quinta-feira, 13 de agosto de 2020

[Resenha] EP Holofraktaforismos: cogumelos, inteligências artificiais, sensações e sentimentos que vão da vertigem ao encantamento! Por IV Sacerdotisa


Acabei de experienciar esse EP! É algo totalmente diferente de tudo que foi feito no projeto musical CIBERPAJÉ! A começar da proposta conceitual da obra que conecta-se com a tecnologia vegetal da experiência de Edgar Franco com o enteógeno cogumelo Psilocybe cubensis,  unindo-se a essa experiência psicodélica e tornando-a parte fundamental dos processos criativos de HQforismos, que conectaram-se posteriormente ao inovador método de euFraktus X, que "lê" a arte do Ciberpajé transcodificando-a e traduzindo-a em música! Ou seja, transmídia de todas as formas, tanto na interconexão de mundos: realidades virtual, digital, vegetal, mental, ordinária; como com os métodos criativos: Inteligência artificial e inteligência humana e vegetal, mixagem e transfomração da arte desenhada para arte cantada, e por fim a conexão subjetiva com o público. Esse ponto eu quero destacar, pois se toda obra de arte é uma obra aberta, nesta, a interação, conexão e adesão do público à obra nos faz mais do que "receptores", mas seus CO-CRIADORES! 

Na medida que mergulhamos e nos deixamos tomar pela experiência sinestésica, mental e psicológica, nós também damos novos sentidos e criamos caminhos para a arte em nosso ser. Foi assim que me senti, fruindo esse EP. E como se não bastasse todas as sensações e sentimentos que vão desde vertigem, encantamento, agonia, plenitude, assombro, mergulho interior, tontura, indo do êxtase à euforia. Ao olhar as artes que o Ciberpajé fez para cada faixa é como se vivenciássemos uma realidade paralela, um "clipe" sinestésico personalizado no qual cada um viverá a experiência à sua própria maneira.

Ao fixar os olhos nas artes enquanto ouvia no fone, era como se eu visse partes do desenho saltarem da tela, se expandindo, retraindo, se movimentando, como uma narrativa visual em que eu fui co-criadora através das sensações propiciadas pela música. As artes visuais estão INCRÍVEIS, e a música é diferente de tudo que já ouvi. Merecem todos os prêmios! TOTALMENTE FORA DO COMUM e nos faz viajar! PARABENIZO OS ARTISTAS! ESTOU ENCANTADA COM TUDO ISSO. 

(Obs: Evitei ler todo o texto de divulgação da obra pois gostaria de fruir sem ter grandes informações sobre os processos, de modo que eu pudesse ouvir com a mínima "sugestão" do que viria).

* A IV Sacerdotisa da Aurora Pós-humana é Danielle Barros, arte-cientista, pesquisadora e professora doutora na UFSB, em Teixeira de Freitas, Bahia.

Saiba mais e ouça agora o EP Ciberpajé - Holofraktaforismos clicando na arte de capa abaixo:


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