segunda-feira, 27 de julho de 2026

[Making Of] Animação "A Chaga Incurável da Eternidade"

Nesse brevíssimo making of apresentamos o processo de construção imagética da animação em IA que utilizou de artes criadas manualmente pelo Ciberpajé para o seu universo ficcional transmídia da Aurora Pós-Humana como "concept arts" para as múltiplas criaturas da animação. Seguem alguns exemplos com a arte original à esquerda e o resultado final na animação com a IA à direita:





Também um ensaio fotográfico exclusivo com o Ciberpajé usando figurino criado por Luiz Fers com fotos da I Sacerdotisa. Seguem dois exemplos com as fotos do ensaio à esquerda e o resultado visual na animação com a IA à direita:



E finalmente fotos e vídeos do Ciberpajé quando de sua visita ao túmulo do poeta Augusto dos Anjos na cidade mineira de Leopoldina. Nos dois exemplos que seguem apresento fotos no túmulo à esquerda e o resultado na animação em IA à direita:



Um trabalho minucioso de seleção e pré-produção que teve a sagacidade de C.N.S. (Diogo Soares) na hora da transposição para a IA, buscando uma identidade visual singular para a animação. Confira a versão em vídeo desse makink of:

“A Chaga Incurável da Eternidade” é a nova animação e vídeo oficial do Ciberpajé. A obra audiovisual experimental toma como base o aforismo e a música de mesmo nome presentes no EP musical criado pelo Ciberpajé em parceria com o projeto de black/doom metal “My Immortal Beloved”, que foi dedicado ao singular poeta simbolista Augusto dos Anjos.

O aforismo completo “A morte quer morrer, mas só ela resiste à sua própria foice afiada pela inevitabilidade do tempo. Quem liberar a morte de sua sina cruel de ser imortal, receberá dela esse presente de grego, a chaga incurável da eternidade!” foi escrito diante do túmulo do poeta Augusto dos Anjos, no cemitério Nossa Senhora do Carmo, na cidade mineira de Leopoldina durante uma visita do Ciberpajé.
Para a produção da animação o Ciberpajé convidou seu parceiro criativo de longa data C.N.S. (aka Diogo Soares). A concepção geral da narrativa partiu de uma reflexão sobre a importância do morrer como algo que dá sentido ao existir, e de como a imortalidade poderia ser uma espécie de doença, uma chaga incurável. Tratando a vida como uma dádiva cósmica justamente por seu tempo limitado e o morrer como um complemento necessário para o ciclo. Na animação o Ciberpajé assume o papel do personagem principal e lida com seus alter egos: o Lobisomem Transumano Hipertecnológico Imortal, e o Sábio Ermitão Ancião à Beira da Morte. Ele experiência uma luta interna representada metaforicamente na história, na qual foge da morte de forma pungente retratando o desejo de imortalidade, mas paradoxalmente também sente a necessidade cósmica de morrer. A obra instaura-se também como um sigilo mágicko do artista magista Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco).
Desta vez a animação foi desenvolvida em redes neurais e IAs, mas partindo de vários documentos audiovisuais e artes originais preexistentes. Foram usados para as imagens do Ciberpajé e cenário do cemitério fotografias e vídeos captados quando da visita ao túmulo de Augusto dos Anjos, e também um ensaio fotográfico original realizado pela I Sacerdotisa Rose Franco tendo o Ciberpajé como modelo. Para as criaturas presentes na animação foram utilizados desenhos originais do Ciberpajé que serviram de concept arts para a sua geração, incluindo as criaturas coadjuvantes da narrativa. Um trabalho que demandou muitas e muitas horas e um cuidado especial na montagem das cenas e edição final realizados por Diogo Soares. A obra assume o seu caráter experimental e D.I.Y. e as aberturas possíveis da criação autêntica com o uso de inteligências artificiais.

A música doom criada pelo “My Immortal Beloved” juntamente com a voz do Ciberpajé amplificam a atmosfera desejada para a animação, mais uma produção transmídia conectada ao universo ficcional da Aurora Pós-Humana do Ciberpajé. A obra integra as experiência com processos criativos transmídia realizadas no contexto do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (Criação & Ciberarte – CNPq) do Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (PPGACV-FAV/UFG).
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- A Chaga Incurável da Eternidade -

- Direção geral e roteiro: C.N.S. (aka Diogo Soares) & Ciberpajé (aka Edgar Franco) - Direção de Arte: C.N.S. - a partir de fotos, vídeos, ilustrações e artes do Ciberpajé contextualizadas no universo ficcional da Aurora Pós-Humana - Edição, animação e montagem: C.N.S. - Música: A Chaga Incurável da Eternidade, do EP de mesmo título de Ciberpajé & My Immortal Beloved (CriaCiberLab, 2026) - Aforismo: Ciberpajé
- Uma produção do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (CNPq – PPGACV-FAV/UFG), Goiânia- Brasília, Brasil, 2026

quinta-feira, 23 de julho de 2026

[Resenha Criativa] "A Chaga Incurável da Eternidade": "Esta animação fracassa por não prometer qualquer salvação, não há qualquer redenção" - Por Amante da Heresia

nossa_chaga_incurável.jac

*AmAntE da hErEsiA – lÉo pIMENTEl (2026) - resenha criativa sobre a animação “a chaga incurável da eternidade” de C.N.S & Ciberpajé (2026)


primeiramente, só senti falta de uma personagem ilustre do passado da relação entre o Ciberpajé & a Morte: a Jaca (n.d.e: Amante da Heresia dirigiu um curtaforismo com o Ciberpajé e ele atuando em que a morte e uma jaca eram o tema central!). hahahaha certamente neste vídeo não falta nada. é desde essa completude que assumirei uma persona metArtista para resenhar sobre “a chaga incurável da eternidade”. aqui assumirei a persina da Jaca da Heresia. hahaha & enquanto tal farei uma resenha glitch sobre essa maravilhosa obra de glitchI.A.rt. então, simbora:

> loading: A_CHAGA_DA_ETERNIDADE...

[✓] Augusto_dos_Anjos.mem :|: Jose_Mojica_Marins.mem

[✓] doom_metal.wav :|: romance_de_uma_caveira.flac

[✓] sigilo.magick :|: anti.binarismo.anti.cosmico

[✓] IA.generativa :|: Detecção.de.series.atemporais

[✓] Ciberpajé.avatar :|: Morte.simulacro

erro_404:

morte_não_encontrada

motivo:

a morte é imortal.

:: reiniciando_existência...

[reflexão_recuperada_76%]

//a adjetivei de “maravilhosa glitchI.A.rt” porque, o primeiro impacto sensual de assistir a completude formal do vídeo, é um encantamento artístico que explora, o defeito do gerar, como poética de qualquer criação. seja ela natural ou artificial. sendo que, do ponto de vista do caos, ambas são a mesma coisa: somos todos glitchs de poeiras de estrelas. gerar é corromper toda a harmonia. já que não há nada mais harmônico do que o nada-ser. & a corrida pela perfeição, é o querer esquecer de que se é defeito. pois, o vale da estranheza é todo o horizonte que nos constitui como estar-na-existência.//

analisando...

obra = "A Chaga Incurável da Eternidade"

if morte == False:

existir = infinito

sofrimento++

sentido--

if eternidade == True:

finalizar()

[reflexão_recuperada_42%]

//ao conteúdo, ciberpajé não como duplo, mas como uma espécie de triggelgänger: Ciberpajé (o Mortal) + Seu demônio interior (Vontade de Eternidade) + a Morte (seu próprio Fim – terminalidade constante). assim, Ciberpajé é paradoxo. não a morte. seu demônio interior luta contra ela. & Ciberpajé também luta contra ele. é uma luta paradoxal contra si mesmo. contra sua própria mortalidade. sua sabedoria ancestral & futurista surge ao fim para lhe perguntar: desejas viver para sempre, ou suportar a incorrupção infinita da memória? & assim, esta animação fracassa. fracassa por não prometer qualquer salvação. não há qualquer redenção. & enquanto tal, tão somente por isso, realiza em nós, uma experiência rara. o que nenhum algoritmo consegue, muito menos um deus: a iluminação de um verme cujo alimento é o impossível. ou seja, a insignificância que nos dá tamanha importante no cosmos: a brevidade cósmica que testemunha, quase que num único instante, a grandeza de si mesmo. como mortais, eis nossa chaga incurável... //

ERRO

a função finalizar()

não existe.

ERRO

a função finalizar()

não existe.

ERRO

a função finalizar()

não existe.


Confira a animação "A Chaga Incurável da Eternidade" abaixo:


*Léo Pimentel Souto, é AmAntE:|:da:|:hErEsiA, por sua relação com a sabedoria, ser, a de um amor profundamente promíscuo. É Mestre em Filosofia pela UnB, e mEtArtistA:|:trAnsmídiA:|:da:|:incErtEzA pela UFG. Pois, em seu doutorado e pós-doutorado, o Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual (FAV/UFG) o fez filosofar sobre a própria arte, no ato em que ele a realizava. Em seu lado B da vida, é negríndio a[r]tivista gambi[A]hacker e anarcocyberpunk brega. Em rebeldia, sua ação direta criativa faz com que sua poética salte de uma mídia a outra de modo inserto. No entanto, deixa um rastro identificado pela partícula ZINE. Por isso, ora é ZINEasta, ora é muZINista, e ora, ou tudo junto, realiza pErformaNZis. Pois não abre mão da paratopia zineira ao realizar qualquer experimento de sensibilidade. É criador do universo ficcional do AnArquismo_fAntásticO e curanderista da eCCe mONSTRa (microgaleria de audiovisualidades) para celebrar as obras de amigues iconoclastas. Leia a postagem original dessa resenha no Blog  Amante da Heresia.


segunda-feira, 20 de julho de 2026

[Resenha] Animação "A Chaga Incurável da Eternidade" - "Ciberpajé vive nos quatro minutos desse vídeo a saga universal humana, assim como Sartre apresenta em *les jeux sont faits*, a absurdidade da existência" - Por Luiz Meirelles


A animação/videoclipe "A Chaga Incurável da Eternidade" é uma produção marcante - assista-a nesse link. Nessa obra entendemos claramente o sentido transmidia da arte de Ciberpajé. Falar da morte sem sucumbir ao cinza monotonal demonstra o paradoxo que permeia toda a sua arte e, claro, a polifonia.

A própria música progressiva busca a morte. E a morte, um belíssimo paradoxo, pois eterna que é, também quer cumprir seu próprio fim. A morte quer morrer, mas se morrer, acaba a eternidade. O homem busca a eternidade, mesmo ciente de que será preciso morrer para isso, mas faz tudo para evitar a morte.

Agostinho de Hipona já dizia que o completamento humano só se dá no encontro com a eternidade, com a morte, da qual fugimos incessantemente. Heidegger é severamente criticado por afirmar que o Homem é um ser para a morte, ou seja seu fim é a morte e, repriso, por consequência, a eternidade. Ciberpajé vive nos quatro minutos desse vídeo a saga universal humana, assim como Sartre apresenta em *les jeux sont faits*, a absurdidade da existência. Ou Camus em *L'etranger*. A eternidade é, com efeito, a chaga incurável, queremos alcançar, mas dela fugimos eternamente.

Assista a animação na íntegra:


*Luiz Meirelles é mestre em filosofia, editor do periódico acadêmico Paradigmas e mentor do CEFS - Centro de Estudos Filosóficos de Santos

sexta-feira, 17 de julho de 2026

[Lançamento do Ciberpajé] Nova animação “A Chaga Incurável da Eternidade” trata da importância do morrer

 
A Chaga Incurável da Eternidade” é a nova animação e vídeo oficial do Ciberpajé, confira agora na íntegra nesse link. A obra audiovisual experimental toma como base o aforismo e a música de mesmo nome presentes no EP musical criado pelo Ciberpajé em parceria com o projeto de black/doom metal “My Immortal Beloved”, que foi dedicado ao singular poeta simbolista Augusto dos Anjos.

O aforismo completo A morte quer morrer, mas só ela resiste à sua própria foice afiada pela inevitabilidade do tempo. Quem liberar a morte de sua sina cruel de ser imortal, receberá dela esse presente de grego, a chaga incurável da eternidade!” foi escrito diante do túmulo do poeta Augusto dos Anjos, no cemitério Nossa Senhora do Carmo, na cidade mineira de Leopoldina durante uma visita do Ciberpajé.

Para a produção da animação o Ciberpajé convidou seu parceiro criativo de longa data C.N.S. (aka Diogo Soares), a concepção geral da narrativa partiu de uma reflexão sobre a importância do morrer como algo que dá sentido ao existir, e de como a imortalidade poderia ser uma espécie de doença, uma chaga incurável. Tratando a vida como uma dádiva cósmica justamente por seu tempo limitado e o morrer como um complemento necessário para o ciclo. Na animação o Ciberpajé assume o papel do personagem principal e lida com seus alter egos: o Lobisomem Transumano Hipertecnológico Imortal, e o Sábio Ermitão Ancião à Beira da Morte. Ele experiência uma luta interna representada metaforicamente na história, na qual foge da morte de forma pungente retratando o desejo de imortalidade, mas paradoxalmente também sente a necessidade cósmica de morrer. A obra instaura-se também como um sigilo mágicko do artista magista Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco).

Desta vez a animação foi desenvolvida em redes neurais e IAs, mas partindo de vários documentos audiovisuais e artes originais preexistentes. Foram usados para as imagens do Ciberpajé e cenário do cemitério fotografias e vídeos captados quando da visita ao túmulo de Augusto dos Anjos, e também um ensaio fotográfico original realizado pela I Sacerdotisa Rose Franco tendo o Ciberpajé como modelo. Para as criaturas presentes na animação foram utilizados desenhos originais do Ciberpajé que serviram de concept arts para a sua geração, incluindo as criaturas coadjuvantes da narrativa. Um trabalho que demandou muitas e muitas horas e um cuidado especial na montagem das cenas e edição final realizados por Diogo Soares. A obra assume o seu caráter experimental e D.I.Y. e as aberturas possíveis da criação autêntica com o uso de inteligências artificiais. Confiram alguns frames da animação:






A música doom criada pelo “My Immortal Beloved” juntamente com a voz do Ciberpajé, amplificam a atmosfera desejada para a animação, ouça o EP "A Chaga Incurável da Eternidade" nesse link. O vídeo é mais uma produção transmídia conectada ao universo ficcional da Aurora Pós-Humana do Ciberpajé. A obra integra as experiência com processos criativos transmídia realizadas no contexto do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (Criação & Ciberarte – CNPq) do Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (PPGACV-FAV/UFG). Confira a animação na íntegra: