sexta-feira, 19 de agosto de 2022

[Lançamento] O Luto da Vitória (Ciberpajé): videoclipe pioneiro no Brasil tem animação totalmente criada em Inteligência Artificial

O Luto da Vitória (II Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé) é o novo videoclipe em animação e single - assista-o neste link - do projeto musical Ciberpajé. Trata-se da nova animação da série baseada em rituais mágickos de transmutação da Aurora Pós-Humana, e nesse caso é um videoclipe pioneiro no Brasil por ter sido totalmente desenvolvido em Inteligência Artificial através de prompts de texto relacionados com o contexto poético e conceitual da música e aforismo. Todos os trechos da animação foram produzidos na IA e posteriormente editados.

A nova animação experimental - assista aqui - trata de forma onírica, simbólica e metafórica os conceitos transcendentes propostos no aforismo que gerou a música. As imagens foram totalmente geradas em um sistema de Inteligência Artificial Disco Diffusion com auxílio do Google Colab, e demandaram horas de dedicação e aprendizado para chegar aos prompts que mais se aproximassem das sequências desejadas.  

O aforismo recitado pela voz do Ciberpajé faz conexões metafóricas com o tratado militar A Arte da Guerra, de Sun Tzu mixando os seus conceitos à busca do equilíbrio interior presente no Tao-Te King, de Lao Tzi, e conceitos retirados do Livro dos Cinco Anéis, atribuído ao lendário samurai Miyamoto Musashi. Ele trata do respeito às diferentes culturas e visões de mundo, da manutenção de seus valores mesmo diante das adversidades e da fraternidade e senso de sacrifício para com os que você ama. A batalha nada mais é do que uma metáfora direta das lutas internas que travamos com nosso maior inimigo: nós mesmos. Segue o aforismo recitado pelo Ciberpajé na faixa:

O Luto da Vitória (II Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé - Tomo I)

Destrua todas as cidades e vilas, mas respeite os templos e as crenças alheias, não queime os campos jamais, nem mate nenhum animal, a natureza é sua irmã. Use sempre roupas pretas, uma forma de luto em respeito aos adversários abatidos e para com aqueles que sofrem com as suas mortes. Se você lidera, deve ser o primeiro a avançar na batalha, e deve colocar sua vida a serviço de cada um de seus guerreiros, morrer por eles se necessário.



A música é o terceiro single do EP “Códigos Cósmicos de Batalha”, parceria com o notório musicista amapaense Alan Flexa, que em breve será lançado pela Lunare Music. Ela foi criada por Alan Flexa, e gravada no Estúdio Zarolho Records em Macapá. Contou com a participação especial dos musicistas Forlan Gomes (Bateria), Matheus Soares (Bateria) e Rafael Senra (Baixo). A faixa apresenta uma essência rocker com influências psicodélicas, progressivas e jazzísticas.

A animação foi realizada e dirigida pelo talentoso arquiteto e musicista C.N.S. (Caos Necrophagos Soturnums) em parceria com o Ciberpajé, seguindo os estudos pioneiros e experimentações que ambos têm realizado com a utilização de redes neurais e IAs para a criação de animações e videoclipes. Confira essas outras produções: I Código Cósmico de Batalha, VII Código Cósmico de Batalha, Psicopata X EmpataO Enterro dos Deuses

O Luto da Vitória (II Código Cósmico de Batalha do Ciberpajé) é uma produção do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. Assista neste link ou abaixo:





segunda-feira, 15 de agosto de 2022

[Resenha] Álbum em quadrinhos LICANARQUIA: olhares latentes que adentram a alma e as entranhas com força descomunal! Por Raquel Alves de Freitas Nunes

Fazer resenhas quadrinhísticas é pra mim ainda um grande desafio. Inicio essa experiência com o intuito de romper essa barreira. Confesso que foi algo surpreendente, proporcionado pela análise do álbum em quadrinhos Licanarquia, com roteiro de Ciberpajé e arte de Toninho Lima, uma edição da Atomic Editora que teve financiamento coletivo pelo Catarse. Busquei entender um pouco do universo ficcional da "Aurora Pós-Humana" que engendra a obra e do mito do lobisomem. 

No livro percebe-se que o lobo e suas expressões se confundem com instintos humanísticos. Um  contexto fantasioso e futurístico onde a hegemonia é desfeita e abre-se espaço para a heterogênese através da evolução tecnológica das espécies. Aqui , natureza, humanos e outros seres cósmicos se unem em resposta à necessidade de transformação constante. 

Todo em preto e branco, as imagens que poderiam ser abstratas, se concretizam a partir da interpretação de onde a narrativa pode de fato nos conduzir. Enxergar as sombras e as mazelas. Revelar as futuras possibilidades. Os 04 capítulos intitulados com os seguintes temas:  a fome, a sede, o medo e o tudo, formam uma sequência instigante de necessidades e sensações. Luzes e sombras se apresentam aqui em perfeita simetria. Preferi aqui separar a descrição desses capítulos para melhor entendimento:

A FOME:  Neste capítulo percebe-se a procura pelo que alimenta a sua alma. Os olhos perseguem um cenário fantástico compostos por troncos secos, retorcidos, cactos e muita aridez. Tudo em preto em branco reforçando ainda mais o nosso poder de concentração nos detalhes dessa disputa pela sobrevivência das espécies. O lobo e o lobisomen  aqui buscam  sua presa de forma voraz. Começa aqui um desafio entre essas espécies.

A SEDE: É a realização dos seus instintos humanísticos. É a disputa pelo poder  mediante a conquista do objeto de  desejo e ao encontrá-la, protegê-la  dos perigos mundanos. Desperta-se aqui o aspecto mais humano através da bravura e da generosidade impulsionada pela amorosidade contemplativa.

O MEDO : O medo pode paralisar? Pode! Mas  também pode revelar a nobreza de espírito. A vontade de se transformar. Transfigurar. A tecnogenética como peça fundamental nesse processo. A ficção como aliada exponencial da transmutação do ser humano. Ser homem?Ser bicho?Tornar-se fera! O imaginário sai do ficcional e acaba sendo real. Rompe barreiras. Conceitos. Preceitos. Respeita a liberdade por parte de quem teme sua presença.

TUDO: O uivo da fera se apresenta aqui em sua máxima expressividade. O alcance do topo. Dono de mundo. Do universo. Do cosmos. O renascimento acontece a partir da libertação dessas espécies. A metamorfose da expansão da consciência é consolidada através de uma sequência de olhares latentes que adentram a alma e as entranhas  com força descomunal composta por uma belíssima e fascinante narrativa visual. 

Raquel Alves de Freitas Nunes - É apaixonada por arte e cultura e ativista cultural em Goiânia 

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

[Festival Internacional] "The Wolf Copulating with the Forest": animação experimental inspirada em experiência psicodélica e criada em IAs pelo Ciberpajé é selecionada para o Festival Internacional de Cinema Randfilmfest, da Alemanha

A animação experimental "O Lobo Copulando com a Floresta",  inspirada em uma experiência visionária com a ingestão do enteógeno Ayahuasca e criada completamente em redes neurais e inteligências artificiais no contexto do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (FAV/UFG), foi selecionada pela curadoria da nona edição do Randfilmfest - Festival Internacional de Cinema que acontecerá na cidade de Kassel, na Alemanha, entre os dias 15 e 18 de setembro de 2022.

"O Lobo Copulando com a Floresta" (The Wolf Copulating with the Forest) é uma animação experimental que integra uma série de 5 animações curtas todas inspiradas nas visões e sons experienciados pelo Ciberpajé em uma noite de lua cheia na natureza em uma roda sagrada de ingestão do enteógeno Ayahusca. A experiência, que durou cerca de 12 horas, envolveu a ingestão de 3 doses da substância em intervalos de cerca de 4 horas e produziu inúmeras visões e sensações que foram devidamente anotadas e relatadas em um caderno de anotações do Ciberpajé após a experiência. O resultando artístico inicial dessa experiência foi a história em quadrinhos NUASKA, publicada no álbum em quadrinhos Enteogênicos (Ciberpajé - Editora Criativo, 2019) com cinco páginas - cada uma trazendo uma das imagens/visões das 5 fases da experiência percebidas pelo artista, e o EP musical do projeto Posthuman Tantra também chamado NUASKA (ainda ínedito) com 5 faixas musicais que tentam recriar as sensações auditivas da experiência.


No momento o Ciberpajé está desenvolvendo o novo desdobramento artístico da experiência visionária, uma série de cinco animações experimentais criadas completamente com o auxílio de inteligências artificiais, utilizando os relatos escritos e rascunhos desenhados como base para a geração das sequências visuais que compõem as animações. As músicas utilizadas nas animações são as cinco faixas do EP Nuaska e cada uma delas representa uma das fases definidas pelo artista a partir de suas visões e sensações. A primeira animação a ser concluída foi "The Wolf Copulating with the Forest" (O Lobo Copulando com a Floresta), baseada na segunda fase da experiência e com 2 minutos de duração.  Nela a música e as imagens buscam traduzir poeticamente as sensações sonoras e visões desse momento específico da experiência.

"The Wolf Copulating with the Forest" tem direção, animação em rede neural e edição realizadas pelo Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco), música do Ciberpajé criada para seu projeto musical Posthuman Tantra com masterização de Alan Flexa no Estúdio Zarolho Records, em Macapá. A animação é uma produção do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (FAV/UFG), Goiânia, Brasil, 2022.

O Randfilmfest é um festival alemão dedicado a filmes fora do eixo e experimentais. Há nove anos, visitantes de todo o mundo vão a Kassel para experimentar uma programação com filmes de ruptura em uma atmosfera especial. Diretores e atores de destaque, performances fascinantes, uma seleção de filmes escolhida a dedo e discussões com o público que só existem no Randfilmfest.Os requisitos principais da curadoria do festival para a seleção dos filmes é que eles devem ser "estranhos, selvagems, e muito experimentais". O Ciberpajé e o Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (FAV/UFG) estão honrados com a seleção para esse notório festival de cinema de ruptura! 


terça-feira, 9 de agosto de 2022

[Lançamento] Ciberpajé participa com arte de capa, artigo inédito e HQ, do periódico "Cadernos do ILP - Instituto do Legislativo Paulista V.3 N.2, 2022"


O Ciberpajé (Edgar Franco) participou ativamente do novo número dos  "Cadernos do ILP - Instituto do Legislativo Paulista ,V.3 N.2, 2022 - ISSN: 2675-8865", publicando o artigo inédito "Aurora Pós-Humana em Quadrinhos Autorais de Ruptura:processos criativos e paralelos com a Semana de Arte Moderna de 1922 (p.66 -69)", também  a história em quadrinhos "O Redescobrimento" (p. 70 - 76), e a arte de capa da edição tem sua assinatura e utiliza desenhos da HQ publicada. Baixe a edição na íntegra neste link.

O artigo do Ciberpajé foi escrito com base em sua fala em mesa redonda que aconteceu no Simpósio “AS ARTES DOS QUADRINHOS E ZINES (e além) SE ENCONTRAM COM AS ARTES DOS 100 ANOS DA SEMANA DE ARTE MODERNA”, coordenado pelo Dr. Gazy Andraus, que teve a proposta de revisitar a Semana de Arte Moderna de 1922, que completou seu centenário neste ano, a partir de um diálogo com a arte contemporânea dos quadrinhos e zines. 

A história em quadrinhos O Redescobrimento é uma ficção científica com a arte criada com lápis de cor e presta uma homenagem direta a grandes nomes da arte brasileira que influenciaram o Ciberpajé com seu ideário e questões estéticas. Sobretudo da arte modernista brasileira que teve como marco a Semana de 22, nomes que se consolidaram após os precursores artistas que integraram a semana abrirem espaço para a emergência modernista brasileira. Os três nomes modernistas homenageados na narrativa foram o pintor Cândido Portinari, a pintora Tarsila do Amaral, e o arquiteto Oscar Niemeyer. Mas é importante destacar que o objetivo da HQ era uma homenagem ampla à arte nacional engajada em questões sociais, e um nome da arte barroca também é homenageado na história, o notório escultor Antônio Francisco Lisboa (O Aleijadinho).

Ciberpajé preside banca de qualificação de mestrado sobre "O Sagrado Feminino nas HQs Poético-Filosóficas" no PPG Arte e Cultura Visual da UFG

No dia 5 de agosto de 2022, o Ciberpajé (Edgar Franco) presidiu a  banca de qualificação de sua orientanda Rachel Cosme no PPG Arte e Cultura Visual da UFG. O tema da pesquisa teórico-prática, que envolve a produção de HQtrônicas e um álbum em quadrinhos em suporte papel, é "O Feminino e o Sagrado Feminino nas HQs Poético-Filosóficas". A banca incrível trouxe muitos apontamentos sagazes para o aprimoramento da pesquisa e contou com os grandes artistas-pesquisadores e professores Gian Danton (UNIFAP) e Gazy Andraus (FAV/UFG). Parabéns à qualificada Rachel que agora segue para a etapa final de seu mestrado!






sexta-feira, 5 de agosto de 2022

[Lançamento] Ciberpajé cria arte de capa da segunda edição do livro LUCIDEZ da poetisa mineira Beatriz Sarmento


Em 1994 o Ciberpajé (Edgar Franco) criou a arte de capa do primeiro livro publicado pela poetisa Ituiutabana Beatriz Sarmento, sua conterrânea. Edgar e Beatriz eram amigos desde os anos 80 e conheceram-se devido ao seu interesse comum pela poesia e pela arte, Franco apresentou a ela o universo dos fanzines, tendo inclusive publicado alguns de seus poemas nos zines que editava. 


O Ciberpajé ficou muito honrado à época com a possibilidade de criar a arte de capa do livro LUCIDEZ, obra de estreia no formato livro de Sarmento. A obra reunia poemas pungentes e impactantes da poetisa e mesmo depois de 28 anos não perdeu sua força. Agora, em 2022, Sarmento decidiu lançar uma segunda edição da obra e convidou o Ciberpajé para recriar a arte de capa. A opção estética do artista foi retomar a arte original e simular nela o impacto do tempo, mas também trazer-lhe uma nova força com cores vibrantes e quentes consrastando com a suavidade melancólica da primeira arte. Para essa recriação ele utilizou redes neurais e inteligencias artificiais, conseguindo o efeito visual desejado.

Arte de capa da segunda edição de LUCIDEZ, por Ciberpajé, 2022


Arte de capa da primeira edição de LUCIDEZ, Ciberpajé, 1994

Recentemente o Ciberpajé também criou a arte do novo livro de Beatriz Sarmento, Fragmentos, saiba mais neste link.

Para adquirir seu exemplar da segunda edição de Lucidez entre em contato diretamente com a poetisa no e-mail: sarmento.com@gmail.com   



[Lançamento] Ciberpajé cria arte de capa do novo livro FRAGMENTOS da poetisa mineira Beatriz Sarmento

O Ciberpajé foi convidado pela poetisa Beatriz Sarmento a criar a arte e o projeto gráfico da capa de seu novo livro Fragmentos. A arte toma como base a fragmentação da imagem como peças da engrenagem de um relógio analógico e utilizou redes neurais em suas finalização. 

Além da capa, o Ciberpajé (Edgar Franco) foi também convidado a escrever uma das orelhas do livro falando sobre a poesia de Sarmento e da conexão entre ambos, que nasceram na mesma cidade, Ituiutaba (MG), e se conheceram na adolescência devido à paixão pela poesia, sendo que ele criou a arte de capa do primeiro livro de Beatriz, chamado Lucidez, ainda no início dos anos 90. Abaixo o texto da orelha de Fragmentos escrita pelo Ciberpajé:

Quando conheci Beatriz Sarmento éramos dois loucos adolescentes poéticos, florescendo poesias, sonhos e um amor visceral pela força do ato criativo. Acompanhei com  muito entusiasmo seu amadurecimento como poetisa e como ser. Sempre fascinando-me com a pungência delicada de seus versos sobre a vida, o tempo, os sonhos, os amores. Lembro-me com certa nostalgia de receber cartas com seus poemas manuscritos por sua letra majestosa, repleta de arabescos barrocos e detalhes simbólicos que davam ainda mais força à poeticidade de seus escritos. Li e publiquei seus poemas em zines e depois tive a honra e a alegria de criar a arte de capa de seu primeiro livro publicado chamado “Lucidez”. Os anos se passaram e entre encontros e desencontros, sonhos esfacelados e outros realizados, reencontro-me com a poesia de Beatriz, ainda mais visceral em sua delicadeza, repleta de essências destiladas de vida e amor. Por sorte também tive a alegria de criar a arte de capa dessa nova obra. Degustem essas poesias como um néctar raro diante do caos que nos assola.

Adquira seu exemplar de Fragmentos diretamente com a autora Beatriz Sarmento: sarmento.com@gmail.com