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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Ciberpajé integra banca de mestrado sobre a Psicodelia Brasileira na década de 1970

O Ciberpajé (Edgar Franco) integrou a banca de mestrado do discente Audrival Pereira Cortês Filho, no Programa de Pós-graduação em História da UFG - Universidade Federal de Goiás. O mestrando defendeu a dissertação intitulada "O Cenário Underground da Psicodelia Brasileira na Década de 1970: Aspectos da Estética e Poética". A pesquisa tenaz apresentou um capítulo sobre ENOC, enteógenos, lisergia e psicodelia, e resgatou através de análise grandes nomes do cenário alternativo do rock psicodélico brasileiro de São Paulo, Pernambuco, e da cena goiana dos anos 1970. 

A defesa foi emocionante já que contou com a presença de 3 grandes nomes da psicodelia Goiana, que contribuíram para a pesquisa com seus depoimentos sobre suas seminais bandas, sendo eles: Almir Moreira (da lendária banda Língua Solta), Adalto Bento (da também lendária Santo Ofício), e o notório baterista Moka Nascimento (que tocou em bandas como Capeta, Língua Solta, Os Andantes, Os Versáteis, Profetas do Século XX e Akuárius Seven). Os 3 musicistas estão vivos, com muita saúde e seguem criando e lançando músicas em novos projetos musicais, são história viva e pulsante da psicodelia brasileira! A banca de defesa foi composta pelo Prof. Dr. Elias Nazareno (orientador - PPFH/UFG), Profa. Dra. Heloísa Selma Fernandes Capel (PPGH/UFG) e pelo Ciberpajé (PPGACV/UFG). O Ciberpajé parabeniza o novo mestre Audrival pela significativa pesquisa e também a todos os envolvidos no processo. Vejam na sequência algumas fotos da defesa, incluindo as três lendas do rock psicodélico goianiense.

 
 A pose acadêmica, da esquerda para a direita: Prof. Dra. Heloísa Capel, Ciberpajé, Moka Nascimento, Adalto Bento, Almir Moreira, Audrival Filho e Prof. Dr. Elias Nazareno


Da esquerda para a direita: Moka Nascimento, Prof. Dra. Heloísa Capel, Ciberpajé,  Adalto Bento, Almir Moreira, Audrival Filho e Prof. Dr. Elias Nazareno


  Ciberpajé em seu momento de arguição


Momento em que Audrival foi declarado mestre em história pela UFG

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Ciberpajé participa de banca de defesa de mestrado com o tema Animação Stop Motion

Frame do filme Catireiros, curta de animação em stop-motion, produto artístico da pesquisa de mestrado de Dustan Oeven

No dia 28 de fevereiro de 2019 o Ciberpajé integrou a banca de defesa de mestrado do discente  Dustan Oeven Gontijo Neiva, no Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. O título da dissertação é "Bonecos que dançam catira - Uma produção goiana em animação stop-motion".

A pesquisa de caráter teórico-prático investigou a identidade caipira goiana e o autor, um dos pioneiros do stop-motion em Goiás, com várias animações premiadas, desenvolveu uma primorosa animação em stop-motion abordando a notória catira. Um filme instigante e de grande beleza estética.

O Ciberpajé (Edgar Franco) agradece à orientadora Profa. Dra. Rosa Berardo, e ao novo mestre Dustan Oeven pelo convite, e deseja muito sucesso na continuação de sua jornada de artista-pesquisador. Na foto da pose acadêmica, da esquerda para a direita os integrantes da banca: Prof. Dr. Flávio Gomes de Oliveira (IFG), Ciberpajé (FAV/UFG), Prafa. Dra. Rosa Berardo (FAV/UFG) e o novo mestre Dustan Oeven. (As fotos foram tiradas gentilmente por Marilia Noleto)

 A pose!

