segunda-feira, 10 de outubro de 2016

[Lançamento] BioCyberDrama Saga - Segunda edição ampliada em capa dura

Capa da segunda edição de BioCyberDrama Saga

BioCyberDrama Saga: HQ Brasileira de Ficção Científica Pós-humana

 A primeira edição do álbum "BioCyberDrama Saga" foi lançada em agosto de 2013 pela Editora UFG, por tratar-se de uma obra densa com quadrinhos autorais, foi surpreendente o fato de em menos de dois anos ela esgotar-se.  A obra, uma edição luxuosa, com mais de 250 páginas, formato próximo do A4 e sobrecapa especial, foi uma iniciativa inédita de uma editora acadêmica brasileira que a publicou como parte de uma coleção de livros de arte, chamada "Artexpressão", reconhecendo no âmbito da universidade os quadrinhos autorais como legítima expressão artística.
O álbum teve uma recepção excepcional por parte da imprensa especializada em quadrinhos no país, recebendo resenhas positivas em dezenas de veículos impressos e online que destacaram a singularidade de seu roteiro inspirado em perspectivas pós-humanas e também a arte surpreendente de Mozart Couto, dentre esses veículos destacamos as revistas de circulação nacional "Mundo dos Super-heróis # 52", "Mundo Nerd #2", passando por jornais como Correio Popular (GO), Jornal Opção (GO), Diário de Petrópolis (RJ), Jornal do Pontal (MG), Portal Pipoca e Nanquim, Blog Reverso, Podcast Cidade HQ, Blog Consciências e Sociedades, fanzine Quadritos (RS), Blog Contos do Absurdo; Blog Quadriculado, periódico acadêmico Imaginário (Editora Marca de Fantasia/UFPB), Revista Impacto Pontal (MG), Revista Somnium (SP), resenha em vídeo no Podcast Publigibi, Site Digestivo Cultural , entre muitos outros. Nesse tempo fui convidado a conceder entrevistas a vários veículos da imprensa para falar do álbum e de seus desdobramentos, como Rádio CBN Goiânia, Jornal Opção, Jornal Correio Popular, Revista Gatos & Alfaces e TV Metrópole.
O interesse pela publicação permitiu a organização de lançamentos concorridos, um deles organizado pela Editora UFG no Centro Cultural UFG, em Goiânia, que incluiu uma apresentação especial do Posthuman Tantra, banda performática que eu coordeno.  Na cidade de São Paulo o lançamento aconteceu na seminal loja especializada em quadrinhos Gibiteria e incluiu um debate inicial tratando dos detalhes do processo criativo do álbum, com mediação dos premiados quadrinhistas Laudo Ferreira e Gazy Andraus. Já na cidade de Anápolis aconteceu um lançamento organizado pela UEG – Anápolis, com a coordenação dos professores Ademir Luiz da Silva e Ligia Carvalho, esse lançamento também contou com a performance do Posthuman Tantra e teve excelente recepção do público presente formado por alunos da Universidade Estadual de Goiás. 
BioCyberDrama Saga foi selecionado pela curadoria do 8 FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, para a programação oficial de lançamentos. O Festival, o mais importante do gênero na América Latina, aconteceu de 13 a 17 de novembro de 2013 em Belo Horizonte. Outro fato marcante foi a indicação do álbum a uma das categorias mais importantes do "Troféu HQMIX" 2014, considerado o "Oscar" dos quadrinhos brasileiros. BioCyberDrama Saga foi a única obra do estado de Goiás indicada ao troféu em 2014 e concorreu na categoria "Edição Especial Nacional". Sua indicação, comemorada por veículos da imprensa goiana, foi uma prova da qualidade ímpar da obra, já que o ano de 2013 foi um dos anos mais prolíficos da história dos quadrinhos autorais brasileiros com mais de 600 lançamentos na área. Além da mídia impressa, aconteceram apresentações de artigos sobre a obra em eventos acadêmicos e de quadrinhos, BioCyberDrama Saga foi divulgado também em telejornais e na web amplamente, a ponto da obra despertar até o interesse do pesquisador prof. Dr. Ed King, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, um estudioso da ficção científica no contexto da América Latina, com livros publicados sobre o tema. King está estudando a obra como um dos objetos de análise para um de seus próximos livros que trata de obras de ficção científica com o tema do pós-humano criadas na América Latina, e inclusive realizou longa entrevista comigo enfocando meus processos criativos.

A Nova Edição do Álbum

Após a primeira edição de BioCyberDrama Saga esgotar-se recebemos, com muito entusiasmo, o convite da Editora UFG para o lançamento de uma segunda edição. Não podíamos perder a oportunidade de criar algo especial para novos leitores e também para aqueles que gostaram da primeira edição, afinal foi uma alegria grande sabermos que nossa obra mereceria uma nova edição. Assim sugeri a Mozart Couto a criação de um epílogo de dez páginas narrando poeticamente um fato importante de nossa saga, pois após várias releituras do volume eu imaginei essa sequência como um fechamento ainda mais significativo. Com a proposta de termos uma edição em capa dura nos entusiasmamos também para a criação de uma arte exclusiva para a capa dessa edição. Mozart surpreendeu-me mais uma vez com a beleza de seus desenhos no epílogo e na nova capa, realizando tudo por sua paixão pelos quadrinhos e por esse álbum em especial. A nova obra inclui também um longo texto de apresentação da segunda edição escrito por mim e no qual inclui citações de 15 resenhas feitas pela imprensa especializada sobre o álbum.
Para a criação de BioCyberDrama Saga, eu (Ciberpajé Edgar Franco, artista transmídia, quadrinhista e pós-doutor em artes), realizei parceria com ao lendário e premiado quadrinhista Mozart Couto para o desenvolvimento dessa saga de ficção científica em quadrinhos. A segunda edição, apresentada na forma de um álbum em formato A4, com 280 páginas e capa dura, inclui a saga completa em quadrinhos, além de uma descrição detalhada do universo ficcional da “Aurora Pós-humana”, criado por Edgar Franco e ainda um making of do trabalho nos anexos, com artes do processo criativo da obra.

Segunda edição de BioCyberDrama Saga

 Segunda edição de BioCyberDrama Saga

 Segunda edição de BioCyberDrama Saga

 Segunda edição de BioCyberDrama Saga

Páginas internas: Epílogo da Segunda edição de BioCyberDrama Saga

Imagine um futuro em que a transferência da consciência humana para chips de computador seja algo possível e cotidiano, quando milhares de pessoas abandonaram seus corpos orgânicos por novas interfaces robóticas. Imagine também que neste futuro hipotético a bioengenharia tenha avançado tanto que permita a hibridização genética entre humanos, animais e vegetais, gerando infinitas possibilidades de mixagem antropomórfica, seres que em suas características físicas remetem-nos imediatamente às quimeras mitológicas. Nesse contexto ficcional as duas "espécies pós-humanas” tornaram-se culturas antagônicas e hegemônicas disputando o poder em cidades-estado ao redor do globo, enquanto uma pequena parcela da população - uma casta oprimida e em vias de extinção -, insiste em preservar as características humanas, resistindo às mudanças.
A HQ presente no álbum é dividida em III partes. A primeira delas, foi publicada em álbum pela editora paulistana Opera Graphica, com ótima recepção do público e crítica especializada. Tendo sido indicada aos prêmios HQMIX de melhor roteirista (Edgar Franco) e melhor edição especial nacional de 2003. A obra recebeu o prêmio Ângelo Agostini de melhor desenhista de 2003, concedido a Mozart Couto. Em 2013 a Editora UFG publicou a edição completa da obra com as 3 partes da saga, e agora, nessa segunda edição de 2016, além da obra completa foi incluído o epílogo inédito.

 Ciberpajé com a segunda edição de BioCyberDrama Saga

Ciberpajé com a segunda edição de BioCyberDrama Saga

O Lançamento:

O lançamento oficial em Goiânia da nova edição de BioCyberDrama Saga acontecerá durante o III FNPAS – Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte sequencial, no dia 22 de outubro de 2016, na FAV – Faculdade de Artes Visuais da UFG – Universidade Federal de Goiás, Campus Samambaia. A sessão de lançamento começará às 18:00 e incluirá performance da banda Posthuman Tantra às 20:00, logo depois o Ciberpajé autografará e realizará desenhos originais exclusivos nos exemplares dos interessados. Excepcionalmente durante o lançamento, o álbum que custa R$60,00 (sessenta reais), será vendido com o incrível preço promocional de R$30,00 (trinta reais).

Capa da Segunda edição de BioCyberDrama Saga com Arte de Mozart Couto
Serviço:
BioCyberDrama Saga (Segunda Edição)
Álbum em quadrinhos de Edgar Franco (roteiro) & Mozart Couto (desenhos).
Editora UFG – 2016,
280 páginas, formato A4, capa dura.
R$ 60,00 
Adquira diretamente com o autor: ciberpaje@gmail.com

sábado, 8 de outubro de 2016

Ciberpajé apresenta sua concepção de "HQ Expandida" em evento de Arte & Tecnologia no Museu Nacional, em Brasília

O artigo, no qual se baseou a explanação oral, intitula-se "HQ EXPANDIDA: DAS HQTRÔNICAS AOS PLUG-INS DE NEOCORTEX", e propõe uma nova concepção para HQ expandida, abarcando não só os quadrinhos em outros suportes e fruto de convergência midiática como as HQtrônicas, os HQGIForismos e as HQs em 360 graus, mas também todos os quadrinhos criados a partir de métodos de expansão da consciência, com destaque para o uso de enteógenos (como Ayahuasca e Psilocybe Cubensis), a utilização da técnica da Respiração Holotrópica, e também o uso da magia de sigilos e de técnicas de desenho automático para a obtenção de ENOC - Estados não ordinários de consciência. No texto o Ciberpajé chama os enteógenos de "Plug-ins de Neocortex" e os batiza como "softwares livres da natureza" por sua capacidade de promoverem estados ampliados de percepção.


Ciberpajé apresentando o artigo durante o 15#Art, no Museu Nacional, em Brasília (Foto de Anésio Neto).


A apresentação aconteceu durante o 15#ART - Encontro Internacional de Arte e Tecnologia, no Museu Nacional, em Brasília, no dia 4 de outubro de 2016. O Ciberpajé Edgar Franco falou para um auditório com presenças de importantes pesquisadores nacionais e internacionais da área de artes. Inclusive ele também está com a instalação interativa "La Vero" exposta na exposição EmMeio#8, que é parte do evento, conheça a instalação aqui.




Ciberpajé apresentando o artigo durante o 15#Art, no Museu Nacional, em Brasília (Foto de Anésio Neto).



O artigo é um dos resultados das novas pesquisas de processos criativos desenvolvidas pelo Ciberpajé no contexto do grupo de pesquisa CRIA_CIBER que coordena na Faculdade de Artes Visuais da UFG - Universidade Federal de Goiás, e de seus experimentos pessoais de criação. Leia-o na íntegra clicando na imagem do resumo, logo abaixo, ou aqui.








quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Obra do Ciberpajé exposta no Museu Nacional discute a obsolescência programada e a devastação do cerrado

Ciberpajé e sua obra "La Vero" exposta no Museu Nacional da República, em Brasília

Em 2009 o Ciberpajé trancou um celular em uma caixa com 10 cadeados para criticar o culto à telefonia móvel e a obra Immobile Art, exposta no MIS-São Paulo, foi destaque em matéria na Folha de São Paulo (veja vídeo aqui). Agora é a vez de um disquete ser também preso em uma caixa mas objetivando refletir sobre a obsolescência programa e a devastação do cerrado, na nova instalação interativa "La Vero". A obra está exposta no Museu Nacional da República, em Brasília, no contexto da exposição EmMeio#8, que vai de 4 a 30 de outubro de 2016. A mostra de arte e tecnologia tem como curadoras as artistas e pesquisadoras Tânia Fraga e Malu Fragoso.

 "La Vero" na exposição EmMeio#8, Museu Nacional da Rebública, Brasília

 "La Vero" na exposição EmMeio#8, Museu Nacional da Rebública, Brasília

"La Vero" na exposição EmMeio#8, Museu Nacional da Rebública, Brasília

"La Vero" reflete sobre a obsolescência programada dos suportes de armazenamento de dados, tornando milhares de acervos inacessíveis, gerando lixo tecnológico e altos custos para a natureza. Isso contribui para a destruição dos biomas globais na busca por fontes de energia para sustentar o hiperconsumo. Nos últimos 20 anos os dispositivos de suporte de dados magnéticos K7, videocassete (VHS), disquete (floppy-disk) de 5,24/3,5 polegadas e zip drive tornaram-se obsoletos. Cada dia é mais difícil encontrar os drivers/aparelhos que permitam sua leitura, eles e suas mídias tornaram-se lixo sem destinação certa. A “informação” rende-se ao consumo, ele dita as regras e utiliza-se do discurso da “novidade tecnológica”.
VHS, Disquete de 3,5 polegadas, K7 e disquete de Zip Drive: suportes obsoletos utilizados para armazenar os dados da obra

 Disquete de Zip Drive, fita VHS e fita K7 antes de serem enterrados respectivamente em um pasto de criação de gado no estado brasileiro de Goiás; em uma plantação de cana no estado de Minas Gerais, e em uma plantação de soja transgênica no estado de Mato Grosso, principais áreas do bioma brasileiro Cerrado

Diante disso, como destaca o biólogo James Lovelock, a biosfera vive um processo de falência. “La Vero” utiliza-se de 4 suportes obsoletos de informação para denunciar a obsolescência programada e seus custos para a natureza, focando na destruição gradativa do bioma brasileiro Cerrado perpetrada pelas invasivas plantações de cana visando a produção de biodiesel, pelas horripilantes plantações de soja transgênica, e também pela criação extensiva de gado.

No museu de arte, dentro de uma caixa de acrílico, trancado com 10 cadeados, um disquete é colocado à venda para qualquer interessado que se disponha a pagar o valor de €666,00 para conhecer a verdade, “La Vero”, em esperanto. No disquete está gravada a imagem de um QRcode que leva às coordenadas geográficas e  um mapa em esperanto de onde se encontra enterrado outro disquete de zip drive – em um pasto de criação de gado no estado de Goiás/Brasil. Outro QRcode gravado como imagem no zip drive levará às coordenadas de uma fita VHS e esta a uma fita K7 enterradas em plantações de cana e de soja nos estados de Minas Gerais e Mato Grosso. A fita VHS contém a imagem filmada de outro QRcode que leva às coordenadas geográficas de onde a fita K7 foi enterrada, ela traz uma gravação de voz em esperanto que aponta as coordenadas geográficas secretas que demarcam o ouroboros do consumo em detrimento da informação, o segredo final.

 "La Vero" na exposição EmMeio#8, Museu Nacional da Rebública, Brasília

 "La Vero" na exposição EmMeio#8, Museu Nacional da Rebública, Brasília

 "La Vero" na exposição EmMeio#8, Museu Nacional da Rebública, Brasília

"La Vero" na exposição EmMeio#8, Museu Nacional da Rebública, Brasília

O valor cobrado pelo disquete é uma forma de ironizar o que a humanidade, representada pelos líderes globais - os donos das megacorporações multinacionais indutoras de hiperconsumo - têm feito ao planeta, depredando-o impiedosamente em busca do lucro desmedido. Assim, o número icônico 666, que simboliza a besta apocalíptica bíblica, refere-se na verdade à espécie humana que está cavando sua própria sepultura ao eleger o hiperconsumo, o lucro e a obsolescência programada como formas de atuar em Gaia.

Clique no QRCode para saber mais, e veja uma descrição detalhada no blog da obra:

 La Vero

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

[Resenha] Leia a resenha do artista Léo da Heresia sobre o EP Verdades Voláteis

Arte criada por Léo da Heresia 

Confira o trecho da resenha de Léo da Heresia sobre o EP Verdades Voláteis (Ciberpajé Edgar Franco e Sérgio Ferraz, Lunare Music, 2016):

"instruções: 
[1] ouça o ep com os olhos fechados;
[2] leia este texto ao som do ep;
[3] ouça novamente o ep, reimaginado o aqui escrito.


ata do congresso do sindicato anarquista de eternautas autônomxs (SiAnEtA)

nº Πr²/3016 

ao décimo terceiro dia do mês ciberarmorial, no descentro foi realizado o convite a participar de um coletivo que viajará ao centro do estômago de um planeta-carnívoro. a missão será avaliar um particular paradoxo lógico provindo de um peculiar experimento de digestão: o planeta-carnívoro nos prometeu não devorar-nos caso o SiAnEtA preveja com exatidão o que acontecerá. nossa previsão foi calculada pelo ciberpajé juntamente com o sérgio ferraz. e ela foi batizada de “verdades voláteis”.

(...)

três relatos prévios desde o estômago planetário sonorodigestor

I.
aqui são digeridas as sonoridades em ecos
não são sons transgênicos em mono, nem ruídos eletrônicos tóxicos em estéreo
só, coisa inaudita, músicas orgânicas que se expandem como pulsares.

II. 

sua eco-digestão não é vacuidade, é sim sonoro-digestão recriadora! eco-digestão recriante de tudo enquanto recriadora de si. todas as vossas ações sonoro-digestivas são transfigurações inconfessas, ocultas, dissimuladas; cada som e ruído digeridos é para si mesmo a eco-digestão!

III. 

é preciso ter boa eletro-digestão, para poder fazer a previsão. é preciso ter um ótimo estômago imaginativo, para poder sentir o devir sonoro-gástrico. de tal modo a sabedoria de que seremos ou não digeridos está unida à qualidade de nosso ser digestivo."

Leia o texto na íntegra no LINK

Postagem completa sobre o lançamento de Verdades Voláteis:
https://ciberpaje.blogspot.com.br/2016/09/lancamento-ciberpaje-verdades-volateis.html

Ouça também o EP Verdades Voláteis: https://lunarelabel.bandcamp.com/album/verdades-vol-teis

Zine Café Filosófico #2 do Projeto Iffanzine será lançado no Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial e tem a participação do Ciberpajé

Ciberpajé participa do zine CAFÉ FILOSÓFICO#2, que será lançado em 22 de outubro no III Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial, na UFG em Goiânia. 
Esta edição está especialmente dedicada aos Quadrinhos Poético-Filosóficos e HQforismos, contando com a participação dos expoentes deste gênero de quadrinhos genuinamente brasileiro surgido nos fanzines, o Ciberpajé - Edgar Franco, (autor da capa e páginas internas), Gazy Andraus e Danielle Barros - IV Sacerdotisa, além dos artistas do Coletivo IFanzine. 
O zine traz também as criações dos participantes da oficina de HQforismos realizada no IFF Macaé (RJ).
Confiram a imagem da capa:
Arte do Ciberpajé Edgar Franco

Lindo, não é?
Em breve divulgaremos mais detalhes sobre este lançamento!
Fonte: Texto adaptado da divulgação publicada na página Iffanzine

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Veja como foi a participação do Posthuman Tantra no "V Encontro das Artes Negras"

"Performance impactante e diferente de todas
 as outras bandas do evento. Foi bizarro ver 
 Posthuman Tantra ao vivo e espero outras
 oportunidades para assistí-los novamente. 
 Muito bom!"  (Igor Carvalho)

O Posthuman Tantra se apresentou no "V Encontro das Artes Negras" no dia 1 de outubro de 2016, em Goiânia. O evento foi uma iniciativa da Arkdrak produções que tem à sua frente o lendário músico Drakkar, da banda Luxúria de Lillith, e reuniu  9 bandas, representantes da cena black metal underground brasileira, sendo elas:  Nitimur in Vetitum (GO), Homicídio (GO), Solictus (GO), Luxúria de Lillith (GO), Imperius Profanus (GO),  Nox Spiritus (MG), Lest (DF), Diabolical Tyrants (MG), Andromalius (TO). 
Credenciais exclusivas dos integrantes do Posthuman Tantra no evento.

O Posthuman Tantra foi o único representante da cena Dark Ambient no evento, a performance da banda aconteceu em um segundo palco e contou com as participações especiais de Drakkar e de Flávia Provesi como performers convidados. O set da noite teve apenas 5 atos tecnognósticos, com destaque para "Iniciação Sexual com um Robô Multifuncional", polêmica faixa que levou o Posthuman Tantra a ser expulso de um evento universitário durante sua execução há 3 anos.

Posthuman Tantra durante o ato "Biotech Antenna" (foto de Lucas Dal Berto).

Posthuman Tantra durante o ato "Biotech Antenna" (foto de Lucas Dal Berto).

Posthuman Tantra com o performer convidado Drakkar em primeiro plano durante o ato "Ciberpajelança" (Foto de Leandro Vieira).

Ciberpajé durante o ato "Transhuman Werewolf's Mutation" (foto de Lucas Dal Berto).

Ciberpajé durante o ato "Transhuman Werewolf's Mutation" (foto de Lucas Dal Berto).

Posthuman Tantra com o performer convidado Drakkar em primeiro plano durante o ato "Iniciação Sexual com um Robô Multifuncional" (Foto de Leandro Vieira).

Posthuman Tantra com o performer convidado Drakkar em primeiro plano durante o ato final "Tema o homem, ame o Lobo" (Foto de Leandro Vieira).


O evento foi muito bem organizado e aconteceu em uma chácara com ótima infraestrutura, incluindo camarins para as bandas, credenciais exclusivas e outras regalias difíceis de se ver em eventos underground. A performance teve início pouco depois das 22:00 horas e foi acompanhada com curiosidade por uns e estupefação por outros. Aos poucos o público foi compreendendo a proposta iconoclasta da banda e passou a reagir com aplausos ao fim de cada ato. Drakkar desenvolveu uma performance especial durante todo o show em que realizava múltiplas mutações e transformações em seu rosto coberto de argila e tintas de cores diversas, a ação tratava da transmutação cósmica como um dos preceitos da banda e também das mutações biotecnológicas em curso, sobretudo a transgenia dos alimentos que consumimos e de seus perigos para a biosfera. 


O ato final "Tema o Homem, Ame o Lobo" foi marcado pela presença da performer convidada Flávia Provesi, e muito aplaudido pelo público presente. Ao término da performance a banda foi abordada por muitos dos presentes para fotos e parabenizações. Alguns inclusive perceberam a densidade da proposta conceitual da banda e sua conexão com o ocultismo e a tecnognose. O Posthuman Tantra no palco é formado pelo Ciberpajé (vocalista, musicista e performer), I Sacerdotisa Rose Franco (musicista e performer), Luiz Fers (figurinista e performer) e Lucas Dal Berto (VJ). A banda agradece especialmente a Drakkar, que possibilitou o espaço para a apresentação nesse importante evento do calendário metal do Centroeste, também à performer Flávia Provesi por sua incrível participação e finalmente ao público que prestigiou a performance.



I Sacerdotisa Rose Franco, Ciberpajé, Flávia Provesi, e fã da banda. (foto de Luiz Fers).

 Ciberpajé e Flávia Provesi (foto de Luiz Fers).

 Flávia Provesi e Luiz Fers (foto do Ciberpajé).


 Ciberpajé, Flávia Provesi e fãs (foto de Leandro Vieira).



 Ciberpajé, Flávia Provesi e fãs (foto de Leandro Vieira).


Ciberpajé, Flávia Provesi e fã (foto de Leandro Vieira).

Thomaz Helner, Raphael Sanatás, Ciberpajé, Igor Carvalho e Matheus Moura (foto da I Sacerdotisa)

Cartaz de divulgação da performance (Arte de Drakkar).



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Mais sobre o Posthuman Tantra:


Em seus 12 anos de existência o Posthuman Tantra é uma das bandas pioneiras da cena dark ambient brasileira. Sua produção sonora já ultrapassou as 30 horas de música, lançadas em 5 álbuns oficiais em CD, 5 EPs, 6 split boxes, 4 split CDs, 2 Singles e participações em mais de 15 coletâneas em CD e outras 15 em formato digital. Esses trabalhos têm sido lançados por gravadoras e selos de países como Suíça, Inglaterra, França, Austrália, Japão e Brasil. O Posthuman Tantra foi a primeira banda de dark ambient brasileira a assinar com um selo europeu, a Legatus Records da Suíça, que lançou dois álbuns oficiais da banda: Neocortex Plug-in (2007) e Transhuman Reconnection Ecstasy (2010), CDs que contaram com ótima distribuição e promoção em países como Alemanha, Suíça, Itália e Japão. Além desses trabalhos teve dois álbuns lançados pelo selo inglês 412 Recordings. Em 2014, para comemorar os 10 anos de existência da banda e sua reSaiba mailevância na cena dark ambient mundial, a gravadora inglesa 412 Recordings lançou um tributo ao Posthuman Tantra: Ten Years of Posthumanity, uma edição especial em álbum duplo, com bandas de diversos países prestando sua homenagem ao Posthuman Tantra criando suas versões para músicas da banda. Em 2015 foi lançado o CD “Lúcifer Transgênico” pela gravadora brasileira Terceiro Mundo Chaos, o álbum foi também lançado na Europa em 2016 pela 412 Recordings, e já conta com 3 videoclipes criados para ele. Além disso o Posthuman Tantra é a primeira banda brasileira do estilo Dark Ambient a realizar shows, já tendo passado por 4 regiões do Brasil, somando mais de 20 performances e sendo apontada como banda pioneira no país a utilizar efeitos computacionais de realidade aumentada no palco. As performances do Posthuman Tantra tratam da tecnognose, interpenetração entre carne e máquina e fusão biogenética entre DNA humano, animal e vegetal. Utilizam-se de interação com vídeo, RA, prestidigitação, efeitos de led. No palco a banda é composta por integrantes do grupo de pesquisa CRIA_CIBER, coordenado pelo Ciberpajé Edgar Franco, professor permanente do Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual da UFG. Página da banda no Facebook.

Arte do Ciberpajé é capa da revista acadêmica "Húmus", v.6, n.17 (2016), da UFMA


(Arte original da capa, por Edgar Franco)

A convite dos editores da revista acadêmica "Húmus", a obra "The horns of the alien dictatorship", criada pelo Ciberpajé Edgar Franco, tornou-se a imagem da capa da edição V.6, n.17 (2016), a obra serviu anteriormente de base para a criação de um HQforismo expandido publicado no facebook do artista.  A revista "Húmus" é um periódico do Mestrado Acadêmico (stricto sensu) em Psicologia da Universidade Federal do Maranhão, nas seguintes áreas de concentração: a) Processos Clínicos e Saúde; b) Processos Psicossociais. Cabe lembrar que é de grande pertinência aos Estudos Interdisciplinares em Ciências Humanas e os conceitos de Contingência e Técnica. Tem a pretensão de analisar o impacto da Técnica Moderna na sociedade contemporânea, os diversos aspectos da condição humana na contemporaneidade, e ainda, os elementos trágicos e contingentes nas sociedades pós-modernas, dando relevo tanto a questões teóricas como as específicas sobre o comportamento humano, as ações políticas, as diversas organizações sociais, tribais e individuais presentes no mundo moderno e pós-moderno.

Esta é a terceira vez que a arte do Ciberpajé ilustra a capa da revista acadêmica, veja AQUI o número anterior, e a primeira colaboração de Franco para capa da revista AQUI.



(Arte da capa já on-line no site da revista, por Edgar Franco)

Serviço: 
Cadernos Zigmunt Bauman
Política, amizade e liberdade na modernidade

v. 6, n. 17 (2016)/ ISSN:2236-4358
A revista pode ser lida na íntegra no link: