quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A coluna "Aforismos do Ciberpajé" no Jornal do Pontal chegará em sua centésima edição!



A coluna "Aforismos do Ciberpajé", publicada impressa e on-line no "Jornal do Pontal" (Ituiutaba, MG), em breve chegará à centésima semana sendo editada. Ela ocupa parte do espaço cultural do jornal todas as terças-feiras. Tenho inclusive a honra e alegria de ser publicado ao lado de meu amigo e renomado talento literário nacional Whisner Fraga. Para ler a coluna on-line, visite a página do jornal e role até o final:

domingo, 27 de dezembro de 2015

Brakan: Da Espada ao Nirvana

Por Edgar Franco
Texto de apresentação do álbum BRAKAN, de Mozart Couto, lançado pelas editoras Atomic & Quadrante Sul, em 2015.




Para mim foi um agradável desafio escrever o texto de apresentação dessa obra de fôlego daquele que é, sem nenhuma sombra de dúvidas, o maior quadrinista brasileiro do estilo capa, espada e magia. As histórias em quadrinhos de Mozart Couto encantam o público brasileiro desde o final da década de 70, quando iniciou sua participação no cenário brasileiro criando HQs para a lendária editora Grafipar. A exuberância, riqueza e beleza de seu traço une influencias múltiplas que vão de mestres da ilustração fantástica como Frank Frazetta e Boris Valejo, passando por quadrinistas como John Buscema e Alfredo Alcala e chegando a gênios da HQ europeia como Moebius, Caza e o argentino Juan Gimenez. A versatilidade de Couto e sua capacidade camaleônica como ilustrador, gerou nas duas décadas recentes obras com forte influência do estilo mangá, como pode ser visto nos álbuns Os Guerreiros de Ha-Kan e Samurai, lançados pela Atomic Books. Mas mesmo nessas obras é possível perceber a presença autoral do traço do mestre, pois certos detalhes e sutilezas únicas fazem de sua arte algo inimitável.

Acompanho o trabalho de Mozart desde os anos 80, e suas HQs de horror publicadas nas extintas revistas Mestre do Terror e Calafrio, da editora D-Arte, marcaram-me profundamente. Seu traço era algo mágico para mim e a densidade e atmosfera que ele criava em suas histórias - que sempre envolviam magos poderosos, ou monstros lovecraftinianos – fizeram tornar-me ainda mais apaixonado pelos gêneros da ficção científica (FC), fantasia e horror. Em meados da década de 80, quando acompanhava a produção de Mozart para as revistas de horror publicadas no país, fui surpreendido por uma edição nas bancas. Era o número 1 de Hakan, uma HQ de espada, magia, fantasia e toques de FC. Encantei-me com o trabalho, pois ele era tão bom quanto, ou até melhor que as HQs de Conan que eu acompanhava à época. A arte de Couto era de tirar o fôlego, sequências magistrais, épicas, quadrinhos dignos da exuberância de telas de Rembrandt, ou das capas de Frazetta.
Compreendi claramente que aquele era o universo visual no qual Mozart Couto mais explorava seu grande potencial artístico. E além dos desenhos extasiantes, o roteiro de Couto também era excelente.  Fiquei entusiasmado ao perceber que no Brasil tínhamos artistas desse calibre e torci para que Hakan, publicada pela editora Noblet, se tornasse um título mensal. Infelizmente a revista durou só três números, prejudicada pelo agravamento da recessão econômica no país.

Continuei acompanhando o trabalho de Mozart, sempre adquirindo todo e qualquer material que tivesse sua participação. A partir do fim dos anos 80 tornei-me também quadrinista e passei a colaborar com fanzines em todo o país, época em que percebi a grandeza e generosidade de Couto, que mesmo vivendo de seu trabalho como quadrinista e ilustrador encontrava tempo para colaborar com fanzines diversos como Historieta, Tchê, Mutação e Imaginação. Meus quadrinhos já caminhavam para a expressão poético-filosófica de influências místicas e transcendentes quando tomei outro grande choque ao deparar-me, em 1990, nas bancas com o álbum “O Viajante”, editado pela Ícone. Nessa obra ímpar, de proposta inovadora para a época, Mozart Couto apresenta a jornada iniciática de um homem, explorando magnificamente cenários fantásticos que conectavam influências de nossas culturas indígenas amazônicas a traços das culturas Inca, Maia e Asteca, somando a isso seus cenários abissais de verve lovecraftiniana. O trabalho apresentou algo importante da faceta autoral de Couto, seu envolvimento com a espiritualidade e com as buscas transcendentes. Algo que marca suas obras autorais desde então e o ponto chave desse álbum de Brakan, agora em suas mãos.

Dez anos depois de ler “O Viajante”, eu jamais imaginava que teria a chance ímpar de trabalhar ao lado daquele que sempre considerei um dos maiores artistas da HQ brasileira. No ano 2000, após ler um fanzine de minha autoria, BioCyberDrame, Mozart demonstrou-se entusiasmado pela temática e honrou-me com o convite para realizarmos um trabalho conjunto. A parceria culminou no lançamento pela editora Opera Graphica do álbum BioCyberDrama em 2003, pelo qual Couto recebeu o Troféu Ângelo Agostini de melhor desenhista e eu fui indicado ao troféu HQMix de melhor roteirista. Em 2013, foi lançado pela Editora UFG, o álbum BioCyberDrama Saga, dessa vez trazendo a saga completa do personagem Antônio. Somando mais de 250 páginas a obra foi indicada ao HQMix de melhor edição especial nacional. Acredito que o entusiasmo de Mozart em desenvolver esse trabalho comigo foi justamente a temática proposta na obra: tratar de buscas transcendentes em um cenário hipertecnológico repleto de criaturas pós-humanas.

Ao ler Brakan, essa nova obra de fôlego de Mozart, deslumbrei-me com a sofisticação cinematográfica de muitas das sequencias de ação do álbum – apresentando o refinamento ainda mais primoroso desse que é um dos maiores ilustradores do gênero capa e espada do planeta. Mas fiquei ainda mais impactado pelo roteiro que mostra o personagem, de verve guerreira e bárbara, iniciando uma jornada iniciática na busca de transcender seu ego e viver em paz consigo mesmo. O poder físico, bélico e a crueldade sendo substituídos pelo caminho em direção ao Satori.

Esse álbum de Brakan, personagem originalmente criado por Mozart em 1986, mostra o artista em sua melhor forma. Tudo é esplendoroso, a começar pela visceralidade da capa, cheia de movimento e força, mostrando a fúria de Brakan em sua fase como guerreiro. O Emissário da Escuridão, primeiro capítulo da saga, é um exercício de estilo do mestre, apresentando uma sequência de batalha entre o personagem e um demônio abissal com angulações inusitadas, planos irretocáveis e belos escorços. O principal vilão da história é apresentado, assim como outros importantes personagens da trama. Sequências de batalha como as das páginas 19 e 20 são impressionantes. A densidade produzida pelo jogo magistral de claros e escuros criado pela pena de Couto segue no segundo capítulo. Certas páginas são telas épicas como os quadrinhos das páginas 48 e 49. Mozart Couto experimenta com múltiplas possibilidades de arte final, indo de seu traço mais tradicional - apresentado no segundo capítulo com mais hachuras - para algo mais direto com fortes contrastes claro-escuro no início do terceiro capítulo. Mesmo diante dessas mutações de traço é impossível não reconhecermos o desenho do mestre. Páginas como as das sequencias 84, 85, 86 e 92, 93, 94 são uma prova definitiva de que você tem em mãos um álbum de um dos maiores narradores gráficos desse país. Poucos ilustradores no mundo conseguem criar cenas de batalhas medievais com tanto refinamento e força.