Ciberpajé durante a arguição do candidato a mestre

 Vista geral da sala durante a defesa


A banca, agora comportada!


sexta-feira, 6 de julho de 2018

[Entrevista] Ciberpajé fala da cena heavy metal do Triângulo Mineiro na década de 80


Ciberpajé: A cena metálica no Pontal do Triângulo Mineiro em fins da década de 80 e início dos anos 90

Ciberpajé com camiseta criada por ele para o Malakay - banda de Ituiutaba (MG) - em 1988

Nessa entrevista o Ciberpajé (Edgar Franco) fala das peculiaridades da cena metálica de sua cidade natal e região à época de seu surgimento, e do impacto da cultura heavy metal em sua formação cultural e artística. A entrevista foi concedida ao pesquisador e mestre em artes visuais Igor Rodrigues, e integra os anexos de sua dissertação de mestrado em artes visuais  intitulada "Experiência estética no heavy metal: uma análise a partir da cena uberlandense e seu entorno", defendida no Programa de Pós-graduação em artes da UFU - Universidade Federal de Uberlândia, sob orientação da Professora Dra. Luciana arslan. Além de ler a entrevista abaixo você pode baixar a instigante dissertação de Igor Rodrigues no repositório institucional da UFU, que foi - numa sincronicidade cósmica - registrada com a sequência final numérica 666.

  1. Igor Rodrigues - Gostaria que me contasse como foi a gênese do heavy metal em sua vida. Como se interessou, como foram seus primeiros contatos e qual é o “grau” de interação com o metal que você desenvolveu ao longo dos anos (montou banda?, ia a shows?, escrevia zines? e etc)

Ciberpajé - O encontro com o heavy metal foi fundamental em minha formação identitária cultural e artística. Quando eu tinha 14 anos, na época do primeiro Rock in Rio no Brasil, eu mergulhei de vez no mundo do rock. Já era aficionado por horror e criava HQs para fanzines. O heavy metal representou o encontro do horror com a música, já conhecia e gostava de Queen e Kiss, antes do Rock in Rio, mas conhecer Ozzy e seu álbum Bark at the Moon e o Iron Maiden - com suas capas incríveis - foi um impacto total. Com 14 anos eu sonhava em ser quadrinhista de HQs de horror e artista de capas de disco de heavy metal! O amor pelas HQs, pelo cinema, pela literatura e poesia gótica só foi crescendo ao longo dos anos, e passei a gostar de bandas extremas como Celtic Frost, Slayer, Possessed, Venom, Bathory, Kreator, Destruction, Sodom. Essas bandas vieram primeiro, mas depois assisti e acompanhei estupefato e maravilhado o surgimento da cena do metal mineiro como Sarcófago, Sepultura, Chakal, Mutilator, Holocausto, e toda a explosão do metal no país no fim da década de 80 e início dos anos 90. Eu era um “tape trader”, trocava fitas K7 com pessoas do país inteiro e do exterior, e comecei também a atuar na cena criando capas de demo-tapes, logos para bandas e mais tarde meus zines dedicados ao gênero. O mais impactante criei no fim da década de 90 e já era on-line, Krepuskulum Webzine, no qual resenhei mais de 1500 CDs e entrevistei mais de 100 bandas do mundo inteiro. Meu trabalho como capista avançou e criei ao longo dos anos mais de 100 capas de CDs e até vinis, algumas delas para bandas do exterior. Na cena local de minha cidade, Ituiutaba, eu batizei uma das bandas extremas o OBSCURE WORM, e criei as capas de suas 2 demos e artes exclusivas para camisetas, e escrevi várias letras de música (com inglês sofrível). A outra banda extrema de Ituiutaba, que gravou demos e conseguiu certa notoriedade no país, foi o MALAKAY. Criei as capas das 2 demos, logo e artes de camisetas para a banda, também ajudava-os nas traduções de letras para o inglês e escrevi uma letra para uma das faixas da segunda demo. Eu era muito ativo na cena local e nacional. E amava criar as artes! Até hoje continuo criando artes. Mas só vim a ter banda própria – o POSTHUMAN TANTRA - em 2004, e o som não é heavy metal, é dark ambient, apesar de beber da fonte do metal e de já ter tocado em vários eventos de metal, e foi a primeira banda brasileira de dark ambient a assinar contrato com gravadora europeia – a Legatus Records, da Suíça.


  1. Você percebeu se os eventos mainstream dos anos 1980 como o Rock in Rio, o show do Kiss, e do Queen - entre outros - tiveram que algum tipo de influência na cena da região?

O Rock in Rio foi totalmente impactante na cena regional, inúmeros jovens conheceram o heavy metal por causa desse festival que ecoou no país inteiro pela grande mídia e tinha músicos com a sedução obscura e grande carisma como Ozzy com aquela história de ter comido um morcego que era deliciosa para nós jovens amantes do horror. O Kiss e o Queen tiveram impacto menor. Outro show impactante para a cena foi a improvável vinda do VENON & EXCITER para o Brasil, isso em 1986, e chegaram a tocar em Brasília. Esses shows foram verdadeiros acontecimentos e os amantes do metal extremo como eu, mesmo sem ter ido, ouvimos muitas histórias sobre as apresentações extremas e ruidosas. O heavy metal do triângulo mineiro já era contaminado pelo lado mais extremo!

  1. Você sentiu a influência da cena de BH dos anos 1980?

As bandas do triângulo vão surgir totalmente influenciadas pela cena de BH. Era aquela sensação: “ - Se eles podem, também podemos!”Como o destaque em BH era o metal extremo, o mesmo aconteceu nas cenas de Uberlândia, Ituiutaba e Araguari. O death, thrash e black metal vão reinar como estilos! E a ida de Wagner Antichrist (Sarcófago) para cursar graduação em economia na UFU, irá incendiar ainda mais a cena extrema triangulina. Wagner era um ídolo e ícone do metal extremo e muitas pessoas passaram a frequentar sua casa. Até o pessoal do Malakay esteve em Uberlândia para conhecê-lo. E nessa época a batalha era para ver QUEM ERA O MAIS EXTREMO, PESADO E OBSCURO! As bandas tinham como temas básicos: heresia, anticristianismo, satanismo primitivo (e até inocente). Era um momento de muita ebulição, apesar das dificuldades, pois instrumentos e amplificadores eram caríssimos, estúdios raros e totalmente inaptos para gravarem metal. No entanto as bandas faziam, criavam. O Malakay gravou sua primeira demo “Satan's Command” com um gravador CCE pendurado no teto do quartinho de ensaio para captar todos os instrumentos. Uma tosqueira que eles distribuíram pro mundo inteiro e concederam entrevistas até pra zines da Grécia e Inglaterra – eu traduzia as respostas para o inglês para eles!


  1. Sobre a estética agressiva do heavy metal mineiro, como os demônios, as caveiras, a destruição, a profanação do sagrado, o cemitério. Existe algum ponto que gostaria de salientar?

Existia na cena um interesse grande por satanismo, mas as informações eram rasas e o acesso a livros muito difícil. As bandas buscavam livros de ocultismo para aprofundarem-se na temática obscura-oculta-satânica mas não encontravam nada. O Malakay, era uma banda totalmente operária com parcos recursos financeiros, já que os seus musicistas eram jovens da periferia e todos exerciam trabalhos braçais, um era ajudante de pedreiro do pai, outro era cortador de cana, outro servente, tudo era muito difícil para eles, mas tinham muita vontade e um horror real da sociedade, eram rebeldes COM CAUSA! Jovens com menos de 18 anos já submetidos a trabalhos estafantes e mal remunerados. Lembro-me da busca que fizeram por livros ocultistas para inspirarem suas letras, mas com o dinheiro que tinham e o que a cidade oferecia só conseguiram comprar o notório “Livro de São Cipriano” no famoso “Sebo do Jair” e essa era a base literária de suas letras e de algumas tentativas de criar rituais e fazer pactos demoníacos. As coisas eram levadas a sério apesar da extrema precariedade e dificuldade de obter informações. Nessa época as artes que eu criava tinham como base muitos dos clichês visuais do metal: demônios, feiticeiros, magos, bruxas, crânios, sangue, morte, horror! A ideia era chocar mesmo.

  1. Do ponto de vista de um artista performático que por vezes choca o público que o assiste, existe uma relação da sua produção artística com a maneira que o metal extremo se posiciona, que também choca o público? Talvez um gosto em comum em incomodar aquilo que está acomodado? Nessa visão, como diria que o metal participou da sua construção enquanto artista?

Minhas performances com o Posthuman Tantra são absolutamente influenciadas pelo shock rock e rock horror de bandas como Alice Cooper, Kiss, King Diamond, Misfits, e outras. A violência, a visceralidade, o sangue e o peso do heavy metal fazem parte de minha construção como artista e são absolutamente assumidas e antropofagizadas em meus conceitos para as apresentações. O heavy metal é um ruído no status quo, pois mesmo sendo uma estética totalmente implosiva do sistema e dos valores e moral instituídas conseguiu por alguns anos alcançar o mainstream, esteve sob os holofotes da grande mídia global por um tempo breve! Isso é inacreditável, pena que voltou a ser algo absurdamente underground na contemporaneidade e a cada dia torna-se mais distante de um impacto maior no seio da cultura pois não tem formado novos ouvintes.


  1. Você acha que esse incômodo causado pelo metal extremo, fez com que ele se desse muito bem na nossa região, que tem uma tradição mais religiosa e tímida de cidades pequenas? Qual outro aspecto você percebe que ajudou a formar essa tradição do metal extremo na nossa região?

É uma das possibilidades, a cultura do Triângulo Mineiro ainda na década de 80 era extremamente católico-cristã, eu e meus amigos todos fizemos catequese, era quase obrigatório, como ir à escola! insurgir-se contra isso era um ato de profunda rebeldia. Lembro-me que o Obscure Worm em sua segunda apresentação em praça pública em Ituiutaba, diante de uma igreja tradicional da cidade, gritou a plenos pulmões no início do show: “Pau no cu de Cristo!” Apesar da puerilidade de tal expressão, aquilo tornou-se lendário entre os “metaleiros” da cidade e gerou raiva das instituições, questionamentos de como tinham permitido que tal banda tocasse em um evento público, tudo que jovens rebeldes sonhavam. Existia uma disputa entre as bandas por esse extremismo que era tosca e tola, o Malakay queria ser mais extremo que o Obscure Worm, e usavam estratégias inacreditáveis, inclusive eu era amigo de todos e criava artes para ambas, mas em certo momento os integrantes tornaram-se inimigos mortais! O Malakay foi tocar na cidade goiana de Itumbiara e na segunda música o vocalista “Sérgio Parasita” pegou uma galinha viva e matou-a no palco mordendo seu pescoço com os dentes. Era uma boate da cidade e o resultado foi que pararam o show e a banda foi expulsa do local. Coisas inacreditáveis aconteciam. Um dos integrantes de uma das bandas extremas de Ituiutaba nessa época, vou preservar o nome pois trata-se de um crime, foi ao cemitério da cidade e profanou uma tumba e levou o crânio do cadáver para sua casa. Lavou e encerou o crânio e tinha a intenção de levar nos shows da banda. Ele chamou-me para mostrar-me o seu adorno macabro. Eu falei que aquilo era insanidade e que ele poderia responder na justiça, pois no Brasil deter partes de cadáveres é um crime grave, ele nem tinha se tocado pra coisa! Voltou ao cemitério e jogou o crânio de volta lá. É importante dizer que eu muitas vezes atuava como um mentor na cena de Ituiutaba, eu lia muito – meu pai tinha uma biblioteca de mais de 3 mil livros – então era um consultor até pra essas insanidades.


  1. Existe algum marco, algum ponto da história do metal na região que considera importante de se relembrar?

Quando o senso comum ainda pouco conhecia de metal pesado e extremo a não ser por ecos do Rock In Rio, em 1989 -se não me falha a memória -, a prefeitura de Ituiutaba promoveu um evento de natal no calçadão da cidade. O Malakay inscreveu-se para tocar por 30 minutos, dentre duplinhas sertanejas e outras amenidades. Eles disseram para a organização que eram uma “banda de rock”. A cena inteira de “metaleiros” reuniu-se na praça para ouvir a banda, e na hora da apresentação ficou próxima do palco. O calçadão estava repleto de gente, calculo que umas quinhentas pessoas ou mais. O grupo de uns 80 metaleiros aproximou-se do palco e um cara vestido de palhaço que era o MC do evento anunciou a banda. Eles entraram arrebentando tudo com a música “Satan's Command”. A população da cidade não entendeu nada, foram se afastando do palco, e ali eu vi acontecer o primeiro stage-dive da cidade, os metaleiros ensandecidos subindo no palco e pulando feito loucos nos braços da galera. A organização do evento ficou chocada com aquilo e quando o Malakay emendou a segunda faixa eles cortaram instrumentos e microfone do vocalista e entrou o palhaço dizendo: “- É isso aí, esse foi o Malakay. Agora vamos sortear uns brindes!” Todos nós ficamos revoltados e gritamos “- Malakay, Malakay, Malakay!” Queríamos a banda de volta ao palco, mas não teve jeito. Foram colocados pra fora depois de tocarem só uma faixa. Essa apresentação tornou-se lendária na cidade como a do Obscure Worm quando disseram “ - Pau no cu de Cristo!” O metal era pura subversão, rebeldia antissistema, era tudo que queríamos!

  1. Peço que se existe algum ponto que acha importante ser ressaltado acerca da cena heavy metal da região que eu não perguntei, sinta-se livre em falar sobre.

Gostaria de ressaltar o impacto do heavy metal como cultura. É incrível perceber que a grande maioria dos jovens que pertenciam à cena de Ituiutaba nessa época da efervescência do metal tornaram-se pessoas envolvidas com o mundo da cultura e da universidade. Muitos amigos metaleiros da época hoje são professores universitários, doutores, mestres, escritores, artistas, ou musicistas profissionais graduados. Para mim essa percepção empírica mostra como o heavy metal é uma expressão musical que abre os perceptos das pessoas para a cultura em geral, literatura, cinema, teatro e as outras formas de arte. Amigos meus que não tinham o mínimo interesse por leitura, foram ler por causa do Iron Maiden e suas letras tratando de eventos históricos. Eu conheci Lovecraft ouvindo Metallica e os primeiros magistas pelos quais me interessei como Crowley e Eliphas Levi conheci nas letras de música de bandas como Ozzy, Celtic Frost, Samael. Também conheci a arte do saudoso H.R.Giger nas capas de discos que fez, ele tornou-se uma influência, e para mim é um dos artistas mais importantes do século XX. Tive a chance de visitar seu museu na Suíça em 2009. E existem muitas outras histórias que vivi e que assisti que denotam a força do heavy metal como forma de cultura.

Ciberpajé com camiseta criada por ele para o Malakay - banda de Ituiutaba (MG) - em 1988




quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Ciberpajé foi membro de banca de doutorado sobre quadrinhos no PPG em Comunicação da UnB

No dia 20 de dezembro de 2017 o Ciberpajé integrou a banca de doutorado do discente Jorge Alam Pereira dos Santos, que defendeu a tese: "Teorizando os quadrinhos: imagens de especificidade e de hibridez na concepção da Nona Arte" no Programa de Pós-graduação em Comunicação da UnB, um trabalho de grande tenacidade que tratou das complexidades e tensões existentes entre a concepção de linguagem específica para os quadrinhos ou seu caráter naturalmente híbrido. A banca sugeriu a publicação da tese como livro que muito contribuirá para o contexto da pesquisa dos quadrinhos no país. 

Abaixo a pose acadêmica da banca ao lado do novo doutor! Da esquerda para a direita: Profa. Dra. Susana Dobal (Orientadora - UnB); Prof. Dr. Gustavo de Castro (UnB), o novo Dr. Jorge Alam Pereira dos Santos, Ciberpajé (UFG) e Prof. Dr. Willian Alves Biserra (UnB).




domingo, 18 de junho de 2017

[Lançamento] Arte do Ciberpajé é capa da revista acadêmica Húmus, v. 7, n. 19 (2017)

Arte de capa da Revista Húmus, v.7, n.19 (2017)

A arte do Ciberpajé Edgar Franco mais uma vez ilustrou a capa de um volume da revista acadêmica Húmus, periódico da Universidade Federal do Maranhão. A arte do novo número da Húmus v. 7, n.19 (2017) é a quarta página da HQ "Híbrido Ícaro". A história em quadrinhos do Ciberpajé foi publicada originalmente na revista Gatos & Alfaces #6.

A revista Húmus é um periódico da Universidade Federal do Maranhão, nas seguintes áreas de concentração: Direito (B1), Letras (B3), Sociologia (B3), Filosofia (B4), Psicologia (B4) e Desenvolvimento Regional. Cabe lembrar, que é de grande pertinência aos Estudos Interdisciplinares em Ciências Humanas e os conceitos de Contingência e Técnica. Tem a pretensão de analisar o impacto da Técnica Moderna na sociedade contemporânea, os diversos aspectos da condição humana na contemporaneidade, e ainda, os elementos trágicos e contingentes nas sociedades pós-modernas, dando relevo tanto a questões teóricas como as específicas sobre o comportamento humano, as ações políticas, as diversas organizações sociais, tribais e individuais presentes no mundo moderno e pós-moderno.

O Ciberpajé agradece o convite dos editores para estampar novamente a capa da prestigiada Húmus, especialmente ao Prof. Dr. Wellington Lima Amorim.


terça-feira, 25 de abril de 2017

Artigo sobre Transumanismo na revista Somnium cita a obra do Ciberpajé

No  número 113 da lendária SOMNIUM - publicação oficial on-line do CLFC - Clube de Leitores de Ficção Científica - Brasil, o professor Dr. Edgar Smaniotto escreveu um longo e instigante artigo sobre transumanismo fazendo impressionantes correlações com múltiplas obras de FC. O universo ficcional transmídia da "Aurora Pós-humana", criado pelo Ciberpajé, é citado em 3 momentos no texto.  Baixe a revista Somnium # 113 e leia o artigo na íntegra clicando na imagem abaixo:


Dr. Smaniotto já escreveu um artigo exclusivamente sobre a obra do Ciberpajé Edgar Franco, ele foi intitulado de "Por uma antropologia do Ciberpajé: Misticismo e Transcendência Tecnológica na obra ficcional transmídia de Edgar Silveira Franco”. O artigo foi publicado nos anais do VII Simpósio de História Cultural (USP), e pode ser lido na íntegra clicando na imagem abaixo:


sexta-feira, 7 de abril de 2017

[Lançamento] Página de HQ do Ciberpajé e de Gian Danton são capa da revista acadêmica "Cadernos Zygmunt Bauman" (V.6, n.12), da UFMA

A convite dos editores da revista acadêmica "Cadernos Zygmunt Bauman", o Ciberpajé e o roteirista Gian Danton cederam a arte de uma página da HQ "A Caverna", criada em parceria pelos dois, para ser a capa do Volume 6, Número 12 (2016) da publicação.

Capa da nova edição dos "Cadernos Zygmunt Bauman", página de HQ de Edgar Franco & Gian Danton.  

"Cadernos Zygmunt Bauman" é um periódico da Universidade Federal do Maranhão, nas seguintes áreas de concentração: Interdisciplinar, Direito, Serviço Social, Filosofia, Sociologia, Psicologia e Desenvolvimento Regional. A revista pode ser acessada gratuitamente nesse link.

A HQ "A Caverna" foi publicada no álbum "Duetos Essenciais" que foi lançado recentemente pela editora Marca de Fantasia, o álbum apresenta 23 HQs do Ciberpajé em parcerias com nomes consagrados e emergentes da cena de quadrinhos alternativos do Brasil. Adquira seu exemplar nesse link. Você também pode baixar o artigo científico "A Caverna: A Alegoria de Platão em uma Adaptação para os Quadrinhos Poético-Filosóficos", escrito pelo Ciberpajé e pela IV Sacerdotisa para relatar o processo criativo da HQ inspirada no mito da caverna de Platão e publicado na revista acadêmica " De Letra em Letra" (Unifesp), saiba detalhes e baixe o artigo nesse link.

Capa do álbum em quadrinhos "Duetos Essenciais" que inclui a HQ "A Caverna", de Edgar Franco e Gian Danton.

[Lançamento] Arte do Ciberpajé em homenagem a Bauman estampa a capa da revista acadêmica Húmus (V.6,N.18), da UFMA

A convite dos editores da revista acadêmica Húmus, o Ciberpajé cedeu a arte criada por ele para homenagear o grande pensador Zygmunt Bauman na data de seu falecimento para ser a capa do Volume 6, Número 18 - ISSN: 2236-4358 (2016) da publicação.



Arte do Ciberpajé Edgar Franco


A revista é um periódico da Universidade Federal do Maranhão, nas seguintes áreas de concentração: Direito, Letras, Sociologia, Filosofia, Psicologia e Desenvolvimento Regional. Cabe lembrar, que é de grande pertinência aos Estudos Interdisciplinares em Ciências Humanas e os conceitos de Contingência e Técnica. Tem a pretensão de analisar o impacto da Técnica Moderna na sociedade contemporânea, os diversos aspectos da condição humana na contemporaneidade, e ainda, os elementos trágicos e contingentes nas sociedades pós-modernas, dando relevo tanto a questões teóricas como as específicas sobre o comportamento humano, as ações políticas, as diversas organizações sociais, tribais e individuais presentes no mundo moderno e pós-moderno. Acesse a revista nesse link.


Site da revista Húmus destacando a nova edição com arte de capa do Ciberpajé.

quarta-feira, 15 de março de 2017

[Entrevista] Ciberpajé concede breve entrevista ao Jornal UFG sobre o fenômeno dos Otakus na universidade

O Ciberpajé Edgar Franco foi entrevistado pela jornalista Patrícia da Veiga Borges para a nova edição do Jornal UFG, Ano XI, número 85, de março de 2017. A matéria "Otakus na Universidade" ocupa a página 9 da versão impressa do jornal, e pode ser também lida na íntegra na versão online nesse link.
Ciberpajé com a versão impressa do Jornal UFG

Abaixo segue a questão enviada pela jornalista Patrícia da Veiga e a resposta do Ciberpajé na íntegra:

Patrícia da Veiga: A que devemos atribuir esse apreço demonstrado pelos estudantes pela cultura japonesa representada pelos Mangás e Animes?

Prof Dr. Edgar Franco (FAV/UFG): Durante a segunda metade do Século XX e a ascensão das mídias de massa, com o surgimento e a expansão da televisão - logo no pós segunda guerra mundial, vivemos um domínio cultural dos mass media perpetrado pelo imperialismo hipercapitalista estadunidense. Até a década de 90, praticamente todos os quadrinhos e desenhos animados veiculados no país eram produzidos nos Estados Unidos, com raríssimas exceções como os seriados japoneses Ultraman e Spektroman que já rascunhavam o sucesso estrondoso que as produções japoneses teriam no ocidente a partir da década de 90.  Até meados da década de 80 os quadrinhos mainstream de super-heróis eram criados visando um público masculino e com objetivos claramente catárticos, e eram basicamente consumidos por garotos entre os 8 e 20 anos de idade, o público feminino pouco tinha espaço nesses universos quase sempre maniqueístas e muito limitados no que tange à complexidade de seus personagens. Pois bem, com a chegada da internet os produtos da cultura pop japonesa começaram a ganhar mais espaço no ocidente e a serem veiculados na TV e impressos como mangás. Isso aconteceu devido à uma identificação muito grande das crianças e adolescentes com as estruturas narrativas desses produtos, marcados por personagens mais complexos e sensíveis, por uma maior diversidade de tipos físicos, de orientações sexuais diversas, e que valorizam as personagens femininas no mesmo grau das masculinas. Com isso o público feminino, que não encontrava identificação com quadrinhos e desenhos animados produzidos nos EUA, passou a identificar-se com os mangás e animes japoneses, e isso aconteceu também com boa parte do público masculino. A verdade é que os mangás e animes trabalham incrivelmente bem com a noção de arquétipos e a complexidade e idiossincrasias de seus personagens, e mesmo em seus delirantes universos de FC e fantasia tratam de problemas muito comuns a todos os adolescentes e jovens adultos do mundo ocidental, essa é a razão de seu sucesso estrondoso. Também é importante salientar o investimento gradativo e emergente da iniciativa privada japonesa nesses produtos de entretenimento visando a melhoria contínua de sua qualidade e internacionalização.

domingo, 25 de setembro de 2016

Ciberpajé participa de banca de doutorado na PUC-SP: "Narração e memória no mangá Adolf, de Osamu Tezuka"

No dia 19 de setembro de 2016, o Ciberpajé Edgar Franco participou como um dos membros da banca de defesa de tese de doutorado em história social de Karen Pinho de Moraes, na PUC-SP. A tese, intitulada "Narração e memória no mangá Adolf, de Osamu Tezuka (1983-1985)", trata das denúncias feitas por Tezuka sobre os males das guerras do século XX, enfocando a obra e sua narrativa baseada em memórias que funcionam não apenas como luta contra o esquecimento e a repetição das atrocidades desse passado, mas também utiliza-se dele para um projeto de futuro. A aluna foi aprovada com nota 10 após a longa arguição feita pelos integrantes da banca que destacaram múltiplos aspectos da densa e sagaz pesquisa realizada pelo nova doutora. Ao final, a pedidos da orientanda e da orientadora, fizemos uma foto com a clássica pose acadêmica!

O Ciberpajé agradece ao convite feito pela orientadora professora Dra. Maria do Rosário da Cunha Peixoto, pela orientanda Karem Pinho e pelo Programa de Pós-graduação em História Social da PUC-SP.


Pose acadêmica ao final da banca. Da esquerda para a direita: Profa. Dra. Olga Brites, Profa. Dra. Heloisa de Faria Cruz, a nova doutora Karen Pinho, Ciberpajé, Prof. Dr. Bras Ciro Gallota e a orientadora Profa. Dra. Maria do Rosário.