos Estados Não Ordinários de Consciência (ENOC).  Mikosz também é musicista renomado na cena metal brasileira tendo integrado a banda de black metal Murder Rape por muitos anos, sendo um dos principais compositores e guitarristas nos discos emblemáticos da banda.

A parceria para criar Odor do Infinito (ouça o EP aqui) surgiu a partir da perspectiva visionária que conecta Antar e o Ciberpajé, e os aforismos recitados nas faixas foram escritos inspirados em uma experiência de estado não ordinário de consciência com o uso do enteógeno Ayahuasca realizada pelo Ciberpajé. A arte da capa também foi criada a partir de um desenho inspirado em uma das visões da mesma experiência, e posteriormente foi trabalhada em uma rede neural, em múltiplas camadas para tentar aproximar-se da coloração e textura da visão enteogênica interpretada como uma perspectiva que envolve conexões entre o trauma perinatal e a integralidade do ser. Saiba mais e confira o encarte completo do EP clicando na arte de capa abaixo.