A partir do quarto capítulo, as batalhas de Brakan irão mudar de foco, e sua jornada iniciática começa. Mozart desconstrói a herança tradicional dos heróis das fantasias medievais de capa e espada, e FC criados por mestres como Robert E. Howard, Edgar Rice Burroughs, Alex Raymond e outros, todos baseados em capacidades físicas superiores e destreza, e sempre motivados a batalhar contra um mal iminente usando a força bruta e a habilidade no manuseio de armas. A perspectiva desse herói bélico ocidental é desconstruída pelo quadrinista ao investir na revolução silenciosa de seu personagem, resgatando da cultura oriental outra visão de herói: o herói pacífico, iluminado, aquele que alcançou o nirvana e venceu a égide do ego. Essa jornada iniciática apresenta a
mesma beleza plástica dos desenhos dos primeiros capítulos e reitera o caráter autoral, artístico e poético dessa magistral história em quadrinhos. Brakan é uma obra que merece muitas releituras para percebermos as sutilezas ricas presentes em sua arte e roteiro.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Confira a entrevista que o Ciberpajé concedeu ao blog Toca do Shark!


Ciberpajé concedeu entrevista ao blog Toca do Shark falando sobre a vida, ideário, seus projetos artísticos, seu processo de transmutação pessoal entre outras questões. A entrevista intitulada "EDGAR FRANCO, O CIBERPAJÉ: ARTE, AUTO-REVOLUÇÃO & INTEGRALIDADE" pode ser lida AQUI


Captura de tela da entrevista [1]
Captura de tela da entrevista [2]
Trechos da entrevista:



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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Zicaram tudo.

(HQforismo com arte do Ciberpajé Edgar Franco)
Zicaram tudo. Epidemia de zica vírus mutante, parece até filme de ficção científica B da década de 50. Milhares de crianças inocentes com microcefalia, mas poucos têm se lembrado dos milhões de mosquitos aedes aegypti transgênicos que foram soltos em dezenas de cidades brasileiras a partir de 2011. Brasil e Malásia tornaram-se campos de testes de uma empresa de biotecnologia inglesa para observarem a funcionalidade de seus mosquitinhos hipertecnológicos. Talvez, na verdade, isso seja apenas uma forma cruel de castração biotecnológica humana desenvolvida nos laboratórios de multinacionais de biotecnologia, impedindo que populações terceiromundistas continuem a se reproduzir; ou simplesmente um erro grosseiro de cientistas apressados que em pouquíssimo tempo já disseminam na natureza seus produtos vivos biologicamente modificados, visando lucro desmedido. Muitos vão chamar-me de "teórico da conspiração", mas são apenas conjecturas de um Ciberpajé que hoje acordou com pouca fé na espécie humana, e pouca esperança em sua continuidade. (Ciberpajé)

Colapso Glorioso: Novo videoclipe do Posthuman Tantra

O diretor paulistano Rynaldo Papoy, com sua verve D.I.Y. e seu estilo minimalista - fã declarado do Posthuman Tantra -, desenvolveu e dirigiu o videoclipe. Ele partiu de uma concepção básica do Ciberpajé, e contou com a participação especial da atriz convidada Nathália Criscito. A faixa abre o álbum conceitual "Lúcifer Transgênico", lançado esse ano pela gravadora "Terceiro Mundo Chaos Discos", e que em breve terá sua versão europeia pela "412 Recordings" (UK). A música trata do iminente colapso da espécie humana devido ao seu estilo de vida que depreda e devasta Gaia. O videoclipe inclui legendas (subtitles) em português e inglês. Assista no link: https://www.youtube.com/watch?v=lx32xrxDaoc


Ou veja diretamente aqui:


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Ouroboros Cogumelo: 26 anos depois

(26 anos depois: Ciberpajé com os dois discos do Mutilator e a camiseta exclusiva. Foto da I Sacerdotisa)

No final da década de 1980 a Cogumelo Records era uma gravadora mítica para mim. Sou mineiro, do triângulo, e comecei a ouvir heavy metal em 1985 e naqueles tempos as informações sobre a cena eram raras e difíceis. Quando a Cogumelo Records, de Belo Horizonte, começou a lançar os materiais de bandas brasileiras, foi algo mágico. Eu recebia o catálogo da loja por correio e praticamente vi nascer de longe uma das cenas mais importantes do metal mundial. Os discos eram caros, então eu e meus amigos comprávamos poucos, e sempre que adquiríamos um, gravávamos fitas para todos e também faziamos as chamadas "tape trades" (trocas de fitas cassete) pelo correio. Lembro-me da emoção de ouvir o vinil compilação "Warfare Noise I" em 1986 e simplesmente enlouquecer com a visceralidade e força de Chakal, Holocausto e Sarcófago, mas a banda que mais marcou-me pela crueza e sonoridade foi o Mutilator. 
Dois anos depois gravei de um amigo o impactante "Immortal Force", primeiro álbum da banda, hoje um verdadeiro clássico do Death Trash metal que marcou definitivamente a banda na história do metal brasileiro e mundial. Lembro que na fita que gravei eu desenhei o logotipo da banda, como sempre fazia, com todos os detalhes, incluindo o 666 na foice, ouvir música era um ato estético para mim e foi nessa época que também comecei a criar música. Em 1989, fui pela primeira vez a Belo Horizonte visitar uma tia, na viagem além dos pontos turísticos que eu queria ver, como o complexo da Pampulha, a principal atração turística era minha visita à loja física da "Cogumelo Records", estava em êxtase com a possibilidade de conhecer o local, ver todos aqueles discos reunidos e queria comprar o segundo álbum do grande Mutilator, "Into The Strange", que tinha sido lançado há pouco e que não tinha ainda tido a chance de ouvir. Juntei o dinheiro do disco e até separei na carteira, era sagrado, fazia parte do ato ritualístico de visitar o "templo" do metal mineiro e sair de lá com um petardo. 
E assim foi, lembro-me de chegar na loja e uma turma de "metaleiros" estarem lá dentro e alguns de fora, passei uma hora ali, olhando cada disco, sentindo a atmosfera, e ao final sai de lá com o desejado segundo vinil do Mutilator, ansioso para ouví-lo. Lembro-me de levar no colo o disco, na viagem de ônibus de volta, preocupado com a possibilidade dele quebrar! Ouví-lo, já em minha cidade, Ituiutaba, foi um delírio, o disco apresentava uma banda mais melodiosa e madura, mas ainda cheia de força e peso, perdi a conta de quantas vezes ouvi esse petardo, decorando cada riff. Infelizmente pelas circunstâncias da vida e do destino, o Mutilator acabou e deixou como legado para o mundo essas duas incríveis obras. 
Ao longo dos anos estive outras vezes em Belo Horizonte, mas em circunstâncias que me impediram de voltar à Cogumelo, ou na época em que a loja física esteve fechada, mas durante a segunda metade da década de 1990, época do decretado "fim do vinil", garimpei em sebos de cidades que visitei e com amigos vários dos vinis lançados pela Cogumelo nos anos de ouro, infelizmente nesse tempo nunca consegui adquirir o primeiro álbum do Mutilator em vinil. Em 2014, conversando com um aluno e grande amigo de Goiânia, o Guga Valente, descobrimos que ambos temos essa fascinação pelo Mutilator, e Guga veio me contar que conseguiu comprar em um sebo de Brasília o vinil "Immortal Force"! Alguns dias depois recebi de Guga um presente incrível, uma camiseta criada artesanalmente por ele com o logotipo clássico do MUTILATOR. Fiquei emocionado com o presente, e voltei a ter em mente a ideia de completar minha "coleção" do Mutilator com o primeiro disco. Descobri na Internet que tinha sido lançada pela cogumelo uma edição comemorativa em vinil do desejado álbum, e o melhor, uma versão picture! Mas também sabia que voltaria à Belo Horizonte em 2015 para participar do FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos, então fiz um plano mental, retornar à loja da Cogumelo Records 26 anos depois para completar minha coleção do Mutilator e rever a loja. Assim foi feito, convidei alguns amigos especiais, também amantes do metal - Rubens César Baquião, Matheus Moura, Guilherme Silveira, Vizette Priscila Seidel, e Kadi seguimos a pé pelo centro de BH procurando o novo espaço da loja, depois de algumas buscas infrutíferas chegamos ao segundo piso de uma galeria e lá estava a loja, e o mais emocionante foi encontrar lá o grande amigo Charlie Curcio, da banda lendária STOMACHAL CORROSION, que tive a honra de conhecer pessoalmente. 

Tela original da arte da capa do disco "Rotting" do Sarcófago, obra de Kelson Frost. 
Foto de Rubens Baquião

Curcio trabalha na loja e nos atendeu com muita atenção ao lado do lendário "João" dono do selo que revelou os grandes nomes do metal Brasileiro. Ao fundo da loja - para meu delírio completo - 2 telas originais das capas de dois dois mais importantes discos lançados pela cogumelo: Schizophrenia (SEPULTURA) & Rotting (SARCÓFAGO). A arte de capa de "Rotting" é para mim a mais bela e blasfema da história do black metal e seu criador, o genial Kelson Frost, o maior capista de metal do país, ver essa arte de perto foi uma grande emoção. Vasculhei com calma as prateleiras da loja, e tinha confiança que encontraria o cobiçado vinil lá, e logo estava com ele em minhas mãos. Saí da loja com o primeiro disco do Mutilator, e refletindo sobre minha vida 26 anos depois, quando a cobra mordeu o rabo, e eu me sinto ainda mais forte, vivo e grato pela oportunidade de continuar na jornada.

O Ciberpajé e o grande Charlie Curcio (Stomachal Corrosion), diante da lendária loja da Cogumelo, em Belo Horizonte. Foto de Rubens Baquião.

26 = 2+6 = 8

Ciberpajé na Cogumelo (BH-MG) durante o FIQ 2015!

Na convivência de 5 dias com grandes amigos, um dos momentos mais divertidos do FIQ 2015 - Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte - teve como protagonista meu grande amigo Rubens César Baquião. Rubião é doutor em linguística, quadrinhista de talento e um pesquisador e entusiasta dos estados ampliados de consciência. Eu e Matheus Moura estávamos saindo para ir à lendária loja da Cogumelo Records (a gravadora e selo que revelou nomes como Sepultura, Sarcófago, Mutilator, Chakal, etc) e encontramos Rubens. Estendi o convite a ele dizendo:
- Rubens, nós vamos à Cogumelo, você topa ir conosco?
Ele pensou um pouco, travou os olhos...eu emendei:
- É aqui perto, será rápido!
Seus olhos brilharam e ele disse:
- Vamos sim, não vou perder essa!
Mas aí eu continuei:
- A loja da Cogumelo Records é lendária, selo que revelou grandes nomes do metal nacional!
Nessa hora Rubens fez cara de confuso, mas logo então entendeu a confusão que tinha feito! Ele pensou que eu e Matheus, que também somos estudiosos de enteógenos e já utilizamos o cogumelo "psilocybe cubensis" - para experiências de expansão da consciência - estávamos convidando-o em pleno FIQ para sairmos de lá e irmos a algum pasto catar cogumelos!!!!
E o mais louco é que ele topou a parada! Rimos muito dessa história.
Meu abraço ao grande Rubião, que na foto mostra sua tatoo de capricórnio com grande semelhança com a figura presente na capa do meu novo fanzine "Uivo 4".


Foto IV Sacerdotisa