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sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Ciberpajé será jurado do Concurso de Cosplay do MORCE-GO VERMELHO - VII Festival Internacional de Cinema de Horror de Goiás


Amigos, serei um dos Jurados do Concurso de Cosplay do MORCE-GO - VII Festival Internacional de Cinema de Horror de Goiás! Uma honra e uma alegria para mim!


Na sequência reproduzo texto do Instagram @morcegovermelhofest sobre minha participação.
🧛

Edgar Franco é o Ciberpajé, um ser mutante como o Cosmos, em constante transmutação. Livre de dogmas e verdades, mago psiconauta pronto a experimentar a novidade, focado em viver o único momento que existe: o agora. Artista transmídia com premiações nacionais nas áreas de quadrinhos, artes visuais, arte e tecnologia, e ficção científica. Criador do universo ficcional da Aurora Pós-Humana com o qual tem realizado obras em múltiplas mídias e suportes como quadrinhos, ilustração, poesia, aforismo, conto, música, vídeo, cinema, animação, instalação, web arte, gamearte e performance. É um dos pioneiros brasileiros do gênero poético - filosófico de quadrinhos. Sua obra artística transmídia tem sido estudada por pesquisadores do Brasil e do exterior de múltiplas áreas, tendo gerado 5 livros dedicados a ela e inúmeros artigos científicos.
🧟💀
O Morce-GO acontece de 26 a 29 de outubro
No @shoppingcidadejardimoficial no @multicineoficial. Entrada Gratuita. Censura 18 anos.
👉🏻
Este projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento aos Festivais e Eventos do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás 2023.

domingo, 30 de abril de 2023

[Intervenção Urbana] MekHanTropia em Madri, por Brunna Nastassia, Fredé CF e Ciberpajé




No dia 26 de abril de 2023, a ativista cultural e artista Brunna Nastassia realizou uma Intervenção Urbana/Performance na cidade de Madri, Espanha, colando o pôster de MekHanTropia - obra de Fredé CF (aka Frederico Carvalho Felipe) e Ciberpajé (aka Edgar Franco) - em locais estratégicos daquela cidade, incluindo a notória Plaza Mayor de Madrid.

A MekHanTropia é um universo ficcional transmídia de ficção científica criado por Fredé CF para refletir sobre o avanço hiperinformacional e suas consequências na cultura, sociedade e biosfera. O pôster utilizado na intervenção urbana traz uma arte síntese criada pelo Ciberpajé representando a alienação e opressão dos seres pelo domínio do binarismo anticósmico. Confira abaixo registros da intervenção urbana em fotos e um vídeo de Brunna Nastassia.
















Entenda o conceito de MekHanTropia, em texto de Fedé CF:

"Vemos agora quiçá o declínio de um sonho de liberdade e um blefe de que vivemos em tempos de maior livre-arbítrio. Há uma alteração induzida de modos como lidamos com o mundo. Uma inversão de valores acerca de quem somos/éramos em essência e de como vivíamos em sociedade, frente uma (sub)existência servil e controlada decorrente de nossa atual relação com o sistema institucionalizado e suas ferramentas tecnológicas de controle cada vez mais eficazes.


Tal pensamento induz à uma condição de renúncia a nós mesmos enquanto animais orgânicos, direcionando-nos a uma MekHanTropia adoecida, em uma cultura que centra sua intenção narrativa sobre o imaginário coletivo na ideia de superação de metas, produtividade e desenvolvimento econômico, esquecendo os limites naturais e as consequências que tudo isso causa. A atual pandemia evidencia tais aspectos e acentua as dispersões de humanismo que ainda nos restam. Devido às possibilidades de contágio, são aniquilados encontros e afetos presenciais; estipulados limites rígidos de contato; e determinadas relações mais intensas de dependência entre as pessoas e as máquinas. Tudo ainda incentivado visando a ideia quantitativa de produtividade.


O termo MekHanTropia ainda vem sendo desenvolvido e aprofundado enquanto conceito no intuito de transcender a representação do ciborgue, (tido pela simples mistura homem-máquina), para o processo de transformação do Homem (antropo) em Máquina (Mekhos). Esse conceito visa nossas relações sociais e também com o meio natural, aproximando-o ao conceito de “misantropia” – aversão ao ser humano e à natureza humana de forma geral ou a falta de sociabilidade – bem como as dispersões causadas pela tecnologia. Assim, um MekHanTropo seria um tipo de ciborgue destruidor da vida natural (orgânica) e a MekHanTropia uma indução (ou intenção) causada pelo status quo para o indivíduo se tornar, ludibriadamente ou não, um MekHanTropo. Esta situação traria recompensas ilusórias sobre um futuro de falsa utopia, pois, ao invés de harmonizar-nos com o meio e com o domínio das técnicas, se basearia no luxo, lucro e bens materiais, o que o torna, de fato, uma distopia causada pela própria vaidade do MekHanTropo, que abdica de sua vida e se metamorfoseia em engrenagem de aniquilação a serviço de um sistema seco, sem vida. A palavra "Han" surge no interior da expressão, como uma homenagem ao pensador “HAN, Byung-Chul”, crucial para essas reflexões.


Cada vez mais nos distanciamos uns dos outros e de nossa essência enquanto bicho. Mesmo conectados globalmente pela rede telemática, nos desconectamos qualitativamente de nós mesmos e do nosso habitat. Somos aprisionados ao sistema institucional por meio de falsas “bolhas” de aceitação e aprovação, que induzem ao consumo e à alienação, fazendo olvidar que vivemos em sociedade. Ignorantes frente as nossas sombras e com conexões vazias, nos perdemos em nossa vaidade e menosprezamos a importância de cizânias enquanto válvulas de reflexão em nossas vidas. Pior que nos desconectarmos é a consequência que isso gera. Nos aniquilamos diante de falsas promessas de felicidade fundamentadas no “ter” acima do “ser” pelo universo fantástico e padronizante da publicidade e das redes sociais. Somos cada vez mais aniquilados em nossa unicidade enquanto ser.


O cenário atual, com a emergência de totalitarismos, neofascismos e fundamentalismos, mostra-se crucial para o autoconhecimento. Não no sentido restrito do conhecimento da personalidade consciente do "eu", mas de forma a lançar - como aponta C. G. Jung - luz em nossos lados obscuros (conscientes, inconscientes, individuais, singulares) e entender que eles também fazem parte de quem somos, estamos e nos tornamos enquanto seres humanos, animais.
A arte, nesse sentido, manifesta muitos desses processos do inconsciente, tornando-se, a partir de seus processos criativos e rituais de (re)presentação, uma excelente via de resistência anti-MekHanTrópica pela vida orgânica que ainda nos resta mas nos escapa cada vez mais."

Ouça agora - neste link - o álbum musical MekHanTropia, de Fredé CF com participação do Ciberpajé. O pôster utilizado na performance/intervenção urbana é parte integrante da versão física em CD lançada pelo selo Two Beers or Not Two Beers. Conheça alguns detalhes sobre a gravação do álbum e seu processo criativo, em palavras de Fredé CF:

"MekHanTropia foi todo composto, gravado, mixado, finalizado e produzido pelo smartphone (inclusive os videoclipes) no bunker de Fredé CF, em Goiânia – Goiás - Brasil, durante a pandemia de COVID-19 (2020). Captado com o microfone do fone de ouvido tem as letras, música, voz, violões, baixo, percussão, samplers e vocais (tudo D.I.Y.) por Fredé CF.

A obra conta com a impactante arte da capa e do encarte feita pelo artista transmídia Edgar “Ciberpajé” Franco, que também teve participação mais que especial em quatro faixas com seus aforismos, vocais e tocando instrumentos musicais transcendentais mágicos.

O álbum integra conceitos que vem sendo trabalhados pelo autor no curso de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG, sob a orientação da profa. Dra. Rosa Berardo, na busca por reflexões sobre o momento atual que vivemos."

O álbum MekHanTropia foi lançado também em formato físico pelo selo TBonTB, adquira sua cópia: www.twobeers.com.br/pd-7b9df7-frede-cf-mekhantropia-2020.html?ct=&p=1&s=7

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Intervenção Urbana - MekHanTropia em Madri (26/04/2023)

Performer/interventora - Brunna Nastassia

MekHanTropia - Universo Ficcional Transmídia de Fredé CF (aka Frederico Carvalho Felipe)

Arte do Pôster Síntese de MekHanTropia: Ciberpajé (aka Edgar Franco)

Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (FAV/UFG).




quarta-feira, 23 de junho de 2021

[Assista agora] Ciberpajé ministrou a conferência "Ocaso pós-humano, hipertecnologia, pós-humanismo e pandemia" na UEMS


No dia 17 de junho de 2021 o Ciberpajé (Edgar Franco) ministrou a conferência "Ocaso pós-humano, hipertecnologia, pós-humanismo e pandemia" na UEMS. A palestra fechou a disciplina Literatura Brasileira Contemporânea, ministrada pelo professor Dr. Gilson Vedoin na graduação em Letras da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, no campus sediado na cidade de Jardim.  

Durante a conferência o Ciberpajé destacou seus processos criativos artísticos no contexto da pandemia de Covid-19 e a relação entre os processos de aceleração tecnológica contemporâneos e a tecnognose persistente e emergente no contexto da linguagem binária.

Confira a conferência na íntegra neste link, ou reproduzida abaixo:




sábado, 26 de dezembro de 2020

[Lançamento] Ciberpajé cria arte de capa do novo CD do NEW YORK AGAINST THE BELZEBU e escreve texto do posfácio do livro de Nelson Santos sobre a banda


O Ciberpajé foi convidado pelo musicista e ativista underground Nelson Santos a escrever um prefácio para o livro "Aqui é New York Against the Belzebu, Porra!", obra que traz a inusitada história da lendária banda brasileira de noisecore New York Against The Belzebu (NYAB) e da gravadora seminal Rottheness Records. O convite se estendeu à criação da arte de capa do novo CD do NYAB, chamado de Anti-idiotas. O Ciberpajé (Edgar Franco) foi o capista dos primeiros lançamentos em 7 EP, vinil e CD da banda e agora retomou a parceria, criando essa arte. Confira abaixo a resenha em vídeo do Ciberpajé falando sobre o livro e o CD. 





[O MURO ANCESTRAL] Ciberpajé cria microconto de FC inspirado em videoarte e grafite a convite dos artistas Amante da Heresia e Nathália Brito

Arte de Amante da Heresia

O artista multimídia Amante da Heresia convidou o Ciberpajé para criar um microconto de Ficção Científica inspirado em uma videoarte de sua autoria que retrata um grafite feito pela artista Nathália Brito (inner trips). Confira a videoarte e na sequência o conto do Ciberpajé "O Muro Ancestral".




O MURO ANCESTRAL*


Aquele muro era um furo no hipercortex da galáxia. Em um quase beco desimportante de outra megalópole sufocante durante o colapso da espécie parasitária. Mas quem saberia que a chave cósmica para a transmutação pós-humanista só poderia ser aberta com os sigilos hieroglifos cubais corretos? Chegar à complexa imagem certa era muito mais difícil do que resolver aqueles cubinhos mágickos tolos das configuraçõezinhas de lamentinhos dos cenobitinhas do Clive.

Ninguém sabia, ou se lembrava, que quando o primeiro nativo brasileiro caminhou naquele sítio já estava ali um muro. Quando os desbandeirantes chegaram para destruir, o muro não caiu, e quando os candangos vieram pra sofrer, o muro seguia lá no meio do cerradão planalto centralino. Um muro monolito muito mais misterioso que o MONOmito de 2001, e mais estranho que o desmuro de Berlim. Como ninguém explicava o muro, incorporaram-no às suas construções, chapiscaram, rebocaram, pastilharam, maquiaram o muro ancestral que era feito de um material inexpugnável. Mas só o muro sem os hieroglifos de nada valia, era como espermatozoide sem óvulo, bUchecha sem claUdinho, desse jeito aí.

Pois bem, um dia a tampa encontrou sua panela, e ela reluzia azul em uma cabeleira pós-sereia. A sacerdotisa transumana com sua rebeldia suburbana pré-apoKAliptiKa teve um sonho invoKado com um exu transgênico lhe desenhando um treco estranho. Quando ela acordou viu uma mariposa preta revoando na sua cabeça, pegou suas armas-sprays e seguiu a mariposa pelas ruas encardidas da cidade desfalecida. E a sacerdotisa viu o muro e sua espinha arrepiou-se. Assim, em um impulso selvagem, iniciou sua dança cósmica borrifando a força da arte soprada pelo tal exu na face tenra do muro ancestral.

Quando a dança da criação concluiu o seu intento e os sigilos hieroglíficos estavam concluídos, do muro nasceu o vortex primal boitatá que engoliu o mundo em um milissegundo, regurgitando-o cem trilhões de anos depois de uma forma diferente, de um jeito que nem sei explicar, indizível, infalável (não infalível) – no estilão do Lovecraft. É isso que virou, um mundão novo inominável, ou quase isso!


*Ciberpajé



segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Festival de Artes Ciberpajelanças II: Veja como foi a Mostra Nacional de Fanzines com curadoria de Gazy Andraus e do Ciberpajé

O "Festival de Artes Ciberpajelanças II" aconteceu em Goiânia nos dias 23 e 24 de novembro de 2019 - com entrada franca, nas dependências do Espaço Ruptura Cultural. O evento totalmente gratuito foi uma atividade de extensão com produção do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (FAV/UFG) - coordenado pelo Prof. Dr. Edgar Franco (FAV/UFG), e do Espaço Ruptura Cultural - Coordenado pela Profa. Dra. Adriana Mendonça (FAV/UFG) e pelo Prof. Dr. Cleito Pereira dos Santos (FCS/UFG). O festival contou com exposição de arte dos integrantes do grupo Cria_Ciber, oficinas de vídeo/curtaforismo, fanzines, e quadrinhos; mostra de vídeos, mostra nacional de fanzines - incluindo lançamentos - e performance do grupo Posthuman Tantra e convidados. O Espaço Ruptura Cultural fica na Avenida Anhanguera, n.128, Setor Leste Universitário - Em Frente ao Sindicato dos empregados do Comércio, Goiânia - GO.


A "Mostra Nacional de Fanzines Ciberpajelanças II" teve curadoria do pós-doutorando em arte e cultura visual pela UFG Gazy Andraus, e do Ciberpajé (Edgar Franco), incluindo fanzines de todo o Brasil. Ao todo foram mais de 100 fanzines de mais de 10 estados brasileiros presentes à mostra, ele foram acondicionados em varais para que o público presente pudesse manuseá-los à vontade.  A mostra também incluiu o lançamento do zine Entinç(t)ão com criações dos integrantes do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (FAV/UFG) e organizado por Gazy andraus & Ciberpajé.

Capa do zine Entinç(t)ão, lançado durante a "Mostra Nacional de Fanzines Ciberpajelanças II".

Veja fotos da mostra: